{"id":21489,"date":"2008-07-07T15:16:01","date_gmt":"2008-07-07T15:16:01","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21489"},"modified":"2008-07-07T15:16:01","modified_gmt":"2008-07-07T15:16:01","slug":"entrada-das-teles-no-mercado-de-tv-a-cabo-e-vista-como-inevitavel","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21489","title":{"rendered":"Entrada das teles no mercado de TV a cabo \u00e9 vista como inevit\u00e1vel"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\">Principal disputa no in&iacute;cio da tramita&ccedil;&atilde;o do projeto de converg&ecirc;ncia digital no pa&iacute;s, em janeiro de 2007, a entrada das empresas de telefonia fixa no mercado de TV a cabo &eacute; vista hoje como inevit&aacute;vel no mercado e no Congresso, apesar de ainda sofrer resist&ecirc;ncias entre sindicalistas.<\/p>\n<p>A mudan&ccedil;a ocorreu depois que as emissoras de TV e as teles praticamente selaram um acordo de &quot;limites rec&iacute;procos&quot; de atua&ccedil;&atilde;o no mercado de produ&ccedil;&atilde;o, programa&ccedil;&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o de audiovisual.<\/p>\n<p>Assim, o texto do projeto a ser votado no Congresso libera a atua&ccedil;&atilde;o das companhias de telefonia fixa na TV a cabo, extinguindo a proibi&ccedil;&atilde;o atual prevista na Lei do Cabo. Permite ainda que teles fixas de capital estrangeiro operem no setor, uma reivindica&ccedil;&atilde;o da espanhola Telef&ocirc;nica.<\/p>\n<p>Por outro lado, as teles n&atilde;o poder&atilde;o deter mais do que 30% das empresas de produ&ccedil;&atilde;o e de programa&ccedil;&atilde;o audiovisual, seguindo o mesmo modelo previsto na Constitui&ccedil;&atilde;o para a presen&ccedil;a de capital estrangeiro na radiodifus&atilde;o. Ou seja, n&atilde;o podem ser donas da fase de produ&ccedil;&atilde;o e de programa&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do.<\/p>\n<p>As teles t&ecirc;m pressa para votar o projeto. J&aacute; a Globo, nem tanto. Quando ele for aprovado, especialistas avaliam que haver&aacute; uma consolida&ccedil;&atilde;o do mercado da TV a cabo na seguinte configura&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p>1) Na &aacute;rea de distribui&ccedil;&atilde;o, haver&aacute; um predom&iacute;nio das operadoras Telef&ocirc;nica (principalmente em S&atilde;o Paulo), Embratel (Net, a mais forte hoje) e Oi\/Brasil Telecom; 2) na de fornecimento de conte&uacute;do, uma disputa da Globosat com Record, Abril e Band, com vantagem atual para a empresa das Organiza&ccedil;&otilde;es Globo.<\/p>\n<p>A Globosat sai na frente porque domina o segmento: sua programa&ccedil;&atilde;o j&aacute; est&aacute; dispon&iacute;vel na Net, na Sky e at&eacute; na TV por sat&eacute;lite da Telef&ocirc;nica, com o forte apelo dos canais de esporte e de not&iacute;cias.<\/p>\n<p>Entre as teles, a Embratel, do mexicano Carlos Slim, est&aacute; em vantagem, pois j&aacute; participa da Net. Aprovado o projeto de Bittar, deve ser formalizada uma opera&ccedil;&atilde;o prevista no mercado. Uma troca de posi&ccedil;&otilde;es na Net.<\/p>\n<p>Slim hoje tem 49% do controle da TV a cabo. A Globo, 51%. Haveria uma invers&atilde;o, com o mexicano passando a ser o s&oacute;cio controlador e majorit&aacute;rio de uma empresa que est&aacute; numa pol&iacute;tica agressiva para aumentar seu n&uacute;mero de assinantes antes que as novas regras entrem em vigor e a competi&ccedil;&atilde;o aumente no setor.<\/p>\n<p>Afinal, as teles fixas ficar&atilde;o livres para atuar na TV a cabo e ter&atilde;o condi&ccedil;&otilde;es de oferecer, nessa modalidade, o servi&ccedil;o &quot;triple play&quot; (banda larga, TV por assinatura e telefone num mesmo pacote por cabo), hoje quase uma exclusividade da empresa de Slim e Globo.<\/p>\n<p>Pacotes populares<br \/>Antes que a competi&ccedil;&atilde;o aumente, a Net est&aacute; oferecendo pacotes mais populares de &quot;triple play&quot; a R$ 39,90 -num servi&ccedil;o que disponibiliza ao assinante s&oacute; os canais abertos, n&atilde;o oferecendo os da TV paga.<\/p>\n<p>A aprova&ccedil;&atilde;o do projeto de Bittar ser&aacute; tamb&eacute;m a senha para a Telef&ocirc;nica concretizar uma opera&ccedil;&atilde;o vista como certa no mercado: assumir o controle acion&aacute;rio do setor de TV a cabo do Grupo Abril em S&atilde;o Paulo, no qual det&eacute;m menos de 20% do controle, como manda a lei. Atualmente, a empresa espanhola j&aacute; controla TVs por assinatura por sat&eacute;lite e microondas, ofertando por meio dessas tecnologias pacotes que incluem tamb&eacute;m banda larga e telefone fixo.<\/p>\n<p>A Oi opera em Belo Horizonte uma empresa de TV a cabo, a Way TV. Ganhou uma autoriza&ccedil;&atilde;o da Anatel (Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es) para operar o sistema porque, na &eacute;poca em que a empresa foi colocada &agrave; venda na capital mineira, s&oacute; ela se apresentou como interessada no neg&oacute;cio. Uma medida que foi questionada pelos concorrentes, por causa da proibi&ccedil;&atilde;o de teles fixas atuarem no sistema prevista na Lei do Cabo.  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"> <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Principal disputa no in&iacute;cio da tramita&ccedil;&atilde;o do projeto de converg&ecirc;ncia digital no pa&iacute;s, em janeiro de 2007, a entrada das empresas de telefonia fixa no mercado de TV a cabo &eacute; vista hoje como inevit&aacute;vel no mercado e no Congresso, apesar de ainda sofrer resist&ecirc;ncias entre sindicalistas. 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