{"id":21481,"date":"2008-07-04T19:52:15","date_gmt":"2008-07-04T19:52:15","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21481"},"modified":"2008-07-04T19:52:15","modified_gmt":"2008-07-04T19:52:15","slug":"o-campo-minado-da-classificacao-indicativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21481","title":{"rendered":"O campo minado da classifica\u00e7\u00e3o indicativa"},"content":{"rendered":"\n<p><em>Foi com bastante surpresa que v&aacute;rios setores da sociedade receberam a not&iacute;cia de que Jos&eacute; Eduardo Elias Rom&atilde;o, at&eacute; ent&atilde;o diretor do Departamento de Justi&ccedil;a, Classifica&ccedil;&atilde;o, T&iacute;tulos e Qualifica&ccedil;&atilde;o (Dejus), da Secretaria Nacional de Justi&ccedil;a, tinha deixado o cargo no dia 10 de junho. Diretor do &oacute;rg&atilde;o desde fevereiro de 2004, Jos&eacute; Rom&atilde;o esteve diretamente envolvido com o processo de regulamenta&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o indicativa de programas de TV, filmes para o cinema, v&iacute;deo e DVD, jogos eletr&ocirc;nicos, espet&aacute;culos c&ecirc;nicos e musicais. Desses, com certeza, o trabalho mais emblem&aacute;tico de sua gest&atilde;o foi o processo de regulamenta&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o dos programas de televis&atilde;o. Alvo de acusa&ccedil;&otilde;es de propor a volta da censura, Jos&eacute; Rom&atilde;o foi duramente criticado, principalmente pelas emissoras de TV, embora tamb&eacute;m tivesse recebido apoio de renomados juristas, artistas e personalidades brasileiras. A elabora&ccedil;&atilde;o da atual portaria 1.220\/07, que estabelece as diretrizes da classifica&ccedil;&atilde;o, foi fruto de um amplo debate p&uacute;blico, que, mesmo n&atilde;o sendo divulgado pela grande imprensa, conseguiu envolver boa parte da sociedade brasileira, seja integrando o Grupo de Trabalho, institu&iacute;do em 2005 pela ent&atilde;o secret&aacute;ria Claudia Chagas, seja participando das consultas e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas. Tendo acompanhado de perto e noticiado, ao longo destes anos, todo o processo de trabalho, o Rio M&iacute;dia entrevistou esta semana, por e-mail, Jos&eacute; Rom&atilde;o. Nesta entrevista, ele explica os motivos que o levaram a se afastar da Secretaria Nacional de Justi&ccedil;a e faz um pequeno balan&ccedil;o da gest&atilde;o. Interinamente quem ocupa o cargo de diretor do Dejus &eacute; o advogado Davi Ulisses Brasil Sim&otilde;es Pires, at&eacute; ent&atilde;o diretor-adjunto do pr&oacute;prio departamento. No in&iacute;cio desta semana, o Rio M&iacute;dia tamb&eacute;m enviou, por e-mail, uma entrevista ao diretor. No entanto, at&eacute; esta sexta-feira (27\/06), a Secretaria Nacional de Justi&ccedil;a ainda n&atilde;o tinha autorizado a publica&ccedil;&atilde;o das respostas dadas pelo novo diretor do Dejus. Acompanhe a entrevista concedida por Jos&eacute; Rom&atilde;o.<\/em><span style=\"color: red\"><\/p>\n<p> <\/span><strong><span>Por que o senhor deixou o Dejus? Houve alguma press&atilde;o por parte das emissoras de TV? Algum desentendimento interno na condu&ccedil;&atilde;o do trabalho no Dejus?<\/span><\/strong><span style=\"color: red\"><br \/> <\/span>Para deixar de fazer qualquer coisa que voc&ecirc; gosta muito e que lhe propicia in&uacute;meras realiza&ccedil;&otilde;es, um s&oacute; motivo n&atilde;o basta. S&atilde;o v&aacute;rias as raz&otilde;es que justificam e, espero eu, que explicam minha sa&iacute;da da dire&ccedil;&atilde;o do Dejus. A primeira delas, e a mais importante, &eacute; que conclu&iacute; o Plano de Trabalho ao qual me vinculava desde 2004. Depois de quatro anos e quatro meses de trabalho, felizmente consegui realizar, com o aux&iacute;lio de in&uacute;meras pessoas, todos os objetivos previstos no planejamento institucional do Departamento e tamb&eacute;m outros tantos objetivos relevantes e estrat&eacute;gicos que foram agregados ao trabalho, sobretudo por demanda da sociedade civil organizada. A segunda diz respeito &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o de uma pesquisa de doutoramento iniciada em 2006. Portanto, sinto-me obrigado a deixar o trabalho cotidiano de gest&atilde;o do Dejus para poder desenvolver uma pesquisa sobre o processo de constitui&ccedil;&atilde;o dessa nova classifica&ccedil;&atilde;o indicativa. &Eacute; hora de refletir detidamente sobre o que foi feito, sobre o quanto conseguimos avan&ccedil;ar por esse campo &ldquo;minado&rdquo; do controle democr&aacute;tico dirigido &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o social. E antes que voc&ecirc; me pergunte, explico que uso &ldquo;minado&rdquo; para me referir &agrave;s acusa&ccedil;&otilde;es que explodem a cada movimento: &ldquo;&eacute; censura&rdquo;, &ldquo;&eacute; moralismo&rdquo;, &ldquo;&eacute; dirigismo&rdquo; etc.<span style=\"color: red\"><br \/> <\/span>H&aacute;, &eacute; claro, raz&otilde;es de ordem pessoal n&atilde;o menos importantes, como ter mais tempo para a fam&iacute;lia, por exemplo. Portanto, saio porque acredito ter cumprido esta miss&atilde;o executiva como gestor p&uacute;blico e porque preciso realizar agora minha outra miss&atilde;o, como pesquisador da Universidade de Bras&iacute;lia.<span style=\"color: red\"><br \/> <\/span>Nesse contexto, n&atilde;o h&aacute; por que falar em press&atilde;o das emissoras comerciais contr&aacute;rias &agrave; classifica&ccedil;&atilde;o indicativa. Al&eacute;m do mais, desde o inicio de 2007, quando a pretexto da transi&ccedil;&atilde;o entre o ministro Marcio Thomaz Bastos e o ministro Tarso Genro se especulava em Bras&iacute;lia sobre a &ldquo;oportunidade&rdquo; de minha sa&iacute;da, o governo demonstrou claramente n&atilde;o estar aberto a esse tipo de press&atilde;o.<span style=\"color: red\"><br \/> <\/span>Do mesmo modo, devo responder &agrave; pergunta se &ldquo;algum desentendimento interno na condu&ccedil;&atilde;o do trabalho no pr&oacute;prio Dejus&rdquo; poderia ter motivado minha sa&iacute;da. Depois de tudo o que vivemos &ndash; e estou me referindo especialmente aos momentos mais dif&iacute;ceis &ndash;, n&atilde;o poderia ser um &ldquo;desentendimento interno&rdquo; a raz&atilde;o de minha sa&iacute;da. Muito pelo contr&aacute;rio, a&iacute; &eacute; que eu me sentiria obrigado a permanecer.<\/p>\n<p> <strong><span>De qualquer forma, alguns setores da sociedade temem que a sua sa&iacute;da signifique um &ldquo;afrouxamento&rdquo; no processo de classifica&ccedil;&atilde;o indicativa. O que o senhor tem a dizer sobre isso?<br \/> <\/span><\/strong>&Eacute; compreens&iacute;vel que setores da sociedade civil, sobretudo aqueles que participaram intensamente do processo de constru&ccedil;&atilde;o da nova classifica&ccedil;&atilde;o indicativa, vejam com algum receio meu desligamento do cargo e que o fato pare&ccedil;a indicar um retrocesso ou, como queira, um afrouxamento na classifica&ccedil;&atilde;o indicativa. Afinal de contas, muitos de n&oacute;s se entregaram t&atilde;o completamente &agrave; realiza&ccedil;&atilde;o desse trabalho que acabamos, naturalmente, nos confundindo com ele e parecendo parte dele. Acho que senti algo semelhante, que &eacute; menos temor do &ldquo;novo&rdquo; e mais receio de descontinuidade, quando a dra. Ela Wiecko deixou a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidad&atilde;o do MPF; e tamb&eacute;m quando o Zico G&oacute;es deixou a dire&ccedil;&atilde;o da MTV\/Brasil. Mas creio que n&atilde;o sou parte da classifica&ccedil;&atilde;o. Talvez eu seja &ndash; tanto quanto o Guilherme Canela, o Gustavo Gindre, o Gabriel Priolli, o Fernando Martins e tantas outras pessoas que lutaram pela constitui&ccedil;&atilde;o dessa pol&iacute;tica &ndash; parte da hist&oacute;ria da classifica&ccedil;&atilde;o. O que &eacute; muito diferente.<br \/> Essa pol&iacute;tica p&uacute;blica que denominamos de &ldquo;nova classifica&ccedil;&atilde;o indicativa&rdquo; &eacute; hoje uma institui&ccedil;&atilde;o republicana, isto &eacute;, um sistema normativo capaz de promover democraticamente a realiza&ccedil;&atilde;o dos direitos humanos de crian&ccedil;as e adolescentes sem depender deste ou daquele governo.<br \/> &Eacute; verdade que um bom gestor sempre ajuda, mas o fundamental &eacute; dispor de normas e procedimentos fortemente institu&iacute;dos. Tenho a impress&atilde;o de que se essa pol&iacute;tica resistiu, sem qualquer altera&ccedil;&atilde;o, &agrave; portaria 1.220\/07, &agrave;s fortes press&otilde;es para que fosse removida a obrigatoriedade da observ&acirc;ncia dos diferentes fusos hor&aacute;rios na exibi&ccedil;&atilde;o dos programas de TV, n&atilde;o pode haver retrocessos. Contudo, isso n&atilde;o significa que podemos simplesmente virar a p&aacute;gina e partir para outra batalha.<br \/> O desafio agora &eacute; o da ativa vigil&acirc;ncia, o do controle social. &Eacute; preciso continuar exigindo total transpar&ecirc;ncia em cada ato praticado.<\/p>\n<p> <strong><span>Ent&atilde;o o senhor acredita na continuidade do processo de classifica&ccedil;&atilde;o indicativa tal como est&aacute; institu&iacute;do?<\/span><\/strong><strong><span><br \/> <\/span><\/strong>N&atilde;o s&oacute; acredito na continuidade do trabalho, isto &eacute;, na busca incessante pela efetividade e pela legitimidade da pol&iacute;tica, como tenho certeza de que haver&aacute; aprimoramentos. E s&atilde;o dois os principais motivos que me fazem vislumbrar avan&ccedil;os. Primeiro, no Plano de Trabalho do Departamento para 2008 est&atilde;o previstas a&ccedil;&otilde;es estrat&eacute;gicas que vinculam a classifica&ccedil;&atilde;o &agrave;s pol&iacute;ticas educacionais e culturais do governo federal e ainda regularizam a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil organizada no procedimento de an&aacute;lise; e o segundo motivo &eacute; que, muito embora eu reitere que a pol&iacute;tica n&atilde;o possa depender das pessoas que est&atilde;o no MJ, atualmente h&aacute; no Dejus uma equipe renovada e bastante qualificada para enfrentar quaisquer desafios. Pude trabalhar com o dr. Davi Pires, o atual diretor do Dejus, tempo suficiente para atestar suas qualidades como gestor e como mediador.<\/p>\n<p> <strong><span>O senhor esteve &agrave; frente do Dejus por quanto tempo? O que ficou de aprendizado?<\/span><\/strong><strong><span><br \/> <\/span><\/strong>Entrei em fevereiro de 2004 e sa&iacute; em junho de 2008. E por incr&iacute;vel que pare&ccedil;a foi a mais longa gest&atilde;o da hist&oacute;ria do Departamento. A rigor, da perspectiva da administra&ccedil;&atilde;o do Estado, n&atilde;o &eacute; l&aacute; tanto tempo assim. Mas a julgar pela intensidade, pela qualidade e pela quantidade das experi&ecirc;ncias que vivi nesse per&iacute;odo, sinto-me uns quinze anos mais velho. Ainda bem que tenho cara de menino&#8230;<br \/> &ldquo;O que ficou do aprendizado?&rdquo; Nossa, &eacute; tanta coisa que s&oacute; depois de uns meses pesquisando e refletindo teria condi&ccedil;&otilde;es de responder a essa pergunta. Agora, assim na lata, s&oacute; me ocorre um verso do Drummond que diz: &ldquo;Tarde a vida ensina uma li&ccedil;&atilde;o discreta\/ A ode cristalina &eacute; a que se faz sem poeta&rdquo;. Quem sabe n&atilde;o seja isso, refor&ccedil;ando um pouco o que tentei dizer acima: a melhor pol&iacute;tica p&uacute;blica &eacute; aquela que se faz sem o burocrata, e com a popula&ccedil;&atilde;o movimentando a burocracia.<\/p>\n<p> <strong><span>Analisando sua gest&atilde;o, qual foi o maior obst&aacute;culo superado, a grande vit&oacute;ria?<\/span><\/strong><strong><span><br \/> <\/span><\/strong>Aqui &eacute; preciso esclarecer que o Departamento de Justi&ccedil;a, Classifica&ccedil;&atilde;o, T&iacute;tulos e Qualifica&ccedil;&atilde;o, o Dejus, tem outras atribui&ccedil;&otilde;es relevantes al&eacute;m da classifica&ccedil;&atilde;o indicativa. Por isso, pensando na gest&atilde;o como um todo, creio que a grande vit&oacute;ria (de todas as pessoas que ao longo dos anos integraram a equipe) foi ter modificado t&atilde;o radicalmente as estruturas do Dejus. Que aquilo que era considerado o &ldquo;quartinho dos fundos do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a&rdquo;, onde se podia despejar at&eacute; o entulho autorit&aacute;rio, se transformou num &oacute;rg&atilde;o-s&iacute;mbolo do moderno Estado Democr&aacute;tico de Direito. Transpar&ecirc;ncia, participa&ccedil;&atilde;o, pluralidade, legitimidade e efetividade s&atilde;o mais do que princ&iacute;pios para n&oacute;s: s&atilde;o hoje perspectivas institucionais alcan&ccedil;adas.<br \/> Mas, para n&atilde;o fugir ao tema da classifica&ccedil;&atilde;o, devo dizer que para mim o maior obst&aacute;culo superado n&atilde;o foi a refuta&ccedil;&atilde;o da acusa&ccedil;&atilde;o leviana da &ldquo;volta da censura&rdquo;. A maior vit&oacute;ria foi ter demonstrado que a classifica&ccedil;&atilde;o indicativa n&atilde;o podia ser um &ldquo;servicinho&rdquo; gratuito do Estado prestado &agrave;s emissoras de televis&atilde;o.<br \/> A maior vit&oacute;ria foi ter, portanto, estabelecido claramente que a verdadeira &ldquo;clientela&rdquo; da classifica&ccedil;&atilde;o indicativa s&atilde;o os pais, os educadores e os demais respons&aacute;veis pela prote&ccedil;&atilde;o de crian&ccedil;as e adolescentes.<\/p>\n<p> <strong><span>Sua gest&atilde;o &eacute; prova de que os interesses da sociedade podem e devem se sobrepor aos interesses comerciais, principalmente dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o?<\/span><\/strong><strong><span><br \/> <\/span><\/strong>Sinceramente, espero que sim. N&atilde;o &eacute; por outra raz&atilde;o que tentarei sustentar no trabalho de tese que a classifica&ccedil;&atilde;o &ndash; n&atilde;o podendo ser contr&aacute;ria a interesses comerciais &ndash; p&ocirc;de caracterizar uma esp&eacute;cie de controle ao que eu chamo de &ldquo;totalitarismo de mercado&rdquo;, que nada mais &eacute; do que a a&ccedil;&atilde;o predat&oacute;ria e colonizadora do dinheiro. Nada contra o lucro, desde que a cidadania n&atilde;o tenha que arcar com os preju&iacute;zos.<\/p>\n<p> <strong><span>O que o senhor gostaria de ter concretizado e que n&atilde;o foi poss&iacute;vel?<\/span><\/strong><strong><span><br \/> <\/span><\/strong>Como eu disse, tudo o que foi descrito como a&ccedil;&atilde;o e previsto em or&ccedil;amento, felizmente conseguimos realizar. Mas &eacute; claro que ficaram muitas id&eacute;ias e propostas que recebemos de diferentes parceiros e que n&atilde;o consegui sequer organizar como projetos. Por&eacute;m, v&aacute;rias delas ficaram como patrim&ocirc;nio do Dejus e j&aacute; est&atilde;o sendo trabalhadas pela nova dire&ccedil;&atilde;o.<br \/> Em especial, gostaria muito de ter podido discutir a forma&ccedil;&atilde;o de um Conselho ou Comit&ecirc; para a Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa, com participa&ccedil;&atilde;o parit&aacute;ria da sociedade civil, tal como proposto pelo Conselho Federal da OAB.<\/p>\n<p> <strong><span>Qual conselho o senhor daria para o novo diretor do Dejus e toda equipe que ficou?<\/span><\/strong><strong><span><br \/> <\/span><\/strong>Sem falsa mod&eacute;stia, n&atilde;o tenho ainda experi&ecirc;ncia suficiente para dar conselhos. Contudo, todas as sugest&otilde;es, dicas e palpites que julgava relevantes pude oferecer ao dr. Davi Pires e a parte da equipe nos &uacute;ltimos meses. Muito embora, o essencial todos j&aacute; soubessem: s&oacute; h&aacute; direito enquanto houver democracia e, portanto, s&oacute; pode haver pol&iacute;tica p&uacute;blica de classifica&ccedil;&atilde;o enquanto houver ampla e irrestrita participa&ccedil;&atilde;o social.<\/p>\n<p> <strong><span>No contexto da classifica&ccedil;&atilde;o indicativa, o Brasil de hoje &eacute; um pa&iacute;s que protege e respeita os direitos das crian&ccedil;as e dos adolescentes?<\/span><\/strong><strong><span><br \/> <\/span><\/strong>Mesmo considerando que a prote&ccedil;&atilde;o e o respeito dependem tanto da atua&ccedil;&atilde;o do Estado (Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es, Minist&eacute;rio P&uacute;blico e Judici&aacute;rio) quanto da atua&ccedil;&atilde;o das emissoras, que s&atilde;o concession&aacute;rias de um servi&ccedil;o p&uacute;blico, pode-se afirmar que sim. A classifica&ccedil;&atilde;o indicativa brasileira &eacute; um instrumento eficaz de garantia dos direitos de crian&ccedil;as e adolescentes. <span>Por&eacute;m, &eacute; bom lembrar que a resposta &eacute; positiva apenas porque a sociedade assim o exigiu<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ex-diretor do Dejus fala da briga contra os interesses das TVs<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[802],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21481"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21481"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21481\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21481"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21481"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21481"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}