{"id":21480,"date":"2008-07-04T16:35:16","date_gmt":"2008-07-04T16:35:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21480"},"modified":"2014-09-07T02:56:03","modified_gmt":"2014-09-07T02:56:03","slug":"ministerio-e-anatel-nao-se-entendem-sobre-radio-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21480","title":{"rendered":"Minist\u00e9rio e Anatel n\u00e3o se entendem sobre r\u00e1dio digital"},"content":{"rendered":"\n<p class=\"MsoNormal\"><span class=\"padrao\">O Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Anatel) n&atilde;o v&ecirc;m se entendendo muito bem sobre a defini&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o de r&aacute;dio digital a ser adotado no Brasil. O ministro H&eacute;lio Costa afirma que a decis&atilde;o sobre a tecnologia a ser adotada ocorrer&aacute; ainda no segundo semestre a partir dos testes feitos por empresas privadas e avalizados pelo &oacute;rg&atilde;o regulador. S&oacute; que o ministro, ao que tudo indica, esqueceu de combinar com a ag&ecirc;ncia reguladora. A Anatel informa que n&atilde;o tem acompanhado tais testes e ainda espera receber informa&ccedil;&otilde;es do minist&eacute;rio.<span><\/p>\n<p>Em 24 de junho, Costa declarou que at&eacute; setembro dever&aacute; enviar ao presidente Lula o parecer que definir&aacute; a escolha do Executivo &#8212; provavelmente o norte-americano HD Radio IBOC para as faixas AM e FM e o padr&atilde;o europeu DRM (sigla para Digital Radio Mondale) para as transmiss&otilde;es em Ondas   Curtas. Em entrevista ao programa &ldquo;Bom dia, ministro&rdquo;, da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC), Costa disse ainda que testes recentes feitos pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert) teriam sido acompanhados por &ldquo;diversas entidades&rdquo;, incluindo o Instituto Mackenzie, de S&atilde;o Paulo, al&eacute;m do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e da Anatel.<\/p>\n<p>Na tentativa de entrevistar o engenheiro Ara Minassian, superintendente de Comunica&ccedil;&atilde;o de Massa da Anatel, o <strong>Observat&oacute;rio do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o<\/strong> obteve a seguinte declara&ccedil;&atilde;o da assessoria de imprensa: &ldquo;O superintendente n&atilde;o vai falar porque n&atilde;o acompanhou esses testes. Ningu&eacute;m aqui acompanhou esses testes. O relat&oacute;rio da Abert e do Mackenzie ser&aacute; entregue para n&oacute;s e, ent&atilde;o, faremos o nosso para depois encaminharmos ao Minist&eacute;rio.&rdquo;<\/p>\n<p>Desde o final do ano passado, o entrosamento entre governo e Anatel n&atilde;o &eacute; dos melhores quando a quest&atilde;o da digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio vem &agrave; tona. Pressionado pelos radiodifusores comerciais, H&eacute;lio Costa vem tentando h&aacute; tempos convencer a ag&ecirc;ncia de que o padr&atilde;o Iboc &eacute; a melhor alternativa para o pa&iacute;s. Os engenheiros da Anatel, no entanto, protelam sua avalia&ccedil;&atilde;o. Eles pedem mais tempo para o desenvolvimento dos testes com as cerca de 20 emissoras comerciais que pediram autoriza&ccedil;&atilde;o governamental para realiz&aacute;-los.<\/p>\n<p>Durante audi&ecirc;ncia p&uacute;blica na C&acirc;mara dos Deputados, em setembro do ano passado, Minassian disse que os resultados at&eacute; ent&atilde;o apresentados &agrave; ag&ecirc;ncia n&atilde;o garantiriam tecnicamente a implementa&ccedil;&atilde;o do padr&atilde;o Iboc. Al&eacute;m de reconhecer as boas resolu&ccedil;&otilde;es que o padr&atilde;o DRM obteve em outros pa&iacute;ses, disse ainda que novas pesquisas poderiam ser pedidas &agrave; universidades e centros de pesquisa. Uma das preocupa&ccedil;&otilde;es do engenheiro &agrave; &eacute;poca dizia respeito ao alcance do sinal digital.<\/p>\n<p>&ldquo;Ningu&eacute;m conseguiu responder se uma r&aacute;dio anal&oacute;gica, hoje com alcance de 70 quil&ocirc;metros, cobrir&aacute; com o sinal digital essa mesma dist&acirc;ncia ou se parte dos ouvintes ficar&aacute; sem o sinal&rdquo;, afirmou. A preocupa&ccedil;&atilde;o do engenheiro mant&ecirc;m-se at&eacute; hoje, j&aacute; que passados 9 meses o problema n&atilde;o foi solucionado. &ldquo;No anal&oacute;gico, o normal &eacute; atingir at&eacute; 50 quil&ocirc;metros de cobertura. No digital, atingimos uns 20 quil&ocirc;metros. Num raio de 4 a 5 quil&ocirc;metros vai bem, mas depois come&ccedil;a a esbarrar com outras&rdquo;, diz o engenheiro Alfredo Marcouizos, do grupo CBS de S&atilde;o Paulo.<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Sem crit&eacute;rios p&uacute;blicos<\/p>\n<p><\/span><\/strong><span>&Eacute; bom lembrar que em mar&ccedil;o de 2007 a Anatel abriu consulta p&uacute;blica para definir a metodologia a ser utilizada nos testes feitos com o Iboc-AM. Al&eacute;m dos resultados n&atilde;o terem sido divulgados at&eacute; hoje, sequer foram abertas consultas p&uacute;blicas para a metodologia de testes com FM e Ondas Curtas. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; par&acirc;metros p&uacute;blicos. As consultas p&uacute;blicas da Anatel sinalizaram uma pol&iacute;tica de Estado para se ter regras m&iacute;nimas para a realiza&ccedil;&atilde;o de experimentos. Mas o que o Minist&eacute;rio faz? Terceiriza os testes para a Abert, diz Diogo Moyses, do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. &ldquo;Ou seja, o Estado brasileiro n&atilde;o vai ter opini&atilde;o. Se a Abert disser que tudo bem, ent&atilde;o o Iboc ser&aacute; o escolhido.&rdquo;<\/p>\n<p>Se ainda n&atilde;o h&aacute; plena aceita&ccedil;&atilde;o dos radiodifusores comerciais com o padr&atilde;o norte-americano, as poucas experi&ecirc;ncias feitas com o padr&atilde;o DRM no Brasil tamb&eacute;m ainda n&atilde;o foram conclu&iacute;das. Os testes, iniciados ano passado pela Universidade de Bras&iacute;lia (UnB), sob coordena&ccedil;&atilde;o do professor L&uacute;cio Martins, foram praticamente abandonados. &ldquo;Foram feitos testes em Ondas Curtas e M&eacute;dias (AM), sendo que os de Ondas M&eacute;dias foram interrompidos no meio do processo. Precisar&iacute;amos de mais tempo e seriam necess&aacute;rios mais testes&rdquo;, diz Martins.<\/p>\n<p>Para ele, o argumento do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es e da Abert de que o Iboc &eacute; o &uacute;nico sistema que opera em FM, j&aacute; n&atilde;o tem mais sustenta&ccedil;&atilde;o. &ldquo;O cons&oacute;rcio DRM elaborou um sistema para o FM, que transmite anal&oacute;gico e digital juntos, que n&atilde;o est&aacute; sendo considerado. Ele foi testado em alguns pa&iacute;ses da Europa e tudo indica que seja um sistema mais flex&iacute;vel que o americano&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Para este ano, por&eacute;m, o professor n&atilde;o acredita que os testes na UnB ser&atilde;o reiniciados. &ldquo;N&atilde;o h&aacute; vontade por parte do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. Ano passado, a UnB tomou a iniciativa e entrou em contato com o cons&oacute;rcio europeu para a realiza&ccedil;&atilde;o dos testes. Agora, n&atilde;o temos mais recursos e a Universidade n&atilde;o tomar&aacute; mais a iniciativa&rdquo;, completa.<\/p>\n<p><\/span><\/span><strong><span>Testes sem isen<\/span><\/strong><strong>&ccedil;&atilde;o<\/strong><span class=\"padrao\"><span><\/p>\n<p>J&aacute; que ainda h&aacute; testes de emissoras comerciais com o Iboc que n&atilde;o foram entregues &agrave; Anatel e que os experimentos com o padr&atilde;o DRM foram desconsiderados pelo mnist&eacute;rio, a solu&ccedil;&atilde;o emergencial apresentada por H&eacute;lio Costa e Abert foi recorrer ao Instituto Mackenzie, de S&atilde;o Paulo. De mar&ccedil;o a junho deste ano, foram realizados testes de campo nas cidades de S&atilde;o Paulo, Ribeir&atilde;o Preto e Belo Horizonte, comandados por Ronald Barbosa, engenheiro de telecomunica&ccedil;&otilde;es da Abert, e acompanhados pelo Laborat&oacute;rio de TV e R&aacute;dio Digital do Mackenzie.<\/p>\n<p>Os testes feitos com o padr&atilde;o Iboc em AM e FM j&aacute; foram conclu&iacute;dos e est&atilde;o em fase de finaliza&ccedil;&atilde;o dos relat&oacute;rios. Segundo mat&eacute;ria publicada no site da Abert no dia 30 de junho, os resultados finais ser&atilde;o entregues nas pr&oacute;ximas semanas.<\/p>\n<p>Se a inten&ccedil;&atilde;o da entidade &eacute; clara, as d&uacute;vidas em rela&ccedil;&atilde;o aos testes ficam por conta da participa&ccedil;&atilde;o do Instituto Mackenzie. &ldquo;O professor que vem conduzindo os trabalhos l&aacute; &eacute; uma pessoa s&eacute;ria, mas talvez ele esteja sendo muito cauteloso. Ele n&atilde;o vai querer bater de frente com os interesses da Ibiquity (empresa propriet&aacute;ria do Iboc)&rdquo;, diz o colunista do jornal <em>O Estado de S&atilde;o Paulo<\/em>, Ethevaldo Siqueira. &ldquo;Sabe-se que ele vai registrar os problemas, mas as conclus&otilde;es ser&atilde;o redigidas pela Abert e a&iacute; n&atilde;o h&aacute; isen&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>Para Diogo Moyses, do Intervozes, a Abert pode elaborar quaisquer tipos de pareceres, sejam eles jur&iacute;dicos, t&eacute;cnicos, e enviar ao minist&eacute;rio. &ldquo;O que n&atilde;o pode &eacute; o Estado brasileiro aceitar tais relat&oacute;rios como definidores para a decis&atilde;o pelo padr&atilde;o. A Abert &eacute; um grupo de interesse, ela n&atilde;o representa o interesse p&uacute;blico&rdquo;, diz. <\/p>\n<p>Para a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifus&atilde;o Comunit&aacute;ria (Abra&ccedil;o), uma decis&atilde;o arbitr&aacute;ria, se concretizada, dever&aacute; resultar em a&ccedil;&otilde;es do Minist&eacute;rio P&uacute;blico Federal. &ldquo;Essa pressa sem necessidade vai permitir que se consigam decis&otilde;es judiciais para barrar isso. Vai atingir a quest&atilde;o do direito do consumidor, do livre mercado. &Eacute; ilegal&rdquo;, diz Joaquim Carlos Carvalho, ex-assessor jur&iacute;dico da entidade. &ldquo;O padr&atilde;o Iboc n&atilde;o atende os interesses da sociedade brasileira&rdquo;, avalia.<\/p>\n<p><\/span><strong><span>Problemas para as pequenas emissoras<\/span><\/strong><span><\/p>\n<p>Carvalho refere-se ao fato de que a tecnologia desenvolvida pela Ibiquity para o Iboc &ldquo;seq&uuml;estra&rdquo; espectro. Para transmitir uma programa&ccedil;&atilde;o em FM hoje, o sinal anal&oacute;gico ocupa uma faixa de 200 khz. A transmiss&atilde;o no padr&atilde;o Ibco dever&aacute; ocupar uma faixa de 400khz. &ldquo;Haver&aacute; desperd&iacute;cio de banda com o Iboc&rdquo;, afirma L&uacute;cio Martins.<\/p>\n<p>Para o professor da UnB, o FM desenvolvido pelo padr&atilde;o europeu &ndash; que, em princ&iacute;pio, ocuparia uma faixa de 100 khz para cada programa&ccedil;&atilde;o &ndash; deve ser melhor estudado justamente para evitar essa maior concentra&ccedil;&atilde;o do espectro e a conseq&uuml;ente elimina&ccedil;&atilde;o da possibilidade de entrada de novos atores. &ldquo;A quest&atilde;o &eacute; que no Brasil a decis&atilde;o pol&iacute;tica poder&aacute; se sobrepor aos fatores t&eacute;cnicos. Se isso acontecer, boa parte da popula&ccedil;&atilde;o sair&aacute; prejudicada, inclusive boa parte dos radiodifusores&rdquo;, analisa.<\/p>\n<p>Carvalho compartilha da mesma opini&atilde;o. Para ele, a defesa do padr&atilde;o americano n&atilde;o est&aacute; sendo feita pela entidade Abert, mas sim por um grupo dominante na associa&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Acredito que os pequenos e m&eacute;dios radiodifusores, que s&atilde;o maioria na Abert, n&atilde;o estejam acompanhando essa discuss&atilde;o. O grupo que est&aacute; no poder n&atilde;o deve estar repassando informa&ccedil;&otilde;es do que realmente pode acontecer com a maioria, que n&atilde;o vai ter dinheiro para a transi&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>A t&iacute;tulo de exemplo, a tese de mestrado &ldquo;Implanta&ccedil;&atilde;o do R&aacute;dio Digital no Brasil: Testes, Impacto e Perspectivas&rdquo;, da jornalista Patr&iacute;cia Rangel, defendida na Faculdade C&aacute;sper L&iacute;bero em 2007, mostra bem o tamanho do obst&aacute;culo. O investimento total realizado pela R&aacute;dio CBN, de S&atilde;o Paulo, para a transi&ccedil;&atilde;o, chegou a US$ 150 mil, o equivalente a cerca de R$ 240 mil. Detalhe: nem mesmo a emissora comercial conseguiu financiamento e teve que arcar todas as despesas com recursos pr&oacute;prios.<\/p>\n<p><\/span><strong><span>D&uacute;vidas sobre a demanda<\/span><\/strong><span><\/p>\n<p>Al&eacute;m da preocupa&ccedil;&atilde;o com o pre&ccedil;o dos transmissores, h&aacute; ainda o fator produ&ccedil;&atilde;o em escala. Se a tecnologia Iboc for mesmo a escolhida, o pre&ccedil;o dos aparelhos receptores poder&aacute; chegar a R$ 400,00 e, se n&atilde;o houver interesse na compra, o pre&ccedil;o n&atilde;o diminuir&aacute; com o passar do tempo. &ldquo;O usu&aacute;rio ainda n&atilde;o v&ecirc; nenhuma vantagem no digital. Eu entrevistei alguns ouvintes e eles n&atilde;o est&atilde;o interessados em comprar um novo r&aacute;dio digital&rdquo;, diz Ethevaldo Siqueira.<\/p>\n<p>Para demonstrar a dificuldade que ser&aacute; a produ&ccedil;&atilde;o em grande escala dos aparelhos digitais, Siqueira apresenta os n&uacute;meros nos EUA, p&aacute;tria m&atilde;e do IBOC: &ldquo;Das 15 mil emissoras que atuam l&aacute;, 90% n&atilde;o aderiram ao padr&atilde;o. Apenas 2% dos consumidores compraram o HD Radio. A Ibiquity n&atilde;o consegue massificar a produ&ccedil;&atilde;o&rdquo;, diz.<\/p>\n<p>Mesmo que o governo brasileiro ofere&ccedil;a subs&iacute;dios aos radiodifusores ou &agrave;s empresas fabricantes de receptores no Brasil, os problemas t&eacute;cnicos referentes ao padr&atilde;o persistem (<a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=19096\">saiba mais<\/a> ) e dificilmente ser&atilde;o solucionados no curto prazo.<\/p>\n<p>Mas perguntas anteriores precisam ser feitas, segundo Diogo Moyses, do Intervozes. &ldquo;Na TV Digital voc&ecirc; tinha um processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o mundial acontecendo. No r&aacute;dio n&atilde;o h&aacute; nem isso&rdquo;, avalia Moyses, lembrando ainda que em nenhum pa&iacute;s a digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio avan&ccedil;ou simplesmente porque n&atilde;o h&aacute; demanda. &ldquo;As pr&oacute;prias pesquisas andam a passo de tartaruga porque n&atilde;o h&aacute; demanda, n&atilde;o h&aacute; justificativa para uma migra&ccedil;&atilde;o para o r&aacute;dio digital que mantenha o mesmo modelo que n&oacute;s temos hoje. Qual o interesse p&uacute;blico na digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio hoje no Brasil?&rdquo;, pergunta. <\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ag\u00eancia desmente H\u00e9lio Costa e diz que n\u00e3o acompanhou testes com sistema Iboc feitos por associa\u00e7\u00e3o das r\u00e1dios comerciais; entidades denunciam aus\u00eancia de crit\u00e9rios p\u00fablicos para tomada de decis\u00e3o<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[601],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21480"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21480"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21480\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27869,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21480\/revisions\/27869"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21480"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21480"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21480"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}