{"id":21469,"date":"2008-07-02T18:45:46","date_gmt":"2008-07-02T18:45:46","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21469"},"modified":"2008-07-02T18:45:46","modified_gmt":"2008-07-02T18:45:46","slug":"tv-digital-como-construir-um-aviao-em-voo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21469","title":{"rendered":"TV digital: Como construir um avi\u00e3o em v\u00f4o"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t    <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><em>Caminante no hay camino\/ El camino se hace al caminar&#8230; [Antonio Machado, poeta espanhol (1875-1939)]<\/em><\/p>\n<p>Embora o processo de implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital nos pa&iacute;ses europeus e nos EUA j&aacute; tenha completado 10 anos, no Brasil pode-se dizer que rec&eacute;m d&aacute; seus primeiros passos com a chegada da TVD a S&atilde;o Paulo, em 2 de dezembro de 2007, e que ainda se encontra em fase de testes. Em capitais como Rio de Janeiro e Belo Horizonte, o processo de implanta&ccedil;&atilde;o j&aacute; come&ccedil;ou; nas capitais do Sul do pa&iacute;s est&aacute; previsto para o final de 2008 e nas demais dever&aacute; estender-se at&eacute; 2009. De acordo com entrevista do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es Helio Costa (25\/6\/2008) ao programa Bom Dia ministro, as capitais que desejarem antecipar a chegada da TVD dever&atilde;o formalizar o pedido diretamente ao Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Mas as discuss&otilde;es sobre a escolha do padr&atilde;o tecnol&oacute;gico tiveram in&iacute;cio no final dos anos 1990 e, no come&ccedil;o do s&eacute;culo 21, o governo Lula estimulou a cerca de 1.200 pesquisadores de universidades p&uacute;blicas, privadas e institui&ccedil;&otilde;es de P&amp;D a desenvolverem projetos tecnol&oacute;gicos para a TV digital brasileira.<\/p>\n<p>A escolha do padr&atilde;o japon&ecirc;s, em 2006, garantiu robustez, mobilidade, portabilidade, multiprograma&ccedil;&atilde;o, uso dos modelos standard e\/ou alta defini&ccedil;&atilde;o, interatividade em diferentes n&iacute;veis, sistema aberto (n&atilde;o pago), interoperabilidade, troca de conhecimento entre japoneses e brasileiros, entre outros benef&iacute;cios para o pa&iacute;s. Entre eles, o projeto de interoperabilidade desenvolvido pelo midlleware Ginga, que permite que uma caixa conversora do sinal digital para uma TV anal&oacute;gica possa entender a linguagem tecnol&oacute;gica e ser usada nos diferentes padr&otilde;es existentes para TV digital, como o europeu, o norte-americano ou o nipo-brasileiro, conhecido como ISDB-T (International Standard of Digital Broadcasting &ndash; terrestrial).<\/p>\n<p>Outros itens contam a favor do modelo h&iacute;brido escolhido pelo governo brasileiro. Entre eles, a melhor compress&atilde;o de v&iacute;deos, que torna poss&iacute;vel transmitir o sinal simultaneamente em alta defini&ccedil;&atilde;o, em defini&ccedil;&atilde;o standard, m&oacute;vel e tamb&eacute;m para celular de forma totalmente gratuita. Ainda assim, o modelo foi alvo de v&aacute;rias cr&iacute;ticas que defendiam o uso de outros padr&otilde;es para o pa&iacute;s ou mesmo a cria&ccedil;&atilde;o de um padr&atilde;o made in Brazil que demandaria mais alguns anos de estudos e testes.<\/p>\n<p><strong>Esclarecer as diferen&ccedil;as<\/strong><\/p>\n<p>Escolhido o modelo japon&ecirc;s e feitos os primeiros testes e ajustes em S&atilde;o Paulo [cidade com grande n&uacute;mero de edif&iacute;cios, durante mais de 40 anos a TV anal&oacute;gica conseguiu atingir com bom sinal apenas 15% da capital paulista. De acordo com estudos do Instituto Mackenzie (2008), em seus poucos meses de exist&ecirc;ncia a TV digital chega com bom sinal a 85% dos lares de S&atilde;o Paulo. Os 15% restantes est&atilde;o localizados em regi&otilde;es distantes e se encontram em fase de ajuste], a TV digital come&ccedil;a a chegar a outras capitais, como um beb&ecirc; que d&aacute; seus primeiros passos. No entanto, alguns pesquisadores e empres&aacute;rios ainda continuam criticando a implanta&ccedil;&atilde;o do projeto, &quot;denunciando&quot; publicamente que a TVD paulista n&atilde;o ultrapassou a casa do 1% de audi&ecirc;ncia em seus poucos meses de audi&ecirc;ncia.<\/p>\n<p>Ora, esquecem os cr&iacute;ticos a hist&oacute;ria da TV no Brasil. Ao trazer a TV anal&oacute;gica para o pa&iacute;s no in&iacute;cio da d&eacute;cada de 1950, Assis Chateaubriand tamb&eacute;m foi chamado de vision&aacute;rio, louco e muitos consideraram que o projeto estava fadado ao fracasso. Em 1950, para quem n&atilde;o recorda, o empres&aacute;rio trouxe c&acirc;meras e t&eacute;cnicos norte-americanos para treinar os brasileiros, num per&iacute;odo em que ainda n&atilde;o existia grava&ccedil;&atilde;o de programas e tudo era produzido ao vivo; comprou 200 equipamentos de TV, espalhou-os no centro de S&atilde;o Paulo e inaugurou a TV brasileira, que tinha programa&ccedil;&atilde;o pensada (e roteirizada) apenas para o dia lan&ccedil;amento.<\/p>\n<p>De l&aacute; para c&aacute;, a TV brasileira cresceu muito, conquistou sua pr&oacute;pria linguagem e, embora exista concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s, n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel deixar de observar que possu&iacute;mos uma das melhores qualidades em programa&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos do mundo. No caso da TVD, trata-se de um produto novo. &Eacute; preciso fazer uma grande campanha nacional esclarecendo quais as diferen&ccedil;as entre a TV digital e a TV anal&oacute;gica e as vantagens de se adquirir um conversor com canal de retorno, que tenha um pre&ccedil;o acess&iacute;vel e possa ser comprado em presta&ccedil;&otilde;es para n&atilde;o pesar no or&ccedil;amento familiar.<\/p>\n<p><strong>Produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos<\/strong><\/p>\n<p>A escolha do modelo tecnol&oacute;gico trouxe em seu bojo uma outra discuss&atilde;o: a necessidade de desenvolver projetos de conte&uacute;dos para a TV digital que tenham como caracter&iacute;sticas a interatividade, a multiprograma&ccedil;&atilde;o, a acessibilidade, a portabilidade e a converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica. Ou seja, trata-se da possibilidade de construir e desenvolver conte&uacute;dos que possam ser usados em diferentes plataformas digitais, como a TV, o r&aacute;dio e o cinema digital, os celulares, videojogos, computadores e palms, i-pjosdireitoaco, ao mesmo tempo ou em separado.<\/p>\n<p>Isso significa a possibilidade de produzir uma gama de conte&uacute;dos digitais para diferentes plataformas nunca antes pensada no pa&iacute;s, que &eacute; um dos maiores produtores de conte&uacute;dos audiovisuais anal&oacute;gicos. Afinal, est&aacute; terminando o tempo em que os conte&uacute;dos e diferentes g&ecirc;neros eram produzidos para cada m&iacute;dia em separado e apenas pelas empresas de comunica&ccedil;&atilde;o que monopolizavam (e ainda monopolizam) o setor.<\/p>\n<p>Em tempos de tecnologias digitais, os conte&uacute;dos podem produzidos por diferentes atores postados em internet, podendo ser vistos em computadores, TV digital, i-pjosdireitoaco e celulares. Os conte&uacute;dos digitais tamb&eacute;m podem ser usados em diferentes plataformas, desde que respeitadas as linguagens de cada equipamento &ndash; e n&atilde;o apenas copiados, como fazem algumas empresas ao reproduzirem seus canais de TV na internet ou os jornais na internet.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a proposta do governo brasileiro de criar o Centro Nacional de Excel&ecirc;ncia em Produ&ccedil;&atilde;o de Conte&uacute;dos Digitais Interativos e Interoper&aacute;veis, coordenado pelo Minist&eacute;rio de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia (MCT), &eacute; inovadora e segue a decis&atilde;o do encontro do E-LAC em 2008. No encontro de 26 pa&iacute;ses latino-americanos e caribenhos para definir os rumos da Sociedade da Informa&ccedil;&atilde;o at&eacute; 2010, realizado em El Salvador (2008), a delega&ccedil;&atilde;o brasileira apresentou a proposta de cria&ccedil;&atilde;o de um centro regional de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos digitais, assim como o est&iacute;mulo &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de centros nacionais em cada pa&iacute;s.<\/p>\n<p><strong>Projetos n&atilde;o-centralizados<\/strong><\/p>\n<p>A proposta, aceita por unanimidade, levou em conta o papel da ind&uacute;stria de conte&uacute;dos e de entretenimento no cen&aacute;rio mundial. Os 26 pa&iacute;ses decidiram tornarem-se produtores de conte&uacute;dos, e n&atilde;o somente consumidores, como vinha ocorrendo at&eacute; ent&atilde;o, pois os estudos internacionais mostram que a Am&eacute;rica Latina produz apenas 7% dos conte&uacute;dos consumidos mundialmente.<\/p>\n<p>Desde mar&ccedil;o, est&atilde;o acontecendo reuni&otilde;es interministeriais que envolvem representantes do MCT, do MEC, Ibict, Minist&eacute;rio da Cultura, da Sa&uacute;de, Desenvolvimento Agr&aacute;rio, Planejamento, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio, Rede Nacional de Pesquisa (RNP) e Casa Civil, entre outros. Esses representantes est&atilde;o definindo os par&acirc;metros e crit&eacute;rios que dever&atilde;o nortear o est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos digitais para diferentes plataformas digitais. Isso significa estimular a produ&ccedil;&atilde;o e desenvolvimento de projetos em parceria por diferentes atores sociais, como a academia, os produtores independentes, pequenas empresas, institutos de P&amp;D e terceiro setor.<\/p>\n<p>Para desenvolver uma proposta, os interessados desenvolvem projetos de conte&uacute;do para uma ou mais plataformas digitais que contenham itens como acessibilidade, usabilidade, portabilidade, interatividade e mobilidade. Al&eacute;m disso, projetos inter-regionais ser&atilde;o valorizados, estimulando, por exemplo, que as universidades mais desenvolvidas, colaborem com universidades menores, sem centralizar projetos em uma ou outra institui&ccedil;&atilde;o. Quanto &agrave; tem&aacute;tica, ser&atilde;o aceitos projetos de conte&uacute;dos voltados para educa&ccedil;&atilde;o, cultura, entretenimento, sa&uacute;de, justi&ccedil;a, trabalho, com&eacute;rcio, meio ambiente etc. Espera-se que o Comit&ecirc; Gestor do Centro Nacional de Produ&ccedil;&atilde;o de Conte&uacute;dos Digitais possa ser nomeado no come&ccedil;o do segundo semestre e os editais convidando para execu&ccedil;&atilde;o de projetos de conte&uacute;dos digitais em todo o pa&iacute;s possam ser publicados antes do final de 2008.<\/p>\n<p>O mais completo<\/p>\n<p>A grande vantagem do uso da TV digital em pa&iacute;ses emergentes, como o Brasil, &eacute; a possibilidade de inclus&atilde;o social que ela permite, j&aacute; que o pa&iacute;s possui mais de 95% de televisores anal&oacute;gicos e o governo federal come&ccedil;ou a desenvolver uma pol&iacute;tica de barateamento da caixa conversora &ndash; similar &agrave;s das TVs por assinatura ou a um DVD. A popula&ccedil;&atilde;o poder&aacute; adquirir o equipamento em v&aacute;rias presta&ccedil;&otilde;es. Trata-se de uma pol&iacute;tica similar &agrave; desenvolvida para estimular a compra de computadores, que possibilitou a venda de 10 milh&otilde;es de equipamentos em 2008.<\/p>\n<p>Muita gente pergunta quais outros motivos &ndash; al&eacute;m da inclus&atilde;o digital e do pre&ccedil;o acess&iacute;vel &ndash; levariam o consumidor a adquirir a caixa conversora com canal de retorno?<\/p>\n<p>V&aacute;rios motivos podem ser apontados.<\/p>\n<p>Em primeiro lugar, as pessoas j&aacute; conhecem o seu aparelho de TV anal&oacute;gico, de uso dom&eacute;stico. Isso significa que j&aacute; h&aacute; uma intimidade com a m&aacute;quina &ndash; e a caixa conversora &eacute; similar a um aparelho para receber TV por assinatura ou a um DVD. Assim, n&atilde;o haveria grandes modifica&ccedil;&otilde;es ou choque tecnol&oacute;gico, at&eacute; porque os primeiros controles remotos t&ecirc;m fun&ccedil;&otilde;es bastante b&aacute;sicas para n&atilde;o confundir os consumidores, atendendo aos crit&eacute;rios de acessibilidade para aqueles que ainda n&atilde;o est&atilde;o familiarizados com as tecnologias digitais.<\/p>\n<p>Em segundo lugar, a TV pode ser usada de forma coletiva e compartilhada. Enquanto o computador estimula a individualidade, a TV promove a parceria, a socializa&ccedil;&atilde;o dos conhecimentos e das informa&ccedil;&otilde;es, se pensarmos do ponto de vista das pessoas que est&atilde;o em casa. Um bom exemplo &eacute; o de uma pessoa que deseja fazer um curso de educa&ccedil;&atilde;o &agrave; dist&acirc;ncia (EaD): ela poder&aacute; estudar sozinha e\/ou acompanhada atrav&eacute;s da TV digital ou sozinha no computador. Pela primeira vez, existe a oportunidade das pessoas de uma mesma fam&iacute;lia aprenderem coletivamente e compartilhar saberes e experi&ecirc;ncias de mundo.<\/p>\n<p>Em terceiro lugar, &eacute; poss&iacute;vel apontar a significativa melhora na imagem da TV digital &ndash; seja atrav&eacute;s do uso do sinal anal&oacute;gico com caixa conversora, do modelo standard ou de alta defini&ccedil;&atilde;o &ndash;, pois ele &eacute; fundamental para estudos que exijam detalhamento de imagens, profundidade ou terceira dimens&atilde;o. Tais tecnologias ampliam as oportunidades de desenvolvimento de projetos de EaD voltados para a educa&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica\/ profissionalizante, assim como para tele-medicina, s&oacute; para citar dois casos.<\/p>\n<p>A TV digital &ndash; atrav&eacute;s do uso do midlleware Ginga, incorporado &agrave; caixa conversora &ndash; permite uma grande revolu&ccedil;&atilde;o tecnol&oacute;gica. Essa revolu&ccedil;&atilde;o vai al&eacute;m do fato do Ginga ser uma tecnologia made in Brazil que vem servindo de refer&ecirc;ncia para outros pa&iacute;ses, como os europeus e os EUA. Mais do que isso: permite a interoperabilidade entre os diferentes padr&otilde;es; ou seja, eles podem &quot;falar&quot; entre si, n&atilde;o sendo restritivos, como os sistemas DVD existentes no mundo. Al&eacute;m disso, o uso do canal de retorno estimula a interatividade entre o campo da produ&ccedil;&atilde;o e da recep&ccedil;&atilde;o, mudando radicalmente a rela&ccedil;&atilde;o entre os que produzem conte&uacute;dos e aqueles que at&eacute; ent&atilde;o apenas recebiam silenciosamente esses conte&uacute;dos. Como se n&atilde;o bastasse, o Ginga oferece interface com internet e tamb&eacute;m interface gr&aacute;fica. Em outras palavras, &eacute; o mais completo middleware entre os sistemas existentes e funciona em c&oacute;digo aberto.<\/p>\n<p><strong>Inclus&atilde;o social<\/strong><\/p>\n<p>Muitos se perguntam se isso vai ocorrer j&aacute; no primeiro ano da TV digital brasileira. Creio que n&atilde;o; &eacute; preciso dar tempo ao tempo, j&aacute; que a tecnologia est&aacute; sendo criada, desenvolvida &quot;no caminho&quot;. E recordar Antonio Machado, quando escreveu &quot;caminante no hay camino; el camino se hace al caminar&quot;. Mais do que isso, &eacute; preciso levar em considera&ccedil;&atilde;o que tampouco existe experi&ecirc;ncia acumulada em interatividade total em pa&iacute;ses como Inglaterra e EUA, que possuem pelo menos 10 anos de pesquisa e trabalhos em TVD.<\/p>\n<p>Isso significa que n&atilde;o teremos interatividade na TV digital brasileira?<\/p>\n<p>Sim, teremos interatividade, mas tamb&eacute;m significa que temos de dar tempo ao tempo. E ao inv&eacute;s de apenas criticar os projetos do governo, precisamos encontrar posi&ccedil;&otilde;es proativas que ajudem a construir a TV digital brasileira, entre elas:<\/p>\n<p>1. Apoiar projetos nacionais como o Ginga;<\/p>\n<p>2. Estimular o desenvolvimento de uma nova gera&ccedil;&atilde;o de produtores de conte&uacute;dos, agora voltados para o mercado digital em suas diferentes plataformas, atrav&eacute;s do Centro Nacional de Excel&ecirc;ncia em Produ&ccedil;&atilde;o de Conte&uacute;dos Digitais Interativos e Interoper&aacute;veis;<\/p>\n<p>3. Repensar os programas universit&aacute;rios de gradua&ccedil;&atilde;o e de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o estimulando a transdisciplinaridade e o trabalho conjunto entre professores e pesquisadores de diferentes &aacute;reas para pensar as plataformas digitais e a converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica;<\/p>\n<p>4. Desenvolver uma grande campanha nacional sobre os benef&iacute;cios da TVD e da aquisi&ccedil;&atilde;o da caixa conversora, explicando aos consumidores a diferen&ccedil;a entre caixa conversora simplificada, que n&atilde;o permite interatividade mas melhora a imagem, e a caixa conversora com canal de retorno, que permite multiprograma&ccedil;&atilde;o e v&aacute;rios n&iacute;veis de interatividade, como a local (s&oacute; &eacute; poss&iacute;vel baixar programas) e total (aquela que permite interagir online com outros atores sociais e com a produ&ccedil;&atilde;o dos programas realizados ao vivo);<\/p>\n<p>5. Enfim, tratar a TV digital e as novas plataformas digitais como pol&iacute;tica p&uacute;blica de inclus&atilde;o social, desenvolvimento tecnol&oacute;gico e futuros conte&uacute;dos de exporta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><em>* Cosette Castro &eacute; doutora em Comunica&ccedil;&atilde;o pela Universidade Aut&ocirc;noma de Barcelona, professora do Mestrado em TVD na UNESP, pr&ecirc;mio Luiz Beltr&atilde;o\/Intercom &ndash; 2008 na categoria Lideran&ccedil;a Emergente, autora de M&iacute;dias Digitais, Converg&ecirc;ncia Tecnol&oacute;gica e Inclus&atilde;o Social(Paulinas, 2005), Por que os Reality Shows Conquistam as Audi&ecirc;ncias?(Paulus, 2006) e Comunica&ccedil;&atilde;o Digital, Educa&ccedil;&atilde;o, Tecnologia e Novos Comportamentos (Paulinas, 2008, no prelo)<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Caminante no hay camino\/ El camino se hace al caminar&#8230; [Antonio Machado, poeta espanhol (1875-1939)] Embora o processo de implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital nos pa&iacute;ses europeus e nos EUA j&aacute; tenha completado 10 anos, no Brasil pode-se dizer que rec&eacute;m d&aacute; seus primeiros passos com a chegada da TVD a S&atilde;o Paulo, em 2 de &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21469\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">TV digital: Como construir um avi\u00e3o em v\u00f4o<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[53],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21469"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21469"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21469\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21469"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21469"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21469"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}