{"id":21408,"date":"2008-06-19T19:25:37","date_gmt":"2008-06-19T19:25:37","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21408"},"modified":"2008-06-19T19:25:37","modified_gmt":"2008-06-19T19:25:37","slug":"fust-enfim-vai-financiar-a-universalizacao-da-telefonia-publica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21408","title":{"rendered":"Fust, enfim, vai financiar a universaliza\u00e7\u00e3o da telefonia p\u00fablica"},"content":{"rendered":"<p>   \t \t \t \t \t \t \t<!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> \t  <\/p>\n<p style=\"margin-bottom: 0cm\" class=\"western\"><a name=\"11aa1b7c105e6b5a_m4802\"><\/a>H&aacute; anos as teles brigam para receber de volta parte do Fust, o tributo de 1% (um por cento) sobre sua receita operacional bruta. Apesar de constar da lei 9.998\/2000 o uso de recursos do Fust para &quot;cobrir parcela do custo exclusivamente atribu&iacute;vel ao cumprimento das obriga&ccedil;&otilde;es de servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es que n&atilde;o pudesse ser recuperado com a explora&ccedil;&atilde;o eficiente do servi&ccedil;o&quot;, prevaleceu uma determina&ccedil;&atilde;o clara da Anatel, e do governo, de direcionar o dinheiro para universaliza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o de dados e da banda larga.<\/p>\n<p>Pois bem: ontem, junto com as propostas do PGO e do PGR, a Anatel colocou em consulta p&uacute;blica uma proposta para uso do FUST para financiamento dos &quot;orelh&otilde;es&quot; em munic&iacute;pios com menos de 100 mil habitantes. Uma obriga&ccedil;&atilde;o das concession&aacute;rias. <\/p>\n<p>A estimativa da Anatel &eacute; a de que aproximadamente 8.760 localidades sejam beneficiadas em todo o territ&oacute;rio nacional, sendo que 20% delas devem ser atendidas em at&eacute; um ano ap&oacute;s a assinatura do Termo de Obriga&ccedil;&otilde;es, 40% em at&eacute; dois anos e 100% em tr&ecirc;s anos. A concession&aacute;ria dever&aacute; ativar um Telefone de Uso P&uacute;blico (TUP), acess&iacute;vel vinte e quatro horas por dia, em cada uma dessas localidades. E o texto n&atilde;o obriga nem mesmo que esse telefone p&uacute;blico tenha recursos extras, como recebimento de SMS, ou entrada para conex&atilde;o &agrave; rede de dados, como j&aacute; ocorre com muitos aparelhos p&uacute;blicos em v&aacute;rios pa&iacute;ses, mundo afora.<\/p>\n<p>A rea&ccedil;&atilde;o foi imediata. &quot;Como era nosso consenso quando a lei e regulamenta&ccedil;&atilde;o do Fust foram aprovadas h&aacute; v&aacute;rios anos, os recursos do fundo iam acabar sendo uma poupan&ccedil;a for&ccedil;ada do cartel de telefonia. Infelizmente, na ess&ecirc;ncia parece que nada vai mudar, e o dinheiro retornar&aacute; ao cartel. Simplesmente isso&quot;, afirma Carlos Afonso, engenheiro, doutor em Pensamento Social e Pol&iacute;tico e diretor de planejamento e estrat&eacute;gias da Rede de Informa&ccedil;&otilde;es para o Terceiro Setor (RITS) e representante do terceiro setor no Comit&ecirc; Gestor da Internet.<\/p>\n<p>Gustavo Gindre, tamb&eacute;m mebro da sociedade civil no Comit&ecirc; Gestor, coordenador geral do Instituto de Estudos e Projetos em Comunica&ccedil;&atilde;o e Cultura (INDECS) e membro do Coletivo Intervozes, vai al&eacute;m:<\/p>\n<p>&quot;Sinceramente ainda n&atilde;o li, mas apenas passando os olhos, acho que &eacute; essa mesmo a proposta. Na verdade, ela mant&eacute;m uma das duas possibilidades de uso do Fust que estavam no projeto do Mercadante e que foram conservadas no substitutivo do Paulo Lustosa. Para piorar, a Anatel at&eacute; hoje n&atilde;o aprontou o seu &quot;modelo de custos&quot;. Ent&atilde;o, apesar de existir h&aacute; dez anos, a ag&ecirc;ncia at&eacute; hoje n&atilde;o consegue dizer se um determinado pre&ccedil;o cobrado pelas teles &eacute; compat&iacute;vel com o custo (+ uma margem de lucro aceit&aacute;vel) ou se &eacute; um absurdo total. Ent&atilde;o, pela proposta do governo, a tele cobra X na conta de Jos&eacute; e na de Jo&atilde;o. O governo n&atilde;o questiona esses valores (especialmente os da aviltante assinatura b&aacute;sica). Jos&eacute; pode pagar por conta pr&oacute;pria. Perfeito! Mas, Jo&atilde;o n&atilde;o pode. Ent&atilde;o, o governo saca uma grana do Fust e paga para o Jo&atilde;o. De uma forma ou de outra, a tele recebe (o pre&ccedil;o cobrado, n&atilde;o o custo real).Agora, segundo essa proposta, o governo tamb&eacute;m saca da conta do Fust para pagar pelos orelh&otilde;es.Ou seja, ter uma concession&aacute;ria de STFC &eacute; um neg&oacute;cio dos deuses. Onde houver mercado, ela cobra o que quiser, sem que haja um modelo para controlar tarifas. Onde n&atilde;o houver mercado, o governo paga. A quest&atilde;o agora &eacute; saber o que a sociedade civil acha disso&#8230;&quot;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>H&aacute; anos as teles brigam para receber de volta parte do Fust, o tributo de 1% (um por cento) sobre sua receita operacional bruta. 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