{"id":21325,"date":"2008-06-04T12:57:56","date_gmt":"2008-06-04T12:57:56","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21325"},"modified":"2008-06-04T12:57:56","modified_gmt":"2008-06-04T12:57:56","slug":"deputada-cobra-compromisso-do-executivo-com-convocacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21325","title":{"rendered":"Deputada cobra compromisso do Executivo com convoca\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><!-- \t\t@page { margin: 2cm } \t\tP { margin-bottom: 0.21cm } \t--> Voz dissonante num Congresso Nacional que, h&aacute; muito, tem seu destino determinado pela forte presen&ccedil;a de representantes diretos e lobistas dos empres&aacute;rios das comunica&ccedil;&otilde;es, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) tem sido convidada constante em eventos que discutem novos rumos para o setor. Desta vez, o convite feito pelo Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o da Universidade de Bras&iacute;lia foi para integrar dois dos temas recorrentes em sua pauta na C&acirc;mara dos Deputados: &ldquo;Em busca da Lei Geral da Radiodifus&atilde;o \/ Comunica&ccedil;&atilde;o Social Eletr&ocirc;nica: o desafio da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>A deputada fez quest&atilde;o de lembrar que os recursos para a realiza&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o j&aacute; est&atilde;o dispon&iacute;veis no or&ccedil;amento da Uni&atilde;o, o que, no entanto, n&atilde;o garante sua realiza&ccedil;&atilde;o. &ldquo;S&oacute; se definir&aacute; uma pol&iacute;tica estrutural decente por meio de uma Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o Social&rdquo;, afirmou.<\/p>\n<p>Enquanto o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, defende que o evento seja convocado pelo Legislativo, Erundina recusa veementemente, pois sabe que o Executivo pode, nesse caso, n&atilde;o querer se comprometer com algo do qual n&atilde;o &eacute; respons&aacute;vel. &ldquo;&Eacute; o Executivo quem tem o poder de executar as pol&iacute;ticas deliberadas pela Confer&ecirc;ncia.&rdquo;<\/p>\n<p>Para a deputada, duas quest&otilde;es colocam a iniciativa em alerta: o pouco caso do governo federal e a reduzida capacidade de setores da sociedade civil em exercer a press&atilde;o pol&iacute;tica necess&aacute;ria para uma Confer&ecirc;ncia ampla e democr&aacute;tica. &ldquo;E o pior &eacute; que as pautas da Confer&ecirc;ncia j&aacute; est&atilde;o sendo decididas. Os empres&aacute;rios v&atilde;o dizer que j&aacute; est&aacute; tudo decidido. Quanto mais demorar melhor.&rdquo;<\/p>\n<p>O movimento de sa&uacute;de que conseguiu a aprova&ccedil;&atilde;o do Sistema &Uacute;nico de Sa&uacute;de, lembra a deputada, foi o resultado de uma sociedade altamente mobilizada. &ldquo;A sociedade precisa se envolver mais. N&atilde;o vamos ser ing&ecirc;nuos achando que a nossa for&ccedil;a ser&aacute; suficiente. Isso precisa ser popularizado e democratizado&rdquo; defende, surpreendentemente entusiamada com as possibilidades da mobiliza&ccedil;&atilde;o, citando a import&acirc;ncia dos partidos pol&iacute;ticos e das universidades. &ldquo;O m&iacute;nimo &eacute; organizar o povo.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Concess&otilde;es<\/strong><\/p>\n<p>Conversando com os pesquisadores e estudantes da UnB, Erundina foi al&eacute;m dos temas propostos para o debate. Abordou pautas importantes da conjuntura das comunica&ccedil;&otilde;es, como a quest&atilde;o das concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV e o Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social. Nos dois casos, a deputada tem sido protagonista dos debates dentro e fora da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica da C&acirc;mara, da qual &eacute; integrante.<\/p>\n<p>A deputada, que com a colega Maria do Carmo Lara, &eacute; respons&aacute;vel por um relat&oacute;rio que prop&otilde;e mudan&ccedil;as profundas nos processos de concess&atilde;o e renova&ccedil;&atilde;o de outorgas de r&aacute;dio e TV, foi dura na sua avalia&ccedil;&atilde;o. Erundina disse que os pareceres emitidos pela CCTCI a respeito s&atilde;o feitos no escuro, pois n&atilde;o existem &ldquo;elementos objetivos&rdquo; para analisar os processos, al&eacute;m da burocracia estatal. O resultado s&atilde;o as &ldquo;renova&ccedil;&otilde;es autom&aacute;ticas&rdquo;.<\/p>\n<p>&ldquo;N&atilde;o h&aacute; integra&ccedil;&atilde;o dos &oacute;rg&atilde;os, h&aacute; uma irracionalidade nos procedimentos adotados por v&aacute;rios &oacute;rg&atilde;os, o que d&aacute; margem a desvios e at&eacute; persegui&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica&rdquo;, protesta Erundina. Comemora, no entanto, um pequeno avan&ccedil;o contra a burocracia, a aprova&ccedil;&atilde;o do Ato Normativo n&ordm; 1 da CCTCI, que disp&otilde;e de instrumentos para acelerar processos e evitar repeti&ccedil;&otilde;es de tarefas na tramita&ccedil;&atilde;o pelas diversas comiss&otilde;es do Congresso.<br \/><strong><br \/>Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social<\/strong><\/p>\n<p>Chama aten&ccedil;&atilde;o o pouco entusiasmo com que a deputada se refere ao Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, previsto j&aacute; na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, mas instalado somente em 2002 e inativo desde o final de sua segunda gest&atilde;o h&aacute; um ano e meio. &ldquo;Hoje ele &eacute; apenas um &oacute;rg&atilde;o consultor, ligado &agrave; mesa diretora do Senado&rdquo;, lembra.<\/p>\n<p>Erundina tem tentado convocar uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para discutir a quest&atilde;o, &iacute;mpeto refreado pelas sinaliza&ccedil;&otilde;es do presidente do Senado, Garibaldi Alves Filho (PMDB-RN) de que deve instalar o Conselho. &ldquo;A gente queria n&atilde;o s&oacute; cobrar a aprova&ccedil;&atilde;o de um novo conselho, mas tamb&eacute;m discutir seu car&aacute;ter e efic&aacute;cia, para que ele deixasse de ser virtual&rdquo;, diz, afirmando que o CCS deve ir al&eacute;m de seu car&aacute;ter consultivo e interferir inclusive nos processos de outorgas. &ldquo;Tem que exercer o controle social. &Eacute; o &uacute;nico instrumento que existe e &eacute; in&oacute;cuo.&rdquo;<\/p>\n<p><strong>Luta solit&aacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>Luiza Erundina n&atilde;o esconde sua decep&ccedil;&atilde;o com o governo Lula, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; sua omiss&atilde;o em enfrentar a aridez que toma conta desse deserto chamado radiodifus&atilde;o. Evidentemente, sua m&aacute;goa n&atilde;o se encerra nessa quest&atilde;o &ldquo;N&atilde;o queria que o Lula governasse para o povo, mas com o povo. Ele sairia do governo com o povo mais protagonista do processo social. No setor de comunica&ccedil;&atilde;o ele se rendeu. O ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es &eacute; o representante da Globo.&rdquo;<\/p>\n<p>Realista em rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s disputas no Congresso, a deputada assume que o lobby das empresas de telefonia e, sobretudo, de radiodifus&atilde;o n&atilde;o apenas tem muita ades&atilde;o como paralisa qualquer iniciativa de reforma progressista. Por isso conta com a sociedade civil. &ldquo;Sou minoria na bancada, no partido, no Congresso, na CCTCI. Busco ar para respirar e espa&ccedil;o para intervir na sociedade civil organizada. Tenho encontrado muito apoio na sociedade&rdquo;, exclama, lembrando a &ldquo;luta solit&aacute;ria&rdquo; que caracteriza o setor. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Voz dissonante num Congresso Nacional que, h&aacute; muito, tem seu destino determinado pela forte presen&ccedil;a de representantes diretos e lobistas dos empres&aacute;rios das comunica&ccedil;&otilde;es, a deputada federal Luiza Erundina (PSB-SP) tem sido convidada constante em eventos que discutem novos rumos para o setor. 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