{"id":21323,"date":"2008-06-04T12:14:31","date_gmt":"2008-06-04T12:14:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21323"},"modified":"2008-06-04T12:14:31","modified_gmt":"2008-06-04T12:14:31","slug":"200-anos-de-imprensa-no-brasil-historia-de-continuidade-e-de-ruptura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21323","title":{"rendered":"200 anos de imprensa no Brasil: Hist\u00f3ria de continuidade e de ruptura"},"content":{"rendered":"<p><span class=\"art_texto\"> <strong> <\/strong>   <strong> <\/strong>            <strong> <\/strong>          <\/p>\n<p>Os 200 anos da imprensa no Brasil v&ecirc;m sendo celebrados em todo o pa&iacute;s. Comemora-se a primeira edi&ccedil;&atilde;o do <em>Correio Braziliense<\/em> por Hip&oacute;lito Jos&eacute; da Costa, em Londres. O mens&aacute;rio circulou de 1&ordm; de junho de 1808 a dezembro de 1822. No territ&oacute;rio nacional, a atividade ainda era proibida pela Coroa portuguesa. O <em>Correio<\/em> era lido &quot;por portugueses que ali [<em>Londres<\/em>] residiam e por comerciantes ingleses que tinham correspondentes no Brasil e em Portugal&quot; e, depois de tr&ecirc;s meses de viagem clandestina, pela aristocracia do poder no Brasil.<\/p>\n<p>A marca <em>Correio Braziliense<\/em> foi negociada com a fam&iacute;lia de Hip&oacute;lito da Costa por Assis Chateaubriand, &agrave; &eacute;poca embaixador do Brasil na Inglaterra (1957-1960). Quando Bras&iacute;lia foi inaugurada, em 1960, come&ccedil;ou a circular um outro <em>Correio Braziliense<\/em>, agora como parte dos Di&aacute;rios e Emisssoras Associados, desde ent&atilde;o o principal jornal do Distrito Federal.<\/p>\n<p><strong>Dificuldades da Hist&oacute;ria<\/strong><\/p>\n<p>Historiadores nos ensinam que nada mais equivocado do que tentar compreender o passado usando as categorias do presente &ndash; e que hist&oacute;ria n&atilde;o necessariamente tem algo a ver com mem&oacute;ria. Al&eacute;m disso, sempre &eacute; preciso estar alerta para a constru&ccedil;&atilde;o de uma hist&oacute;ria do passado que s&oacute; existe na medida em que serve aos interesses de quem a conta no presente.<\/p>\n<p>O mundo e o pa&iacute;s de 1808, por &oacute;bvio, n&atilde;o s&atilde;o os mesmos de 2008. Ao longo destes dois s&eacute;culos, o Brasil passou de Col&ocirc;nia a Imp&eacute;rio e a Rep&uacute;blica. A imprensa &ndash; a opini&atilde;o impressa de uma &uacute;nica pessoa &ndash; virou m&iacute;dia de massa &ndash; grupos empresariais e profissionais especializados. Registrar todas essas mudan&ccedil;as no tempo e no espa&ccedil;o, e ainda o que elas significam, n&atilde;o &eacute; tarefa f&aacute;cil.<\/p>\n<p>Consideradas as dificuldades de se fazer hist&oacute;ria, arrisco-me a duas reflex&otilde;es sobre a imprensa brasileira tomando como refer&ecirc;ncia o <em>Correio Braziliense<\/em> de Hip&oacute;lito da Costa: uma de continuidade e outra de ruptura.<\/p>\n<p><strong>Hip&oacute;lito e o seu <em>Correio<\/p>\n<p><\/em><\/strong>Nelson Werneck Sodr&eacute; em sua pioneira <em>A Hist&oacute;ria da Imprensa no Brasil<\/em> (Mauad Editora, 4&ordf;. edi&ccedil;&atilde;o, 2004) considera que &eacute; &quot;discut&iacute;vel&quot; a inser&ccedil;&atilde;o (do <em>Correio<\/em>) no conjunto da imprensa brasileira. Para ele, isso decorre &quot;menos pelo fato de ser feito no exterior, o que aconteceu muitas vezes, do que pelo fato de n&atilde;o ter surgido e se mantido por for&ccedil;a de condi&ccedil;&otilde;es internas, mas de condi&ccedil;&otilde;es externas&quot;.<\/p>\n<p>Deixando, todavia, de lado a pol&ecirc;mica, as celebra&ccedil;&otilde;es correntes t&ecirc;m apresentado o brasileiro Hip&oacute;lito da Costa e o seu <em>Correio<\/em> como marco inicial da imprensa no pa&iacute;s e como defensores da independ&ecirc;ncia, do interesse nacional, da aboli&ccedil;&atilde;o da escravatura e da perman&ecirc;ncia de D. Pedro I no Brasil. Existe, no entanto, uma outra vers&atilde;o para os compromissos de Hip&oacute;lito da Costa e de sua publica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Em seu livro <em>1808<\/em> (Editora Planeta, 8&ordf;. reimpress&atilde;o, abril de 2008), o jornalista Laurentino Gomes &ndash; referenciado em historiadores como Manuel Correia de Andrade, Manuel de Oliveira Lima, Roderick J. Barman, Magalh&atilde;es J&uacute;nior e Wilson Martins &ndash; argumenta que Hip&oacute;lito e seu jornal foram financiados pela Coroa portuguesa de 1812 a 1822, isto &eacute;, ao longo de 12 dos 14 anos em que o <em>Correio<\/em> foi publicado.Vale a longa<u> <\/u>cita&ccedil;&atilde;o:<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<blockquote><p>&quot;O mesmo Hip&oacute;lito que defendia liberdade de express&atilde;o e id&eacute;ias liberais acabaria, por&eacute;m, inaugurando o sistema de rela&ccedil;&otilde;es prom&iacute;scuas entre imprensa e governo no Brasil. Por um acordo secreto, D. Jo&atilde;o come&ccedil;ou a subsidiar Hip&oacute;lito na Inglaterra e a garantir a compra de um determinado n&uacute;mero de exemplares do <em>Correio Braziliense<\/em>, com o objetivo de prevenir qualquer radicaliza&ccedil;&atilde;o nas opini&otilde;es expressas no jornal. Segundo o historiador Barman, por esse acordo, negociado pelo embaixador portugu&ecirc;s em Londres, D. Domingos de Souza Coutinho, a partir de 1812, Hip&oacute;lito passou a receber uma pens&atilde;o anual em troca de cr&iacute;ticas amenas ao governo de D. Jo&atilde;o, que era um leitor ass&iacute;duo dos artigos e editoriais da publica&ccedil;&atilde;o. `O p&uacute;blico nunca tomou conhecimento desse acordo&acute;, afirma o historiador. De qualquer modo, Hip&oacute;lito mostrava-se simp&aacute;tico &agrave; Coroa portuguesa antes mesmo de negociar o subs&iacute;dio. `Ele sempre tratou D. Jo&atilde;o com profundo respeito, nunca questionando sua benefic&ecirc;ncia&acute;, registrou Barman. O <em>Correio Braziliense<\/em>, que n&atilde;o apoiou a Independ&ecirc;ncia brasileira, deixou de circular em dezembro de 1822. Hip&oacute;lito foi nomeado pelo Imperador Pedro I agente diplom&aacute;tico do Brasil em Londres, cargo que envolvia o pagamento de uma nova pens&atilde;o pelos cofres p&uacute;blicos&quot; (pp.135-136).<\/p><\/blockquote>\n<p><span class=\"art_texto\"><\/p>\n<p>Em outra passagem, Laurentino Gomes, ap&oacute;s registrar a negativa de Hip&oacute;lito da Costa em colaborar com os revolucion&aacute;rios pernambucanos de 1817, comenta:<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<blockquote><p>&quot;Num despacho oficial de Londres, o embaixador portugu&ecirc;s, D. Domingos de Souza Coutinho, avalia os resultados do acordo (da Coroa com Hip&oacute;lito): `Eu tenho-o contido em parte at&eacute; aqui com a esperan&ccedil;a da subscri&ccedil;&atilde;o que pede. Eu n&atilde;o sei outro modo de o fazer (sic) calar&acute;. O historiador Oliveira Lima, ao avaliar essa rela&ccedil;&atilde;o secreta, dizia que Hip&oacute;lito Jos&eacute; da Costa, `se n&atilde;o foi propriamente venal, n&atilde;o foi todavia incorrupt&iacute;vel, pois se prestava a moderar seus arrancos de linguagem a troca de considera&ccedil;&otilde;es, de distin&ccedil;&otilde;es e mesmo de patroc&iacute;nio oficial&acute;&quot; (pp. 290-291).<\/p><\/blockquote>\n<p><span class=\"art_texto\"><\/p>\n<p>Essas informa&ccedil;&otilde;es mostram que o <em>Correio Braziliense<\/em> de Hip&oacute;lito da Costa inaugura um tipo de v&iacute;nculo que tem marcado a hist&oacute;ria da imprensa no Brasil desde sempre. Pesquisas contempor&acirc;neas, sobretudo no ambiente acad&ecirc;mico, t&ecirc;m revelado que mesmo ap&oacute;s as reformas &quot;modernizadoras&quot; da d&eacute;cada de 1950, os principais jornais da cidade do Rio de Janeiro (&agrave; &eacute;poca, capital do pa&iacute;s) continuaram &quot;vinculados&quot; ao Estado atrav&eacute;s de v&aacute;rias formas de financiamentos, isen&ccedil;&otilde;es fiscais, empr&eacute;stimos, subs&iacute;dios e publicidade oficial.<\/p>\n<p>Neste sentido, pelo menos parte de nossa imprensa n&atilde;o foge ao padr&atilde;o de outras institui&ccedil;&otilde;es brasileiras, j&aacute; analisado por Roberto Schwarz no seu cl&aacute;ssico sobre &quot;as id&eacute;ias fora do lugar&quot;. Liberal no discurso, a imprensa nega o liberalismo e seus principais valores na pr&aacute;tica empresarial e jornal&iacute;stica.<\/p>\n<p><strong>Os leitores dos jornais<\/strong><\/p>\n<p>O <em>Correio Braziliense<\/em> circulava e era lido por um n&uacute;mero reduzido de pessoas: comerciantes, altos funcion&aacute;rios da Coroa portuguesa e o c&iacute;rculo mais restrito do poder. Na verdade, Hip&oacute;lito da Costa n&atilde;o escondia o que ele pensava sobre a maioria da popula&ccedil;&atilde;o brasileira na sociedade escravista daquele primeiro quarto do s&eacute;culo 19. Em uma das edi&ccedil;&otilde;es ele afirmava:<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<blockquote><p>&quot;Ningu&eacute;m deseja mais do que n&oacute;s as reformas &uacute;teis, mas ningu&eacute;m aborrece mais do que n&oacute;s sejam essas reformas feitas pelo povo. Reconhecemos as m&aacute;s conseq&uuml;&ecirc;ncias desse modo de reformar. Desejamos as reformas, mas feitas pelo governo, e urgimos que o governo as deve fazer enquanto &eacute; tempo, para que se evite serem feitas pelo povo&quot; (<em>Correio Braziliense<\/em>, p. 573, VI, 1811; citado em Sodr&eacute;, p. 33).<\/p><\/blockquote>\n<p><span class=\"art_texto\"><\/p>\n<p>N&atilde;o h&aacute; d&uacute;vida, portanto, que a imprensa brasileira nasceu elitista. E foi a continuidade dessa caracter&iacute;stica que levou Bernardo Kucinski a afirmar, quase 190 anos depois, no final do s&eacute;culo 20, que&#8230;<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<blockquote><p>&quot;&#8230;a elite dominante &eacute; ao mesmo tempo a fonte, a protagonista e a leitora das not&iacute;cias [<em>da imprensa<\/em>]. Uma circularidade que exclui a massa da popula&ccedil;&atilde;o da dimens&atilde;o escrita do espa&ccedil;o p&uacute;blico definido pelos meios de comunica&ccedil;&atilde;o de massa&quot; (<em>S&iacute;ndrome da Antena Parab&oacute;lica<\/em>, Editora Fund. Perseu Abramo, 1998).<\/p><\/blockquote>\n<p><span class=\"art_texto\"><\/p>\n<p>H&aacute;, no entanto, evid&ecirc;ncias de que rupturas importantes est&atilde;o ocorrendo. Ap&oacute;s um longo per&iacute;odo, a Associa&ccedil;&atilde;o Nacional de Jornais (ANJ) anuncia o crescimento da circula&ccedil;&atilde;o e do faturamento do setor. Os di&aacute;rios auditados pelo Instituto Verificador de Circula&ccedil;&atilde;o (IVC) tiveram 10,7% de crescimento na circula&ccedil;&atilde;o em 2007 em rela&ccedil;&atilde;o a 2006.<\/p>\n<p>Entre os 10 jornais de maior circula&ccedil;&atilde;o em 2007 (cf. quadro abaixo), quatro s&atilde;o jornais populares que circulam no Rio de Janeiro (<em>Extra<\/em> e <em>Meia Hora<\/em>), em Belo Horizonte (<em>Super Not&iacute;cia<\/em>) e em Porto Alegre (<em>Di&aacute;rio Ga&uacute;cho<\/em>). O <em>Extra<\/em>, do Rio de Janeiro, &eacute; o mais vendido.<\/p>\n<p><strong> <\/p>\n<p align=\"center\">Jornais de maior circula&ccedil;&atilde;o em 2007<\/p>\n<p><\/strong> <\/p>\n<div align=\"center\">\n<table border=\"0\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"3\" width=\"500\" align=\"center\" bgcolor=\"#6699cc\">\n<tbody>\n<tr>\n<td class=\"textoBox1\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#6699cc\">T&iacute;tulo<\/td>\n<td class=\"textoBox1\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#6699cc\">Editora<\/td>\n<td class=\"textoBox1\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#6699cc\">Circula&ccedil;&atilde;o<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">1. <em>Folha de S.Paulo<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Empresa Folha da Manh&atilde;<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">302.595<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">2. <em>O Globo<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Infoglobo Comunica&ccedil;&otilde;es SA<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">280.329<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">3. <em>Extra<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Infoglobo Comunica&ccedil;&otilde;es SA<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">273.560<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">4. <em>O Estado de S.Paulo<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">S\/A O Estado de S.Paulo<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">241.126<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">5. <em>Super Not&iacute;cia<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Sempre Editora S\/A<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">238.611<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">6. <em>Meia Hora<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Editora O Dia S\/A<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">205.768<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">7. <em>Zero Hora<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Zero Hora Editora Jornal&iacute;stica S\/A<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">176.412<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">8. <em>Di&aacute;rio Ga&uacute;cho<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Zero Hora Editora Jornal&iacute;stica S\/A<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">155.328<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">9. <em>Correio do Povo<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Empresa Jornal&iacute;stica Caldas J&uacute;nior<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">154.188<\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"32%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">10. <em>Lance!<\/em><\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"48%\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">Arete Editorial S\/A<\/td>\n<td class=\"textoComum2\" width=\"20%\" align=\"center\" valign=\"center\" bgcolor=\"#ffffff\">112.625<\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<\/div>\n<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<font size=\"1\">Fonte: <\/font><span class=\"art_leia\"><font size=\"1\">ANJ<\/font><\/span><\/p>\n<p>  <strong> <\/strong>  <\/p>\n<p>A exemplo do que j&aacute; acontece com o acesso &agrave; internet (ver &quot;<a href=\"http:\/\/www.observatoriodaimprensa.com.br\/artigos.asp?cod=476JDB002\" onclick=\"NovaJanela(this.href);return false;\">Inclus&atilde;o digital: A internet e os novos `formadores de opini&atilde;o<\/a>&acute;), o aumento de circula&ccedil;&atilde;o dos jornais populares tamb&eacute;m &eacute; uma conseq&uuml;&ecirc;ncia da expans&atilde;o das classes C e D. Al&eacute;m disso, apesar de ainda existir espa&ccedil;o para casos policiais, os jornais populares se voltam hoje para pautas como servi&ccedil;o p&uacute;blico, direito do consumidor, entretenimento, trabalho, sa&uacute;de, transporte e educa&ccedil;&atilde;o. Estas s&atilde;o as exig&ecirc;ncias dos seus novos consumidores.<\/p>\n<p>Vale ainda registrar que o jornal n&atilde;o-pago de maior circula&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s &eacute; a <em>Folha Universal<\/em>, da Igreja Universal do Reino de Deus, com cerca de 2,7 milh&otilde;es de exemplares por semana.<br \/><strong><br \/>Direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Como se v&ecirc;, na hist&oacute;ria da imprensa no Brasil, h&aacute; continuidades e h&aacute; rupturas e nem tudo &eacute; exatamente como se celebra. Deve-se ter cuidado com as vers&otilde;es do passado sobre Hip&oacute;lito da Costa e seu <em>Correio<\/em>. Por outro lado, h&aacute; raz&otilde;es de sobra para celebrar a ruptura na circularidade que at&eacute; recentemente exclu&iacute;a grande parte da nossa popula&ccedil;&atilde;o do espa&ccedil;o p&uacute;blico criado pela m&iacute;dia impressa.<\/p>\n<p>O que se espera &eacute; que a hist&oacute;ria dos pr&oacute;ximos anos possa ser constru&iacute;da em torno de novas continuidades e rupturas que contribuam para a consolida&ccedil;&atilde;o do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o e de uma verdadeira democracia entre n&oacute;s.<\/p>\n<p><em>Ven&iacute;cio A. de Lima &eacute; pesquisador s&ecirc;nior do N&uacute;cleo de Estudos sobre M&iacute;dia e Pol&iacute;tica (NEMP) da Universidade de Bras&iacute;lia e autor\/organizador, entre outros, de <\/em><em>A m&iacute;dia nas elei&ccedil;&otilde;es de 2006 (Editora Funda&ccedil;&atilde;o Perseu Abramo, 2007)<\/em> <\/p>\n<p><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os 200 anos da imprensa no Brasil v&ecirc;m sendo celebrados em todo o pa&iacute;s. Comemora-se a primeira edi&ccedil;&atilde;o do Correio Braziliense por Hip&oacute;lito Jos&eacute; da Costa, em Londres. O mens&aacute;rio circulou de 1&ordm; de junho de 1808 a dezembro de 1822. No territ&oacute;rio nacional, a atividade ainda era proibida pela Coroa portuguesa. O Correio era &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21323\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">200 anos de imprensa no Brasil: Hist\u00f3ria de continuidade e de ruptura<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[53],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21323"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21323"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21323\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21323"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21323"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21323"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}