{"id":21270,"date":"2008-05-28T14:27:59","date_gmt":"2008-05-28T14:27:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21270"},"modified":"2008-05-28T14:27:59","modified_gmt":"2008-05-28T14:27:59","slug":"jornais-populares-lideram-vendas-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21270","title":{"rendered":"Jornais populares lideram vendas no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>Os jornais populares cresceram nos &uacute;ltimos anos. No Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais, eles est&atilde;o entre os mais lidos. Atualmente, existem cerca de dez jornais populares de grande circula&ccedil;&atilde;o no Brasil. Os maiores s&atilde;o Extra, do Rio de Janeiro, Di&aacute;rio Ga&uacute;cho, de Porto Alegre, e Super Not&iacute;cia, de Belo Horizonte. De acordo com dados da Marplan, o Extra &eacute; o mais lido do Brasil, com mais de 3 milh&otilde;es de leitores. Na regi&atilde;o Sul, o Di&aacute;rio Ga&uacute;cho tem tiragem de 172 mil.<\/p>\n<p>S&atilde;o Paulo, apesar de ser a maior cidade do pa&iacute;s, n&atilde;o lidera as vendas de jornais populares e fica atr&aacute;s do Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais. Jornais populares de S&atilde;o Paulo, Agora S&atilde;o Paulo e Jornal da Tarde, custam acima de R$ 1,50. J&aacute; nos outros estados os pre&ccedil;os variam de R$ 0,25 a R$ 1,00.<\/p>\n<p>O editor-chefe do Di&aacute;rio Ga&uacute;cho, Alexandre Bach, avalia que os jornais populares mudaram um pouco sua linha editorial. &quot;N&atilde;o vejo os jornais populares atuais apelarem para o sensacionalismo. Eles tratam de sa&uacute;de, transporte e educa&ccedil;&atilde;o&quot;, analisa. Segundo ele, o sucesso do Di&aacute;rio Ga&uacute;cho se deve ao pre&ccedil;o e ao conte&uacute;do. &quot;O jornal &eacute; acess&iacute;vel e &uacute;til e as not&iacute;cias t&ecirc;m impacto direto na vida dos leitores&quot;, considera.<\/p>\n<p>M&aacute;rcia Franz Amaral, autora do livro Jornalismo Popular, da editora Contexto, acredita que os jornais populares evolu&iacute;ram, mas que a linha que separa o jornalismo do entretenimento &eacute; uma quest&atilde;o comum aos mais diversos jornais. &quot;Compreendo que o grande problema do jornalismo atualmente &eacute; o apagamento da fronteira com o entretenimento. Quando uma mat&eacute;ria informa de maneira descontextualizada e singularizada, n&atilde;o est&aacute; fazendo jornalismo e sim entretenimento&quot;, avalia.<\/p>\n<p>Para a autora, atualmente os jornais populares se voltam para pautas como servi&ccedil;o p&uacute;blico, direito do consumidor, entretenimento, trabalho e sa&uacute;de. Ainda que exista espa&ccedil;o para casos policiais, este n&atilde;o &eacute; o foco do mercado popular. &quot;Os jornais populares fazem boas reportagens, ganham pr&ecirc;mios, t&ecirc;m profissionais qualificados que buscam cotidianamente mudar o ponto de vista das mat&eacute;rias para atingir um p&uacute;blico diferente do leitor tradicional de jornais&quot;, afirma M&aacute;rcia.<\/p>\n<p>Os jornalistas admitem que o maior desafio de quem atua no jornalismo popular &eacute; conquistar o leitor diariamente, ser did&aacute;tico e se colocar no lugar dos leitores. &quot;O jornalista dos jornais populares tem que abandonar o mundo em que vive e se colocar no mundo do leitor. &Eacute; mais dif&iacute;cil escrever sobre uma realidade que n&atilde;o &eacute; a sua do que escrever sobre assuntos que fazem parte do seu dia-a-dia&quot;, afirma Bach.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os jornais populares cresceram nos &uacute;ltimos anos. 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