{"id":21254,"date":"2008-05-27T15:31:13","date_gmt":"2008-05-27T15:31:13","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21254"},"modified":"2008-05-27T15:31:13","modified_gmt":"2008-05-27T15:31:13","slug":"televisao-na-finlandia-ja-e-100-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21254","title":{"rendered":"Televis\u00e3o na Finl\u00e2ndia j\u00e1 \u00e9 100% digital"},"content":{"rendered":"<p>A Finl&acirc;ndia &eacute; o primeiro pa&iacute;s do mundo a retirar do ar a TV anal&oacute;gica e s&oacute; transmitir programas com tecnologia digital. A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; da ministra das Comunica&ccedil;&otilde;es deste pa&iacute;s, Suvi Lind&eacute;n, em entrevista ao Estado. &ldquo;Em menos de 4 anos, conseguimos realizar esse objetivo. N&atilde;o foi f&aacute;cil, mas vale a pena. Os maiores problemas que tivemos foram na &aacute;rea dos sintonizadores digitais (set top boxes). As camadas de menor renda reclamaram dos pre&ccedil;os e da impossibilidade de utilizar o mesmo aparelho tanto para a TV aberta quanto para a TV por assinatura. Vamos ter que resolver essa situa&ccedil;&atilde;o, substituindo esses conversores.&rdquo;<\/p>\n<p>O padr&atilde;o utilizado na Finl&acirc;ndia &eacute; o europeu (Digital Video Broadcasting ou DVB), que permite elevado grau de interatividade e mobilidade em sua vers&atilde;o DVB-H. Segundo a ministra Lind&eacute;n, a Europa n&atilde;o deu prioridade ao desenvolvimento da TV de alta defini&ccedil;&atilde;o, embora o padr&atilde;o DVB j&aacute; o permita. Na opini&atilde;o de alguns especialistas finlandeses, a TV de alta defini&ccedil;&atilde;o ainda &eacute; um luxo, porque exige receptores mais caros, mais sofisticados e, principalmente, maior oferta de conte&uacute;do, o que ainda n&atilde;o ocorre. Para eles, as imagens digitais europ&eacute;ias, com 700 pixels por linha (e n&atilde;o 1.080) s&atilde;o plenamente satisfat&oacute;rias.<\/p>\n<p><strong>R&aacute;dio, n&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Quanto ao r&aacute;dio digital aberto, surpreendentemente, a ministra das Comunica&ccedil;&otilde;es da Finl&acirc;ndia n&atilde;o acredita na viabilidade pr&aacute;tica da migra&ccedil;&atilde;o da tecnologia anal&oacute;gica de r&aacute;dio para a digital. &ldquo;O problema &eacute; a exig&ecirc;ncia de se trocar tudo &#8211; equipamentos das emissoras e receptores dos ouvintes. Isso exigiria at&eacute; a mudan&ccedil;a de faixa de freq&uuml;&ecirc;ncias e a interrup&ccedil;&atilde;o das atividades das emissoras Nem o padr&atilde;o europeu nem o norte-americano satisfazem. No futuro, as transmiss&otilde;es de r&aacute;dio ser&atilde;o todas via internet ou associadas &agrave; TV digital&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>Avan&ccedil;o<\/p>\n<p><\/strong>As telecomunica&ccedil;&otilde;es da Finl&acirc;ndia est&atilde;o entre as mais avan&ccedil;adas do mundo. At&eacute; as resid&ecirc;ncias mais modestas da zona rural ou as aldeias da Lap&ocirc;nia, no norte do pa&iacute;s, disp&otilde;em de comunica&ccedil;&atilde;o telef&ocirc;nica, fixa ou celular. Nas regi&otilde;es mais remotas, o servi&ccedil;o &eacute; o mais simples poss&iacute;vel, inclusive na telefonia celular, que utiliza o sistema mais antigo, de telefonia m&oacute;vel n&oacute;rdica em 450 MHz (NMT 450, na sigla comercial), mas que &eacute; o mais econ&ocirc;mico para cobertura de grandes &aacute;reas com baixa densidade populacional, segundo a ministra Suvi Lind&eacute;n.<\/p>\n<p>&ldquo;As telecomunica&ccedil;&otilde;es finlandesas &#8211; diz ela &#8211; v&ecirc;m sendo privatizadas h&aacute; mais de duas d&eacute;cadas. A &uacute;nica empresa ainda com grande participa&ccedil;&atilde;o estatal &eacute; a Telia-Sonera, uma das concession&aacute;rias de telefonia fixa, de cujo capital participam os governos da Finl&acirc;ndia e da Su&eacute;cia, com um total de 60% das a&ccedil;&otilde;es, o restante &eacute; capital privado&rdquo;.<\/p>\n<p>O maior avan&ccedil;o do setor, entretanto, est&aacute; na &aacute;rea da telefonia m&oacute;vel, em que o pa&iacute;s ostenta a impressionante densidade de 124 celulares por 100 habitantes. Numa tend&ecirc;ncia oposta, a telefonia fixa vai reduzindo sua participa&ccedil;&atilde;o para menos de 50%, como ocorre, ali&aacute;s, na maioria dos pa&iacute;ses.<\/p>\n<p>Embora seja um pa&iacute;s com pouco mais de 5 milh&otilde;es de habitantes, a Finl&acirc;ndia tem empresas poderosas na &aacute;rea da telefonia celular, entre as quais a Nokia, detentora da fatia de 41% da produ&ccedil;&atilde;o mundial de aparelhos celulares, com 10 f&aacute;bricas espalhadas pelo mundo, inclusive uma em Manaus, no Brasil.<\/p>\n<p>Uma caracter&iacute;stica curiosa e quase &uacute;nica da telefonia fixa da Finl&acirc;ndia &eacute; o fato de o pa&iacute;s j&aacute; ter conseguido abrir a infra-estrutura de rede de cabos e centrais &agrave; participa&ccedil;&atilde;o de todas as operadoras, enquanto o mundo ainda continua discutindo o compartilhamento da infra-estrutura. <\/p>\n<p>No jarg&atilde;o de telecomunica&ccedil;&otilde;es, esse compartilhamento recebe o nome de unbundling (desempacotamento, em ingl&ecirc;s) e permite um grau muito maior de competi&ccedil;&atilde;o. Por essa raz&atilde;o, o pa&iacute;s tem hoje mais de uma centena de operadoras fixas. Muitas dessas operadoras podem obter licen&ccedil;as e prestar praticamente todos os servi&ccedil;os de comunica&ccedil;&otilde;es, de telefonia fixa a celular, TV por assinatura, TV sob demanda (Video on Demand), acesso de banda larga e internet. Apenas a radiodifus&atilde;o (r&aacute;dio e TV abertas) exige concess&otilde;es exclusivas.<\/p>\n<p>Raros pa&iacute;ses t&ecirc;m o &iacute;ndice de acesso &agrave; internet t&atilde;o elevado quanto a Finl&acirc;ndia: mais de 60% da popula&ccedil;&atilde;o utilizam regularmente a rede mundial. E, de cada 100 usu&aacute;rios, 70 disp&otilde;em de acesso em banda larga, segundo a ministra das Comunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>O pa&iacute;s tem pelo menos tr&ecirc;s indicadores extraordin&aacute;rios que tornam poss&iacute;vel seu est&aacute;gio de desenvolvimento: o menor grau de corrup&ccedil;&atilde;o governamental (segundo a organiza&ccedil;&atilde;o Transpar&ecirc;ncia Internacional), o melhor padr&atilde;o de educa&ccedil;&atilde;o e a terceira posi&ccedil;&atilde;o mundial em investimentos em pesquisa e desenvolvimento em rela&ccedil;&atilde;o ao seu produto interno bruto (PIB), atr&aacute;s apenas de Israel e Cingapura.<\/p>\n<p><strong>Perfil raro<\/strong> <\/p>\n<p>Embora seja integrante do Parlamento da Finl&acirc;ndia, como deputada representante da regi&atilde;o do &Aacute;rtico, a ministra Suvi Lind&eacute;n tem grande experi&ecirc;ncia e envolvimento nas &aacute;reas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e novas tecnologias. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Finl&acirc;ndia &eacute; o primeiro pa&iacute;s do mundo a retirar do ar a TV anal&oacute;gica e s&oacute; transmitir programas com tecnologia digital. 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