{"id":21203,"date":"2008-05-20T17:08:36","date_gmt":"2008-05-20T17:08:36","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21203"},"modified":"2008-05-20T17:08:36","modified_gmt":"2008-05-20T17:08:36","slug":"entrada-das-teles-na-tv-paga-ainda-nao-convenceu-mercado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21203","title":{"rendered":"Entrada das teles na TV paga ainda n\u00e3o convenceu mercado"},"content":{"rendered":"<p>O mercado brasileiro de TV por assinatura vive, da parte de operadores e programadores, um momento de entusiasmo com os resultados da ind&uacute;stria como um todo. Mas a grande novidade de 2007, que foi a chegadas das teles ao mercado, ainda gera certa preocupa&ccedil;&atilde;o. Este notici&aacute;rio conversou com v&aacute;rios personagens da ind&uacute;stria, e ouviu relatos de uma sensa&ccedil;&atilde;o em comum: o de que as teles ainda n&atilde;o fizeram justi&ccedil;a ao barulho que se criou em torno delas.<\/p>\n<p>A principal pergunta que todos fazem &eacute;: o que se passa com a Telef&ocirc;nica? O &uacute;nico n&uacute;mero oficial da operadora (281 mil clientes) mostra que a base &eacute;, praticamente, apenas a base de assinantes de MMDS que a TVA j&aacute; tinha. Ou seja, o DTH da tele cresce pouco. Os assinantes da DTHi n&atilde;o s&atilde;o computados nessa soma (trata-se de uma opera&ccedil;&atilde;o separada), assim como os assinantes de cabo da TVA. Ainda assim, as expectativas eram maiores.<\/p>\n<p><strong>Posicionamento<\/p>\n<p><\/strong>As an&aacute;lises que tentam explicar os n&uacute;meros v&atilde;o em um sentido tamb&eacute;m comum: a Telef&ocirc;nica, ao acrescentar a programa&ccedil;&atilde;o Globosat, ficou posicionada no mercado de maneira pouco competitiva. Isso porque passou a ter empacotamento e pre&ccedil;o semelhantes aos da Net e da Sky, mas com um produto ainda limitado tecnologicamente, principalmente quando se observa que a &ecirc;nfase da Telef&ocirc;nica &eacute; na oferta combinada de TV paga, dados e voz, territ&oacute;rio em que a Net tem sido muito agressiva.<\/p>\n<p>&quot;Quando a Telef&ocirc;nica tinha um produto posicionado em uma faixa de pre&ccedil;o inferior, ela vendia mais&quot;, analisa um fornecedor. O resultado, segundo as informa&ccedil;&otilde;es colhidas no mercado, &eacute; que a Telef&ocirc;nica tem hoje no mercado exatamente o mesmo peso que a TVA tinha antes de ser adquirida por ela, ou seja, ela n&atilde;o representou nenhuma grande mudan&ccedil;a.<\/p>\n<p>Outro coment&aacute;rio corrente &eacute; que a Telef&ocirc;nica n&atilde;o demonstra ter integrado inteiramente a TVA na sua estrat&eacute;gia. Gilberto Sotto Mayor, que era o diretor respons&aacute;vel pelo servi&ccedil;o de TV digital da tele, n&atilde;o ocupa mais essa posi&ccedil;&atilde;o, e as principais decis&otilde;es s&atilde;o definidas por um comit&ecirc; de produtos que define as estrat&eacute;gias comuns entre TVA e Telef&ocirc;nica. Um complicador &eacute; o fato de que as opera&ccedil;&otilde;es de DTH e MMDS t&ecirc;m uma estrutura societ&aacute;ria e, portanto, de comando, diferente do cabo. No DTH e no MMDS, a Telef&ocirc;nica tem 100% do controle. No cabo, a gest&atilde;o precisa ser exercida pela Abril. No entanto, a estrutura da opera&ccedil;&atilde;o de MMDS est&aacute; vinculada &agrave; estrutura de TV a cabo, e ambas t&ecirc;m pouco (ou nada) em comum com a estrutura do DTH.<\/p>\n<p><strong>Outras teles<\/p>\n<p><\/strong>Mas n&atilde;o &eacute; s&oacute; a Telef&ocirc;nica que enfrenta problemas para entrar no mercado de TV por assinatura. A Brasil Telecom, que iniciou o servi&ccedil;o de IPTV, n&atilde;o esconde que o produto n&atilde;o se sustenta sem uma oferta tradicional de pacotes e canais, o que s&oacute; poder&aacute; acontecer com a mudan&ccedil;a de legisla&ccedil;&atilde;o. E a Oi, que planeja iniciar a oferta de IPTV comercialmente a partir de junho, dever&aacute; enfrentar o mesmo problema enquanto o PL 29\/2007 n&atilde;o for aprovado, ou outra solu&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria surgir. Para complicar, as duas empresas (Oi e BrT) est&atilde;o em pr&eacute;-processo de fus&atilde;o, o que poder&aacute; atrasar ainda mais os planos de entrada no mercado de TV paga.<\/p>\n<p>Enquanto isso, a expectativa recai sobre a Embratel, que planeja para agosto o lan&ccedil;amento do seu servi&ccedil;o pr&oacute;prio de DTH. No mercado de TV por assinatura a pergunta &eacute; exatamente onde ser&aacute; posicionado o servi&ccedil;o da tele, dada a experi&ecirc;ncia da Telef&ocirc;nica. Se a Embratel optar por entrar com o pacote Globosat, ter&aacute; que encontrar uma f&oacute;rmula para se tornar acess&iacute;vel a classes menos abastadas, como &eacute; o plano declarado da empresa. N&atilde;o porque os canais da Globosat sejam necessariamente mais caros, mas porque a Globosat s&oacute; pode vend&ecirc;-los na forma com que foi acertado com o Cade no ano passado. Ou seja, a venda s&oacute; pode ser feita na forma como Sky e Net contratam os canais Globosat, e isso joga pre&ccedil;o e empacotamento nos mesmos n&iacute;veis da concorr&ecirc;ncia. Foi o que aconteceu com a Telef&ocirc;nica. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado brasileiro de TV por assinatura vive, da parte de operadores e programadores, um momento de entusiasmo com os resultados da ind&uacute;stria como um todo. Mas a grande novidade de 2007, que foi a chegadas das teles ao mercado, ainda gera certa preocupa&ccedil;&atilde;o. 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