{"id":21195,"date":"2008-05-19T16:06:40","date_gmt":"2008-05-19T16:06:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21195"},"modified":"2014-09-07T02:55:35","modified_gmt":"2014-09-07T02:55:35","slug":"o-laptop-nas-escolas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21195","title":{"rendered":"O laptop nas escolas"},"content":{"rendered":"<p><em>Foi realizado no &uacute;ltimo dia 25 de abril, na Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, o <em>2&ordm; Encontro sobre os Laptops na Educa&ccedil;&atilde;o<\/em>. O evento teve o objetivo de avaliar de que forma encontra-se, hoje, o projeto <em>Um Computador por Aluno<\/em> (UCA), j&aacute; em experi&ecirc;ncia em cinco escolas do pa&iacute;s. Participaram das discuss&otilde;es representantes de cada uma das cinco unidades, al&eacute;m de um dos consultores do projeto, o professor doutor Sim&atilde;o Pedro Marinho, da Pontif&iacute;cia Universidade Cat&oacute;lica de Minas Gerais.<\/em> <\/p>\n<p><em>De acordo com a professora Denise Vilardo, idealizadora e organizadora do encontro, as experi&ecirc;ncias desenvolvidas pelas escolas desde o ano passado j&aacute; mostram o potencial positivo da proposta. Segundo ela, &eacute; percept&iacute;vel o interesse dos alunos, que n&atilde;o faltam mais &agrave;s aulas e t&ecirc;m apresentado um bom rendimento na leitura e na escrita. <\/em><\/p>\n<p><em>Em entrevista ao site do RIO M&Iacute;DIA, Denise Vilardo, professora da Prefeitura do Rio, contou detalhes do projeto e do encontro, que teve o apoio da Rede Peabirus, da Funda&ccedil;&atilde;o Get&uacute;lio Vargas, da <em>Advanced Micro Devices<\/em> (AMD) e do Col&eacute;gio Graham Bell do Rio de Janeiro. <\/em><\/p>\n<p>*<\/p>\n<p><strong>Qual &eacute; exatamente o objetivo do projeto Um Computador por Aluno (UCA)? &Eacute; um projeto do Governo Federal que foi lan&ccedil;ado em 2005, n&atilde;o &eacute; isso?<br \/>Denise Vilardo &#8211;<\/strong> O projeto se baseia, inicialmente, nas id&eacute;ias da Organiza&ccedil;&atilde;o OLPC <em>(One Laptop per Child<\/em>), que foram apresentadas no F&oacute;rum Econ&ocirc;mico Mundial, em Davos, na Su&iacute;&ccedil;a, em janeiro de 2005, ao governo brasileiro. Logo em seguida, Nicholas Negroponte, Seymour Papert e Mary Lou Jepsen, do <em>Massachusetts Institute of Technology<\/em> (MIT), vieram ao Brasil, especialmente para conversar com o presidente da Rep&uacute;blica e expor os objetivos da proposta. O presidente da Rep&uacute;blica aceitou o desafio e instituiu um Comit&ecirc; Gestor interministerial para avali&aacute;-lo. Esse grupo estudou o projeto, ouvindo e discutindo com o MIT, com as universidades, com as ind&uacute;strias e com o pr&oacute;prio governo. O trabalho desenvolvido destacou tr&ecirc;s premissas b&aacute;sicas: 1) A aprendizagem e a educa&ccedil;&atilde;o de qualidade para todos s&atilde;o fatores essenciais para alcan&ccedil;ar uma sociedade justa, eq&uuml;itativa, econ&ocirc;mica e socialmente vi&aacute;vel; 2) O acesso a laptops m&oacute;veis, em escala suficiente, oferecer&aacute; reais benef&iacute;cios para o aprendizado e proporcionar&aacute; extraordin&aacute;rias melhorias no &acirc;mbito nacional; 3) Enquanto os computadores continuarem sendo desnecessariamente caros, esses benef&iacute;cios continuar&atilde;o sendo privil&eacute;gio de poucas pessoas. <\/p>\n<p><strong>Mas, afinal, o projeto j&aacute; saiu do papel?<br \/><\/strong>Sim, por meio do trabalho do Comit&ecirc; Gestor, que re&uacute;ne pesquisadores brasileiros de diversas universidades brasileiras, envolvidos tanto com a Educa&ccedil;&atilde;o quanto com o desenvolvimento de sistemas. Atualmente, cinco escolas-piloto participam do Projeto UCA. No primeiro semestre de 2007, o trabalho foi iniciado na Escola Estadual de Ensino Fundamental Luciana de Abreu (Porto Alegre) e na Escola Municipal de Ensino Fundamental Ernani Silva Bruno (S&atilde;o Paulo). No segundo semestre do mesmo ano, novas escolas foram incorporadas: Ciep 477 Professora Rosa da Concei&ccedil;&atilde;o Guedes (Rio de Janeiro), Escola Estadual Dom Alano Marie Du Noday (Tocantins) e Escola Vila Planalto (Bras&iacute;lia). Participam do Comit&ecirc; Gestor: o MEC, por meio da Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o a Dist&acirc;ncia; o Laborat&oacute;rio de Sistemas Integr&aacute;veis, da Escola Polit&eacute;cnica da Universidade de S&atilde;o Paulo; e o Laborat&oacute;rio de Estudos Cognitivos, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul. Est&atilde;o presentes ainda o Laborat&oacute;rio de Intera&ccedil;&atilde;o Avan&ccedil;ada, da Universidade Federal de S&atilde;o Carlos; a Universidade Federal Fluminense; a Funda&ccedil;&atilde;o Certi (Centro de Refer&ecirc;ncia em Tecnologias Inovadoras), o Centro de Pesquisas Renato Archer e o Serpro. Mais detalhes podem ser obtidos neste link: <a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=24338\">http:\/\/www.peabirus.com.br\/redes\/form\/post?topico_id=6552<\/a><\/p>\n<p><strong>Quando o projeto vai englobar outras escolas? <br \/><\/strong>A previs&atilde;o &eacute; de que, ainda este ano, sejam comprados 150 mil laptops. A meta do governo federal &eacute; implementar o projeto, em 2008, em 300 escolas do pa&iacute;s. No final do ano passado, foi aberto um processo de licita&ccedil;&atilde;o para a compra dos laptops. No entanto, ele foi interrompido. N&atilde;o houve acordo entre o governo e as ind&uacute;strias que produziriam as m&aacute;quinas. Esse processo dever&aacute; ser retomado a qualquer momento.<\/p>\n<p><strong>De que forma os laptops devem ser utilizados nas escolas?<br \/><\/strong>Os laptops devem ser utilizados dentro das salas de aula da mesma forma que os cadernos, nos quais se anotam trabalhos, produzem textos e criam imagens. Os computadores podem e devem ser usados individual ou coletivamente. E, sim, eles estar&atilde;o conectados &agrave; internet. O objetivo &eacute; possibilitar o acesso das escolas &agrave; tecnologia, no caso espec&iacute;fico, ao computador, compartilhando informa&ccedil;&otilde;es e criando conhecimento. Inicialmente, a ades&atilde;o ao projeto &eacute; volunt&aacute;ria. As escolas ser&atilde;o convidadas a participar, mas podem aceitar ou n&atilde;o o convite. Normalmente, &eacute; um acordo entre a escola, a secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o, a coordena&ccedil;&atilde;o dos NTEs (em alguns casos) e o governo federal.<\/p>\n<p><strong>O que as experi&ecirc;ncias das escolas-piloto t&ecirc;m revelado?<br \/><\/strong>As experi&ecirc;ncias mostram a necessidade de as escolas reformularem seus respectivos projetos pol&iacute;tico-pedag&oacute;gicos; de haver um maior envolvimento de toda a comunidade escolar; de uma capacita&ccedil;&atilde;o cont&iacute;nua dos professores; de um apoio\/estudo te&oacute;rico-metodol&oacute;gico; e at&eacute; mesmo de uma adequa&ccedil;&atilde;o f&iacute;sica para receber e guardar os equipamentos. Al&eacute;m disso, se faz necess&aacute;rio que o projeto desenvolvido por cada escola seja &uacute;nico, respeitando o contexto local, as reais possibilidades e a limita&ccedil;&atilde;o de cada espa&ccedil;o de ensino. Percebe-se ainda a resist&ecirc;ncia de alguns professores em trabalhar com o laptop, o que &eacute; superado quando os alunos alcan&ccedil;am bons resultados. Sim, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel perceber uma melhora na auto-estima e no rendimentos dos alunos. Praticamente n&atilde;o h&aacute; mais faltas. Os professores dizem que tamb&eacute;m est&atilde;o surpreendidos com os resultados da leitura e da escrita. Os alunos usam a agenda e o di&aacute;rio virtual, os blogs, os wikis e os chats. Escrevem de forma compartilhada e trocam informa&ccedil;&otilde;es via e-mail. Est&atilde;o mais confiantes e seguros. O desembara&ccedil;o dos estudantes para lidar com os laptops &eacute; quase imediato. Os alunos &ldquo;descobrem&rdquo; muito rapidamente a fun&ccedil;&atilde;o dos diferentes aplicativos e dos diversos softwares, incluindo a possibilidade de fotografar e filmar com eles. Das cinco escolas-piloto, tr&ecirc;s contam, efetivamente, com um computado por aluno. Em outras duas, o laptop &eacute; compartilhado por dois ou tr&ecirc;s alunos. Mas, na escola de Porto Alegre, os alunos podem, inclusive, levar os laptops, diariamente, para casa. <\/p>\n<p><strong>A senhora acha que as escolas do Rio est&atilde;o preparadas para incorporar este projeto?<br \/><\/strong>Depende do que se entende por &ldquo;estar preparadas&rdquo;. &Eacute; muito dif&iacute;cil falarmos em condi&ccedil;&otilde;es ideais, tanto no aspecto f&iacute;sico quanto no aspecto humano. Se formos esperar as melhores condi&ccedil;&otilde;es, n&atilde;o come&ccedil;aremos nunca. Isso n&atilde;o quer dizer que n&atilde;o devemos lutar para que essas condi&ccedil;&otilde;es se realizem. Mas penso que j&aacute; aprendemos que toda mudan&ccedil;a &eacute; dif&iacute;cil e tende a ser negada, num primeiro momento. Precisamos de melhores equipamentos? Sim. Precisamos de seguran&ccedil;a? Sim. Precisamos de aperfei&ccedil;oamento cont&iacute;nuo dos professores? Sim. Mas as coisas se constituem de maneira imbricada. N&atilde;o se aguarda o encerramento de um ciclo para se ingressar em outro. A professora Regina de Assis [presidente da MULTIRIO] costumava nos dizer, quando era secret&aacute;ria Municipal de Educa&ccedil;&atilde;o do Rio, que t&iacute;nhamos que andar com o carro e tir&aacute;-lo do atoleiro ao mesmo tempo&#8230; &Eacute; isso que estamos fazendo continuamente: avan&ccedil;ando e retrocedendo para avan&ccedil;ar um pouco mais.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pesquisadora avalia resultados e aponta o potencial do projeto Um Computador por Aluno <\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[43],"tags":[681,680],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21195"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21195"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21195\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27842,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21195\/revisions\/27842"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21195"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21195"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21195"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}