{"id":21180,"date":"2008-05-16T14:11:12","date_gmt":"2008-05-16T14:11:12","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21180"},"modified":"2008-05-16T14:11:12","modified_gmt":"2008-05-16T14:11:12","slug":"breque-na-queda-da-telefonia-fixa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21180","title":{"rendered":"Breque na queda da telefonia fixa"},"content":{"rendered":"<p><span>&Aacute; exce&ccedil;&atilde;o da Oi, Telef&ocirc;nica e Brasil Telecom registraram, no primeiro trimestre, um freio na redu&ccedil;&atilde;o das linhas telef&ocirc;nicas em servi&ccedil;o. Nos dois casos houve uma leve recupera&ccedil;&atilde;o, contra a tend&ecirc;ncia cont&iacute;nua de queda dos trimestres anteriores, que se manteve na Oi. A raz&atilde;o, explicam executivos das concession&aacute;rias, vai ser encontrada na conjun&ccedil;&atilde;o de tr&ecirc;s fatores: o desempenho geral da economia; o aumento do poder aquisitivo do chamado andar de baixo e a adequa&ccedil;&atilde;o dos planos alternativos voltados para a baixa renda; os planos da economia que garantem um tempo menor de conversa&ccedil;&atilde;o e impedem liga&ccedil;&otilde;es de fixo para celular ou liga&ccedil;&otilde;es de longa dist&acirc;ncia. Esses eventos s&oacute; no cart&atilde;o pr&eacute;-pago. Isso, quando toda a comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o estiver dependente do plano pr&eacute;-pago.<\/p>\n<p><\/span><span>Cada vez mais, a receita da telefonia fixa das operadoras est&aacute; vinculada aos planos alternativos. Na Telef&ocirc;nica, quase a metade. Na Oi, 35%. Na Brasil Telecom, outros 44,8%. Uma tend&ecirc;ncia natural, j&aacute; que o usu&aacute;rio, n&atilde;o importa sua faixa de renda, quer um plano aderente ao seu perfil de uso e ao seu or&ccedil;amento. Com a mudan&ccedil;a da cobran&ccedil;a de pulsos para minutos, os planos alternativos se multiplicaram. &ldquo;Oferecemos perto de dez planos e dezenas de pacotes. Isso permite ao nosso cliente ir calibrando sua demanda em rela&ccedil;&atilde;o ao plano&rdquo;, diz Luis Antonio da Costa Silva, diretor de produtos e servi&ccedil;os da Brasil Telecom. A oferta aderente ao bolso do cliente diminuiu a acelera&ccedil;&atilde;o da curva natural de redu&ccedil;&atilde;o da telefonia fixa, pressionada pela concorr&ecirc;ncia n&atilde;o s&oacute; da telefonia m&oacute;vel, mas do servi&ccedil;o de voz, seja sobre protocolo IP ou n&atilde;o, oferecido pelas operadoras de cabo. Enfim, o que est&aacute; em jogo &eacute; a oferta do servi&ccedil;o de banda larga, que traz a voz como valor adicionado.<\/p>\n<p><\/span><span>Mas como, por enquanto, quem pode pagar pelo servi&ccedil;o de banda larga &eacute; o cliente das classes A e B, as concession&aacute;rias tentam manter sua base instalada de telefonia fixa, e banda larga sobre tecnologia ADSL, tamb&eacute;m de olho nas classes C e D. E a&iacute; os planos alternativos para a baixa renda, os chamados planos da economia, est&atilde;o fazendo diferen&ccedil;a. Maur&iacute;cio Giusti, vice-presidente da Telef&ocirc;nica, observa que houve uma redu&ccedil;&atilde;o da queda das linhas em servi&ccedil;o no primeiro trimestre de 2008. &ldquo;No segmento residencial, a queda se reduziu de 1,5% no &uacute;ltimo ano para 0,4%&rdquo;, diz ele. E isso se deve, avalia, especialmente &agrave; amplia&ccedil;&atilde;o dos clientes do plano da economia &mdash; s&atilde;o 600 mil, pouco mais de 10% do total de 5,5 milh&otilde;es de usu&aacute;rios de planos alternativos. Na avalia&ccedil;&atilde;o de Giusti, &eacute; gra&ccedil;as &agrave; oferta mais adequada ao perfil de gasto do cliente e de produtos combinados, a venda de duos ou trios, que a telefonia fixa tem mantido uma boa performance num cen&aacute;rio que lhe &eacute; desfavor&aacute;vel. &ldquo;Para continuar vendendo servi&ccedil;o de telefonia fixa, &eacute; preciso oferecer ao cliente banda larga e v&iacute;deo&rdquo;, observa.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Leve recupera&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Pioneira na oferta de planos alternativos, inclusive para a baixa renda, o que lhe permitiu reduzir o ritmo do encolhimento do n&uacute;mero de linhas fixas em servi&ccedil;o, a Telef&ocirc;nica n&atilde;o est&aacute; mais sozinha nessa empreitada. Brasil Telecom e Oi t&ecirc;m acompanhado de perto essa estrat&eacute;gia. Com seus planos alternativos e sua linha economia, que recebeu o nome de Plano Controle, a Brasil Telecom conseguiu, segundo os dados de primeiro trimestre de 2008, segurar a curva de redu&ccedil;&atilde;o das linhas em servi&ccedil;o da telefonia fixa. N&atilde;o houve perda pela primeira vez em muitos trimestres, embora o ganho seja marginal. Mas como a perda se deve, como reconhecem seus t&eacute;cnicos, n&atilde;o s&oacute; a concorrentes, mas, especialmente, ao telefone celular, segurar o vazamento do dique &eacute; uma grande conquista.<\/p>\n<p><\/span><span>Ao analisar os n&uacute;meros, Costa Silva vai direto ao ponto. &ldquo;Dos 113 mil clientes do plano Controle, que passaram a assinar o servi&ccedil;o no primeiro trimestre de 2008, 43% nunca tiveram telefone fixo&rdquo;, informa. Ou seja, o aumento do poder aquisitivo das classes C e D est&aacute; permitindo que quem tinha apenas um celular para, na maioria das vezes, receber chamada, possa, agora, se dar ao luxo de ter um telefone da fam&iacute;lia com controle de gastos (esse plano da Brasil Telecom &eacute; todo pr&eacute;-pago). A oferta de planos adequados &agrave; capacidade de pagamento do cliente facilita a ades&atilde;o. &ldquo;&Eacute; importante assinalar que n&atilde;o se trata de uma revers&atilde;o de expectativa. Mas com o aumento do poder aquisitivo e planos mais adequados, a curva de queda da telefonia fixa, que &eacute; uma tend&ecirc;ncia mundial, vai ser mais lenta&rdquo;, observa ele. Ao lado desse movimento, a Brasil Telecom, a exemplo da Telef&ocirc;nica, registra uma redu&ccedil;&atilde;o dos &iacute;ndices de inadimpl&ecirc;ncia. &ldquo;A responsabilidaden&atilde;o &eacute; s&oacute; do desempenho da economia, mas de termos produtos mais adequados &agrave; capacidade de pagamento do cliente&rdquo;, pondera Maur&iacute;cio Giusti.<\/p>\n<p><\/span><span>J&aacute; na Oi, o n&uacute;mero de linhas fixas em servi&ccedil;o continuou em redu&ccedil;&atilde;o. A queda foi de 1,3% em rela&ccedil;&atilde;o ao trimestre anterior e de 2,1% nos &uacute;ltimos 12 meses (de 14,338 milh&otilde;es para 14,037 milh&otilde;es). A receita tamb&eacute;m caiu, em ritmo menor, gra&ccedil;as aos planos alternativos, redu&ccedil;&atilde;o que vem sendo compensada, como nas demais concession&aacute;rias, pelo aumento dos ganhos com o acesso em banda larga, com a telefonia m&oacute;vel e a oferta de servi&ccedil;os combinados.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Avan&ccedil;o do celular<\/strong><\/p>\n<p><\/span><span>Tr&ecirc;s s&atilde;o as raz&otilde;es apontadas pela Oi para ainda n&atilde;o ter conseguido estancar a redu&ccedil;&atilde;o do n&uacute;mero de linhas, mesmo com a grande quantidade de planos alternativos comercializados. A primeira delas, afirma o diretor Jo&atilde;o de Deus, &mdash; e a de maior impacto &mdash; &eacute; que a competi&ccedil;&atilde;o com a telefonia celular &eacute; mais acirrada. &ldquo;Enquanto em S&atilde;o Paulo h&aacute; apenas tr&ecirc;s operadoras, em nossa regi&atilde;o a competi&ccedil;&atilde;o &eacute; muito maior entre as quatro empresas de celular&rdquo;, assinala. E, nessa briga de pre&ccedil;os, a substitui&ccedil;&atilde;o da linha fixa pela m&oacute;vel se d&aacute; de forma mais acelerada, justifica. Ele lembra, por exemplo, que a taxa de penetra&ccedil;&atilde;o do celular em estados como Pernambuco ou Rio de Janeiro j&aacute; &eacute; maior do que em S&atilde;o Paulo. <\/p>\n<p><\/span><span>Outra raz&atilde;o, argumenta, &eacute; que a Oi n&atilde;o podia oferecer os planos alternativos em v&aacute;rios munic&iacute;pios de sua &aacute;rea de concess&atilde;o, medida que est&aacute; sendo revertida este ano. Isso porque, na mudan&ccedil;a da tarifa&ccedil;&atilde;o do pulso para minuto, as empresas tiveram a op&ccedil;&atilde;o de, nas cidades por elas escolhidas, n&atilde;o migrarem para a nova tarifa&ccedil;&atilde;o. Em contrapartida, n&atilde;o poderiam bilhetar o tempo de uso, e s&oacute; cobrar a assinatura b&aacute;sica.&nbsp; A Oi havia resolvido fazer a tarifa&ccedil;&atilde;o em minutos em 96% dos 6.500 munic&iacute;pios de sua regi&atilde;o. Nas demais cidades, a operadora n&atilde;o podia oferecer os planos alternativos, j&aacute; que n&atilde;o bilhetava o consumo. Mas, segundo o executivo, at&eacute; o final do ano, a empresa ter&aacute; implantado o sistema de bilhetagem em minutos em todas as cidades de sua regi&atilde;o, podendo, assim, oferecer novos planos tarif&aacute;rios. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Impacto da banda larga<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Por fim, uma outra raz&atilde;o, esta de menor impacto, devese ao pr&oacute;prio crescimento da oferta de banda larga na regi&atilde;o, fazendo com que os usu&aacute;rios que tinham duas linhas fixas em casa &mdash; uma para acessar a internet discada e outra para falar &mdash; , ao instalarem o seu ADSL, cancelavam a segunda linha. Esse fen&ocirc;meno, reconhece Jo&atilde;o de Deus, deve ter se repetido nas demais operadoras, mas o impacto desse desligamento ainda ocorre na Oi porque a empresa ingressou tardiamente, com pelo menos um ano de atraso, no mercado de banda larga. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&Aacute; exce&ccedil;&atilde;o da Oi, Telef&ocirc;nica e Brasil Telecom registraram, no primeiro trimestre, um freio na redu&ccedil;&atilde;o das linhas telef&ocirc;nicas em servi&ccedil;o. Nos dois casos houve uma leve recupera&ccedil;&atilde;o, contra a tend&ecirc;ncia cont&iacute;nua de queda dos trimestres anteriores, que se manteve na Oi. 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