{"id":21160,"date":"2008-05-14T12:22:44","date_gmt":"2008-05-14T12:22:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21160"},"modified":"2008-05-14T12:22:44","modified_gmt":"2008-05-14T12:22:44","slug":"a-inclusao-social-passa-pelo-direito-a-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21160","title":{"rendered":"A inclus\u00e3o social passa pelo direito \u00e0 comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p><span><span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>O acesso a informa&ccedil;&otilde;es e a oportunidade de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, al&eacute;m da garantia de difus&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o princ&iacute;pios fundamentais no debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. O Brasil est&aacute; longe de ter uma m&iacute;dia independente e democr&aacute;tica. O mercado de TV &eacute; controlado por seis grandes grupos, que movimentam anualmente cerca de US$ 3 bilh&otilde;es, sendo que quase metade desse total (US$ 1,59 bilh&atilde;o) est&aacute; concentrada nas m&atilde;os da Rede Globo. Segundo relat&oacute;rio da Article 19, que atua na promo&ccedil;&atilde;o e prote&ccedil;&atilde;o ao direito &agrave; liberdade de express&atilde;o, s&atilde;o essas seis empresas que controlam a informa&ccedil;&atilde;o &ldquo;em conjunto com seus 138 grupos afiliados, um total de 668 ve&iacute;culos midi&aacute;ticos (TVs, r&aacute;dios e jornais) e 92% da audi&ecirc;ncia televisiva &#8211; a Globo, sozinha, det&eacute;m 54% da audi&ecirc;ncia da TV (em um pa&iacute;s em que 81% da popula&ccedil;&atilde;o assiste TV todos os dias, numa m&eacute;dia de 3,5 horas por dia)&quot;. <\/p>\n<p><\/span><span>Esta concentra&ccedil;&atilde;o do mercado de informa&ccedil;&atilde;o d&aacute; a medida de quanto a sociedade &eacute; exclu&iacute;da de todo o processo de elabora&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. A sele&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos privilegia os interesses privados, sobretudo os que interessam &agrave;s grandes empresas nacionais e transnacionais, e segregam as demandas sociais. N&atilde;o &eacute; necess&aacute;rio ser especialista para constatar a pasteuriza&ccedil;&atilde;o das not&iacute;cias. Raros s&atilde;o os ve&iacute;culos que conseguem fugir do notici&aacute;rio &ldquo;consensual&rdquo; das redes, numa carteliza&ccedil;&atilde;o dissimulada da comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>A Article 19 considerou preocupante o monop&oacute;lio da informa&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s e lembrou que o item 12 da Declara&ccedil;&atilde;o Interamericana de Princ&iacute;pios sobre Liberdade de Express&atilde;o, coloca a necessidade de um marco legal para a efetiva democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o: <\/p>\n<p><\/span><span><em>&quot;Os monop&oacute;lios ou oligop&oacute;lios na propriedade e no controle dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o devem estar sujeitos a leis sobre concorr&ecirc;ncia desleal, pois conspiram contra a democracia ao restringir a pluralidade e a diversidade que asseguram o pleno exerc&iacute;cio do direito &agrave; informa&ccedil;&atilde;o pelos cidad&atilde;os. Em nenhum caso estas leis devem aplicar-se exclusivamente aos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. As concess&otilde;es de r&aacute;dio e televis&atilde;o devem observar crit&eacute;rios democr&aacute;ticos que garantam a igualdade de oportunidades de acesso para todos os indiv&iacute;duos&quot;.<\/p>\n<p><\/em><\/span><span>O tema &eacute; de extrema import&acirc;ncia para o Pa&iacute;s, sobretudo num momento em que se discutem quest&otilde;es como a digitaliza&ccedil;&atilde;o e a converg&ecirc;ncia de m&iacute;dias. Temos uma legisla&ccedil;&atilde;o fr&aacute;gil e antiga (basta lembrar que a regula&ccedil;&atilde;o da TV aberta e r&aacute;dio foi definida pelo C&oacute;digo Brasileiro de Telecomunica&ccedil;&otilde;es em 1962, que a Lei Geral de Telecomunica&ccedil;&otilde;es surgiu em 1997, e TVs pagas t&ecirc;m uma s&eacute;rie de decretos, leis, portarias e normas para sua regulamenta&ccedil;&atilde;o e, n&atilde;o raramente, contradit&oacute;rias entre si).<br \/><\/span><\/p>\n<p><span>Mesmo com a previs&atilde;o da proibi&ccedil;&atilde;o de monop&oacute;lios e oligop&oacute;lios de meios de comunica&ccedil;&atilde;o social; a regionaliza&ccedil;&atilde;o da produ&ccedil;&atilde;o cultural, art&iacute;stica e jornal&iacute;stica e a cria&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, ligado ao Congresso Nacional, com participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil, constantes na Constitui&ccedil;&atilde;o de 1988, estamos muito longe de considerar que est&aacute; sendo cumprido o direito humano, o direito do cidad&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>O conceito de comunica&ccedil;&atilde;o como um direito foi expresso h&aacute; mais de 26 anos, quando um grupo de ativistas, intelectuais e t&eacute;cnicos se reuniu para elaborar para a Unesco um documento, que foi chamado de Relat&oacute;rio McBride, em refer&ecirc;ncia ao coordenador desse estudo, o escoc&ecirc;s Sean McBride. <\/p>\n<p><\/span><span>O conte&uacute;do deste relat&oacute;rio foi considerado explosivo e provocou uma rea&ccedil;&atilde;o &agrave; Unesco por parte dos Estados Unidos e da Inglaterra, que resultou num abandono das id&eacute;ias contidas no documento. Em 2005, a Comiss&atilde;o de Direitos Humanos e Minorias da C&acirc;mara recolocou o tema em pauta, em um semin&aacute;rio e desde ent&atilde;o t&ecirc;m atuado ativamente na promo&ccedil;&atilde;o deste debate com a sociedade civil.<\/span><span>Como &eacute; poss&iacute;vel falar em democratiza&ccedil;&atilde;o no Brasil, se apenas cerca de nove fam&iacute;lias controlam as principais empresas do setor ? Controlam segmentos inteiros, regi&otilde;es inteiras, mant&ecirc;m propriedade cruzada sobre ve&iacute;culos distintos, assegurando o seu controle sobre tudo o que chega de informa&ccedil;&atilde;o e entretenimento nas regi&otilde;es?<\/p>\n<p><\/span><span>Com tamanha concentra&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; vi&aacute;vel contemplar a diversidade (cultural, pol&iacute;tica, ideol&oacute;gica, regional) e as premissas da comunica&ccedil;&atilde;o como um direito do cidad&atilde;o e a informa&ccedil;&atilde;o como um bem p&uacute;blico. <\/p>\n<p><\/span><span>Os especialistas s&atilde;o un&acirc;nimes no diagn&oacute;stico sobre essa concentra&ccedil;&atilde;o. James G&ouml;rgen, jornalista e pesquisador do Epcom, chama a aten&ccedil;&atilde;o para o &ldquo;caos regulat&oacute;rio&rdquo;, causado principalmente pela concentra&ccedil;&atilde;o do controle dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, exercido por poucos grupos. <\/p>\n<p><\/span><span>O professor Ven&iacute;cio Lima, colunista do Observat&oacute;rio da Imprensa, acrescenta ainda que essa &ldquo;concentra&ccedil;&atilde;o de propriedade na m&iacute;dia &eacute; conseq&uuml;&ecirc;ncia da aus&ecirc;ncia de legisla&ccedil;&atilde;o que regule a propriedade cruzada&rdquo;. Ele lembra que &ldquo;em v&aacute;rios pa&iacute;ses n&atilde;o &eacute; permitido que um mesmo concession&aacute;rio detenha o controle de mais de um ve&iacute;culo de comunica&ccedil;&atilde;o. Isso tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; permitido legalmente no Brasil. Mas o que se v&ecirc; na pr&aacute;tica &eacute; a lei burlada com o uso dos laranjas&rdquo;. Portanto, ao pensarmos em nova regulamenta&ccedil;&atilde;o para o setor, temos que tratar dessa quest&atilde;o com a seriedade que exige, tra&ccedil;ando mecanismos para coibir a chamada &ldquo;propriedade cruzada&rdquo; &#8211; sin&ocirc;nimo de concentra&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>Para al&eacute;m da concentra&ccedil;&atilde;o de mercado, em si um atentado &agrave; liberdade de express&atilde;o, a legisla&ccedil;&atilde;o de controle de concess&otilde;es de r&aacute;dios e TVs tamb&eacute;m se transforma em outro entrave ao direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o. As concess&otilde;es s&atilde;o aprovadas pelo Poder Legislativo e s&atilde;o justamente os pol&iacute;ticos que mais se beneficiam das outorgas. Levantamentos da legislatura 2006-2009 indicam que 30% dos senadores e dezenas de deputados federais mant&ecirc;m concess&atilde;o de r&aacute;dio e TV, usando para tanto parentes ou laranjas. Objetivamente, constata-se que interesses privados e pol&iacute;ticos controlam a influente m&iacute;dia do pa&iacute;s, e a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tem vez nem voz. <\/p>\n<p><\/span><span>A velocidade com que parlamentares conseguem aprovar concess&otilde;es para seus pares contrasta com a lentid&atilde;o do Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es nos processos de avalia&ccedil;&atilde;o para r&aacute;dios e TVs comunit&aacute;rias. S&atilde;o anos de espera e uma burocracia kafkiana, quase impeditiva, somada a uma criminaliza&ccedil;&atilde;o desses grupos da sociedade, v&iacute;timas constantes de violentas opera&ccedil;&otilde;es da Pol&iacute;cia Federal e Anatel, que agem tamb&eacute;m sob uma injustific&aacute;vel &oacute;tica privatista. <\/p>\n<p><\/span><span>A desigualdade de tratamento na produ&ccedil;&atilde;o de not&iacute;cias &eacute; um reflexo de uma legisla&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o atribui responsabilidades nem fiscaliza conte&uacute;dos discriminat&oacute;rios, que v&atilde;o desde as ofensas a grupos sociais menos favorecidos, &agrave; falta do contradit&oacute;rio e ao desequil&iacute;brio na cobertura dos fatos, disseminando opini&otilde;es como se fossem informa&ccedil;&otilde;es. Desta forma, essa m&iacute;dia &eacute; instrumentalizada para interesses particulares, deixando de cumprir a fun&ccedil;&atilde;o que a Constitui&ccedil;&atilde;o e as leis atribuem &agrave;s concession&aacute;rias.<\/p>\n<p><\/span>Os processos de novas concess&otilde;es e de renova&ccedil;&atilde;o s&atilde;o feitos de forma autom&aacute;tica, como se n&atilde;o fosse prerrogativa do Legislativo estudar caso a caso e fiscalizar se as empresas beneficiadas cumpriram o exigido na legisla&ccedil;&atilde;o. Ao contr&aacute;rio do que ocorre em quase todos os pa&iacute;ses, as concess&otilde;es no Brasil s&atilde;o sacralizadas, n&atilde;o se tendo not&iacute;cia de que uma &uacute;nica delas tenha sido cassada por descumprimento das normas legais. <\/p>\n<p><strong>Distribui&ccedil;&atilde;o e m&iacute;dia digital<\/p>\n<p><\/strong>A distribui&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dias impressas, configurada como monop&oacute;lio, j&aacute; que 70% do mercado atual est&aacute; com a Dinap S\/A Distribuidora Nacional de Publica&ccedil;&otilde;es, empresa do Grupo Abril, e outros 30% com a Fernando Chinaglia Dsitribuidores, &eacute; outro ponto de preocupa&ccedil;&atilde;o. Em 2006, somente a Dinap faturou R$ 608 milh&otilde;es, com atendimento a 300 editoras e 32 mil pontos de vendas no pa&iacute;s. A Fernando Chinaglia atende a 250 editoras e conta com 27 mil pontos.<\/p>\n<p>A compra da Fernando Chinaglia pela Dinap configura-se o aprofundamento da concentra&ccedil;&atilde;o, com riscos para a pr&oacute;pria democracia. A situa&ccedil;&atilde;o agora &eacute; de grande vulnerabilidade das publica&ccedil;&otilde;es alternativas &agrave;s do grupo Abril, como Carta Capital, F&oacute;rum e outras, que criticaram a cobertura da revista Veja, pela forma preconceituosa e intolerante com que ataca sistematicamente o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva e o Partido dos Trabalhadores.<\/p>\n<p>Assistimos ainda perplexos a forma como o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es H&eacute;lio Costa vem conduzindo a discuss&atilde;o sobre a implanta&ccedil;&atilde;o da TV e r&aacute;dios digitais. H&aacute;, nas decis&otilde;es tomadas por ele (e sem considerar as reivindica&ccedil;&otilde;es da sociedade civil) claros ind&iacute;cios de que pretende privilegiar novamente grandes grupos empresariais, inviabilizando, por exemplo, na quest&atilde;o das freq&uuml;&ecirc;ncias de r&aacute;dio, as transmissoras comunit&aacute;rias.<\/p>\n<p>Para n&oacute;s que lutamos pelos direitos humanos e iniciamos esse debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o em 2005, na Comiss&atilde;o de Direitos Humanos e Minorias da C&acirc;mara, interessa superar essa l&oacute;gica econ&ocirc;mica que existe na sociedade brasileira, em que 20 mil fam&iacute;lias concentram 40% das riquezas nacionais, e que se estende para o setor de comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>N&atilde;o &eacute; coerente com o princ&iacute;pio da diversidade que se admita que somente seis empresas controlem a informa&ccedil;&atilde;o no Pa&iacute;s. A aus&ecirc;ncia de canais de express&atilde;o da pluralidade afeta a sociedade como um todo, sobretudo mulheres, negros, jovens, &iacute;ndios, quilombolas, GLBTs e comunidades populares. S&atilde;o eles que t&ecirc;m sido frequentemente afetados pela cobertura distorcida e parcial da m&iacute;dia, defensora apenas do direito do grande capital, tratando a informa&ccedil;&atilde;o como mercadoria privilegiada e onde somente a elite tem espa&ccedil;o.<\/p>\n<p>O PT deu uma grande contribui&ccedil;&atilde;o ao discutir o tema em confer&ecirc;ncias estaduais e na 1&ordf; Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o do partido, realizada entre 24 e 26 de abril em Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>A informa&ccedil;&atilde;o &eacute; um direito humano que deve ser respeitado como tal. A necessidade da realiza&ccedil;&atilde;o de uma Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o em 2008, que est&aacute; sendo estudada na Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia da C&acirc;mara dos Deputados, se insere nessa perspectiva e deve ser precedida por debates estaduais, que levantem as especificidades das regi&otilde;es. Aos jornalistas se juntam movimentos sociais, protagonistas dos fatos, mas relegados a um papel de consumidor e ignorados em seu direito &agrave; express&atilde;o. <\/p>\n<p>Sem informa&ccedil;&atilde;o n&atilde;o conseguimos elaborar, nem analisar o universo ao nosso redor. Ficamos &agrave; merc&ecirc; do desconhecido. Por outro lado, notici&aacute;rio direcionado retrata apenas a vis&atilde;o, a opini&atilde;o de grupos privados e atende a interesses diversos que n&atilde;o o bem p&uacute;blico, distorce a realidade, sufoca a pluralidade e os direitos humanos, desrespeita os princ&iacute;pios fundamentais previstos na Constitui&ccedil;&atilde;o brasileira. <\/p>\n<p>A diminui&ccedil;&atilde;o das desigualdades sociais n&atilde;o se dar&aacute; sem que se considere a comunica&ccedil;&atilde;o como elemento de inclus&atilde;o. As elites sabem da import&acirc;ncia da informa&ccedil;&atilde;o. Por isso mesmo, relutam em abrir o mercado, de serem fiscalizadas, de terem o controle externo que tanto pregam para o Legislativo e o Executivo, usando o falso e prec&aacute;rio argumento de que est&atilde;o sendo cerceadas na liberdade de express&atilde;o. A democratiza&ccedil;&atilde;o prev&ecirc; a universaliza&ccedil;&atilde;o de vozes, pensamentos, culturas e respeito &agrave; diversidade, algo que n&atilde;o cabe no restrito mercado atual controlado por grandes empresas de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Esta &eacute; uma not&iacute;cia t&atilde;o antiga e, paradoxalmente, t&atilde;o atual, que precisa ser sucedida por outra, pautada pela sociedade, em que a comunica&ccedil;&atilde;o seja direito garantido n&atilde;o s&oacute; no verbo, mas na lei e de fato.&nbsp;<\/p>\n<p><span><em>* Iriny Lopes &eacute; Deputada Federal pelo Esp&iacute;rito Santo, vice-presidente do PT nacional, suplente da Comiss&atilde;o de Direitos Humanos e Minorias da C&acirc;mara e autora do requerimento na CDHM, no final de 2006, determinando o envolvimento da comiss&atilde;o na constru&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/em><\/span><\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O acesso a informa&ccedil;&otilde;es e a oportunidade de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos, al&eacute;m da garantia de difus&atilde;o e distribui&ccedil;&atilde;o s&atilde;o princ&iacute;pios fundamentais no debate sobre a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o. 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