{"id":21139,"date":"2008-05-12T12:11:44","date_gmt":"2008-05-12T12:11:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21139"},"modified":"2008-05-12T12:11:44","modified_gmt":"2008-05-12T12:11:44","slug":"concessionarias-apoiam-uso-do-fust-como-subsidio-direto","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21139","title":{"rendered":"Concession\u00e1rias ap\u00f3iam uso do Fust como subs\u00eddio direto"},"content":{"rendered":"<p><span>A primeira rodada de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas na Comiss&atilde;o Especial de Redes Digitais de Informa&ccedil;&atilde;o, que estuda mudan&ccedil;as na Lei do Fust, trouxe boas perspectivas para o deputado-relator do projeto, Paulo Henrique Lustosa (PMDB\/CE). A principal id&eacute;ia do parlamentar para modernizar o sistema de desembolsos do fundo ganhou o apoio das concession&aacute;rias do STFC. Trata-se de incluir, na legisla&ccedil;&atilde;o, regra que permita o uso dos recursos para promover subs&iacute;dios diretos nas contas dos consumidores de baixa renda. <\/p>\n<p><\/span><span>No debate realizado esta semana, o presidente da Abrafix, Jos&eacute; Fernandes Pauletti, apoiou abertamente esta proposta ao defender que os recursos possam ser usados para pagar parcialmente ou totalmente as contas da popula&ccedil;&atilde;o sem acesso aos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; importante fazer com que a popula&ccedil;&atilde;o perceba diretamente o benef&iacute;cio da contribui&ccedil;&atilde;o, que incide sobre sua conta telef&ocirc;nica&quot;, argumentou. <\/p>\n<p><\/span><span>Pauletti sugeriu ainda que a nova lei do Fust seja mais flex&iacute;vel, sem entrar nas defini&ccedil;&otilde;es dos servi&ccedil;os que podem usar as verbas do fundo. Quando foi questionado sobre o assunto no in&iacute;cio das discuss&otilde;es no &acirc;mbito do Executivo sobre as formas de uso do Fust, o Tribunal de Contas da Uni&atilde;o (TCU) sugeriu que se criasse um &quot;servi&ccedil;o universal&quot;, com car&aacute;ter p&uacute;blico, para dar conta da universaliza&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Na opini&atilde;o do presidente da Abrafix, mesmo que se opte por este caminho, as regras para a presta&ccedil;&atilde;o deste &quot;servi&ccedil;o universal&quot; n&atilde;o devem estar na lei, mas sim em regulamento da Anatel para que a nova legisla&ccedil;&atilde;o seja mais duradoura frente &agrave;s futuras evolu&ccedil;&otilde;es tecnol&oacute;gicas do setor. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Extin&ccedil;&atilde;o <\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Usos alternativos das verbas do Fust tamb&eacute;m s&atilde;o defendidos pela Acel, a associa&ccedil;&atilde;o das celulares. No entanto, a associa&ccedil;&atilde;o tem uma postura mais radical sobre o recolhimento da contribui&ccedil;&atilde;o. &Eacute;rcio Zilli, presidente da Acel, defende a extin&ccedil;&atilde;o da taxa cobrada nos servi&ccedil;os de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Pede ainda que a nova lei volte-se para a constru&ccedil;&atilde;o de par&acirc;metros para o desembolso do dinheiro que j&aacute; foi acumulado ao longo de seus oito anos de vig&ecirc;ncia. Hoje, o volume de recursos acumulados via Fust est&aacute; na casa dos R$ 6 bilh&otilde;es. <\/p>\n<p><\/span><span>&quot;De uma forma ou de outra, o &ocirc;nus final cai em cima dos consumidores de telecomunica&ccedil;&otilde;es. Se quisermos universalizar o servi&ccedil;o em um contexto amplo, seria importante desonerar a presta&ccedil;&atilde;o desse servi&ccedil;o&quot;, afirma Zilli. A sugest&atilde;o apresentada no &uacute;ltimo encontro da comiss&atilde;o especial, realizado no dia 7 de maio, &eacute; o estabelecimento de um cronograma anual (de cinco anos, por exemplo) para a libera&ccedil;&atilde;o do dinheiro acumulado at&eacute; o momento. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Banda larga <\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Por enquanto, a hip&oacute;tese de extinguir o fundo n&atilde;o tem sido considerada pelo relator do projeto, que prefere apostar na cria&ccedil;&atilde;o de sistemas variados de uso dos recursos recolhidos pelo Fust. Uma das id&eacute;ias &eacute; garantir, na lei, que parte das verbas siga para refor&ccedil;ar o Plano Nacional de Banda Larga, criado recentemente pelo governo federal. Paulo Henrique Lustosa defende que uma parcela do fundo pode ajudar na expans&atilde;o do projeto para &aacute;reas rurais e remotas, que n&atilde;o est&atilde;o inclu&iacute;das nesta primeira etapa da iniciativa. <\/p>\n<p><\/span><span>Esta id&eacute;ia tem apoio de Luiz Cuza, presidente da Telcomp. Cuza argumenta que a banda larga &eacute;, atualmente, t&atilde;o importante quanto os servi&ccedil;os de voz. Mas alerta que o principal desafio da nova legisla&ccedil;&atilde;o &eacute; garantir que todos os recursos que j&aacute; foram recolhidos n&atilde;o fiquem perdidos no caixa p&uacute;blico. &quot;&Eacute; preciso assegurar que todo valor j&aacute; arrecadado pelo Fust seja utilizado&quot;, afirma o presidente da Telcomp, sugerindo que os respons&aacute;veis pela gest&atilde;o das verbas respondam por crime de responsabilidade quando n&atilde;o liberarem os recursos. Cuza sugere tamb&eacute;m que, se as verbas ficarem mais de dois anos sem uso, o dinheiro retorne ao consumidor em forma de cr&eacute;ditos nos servi&ccedil;os. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Cronograma <\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Est&aacute; agendada a realiza&ccedil;&atilde;o de mais uma audi&ecirc;ncia p&uacute;blica para o recolhimento de sugest&otilde;es para o projeto. Pelo cronograma, na pr&oacute;xima ter&ccedil;a-feira, 13, gestores p&uacute;blicos e membros do Conselho Consultivo da Anatel devem ser ouvidos pela comiss&atilde;o. Tamb&eacute;m &eacute; aguardada a presen&ccedil;a de representante do Minist&eacute;rio do Planejamento. <\/p>\n<p><\/span><span>Caso o cronograma siga sem adiamentos, no dia 20 de maio o deputado Paulo Henrique Lustosa dever&aacute; apresentar um relat&oacute;rio preliminar sobre a mudan&ccedil;a legal do Fust. A estimativa &eacute; que no dia 3 de junho, ap&oacute;s discuss&otilde;es na comiss&atilde;o, o relator apresente sua proposta final e que a vota&ccedil;&atilde;o ocorra no dia 10 de junho. <\/p>\n<p><\/span><span>Apesar de o projeto de lei 1.481\/2007, principal mat&eacute;ria em an&aacute;lise pela comiss&atilde;o, ter sido terminativa em sua tramita&ccedil;&atilde;o no Senado Federal, a Presid&ecirc;ncia da C&acirc;mara dos Deputados decidiu que a mat&eacute;ria ter&aacute; que ser votada pelo Plen&aacute;rio da Casa. Assim, ap&oacute;s a aprova&ccedil;&atilde;o do texto de Lustosa na comiss&atilde;o especial, o texto seguir&aacute; ainda para a delibera&ccedil;&atilde;o do pleno dos deputados.&nbsp; <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A primeira rodada de audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas na Comiss&atilde;o Especial de Redes Digitais de Informa&ccedil;&atilde;o, que estuda mudan&ccedil;as na Lei do Fust, trouxe boas perspectivas para o deputado-relator do projeto, Paulo Henrique Lustosa (PMDB\/CE). A principal id&eacute;ia do parlamentar para modernizar o sistema de desembolsos do fundo ganhou o apoio das concession&aacute;rias do STFC. 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