{"id":21134,"date":"2008-05-09T14:38:31","date_gmt":"2008-05-09T14:38:31","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21134"},"modified":"2008-05-09T14:38:31","modified_gmt":"2008-05-09T14:38:31","slug":"minc-incentiva-parceria-entre-independentes-tvs-abertas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21134","title":{"rendered":"Minc incentiva parceria entre  independentes TVs abertas"},"content":{"rendered":"<p><span>A televis&atilde;o brasileira sempre se caracterizou por ter como base de suas grades de programa&ccedil;&atilde;o dois tipos de conte&uacute;dos: as produ&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias e as obras importadas, especialmente dos Estados Unidos. A produ&ccedil;&atilde;o independente, t&atilde;o forte em v&aacute;rios pa&iacute;ses, entre os quais a terra do Tio Sam, sempre ficou relegada &agrave; disputa pelas telas de cinema ou &agrave; busca por mercados estrangeiros. <\/p>\n<p><\/span><span>Foi com o intuito de superar este &quot;abismo&quot; que o Minist&eacute;rio da Cultura lan&ccedil;ou o Programa Nacional de Est&iacute;mulo &agrave; Parceria entre a Produ&ccedil;&atilde;o Independente e a Televis&atilde;o. A iniciativa, lan&ccedil;ada em Portaria publicada no Di&aacute;rio Oficial na quarta-feira (7), &eacute; um &quot;programa guarda-chuva&quot;: n&atilde;o aponta imediatamente nenhuma a&ccedil;&atilde;o, mas institui uma base jur&iacute;dica em cima da qual o Minc poder&aacute; desenvolver uma s&eacute;rie de medidas.<\/p>\n<p><\/span><span>Entre elas est&atilde;o a viabiliza&ccedil;&atilde;o de parcerias entre produtores e emissoras, a promo&ccedil;&atilde;o de atividades de forma&ccedil;&atilde;o e capacita&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica, a digitaliza&ccedil;&atilde;o de acervos e a disponibiliza&ccedil;&atilde;o destes conte&uacute;dos para televis&otilde;es p&uacute;blicas e privadas. O objetivo &eacute; desenvolver novos modelos de neg&oacute;cio que aproximem as duas pontas. <\/p>\n<p><\/span><span>Segundo o secret&aacute;rio de audiovisual do Minc, Silvio Da-Rin, o programa tem car&aacute;ter indutor e seu objetivo &eacute; garantir a m&eacute;dio prazo um ambiente sustent&aacute;vel para a produ&ccedil;&atilde;o independente na televis&atilde;o. A partir da celebra&ccedil;&atilde;o de parcerias, um conjunto de redes passar&aacute; a transmitir as obras independentes de modo a criar aceita&ccedil;&atilde;o no p&uacute;blico em rela&ccedil;&atilde;o a este tipo de conte&uacute;do. <\/p>\n<p><\/span><span>A expectativa &eacute; que a partir da conquista gradual de audi&ecirc;ncia os programas consigam an&uacute;ncios que viabilizem sua presen&ccedil;a por mais tempo. Mesmo que inicialmente seja dif&iacute;cil garantir um montante consider&aacute;vel de an&uacute;ncios, o minist&eacute;rio aposta em outro tipo de investimento: &quot;este formato de editais com veicula&ccedil;&atilde;o garantida na TV facilita muito a montagem de modelos de neg&oacute;cio, pois s&atilde;o atraentes para empresas que precisam fazer marketing institucional&quot;, avalia Da-Rin. <\/p>\n<p><\/span><span>O programa parte de duas experi&ecirc;ncias j&aacute; desenvolvidas neste sentido: o Doc TV e o Documenta Brasil. O Doc TV &eacute; uma parceria entre o minist&eacute;rio e a TV Cultura na qual o &oacute;rg&atilde;o entra com os recursos para produ&ccedil;&atilde;o de document&aacute;rios por meio de editais e a emissora paulista entra com a veicula&ccedil;&atilde;o destes em sua grade de programa&ccedil;&atilde;o. Suas quatro edi&ccedil;&otilde;es j&aacute; renderam 120 obras do g&ecirc;nero, tendo alguns chegado a obter o terceiro lugar no ranking de audi&ecirc;ncia quando de sua exibi&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>O Documenta Brasil tem l&oacute;gica semelhante, mas voltado &agrave;s emissoras comerciais. O SBT veiculou quatro document&aacute;rios realizados tamb&eacute;m no sistema de edital. A diferen&ccedil;a neste caso &eacute; que o minist&eacute;rio dividiu os custos de produ&ccedil;&atilde;o com a rede. Na avalia&ccedil;&atilde;o do secret&aacute;rio de audiovisual do Minc, o Programa lan&ccedil;ado na &uacute;ltima quarta-feira quer aprender com os limites do Documenta Brasil e desenvolver parcerias com maior n&uacute;mero de programas exibidos e em hor&aacute;rio mais atrativo. No caso da iniciativa junto ao SBT, a exibi&ccedil;&atilde;o ficou restrita a depois da meia-noite.<\/p>\n<p><\/span><span>O primeiro teste ser&aacute; uma nova parceria com uma rede comercial para transmitir 26 document&aacute;rios durante um semestre. O secret&aacute;rio n&atilde;o quis revelar com qual grupo est&atilde;o se dando as negocia&ccedil;&otilde;es, mas afirmou que a expectativa do Minist&eacute;rio &eacute; grande pela for&ccedil;a que o este tipo de obra tem ganhado no audiovisual nacional: dos 83 filmes brasileros que ficaram em cartaz em 2007, 30 foram document&aacute;rios. <br \/><\/span><span><br \/><strong>Bem recebido<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>O programa foi bem recebido por produtores independentes e emissoras p&uacute;blicas. Na avalia&ccedil;&atilde;o da presidente da Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o, Tereza Cruvinel, a iniciativa garante uma base institucional para que as emissoras do campo p&uacute;blico possam constituir projetos e conv&ecirc;nios para veicular produ&ccedil;&atilde;o independente. Cruvinel destaca que os investimentos, cuja fonte ser&aacute; o or&ccedil;amento do Minist&eacute;rio da Cultura, ser&atilde;o um apoio financeiro importante neste momento de estrutura&ccedil;&atilde;o de uma rede de p&uacute;blicas, al&eacute;m de viabilizarem uma oferta de conte&uacute;dos maior e de melhor qualidade para uso destas emissoras.&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Para o presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Produtores Independentes para a Televis&atilde;o (ABPI-TV), Fernando Dias, o programa cumpre duas fun&ccedil;&otilde;es importantes: fortalece a divulga&ccedil;&atilde;o das obras independentes brasileiras fora do pa&iacute;s e cria mecanismos para inser&ccedil;&atilde;o destes programas na televis&atilde;o brasileira, principalmente nas redes abertas. &quot;&Eacute; um marco. Tempos atr&aacute;s, quando se falava de audiovisual se pensava s&oacute; em cinema, mas agora o Minc est&aacute; cada vez mais investindo nos conte&uacute;dos para televis&atilde;o&quot;, destaca Dias.<\/p>\n<p><\/span><span>O foco do programa na constitui&ccedil;&atilde;o de parcerias, acrescenta, &eacute; um acerto, pois a partir da exibi&ccedil;&atilde;o de programas independentes &eacute; poss&iacute;vel quebrar um preconceito de que o produtor independente n&atilde;o tem qualidade para estar na TV aberta. &quot;Possibilitando que os produtores consigam botar obras de qualidade e com mais audi&ecirc;ncia, cria-se a oportunidade do mercado enxergar a import&acirc;ncia deste tipo de conte&uacute;do&quot;, afirma.<\/p>\n<p><\/span><span>Mais do que s&oacute; garantir espa&ccedil;o e mercado, na avalia&ccedil;&atilde;o do presidente da ABPI-TV o programa pode promover uma maior pluralidade na televis&atilde;o brasileira, ao viabilizar a presen&ccedil;a de conte&uacute;dos diferentes daqueles feitos nos est&uacute;dios das grandes redes. &quot;Com o programa ser&aacute; poss&iacute;vel revelar grandes talentos que existem mas que hoje n&atilde;o aparecem. N&atilde;o d&aacute; para achar que o que hoje h&aacute; na televis&atilde;o j&aacute; basta, pois ainda temos uma amostra inexpressiva da cultura brasileira neste meio&quot;, conclui.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Programa lan\u00e7ado pelo Minist\u00e9rio da Cultura esta semana busca superar barreira que mant\u00e9m produ\u00e7\u00e3o independente audiovisual relegada \u00e0 disputa pelas telas de cinema ou \u00e0 busca por mercados estrangeiros.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[120],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21134"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=21134"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/21134\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=21134"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=21134"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=21134"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}