{"id":21130,"date":"2008-05-09T11:41:30","date_gmt":"2008-05-09T11:41:30","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21130"},"modified":"2008-05-09T11:41:30","modified_gmt":"2008-05-09T11:41:30","slug":"venda-para-locadoras-caiu-33-neste-comeco-do-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21130","title":{"rendered":"Venda para locadoras caiu 33% neste come\u00e7o do ano"},"content":{"rendered":"<p>O mercado brasileiro de loca&ccedil;&atilde;o de DVDs passa pela maior crise desde que o formato come&ccedil;ou a se popularizar no pa&iacute;s, no in&iacute;cio da d&eacute;cada. O sinal de alerta foi acionado em 2007 e, no primeiro trimestre deste ano, ficou estridente. <\/p>\n<p>De acordo com dados da Uni&atilde;o Brasileira de V&iacute;deo (UBV), que re&uacute;ne as principais distribuidoras de filmes e laborat&oacute;rios de reprodu&ccedil;&atilde;o, as vendas de discos para videolocadoras sofreram em 2007 uma redu&ccedil;&atilde;o de 28,1%, equivalente a 2,4 milh&otilde;es de unidades. <\/p>\n<p>O que j&aacute; era ruim piorou. O recuo na venda de t&iacute;tulos de cinema e televis&atilde;o, de janeiro a mar&ccedil;o deste ano, foi de 33,1%, ou 580 mil unidades, com rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo do ano passado. Os dados dizem respeito apenas a discos de filmes e s&eacute;ries nacionais e internacionais, embora o mercado de DVDs musicais tamb&eacute;m passe por um mau momento. <\/p>\n<p>As vendas diretas, em que o consumidor compra em lojas ou na internet, haviam registrado um aumento de 6,6% (correspondente a 1,335 milh&atilde;o de c&oacute;pias) em 2007 em rela&ccedil;&atilde;o ao ano anterior. Mas, ainda no primeiro trimestre deste ano, ca&iacute;ram 32,5% na compara&ccedil;&atilde;o com o mesmo per&iacute;odo de 2007 (1,4 milh&atilde;o de unidades). Os estragos de 2007 corresponderam, segundo a UBV, a perdas de aproximadamente R$ 650 milh&otilde;es em loca&ccedil;&otilde;es, com redu&ccedil;&atilde;o de 40% nos postos de trabalho nas videolocadoras (e de 25% a 30% na ind&uacute;stria de DVDs). <\/p>\n<p>A associa&ccedil;&atilde;o estima que funcionem hoje, no Brasil, algo entre 8.000 e 9.000 locadoras regularizadas (eram 12 mil no in&iacute;cio de 2006), com cerca de 35 mil empregos diretos.&nbsp; &quot;Ser&aacute; dif&iacute;cil recuperar essas perdas&quot;, diz T&acirc;nia Lima, diretora-executiva da UBV, para quem a venda de c&oacute;pias piratas foi o que mais afetou o cen&aacute;rio. <\/p>\n<p>&quot;Hoje, 60% do mercado de DVDs no Brasil &eacute; ilegal, o que representa uma circula&ccedil;&atilde;o de 10 milh&otilde;es de discos por ano.&quot; T&acirc;nia diz ainda n&atilde;o acreditar na &quot;erradica&ccedil;&atilde;o total&quot; da pirataria, mas lamenta o f&aacute;cil acesso ao produto ilegal. &quot;A ind&uacute;stria teria mais chances se houvesse maior repress&atilde;o. Precisamos falar com o consumidor final, lembr&aacute;-lo de que, ao comprar um DVD pirata, ele se transforma em receptador.&quot; <\/p>\n<p>O aumento de downloads de filmes pela internet e a falta de divulga&ccedil;&atilde;o dos lan&ccedil;amentos pelas distribuidoras contribuem igualmente para o cen&aacute;rio, na avalia&ccedil;&atilde;o de Luciano Damiani, presidente do Sindicato das Videolocadoras do Estado de S&atilde;o Paulo (Sindemvideo), que re&uacute;ne 1.600 associados, 50% deles na capital, onde a redu&ccedil;&atilde;o nas loca&ccedil;&otilde;es &quot;&eacute; mais acentuada do que no interior&quot;. <\/p>\n<p>&quot;A maioria das locadoras manteve a estrutura por muito tempo, achando que a situa&ccedil;&atilde;o iria melhorar, e se endividou&quot;, afirma Damiani. &quot;A situa&ccedil;&atilde;o &eacute; muito delicada.&quot; <\/p>\n<p><strong>Mudan&ccedil;a de h&aacute;bito<\/p>\n<p><\/strong>A UBV e o Sindemvideo apostam que o Blu-ray, novo formato de v&iacute;deo dom&eacute;stico, possa contribuir, a longo prazo, para reaquecer o mercado de loca&ccedil;&atilde;o, por oferecer maior qualidade do que o DVD e dificultar a pirataria. <\/p>\n<p>A mudan&ccedil;a de h&aacute;bitos de lazer dos jovens -hoje, mais associados &agrave; internet- tende a definir em novos patamares n&atilde;o s&oacute; o mercado de DVD, mas tamb&eacute;m o de cinema, diz Wilson Cabral, diretor da distribuidora Sony. &quot;O formato f&iacute;sico do filme n&atilde;o morrer&aacute;, mas a sua circula&ccedil;&atilde;o cair&aacute; substancialmente&quot;, prev&ecirc;. <\/p>\n<p>As perdas no mercado de loca&ccedil;&atilde;o devem ser recuperadas pela ind&uacute;stria, segundo Cabral, com a expans&atilde;o da rede de varejo, pre&ccedil;os &quot;ao alcance do consumidor&quot; e &quot;grandes promo&ccedil;&otilde;es&quot;. At&eacute; a pirataria contribuiria para incrementar as vendas diretas. &quot;A tend&ecirc;ncia de quem comprou um disco pirata &eacute;, em seguida, ter ou dar de presente um original.&quot; <\/p>\n<p>O impacto inicial da retra&ccedil;&atilde;o, no entanto, pode reduzir a oferta de t&iacute;tulos. &quot;O mercado de cinema ser&aacute; afetado porque, se voc&ecirc; n&atilde;o tem mais a certeza de que recuperar&aacute; o seu investimento na segunda m&iacute;dia que &eacute; o v&iacute;deo, como investir na compra de produ&ccedil;&otilde;es para exibir daqui a um ou dois anos?&quot;, pergunta Wilson Feitosa, diretor da Europa, distribuidora que atua em cinema e DVD. <\/p>\n<p>*<em> Colaborou AUDREY FURLANETO , da Reportagem Local<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O mercado brasileiro de loca&ccedil;&atilde;o de DVDs passa pela maior crise desde que o formato come&ccedil;ou a se popularizar no pa&iacute;s, no in&iacute;cio da d&eacute;cada. 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