{"id":21089,"date":"2008-04-30T14:57:20","date_gmt":"2008-04-30T14:57:20","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21089"},"modified":"2008-04-30T14:57:20","modified_gmt":"2008-04-30T14:57:20","slug":"bittar-rebate-materia-da-revista-veja-sobre-pl-292007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21089","title":{"rendered":"Bittar rebate mat\u00e9ria da revista Veja sobre PL 29\/2007"},"content":{"rendered":"<p>O deputado Jorge Bittar (PT\/RJ), relator do PL 29\/2007, que cria novas regras para o mercado de TV por assinatura, publicou nesta ter&ccedil;a, 29, uma carta aberta &agrave; revista Veja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reportagem do &uacute;ltimo final de semana, sobre o projeto. A reportagem &eacute; bastante cr&iacute;tica ao se referir aos dispositivos do PL 29\/2007. O curioso &eacute; que, at&eacute; recentemente, o grupo Abril vinha apoiando a proposta de Bittar, por entender que seria importante garantir espa&ccedil;o a programadores nacionais. O mesmo refluxo no apoio ao projeto p&ocirc;de ser sentido na semana passada por parte do grupo Band, durante a Comiss&atilde;o Geral. O grupo &eacute; outro programador nacional que apoiava a proposta de Bittar e agora est&aacute; com tom mais cr&iacute;tico. <\/p>\n<p>Confira a &iacute;ntegra da nota de Bittar:<\/p>\n<p>*<\/p>\n<p><strong><u><em>Indigna&ccedil;&atilde;o <\/em><\/u><\/strong><\/p>\n<p><em>Foi com profunda indigna&ccedil;&atilde;o que li um &quot;panfleto&quot; publicado na &uacute;ltima edi&ccedil;&atilde;o da revista Veja sob o t&iacute;tulo &quot;Querem invadir sua s&eacute;rie&quot;. Infelizmente n&atilde;o posso considerar como mat&eacute;ria jornal&iacute;stica o texto assinado por Marcelo Marthe. O bom jornalismo, como todos sabem, tem por obriga&ccedil;&atilde;o apresentar as mais diversas vers&otilde;es e opini&otilde;es sobre determinado fato ou assunto e deixar ao leitor o julgamento final.<\/em><\/p>\n<p><em>Infelizmente, repito, n&atilde;o &eacute; isso que se observa no texto publicado, onde o autor critica de forma mentirosa, infundada e preconceituosa o substitutivo ao projeto de lei 29\/07 do qual sou relator na C&acirc;mara dos Deputados. Para redigir o texto, Marcelo Marthe ouviu apenas os opositores ao projeto e deu espa&ccedil;o &agrave;s cr&iacute;ticas dos que est&atilde;o inconformados por verem contrariados seus interesses particulares. Em nenhum momento fui consultado por ele, ou por qualquer outro jornalista da revista Veja, sobre os fundamentos do substitutivo e suas vantagens para a sociedade brasileira. O jornalismo da Veja abdicou da imparcialidade, que garante a credibilidade, e da busca da verdade, raz&atilde;o maior da exist&ecirc;ncia da imprensa.<\/em><\/p>\n<p><em>Lamento, mas sou obrigado a dizer com todas as letras: a revista Veja publicou um &quot;panfleto&quot; raivoso, de cunho anti-petista em que at&eacute; o adjetivo stalinista foi usado, e prestou um desservi&ccedil;o aos seus leitores. Desconhecimento do assunto? Incompet&ecirc;ncia editorial? N&atilde;o acredito. Tudo leva a crer tratar-se apenas de pura m&aacute;-f&eacute; numa tentativa de desqualificar o substitutivo perante a opini&atilde;o p&uacute;blica, dando seq&uuml;&ecirc;ncia a uma campanha s&oacute;rdida que j&aacute; &eacute; objeto de uma representa&ccedil;&atilde;o junto ao Conar. Caso tivesse sido procurado por qualquer profissional da revista Veja, teria tido a oportunidade de explicar os objetivos e detalhes do substitutivo. Mas isso me foi negado. <\/em><\/p>\n<p><em>Portanto, quero contestar, entre outras, a afirma&ccedil;&atilde;o de que o substitutivo, que trata da converg&ecirc;ncia digital e cria um marco regulat&oacute;rio para os servi&ccedil;os de TV por assinatura, tem car&aacute;ter intervencionista, como afirmou a Veja. Tamb&eacute;m n&atilde;o &eacute; autorit&aacute;rio, nem foi concebido por uma &uacute;nica cabe&ccedil;a. O substitutivo &eacute; fruto de uma ampla interlocu&ccedil;&atilde;o com todos os setores da sociedade, que contou inclusive com a participa&ccedil;&atilde;o do grupo Abril, que &eacute; produtor de conte&uacute;do audiovisual e operador atrav&eacute;s da TVA, e ao qual a revista Veja est&aacute; integrada.<\/em><\/p>\n<p><em>Ao longo de mais de um ano, as id&eacute;ias contidas no substitutivo t&ecirc;m sido debatidas e enriquecidas em reuni&otilde;es e audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas com representantes da sociedade civil, dirigentes de empresas de radiodifus&atilde;o e de telecomunica&ccedil;&otilde;es, produtores e programadores de conte&uacute;do audiovisual, a&iacute; inclu&iacute;dos os independentes, operadores de TV por assinatura, estudiosos do assunto, brasileiros e estrangeiros, e deputados de v&aacute;rios partidos. <\/em><\/p>\n<p><em>A cr&iacute;tica mais &aacute;cida e descabida do &quot;panfleto&quot; est&aacute; centrada na quest&atilde;o das cotas. Mas o jornalista n&atilde;o informou que o sucesso da pol&iacute;tica de cotas, adotada na Europa, Austr&aacute;lia, Canad&aacute; e outros locais, foi analisado detidamente em todos esses debates. O vi&eacute;s parcial do texto publicado pode ser observado quando o autor lida exclusivamente com n&uacute;meros absolutos, afirmando que &quot;os canais internacionais teriam de transmitir aos menos tr&ecirc;s horas e meia, por semana, de programa&ccedil;&atilde;o brasileira no hor&aacute;rio nobre&quot;. O jornalista esqueceu de dizer que isso representa apenas 10% do hor&aacute;rio nobre ao longo de uma semana. Mero esquecimento?<\/em><\/p>\n<p><em>Talvez ainda por mero esquecimento, o jornalista omitiu o fato de que as cotas foram dimensionadas levando em considera&ccedil;&atilde;o os pacotes oferecidos atualmente pelas operadoras e ser&atilde;o cumpridas ao longo de quatro anos. No entanto, deu espa&ccedil;o &agrave; afirma&ccedil;&atilde;o de um dos opositores do substitutivo, que afirmou que &quot;os canais estrangeiros j&aacute; investem em produ&ccedil;&otilde;es nacionais, tendo aplicado R$ 146 milh&otilde;es nos &uacute;ltimos tr&ecirc;s anos, entre recursos pr&oacute;prios e provenientes de incentivos fiscais&quot;. Mas, talvez ainda por mero esquecimento, Marcelo Marthe deixou de informar que o substitutivo permitir&aacute; injetar R$ 500 milh&otilde;es anuais no financiamento da ind&uacute;stria do audiovisual brasileiro.<\/em><\/p>\n<p><em>&Eacute; interessante observar tamb&eacute;m como a edi&ccedil;&atilde;o do &quot;panfleto&quot; procura desqualificar a produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do audiovisual nacional. O autor do texto j&aacute; deve ter esquecido que o filme Tropa de Elite ganhou o Urso de Ouro em Berlim e que s&eacute;ries como Mandrake j&aacute; est&atilde;o sendo veiculadas at&eacute; no exterior. Al&eacute;m disso, &eacute; importante notar que os canais de TV aberta, com conte&uacute;do eminentemente nacional, est&atilde;o entre os mais assistidos na TV por assinatura.<\/em><\/p>\n<p><em>Talvez por n&atilde;o ter lido o substitutivo ao PL 29, Marcelo Marthe tenha enfiado os p&eacute;s pelas m&atilde;os ao afirmar que a Ancine poder&aacute; se transformar numa &quot;superag&ecirc;ncia com poderes para decidir o tipo de conte&uacute;do nacional que se julga adequado ou n&atilde;o&quot;. Se tivesse se informado minimamente antes de redigir o &quot;panfleto&quot;, o jornalista saberia que no substitutivo os poderes da Ancine est&atilde;o restritos apenas &agrave; fiscaliza&ccedil;&atilde;o do cumprimento do quantitativo das cotas. Em momento algum se pretendeu ou se defendeu a id&eacute;ia de que a ag&ecirc;ncia pudesse vir a ter qualquer inger&ecirc;ncia na produ&ccedil;&atilde;o do conte&uacute;do audiovisual.<\/em><\/p>\n<p><em>Para finalizar, afirmo que o substitutivo ao PL 29 representa a constru&ccedil;&atilde;o de um novo paradigma nas comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil. Al&eacute;m imprescind&iacute;vel, ele tamb&eacute;m &eacute; urgente por tratar do fen&ocirc;meno da converg&ecirc;ncia digital. No momento em que todos os conte&uacute;dos audiovisuais e as redes de telecomunica&ccedil;&otilde;es est&atilde;o em acelerado processo de digitaliza&ccedil;&atilde;o, &eacute; imperioso criar um ordenamento jur&iacute;dico para esse ambiente. <\/em><\/p>\n<p><em>Na ess&ecirc;ncia do projeto est&atilde;o contempladas importantes quest&otilde;es econ&ocirc;micas e culturais. Ao abrir o mercado de TV por assinatura tamb&eacute;m para as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es, o que se pretende &eacute; estimular a concorr&ecirc;ncia, gerar mais empregos e beneficiar diretamente o usu&aacute;rio com pre&ccedil;os muito mais baratos. &Eacute; preciso n&atilde;o esquecer que no Brasil, at&eacute; agora, a TV por assinatura &eacute; cara e elitista. &Eacute; isso que queremos mudar. Com o est&iacute;mulo &agrave; produ&ccedil;&atilde;o nacional atrav&eacute;s de mais recursos para financiamento e o aumento da base de assinantes, que poder&aacute; passar dos atuais 5 milh&otilde;es para at&eacute; 30 milh&otilde;es, o que se pretende &eacute; o barateamento do pre&ccedil;o das assinaturas. E foi isso que a Veja deixou de informar. Talvez por mero esquecimento.<\/em><\/p>\n<p><em>Deputado Jorge Bittar&quot;<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O deputado Jorge Bittar (PT\/RJ), relator do PL 29\/2007, que cria novas regras para o mercado de TV por assinatura, publicou nesta ter&ccedil;a, 29, uma carta aberta &agrave; revista Veja em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; reportagem do &uacute;ltimo final de semana, sobre o projeto. 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