{"id":21080,"date":"2008-04-29T13:00:25","date_gmt":"2008-04-29T13:00:25","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21080"},"modified":"2008-04-29T13:00:25","modified_gmt":"2008-04-29T13:00:25","slug":"globosat-acredita-em-negociacao-mas-ve-riscos-e-excessos-no-pl-29","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21080","title":{"rendered":"Globosat acredita em negocia\u00e7\u00e3o, mas v\u00ea riscos e excessos no PL 29"},"content":{"rendered":"<p>A Globosat tem se mantido discreta, pelo menos publicamente, em rela&ccedil;&atilde;o ao PL 29\/2007. S&atilde;o poucas as manifesta&ccedil;&otilde;es da maior programadora nacional de TV por assinatura sobre o projeto que, justamente, cria novas regras para o setor. Em entrevista a este notici&aacute;rio, Alberto Pecegueiro, presidente da empresa, mostra que isso n&atilde;o quer dizer satisfa&ccedil;&atilde;o com o que esteja sendo feito. &quot;Temos convic&ccedil;&atilde;o de que &eacute; inevit&aacute;vel que se trate das quest&otilde;es da converg&ecirc;ncia em um projeto de lei, e nesse sentido PL 29\/2207 tem um grande m&eacute;rito. Mas temos discord&acirc;ncias e estamos tentando convencer o Legislativo de que algumas coisas podem ser melhoradas&quot;, conta, referindo-se aos contatos que j&aacute; manteve com o relator Jorge Bittar (PT\/RJ) e as sugest&otilde;es feitas, algumas consideradas, outras n&atilde;o.<\/p>\n<p>Antes de entender as queixas &eacute; preciso ter em mente que a Globo &eacute; um grupo que tem interesses na TV aberta e na TV por assinatura, e que esses interesses normalmente n&atilde;o s&atilde;o alinhados. &Eacute; o que parece ser o caso aqui.<\/p>\n<p>&quot;Achamos que o projeto exagera no intervencionismo em alguns aspectos. Ele parte do princ&iacute;pio de que todas as obriga&ccedil;&otilde;es e puni&ccedil;&otilde;es que s&atilde;o colocadas levar&atilde;o o mercado a crescer para muito al&eacute;m dos patamares atuais, e que esse ser&aacute; o grande ganho no final das contas. Acho que essa perspectiva precisa ser melhor discutida&quot;, diz o executivo. Ele se refere especialmente &agrave; quest&atilde;o das cotas quando fala em &quot;obriga&ccedil;&otilde;es e puni&ccedil;&otilde;es&quot;. &quot;Nessa quest&atilde;o (das cotas) o projeto exagera. O argumento &eacute; de que elas existem em outros pa&iacute;ses com &oacute;timos resultados. Mas tenho d&uacute;vidas se elas existem todas ao mesmo tempo, em um mercado com as caracter&iacute;sticas do brasileiro, em algum lugar&quot;.<\/p>\n<p><strong>Canal Brasil<\/p>\n<p><\/strong>Alberto Pecegueiro aponta ainda algumas contradi&ccedil;&otilde;es no texto. &quot;O Canal Brasil &eacute;, por exemplo, um caso de canal de produ&ccedil;&atilde;o nacional, que tem distribui&ccedil;&atilde;o garantida, originalmente, por uma determina&ccedil;&atilde;o da Lei do Cabo. No PL 29\/2007 n&atilde;o h&aacute; garantia de que um canal dedicado ao cinema nacional dever&aacute; ser distribu&iacute;do&quot;. Al&eacute;m disso, diz o executivo, o conceito de programadora independente deixa o Canal Brasil em uma situa&ccedil;&atilde;o mais complicada ainda, porque por ser vinculado &agrave; Globosat, ele n&atilde;o teria os benef&iacute;cios previstos no projeto.<\/p>\n<p>Sobre a cota de que um canal de jornalismo nacional seja sempre distribu&iacute;do em conjunto com um outro canal jornal&iacute;stico, Pecegueiro, cuja programadora &eacute; respons&aacute;vel pelo GloboNews, considera um contra-senso. &quot;&Eacute; contra a l&oacute;gica econ&ocirc;mica das operadoras&quot;, diz. Este mesmo dispositivo &eacute; criticado pela Band (respons&aacute;vel pelo BandNews), mas com o argumento contr&aacute;rio: o de que o segundo canal jornal&iacute;stico corre o risco de ser discriminado e colocado em pacotes escondidos ou caros. Foi o ponto levado pelo presidente do grupo Bandeirantes, Johnny Saad, durante a Comiss&atilde;o Geral da C&acirc;mara para discutir o PL 29\/2007, na semana passada. Na ocasi&atilde;o, o pr&oacute;prio relator Jorge Bittar esclareceu dizendo que os canais teriam que estar em um mesmo pacote. Ou seja, se agradar a Band, vai desagradar a Globo, e se agradar a Globo, Bittar arrumar&aacute; um ponto de atrito com a Band.<\/p>\n<p>Para Pecegueiro, &eacute; preciso haver maior flexibilidade nas cotas, inclusive no que diz respeito ao que se entende por canais nacionais. &quot;Canais tipicamente brasileiros como GloboNews e SporTV n&atilde;o entram na conta, a n&atilde;o ser que a gente abra espa&ccedil;o no hor&aacute;rio nobre para programas qualificados, que n&atilde;o t&ecirc;m o perfil destes canais. Com isso, cria-se uma categoria de canais mais nacionais que outros&quot;.<\/p>\n<p><strong>Alinhamento<\/p>\n<p><\/strong>Mas h&aacute; outros pontos do PL 29\/2007 que s&atilde;o, aparentemente, muito alinhados aos interesses da Globosat, e que v&ecirc;m sendo apontados por outros programadores como aspectos de interesse do grupo Globo. Por exemplo, a exce&ccedil;&atilde;o dada a pacotes com at&eacute; 10 canais, que poderia permitir a montagem de pacotes m&iacute;nimos apenas com canais Globosat sem o &ocirc;nus do cumprimento de cotas de programa&ccedil;&atilde;o, ou a possibilidade de compensar as cotas necess&aacute;rias para um canal com o excesso de conte&uacute;do nacional em outro canal da mesma programadora. &quot;Nesse caso, n&atilde;o foi um pedido nosso, e sim de programadores estrangeiros. Em rela&ccedil;&atilde;o aos pacotes de at&eacute; 10 canais, o ponto importante &eacute; que se as cotas fossem aplicadas sobre eles, n&atilde;o haveria pacotes de baixo custo no Brasil&quot;, diz Pecegueiro.<\/p>\n<p>Apesar das cr&iacute;ticas ao projeto, o presidente da Globosat considera poss&iacute;vel construir um consenso: &quot;Sempre cito o exemplo da Lei do Cabo, que era t&atilde;o complicada quanto e mesmo assim foi concretizada depois de um intenso e democr&aacute;tico processo de negocia&ccedil;&atilde;o&quot;. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Globosat tem se mantido discreta, pelo menos publicamente, em rela&ccedil;&atilde;o ao PL 29\/2007. S&atilde;o poucas as manifesta&ccedil;&otilde;es da maior programadora nacional de TV por assinatura sobre o projeto que, justamente, cria novas regras para o setor. 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