{"id":21045,"date":"2008-04-23T21:17:07","date_gmt":"2008-04-23T21:17:07","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21045"},"modified":"2008-04-23T21:17:07","modified_gmt":"2008-04-23T21:17:07","slug":"comissao-geral-da-camara-expoe-demandas-para-o-pl-29","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21045","title":{"rendered":"Comiss\u00e3o Geral da C\u00e2mara exp\u00f5e demandas para o PL 29"},"content":{"rendered":"<p class=\"MsoNormal\"><span>Representantes do mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es, dos radiodifusores, dos produtores independentes, dos trabalhadores do setor de comunica&ccedil;&atilde;o e entidades que defendem a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o participaram hoje da Comiss&atilde;o Geral realizada para discutir o Projeto de Lei 29, que regulamenta os Servi&ccedil;os de Acesso Condicionado (como a TV por assinatura). As mais de tr&ecirc;s horas de revezamento de oradores no Plen&aacute;rio da C&acirc;mara mostram que, ainda que tenham sido muitas as tentativas, o relat&oacute;rio apresentado pelo deputado Jorge Bittar (PT-RJ) ainda n&atilde;o equalizou as demandas diversas dos atores envolvidos.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span><span>As participa&ccedil;&otilde;es expuseram que persiste uma divis&atilde;o clara entre os grupos de interesse. De um lado, os representantes das teles demonstraram, em geral, apoio ao atual projeto. De outro, os grandes empres&aacute;rios do ramo da TV por assinatura seguiram criticando fortemente a cria&ccedil;&atilde;o de cotas para a produ&ccedil;&atilde;o nacional independente. Em uma terceira trincheira, est&atilde;o os pr&oacute;prios produtores independentes e as organiza&ccedil;&otilde;es de defesa da democracia nas comunica&ccedil;&otilde;es, defendendo as cotas de programas e canais.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span><span>Os radiodifusores dividiram-se. A interven&ccedil;&atilde;o do conselheiro da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Emissoras de R&aacute;dio e Televis&atilde;o (Abert), Evandro Guimar&atilde;es, foi discreta. Limitou-se a pedir que o PL-29 n&atilde;o interfira no modelo de neg&oacute;cios da TV aberta. A Abert tem como associada a Rede Globo, s&oacute;cia da Net, dona de diversos canais por assinatura e, como tal, francamente contr&aacute;ria &agrave; pol&iacute;tica de cotas na televis&atilde;o por assinatura.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span><span>J&aacute; presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Radiodifusores (Abra), Jo&atilde;o Carlos Saad, disse que as cotas de 10% da programa&ccedil;&atilde;o dos canais qualificados (aqueles que se dedicam a filmes, s&eacute;ries, document&aacute;rios&#8230;) para a produ&ccedil;&atilde;o nacional s&atilde;o t&iacute;midas e que os deputados deveriam pensar em 50% da programa&ccedil;&atilde;o feita por brasileiros. Saad tamb&eacute;m &eacute; presidente do Grupo Bandeirantes, dono de canais como Band News e TerraViva.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span><strong><span>Pelas cotas<\/span><\/strong><span><\/p>\n<p><\/span><span>Na trincheira da produ&ccedil;&atilde;o nacional independente, revezaram-se participa&ccedil;&otilde;es de representantes do setor de anima&ccedil;&atilde;o, do cinema e das produtoras. O presidente do Congresso Brasileiro de Cinema (CBC), Paulo Rufino, afirmou que o espa&ccedil;o para produ&ccedil;&atilde;o independente fortalece a regionaliza&ccedil;&atilde;o e democratiza o espa&ccedil;o das telas de TV.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span>J&aacute; Fernando Dias, presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Produtoras Independente (ABPI), afirmou que falta no Brasil uma regra que defenda a produ&ccedil;&atilde;o nacional e regional. Dias lembrou que apenas 31,5% do conte&uacute;do da TV no Pa&iacute;s &eacute; brasileiro, enquanto em pa&iacute;ses europeus o &iacute;ndice de produ&ccedil;&atilde;o nacional &eacute; de 60%.<\/p>\n<p><span>O representante do Intervozes &ndash; Coletivo Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o Social, Br&aacute;ulio Ribeiro, refor&ccedil;ou o apoio da entidade &agrave;s cotas, mas pontuou retrocessos no projeto de Bittar no que diz respeito &agrave; proposta inicial das cotas. Segundo Ribeiro, o PL tamb&eacute;m retrocede em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; regula&ccedil;&atilde;o anterior das redes, n&atilde;o prevendo instrumentos de acesso igualit&aacute;rio &agrave; infra-estrutura de distribui&ccedil;&atilde;o. Ele lamentou ainda que o Brasil tenha come&ccedil;ado o processo de regula&ccedil;&atilde;o da converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica por uma quest&atilde;o pontual.<\/span><span><\/p>\n<p>A professora Sayona Leal, do Laborat&oacute;rio de Pol&iacute;ticas de Comunica&ccedil;&atilde;o da UnB, tamb&eacute;m ressaltou o car&aacute;ter pontual do projeto e, igualmente, saudou a proposi&ccedil;&atilde;o das cotas. Segundo Sayonara, &eacute; preciso considerar o PL-29 como um primeiro passo para revisar o marco legal das comunica&ccedil;&otilde;es.<\/span><span><\/p>\n<p>O representante do F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o, Jos&eacute; Luiz S&oacute;ter, afirmou que a discuss&atilde;o do PL 29\/07 inaugura um momento prop&iacute;cio para a discuss&atilde;o do marco regulat&oacute;rio e exortou a convoca&ccedil;&atilde;o da primeira Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span><strong><span>Contra as cotas<\/span><\/strong><span><\/p>\n<p><\/span><span>Do lado das operadoras e programadoras de TV a cabo, os argumentos contr&aacute;rios &agrave;s cotas foram os j&aacute; usados durante a intensa campanha realizada nos &uacute;ltimos meses. O administrador executivo da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Programadores de televis&atilde;o por Assinatura (ABPTA), Carlos Alkimin, que representa as grandes programadoras internacionais, disse que as medidas previstas no substitutivo de Jorge Bittar v&atilde;o encarecer o pre&ccedil;o dos servi&ccedil;os cobrados dos consumidores.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span><span>Para presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Televis&atilde;o por Assinatura (Abta), Alexandre Annenberg, a medida &eacute; retr&oacute;grada e ineficaz. &ldquo;As reservas de mercado jamais foram capazes de garantir a qualidade dos produtos&rdquo;, disse.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span><span>As pequenas operadoras tamb&eacute;m engrossaram o coro. A diretora executiva da Associa&ccedil;&atilde;o Neo TV, Neusa Risette, disse que o estabelecimento de cotas &ldquo;pode criar uma reserva de mercado que contraria os princ&iacute;pios da livre concorr&ecirc;ncia&rdquo;.<\/span><span><\/p>\n<p><\/span><strong><span>Teles satisfeitas<\/span><\/strong><span><\/p>\n<p><\/span><span>J&aacute; os representantes do setor de telecomunica&ccedil;&otilde;es declararam, discurso ap&oacute;s discurso, sua satisfa&ccedil;&atilde;o com o projeto, que permite a entrada das teles no mercado de TV por assinatura. O representante da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Concession&aacute;rias de Servi&ccedil;o Telef&ocirc;nico Fixo Comutado (Abrafix), Jo&atilde;o de Deus, falou em n&uacute;meros, que mostram a disposi&ccedil;&atilde;o do setor em rela&ccedil;&atilde;o ao novo mercado. Segundo ele, o plano de desenvolvimento da TV por assinatura previa mais de 16 milh&otilde;es de usu&aacute;rios e eles n&atilde;o chegam a 4 milh&otilde;es. O setor de telefonia fixa, no entanto, segundo ele, universalizou seus servi&ccedil;os e pode ajudar na expans&atilde;o da oferta de TV por assinatura.<\/span><span><\/p>\n<p>As reclama&ccedil;&otilde;es de alguns dos representantes das teles concentraram-se na cria&ccedil;&atilde;o de uma taxa de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o audiovisual independente, inclusive para as TVs comunit&aacute;rias e universit&aacute;rias. A taxa seria compensada com uma redu&ccedil;&atilde;o no Fistel, que &eacute; uma taxa de fiscaliza&ccedil;&atilde;o cobradas das operadoras de telefonia, TV por assinatura e radiodifusoras.<\/p>\n<p>A Comiss&atilde;o Geral &eacute; uma sess&atilde;o ampliada, realizada no Plen&aacute;rio e convocada por um dos &oacute;rg&atilde;os da Casa. Neste caso, a convoca&ccedil;&atilde;o foi feita pela Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI), a partir de solicita&ccedil;&atilde;o do deputado Miro Teixeira (PDT-RJ). O PL-29 dever&aacute; ser avaliado na CCTCI nas pr&oacute;ximas semanas. O projeto tramita em car&aacute;ter terminativo, ou seja, se aprovado nas comiss&otilde;es n&atilde;o precisar&aacute; ir a Plen&aacute;rio.<\/span><\/p>\n<p>Apesar das claras diverg&ecirc;ncias expostas na&nbsp; Comiss&atilde;o Geral, inclusive por alguns membros da CCTCI que defenderam o envio do projeto &agrave; aprecia&ccedil;&atilde;o em Plen&aacute;rio, o relator Jorge Bittar diz preferir que o relat&oacute;rio v&aacute; &agrave; vota&ccedil;&atilde;o na comiss&atilde;o logo, de prefer&ecirc;ncia na pr&oacute;xima semana.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Representantes do mercado de telecomunica&ccedil;&otilde;es, dos radiodifusores, dos produtores independentes, dos trabalhadores do setor de comunica&ccedil;&atilde;o e entidades que defendem a democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o participaram hoje da Comiss&atilde;o Geral realizada para discutir o Projeto de Lei 29, que regulamenta os Servi&ccedil;os de Acesso Condicionado (como a TV por assinatura). 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