{"id":21025,"date":"2008-04-22T15:11:47","date_gmt":"2008-04-22T15:11:47","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=21025"},"modified":"2008-04-22T15:11:47","modified_gmt":"2008-04-22T15:11:47","slug":"publico-de-filmes-nacionais-despenca-no-trimestre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=21025","title":{"rendered":"P\u00fablico de filmes nacionais despenca no trimestre"},"content":{"rendered":"<p>O p&uacute;blico do filme estrangeiro no Brasil teve um pequeno crescimento (1,5%) e o dos t&iacute;tulos nacionais diminuiu consideravalmente (24%) no primeiro trimestre deste ano, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2007.<\/p>\n<p>Os &iacute;ndices, divulgados nesta semana pelo portal especializado em mercado de cinema Filme B, atestam que o per&iacute;odo registrou um sucesso isolado entre as dez estr&eacute;ias nacionais.<\/p>\n<p>&quot;Meu Nome N&atilde;o &eacute; Johnny&quot;, de Mauro Lima, sobre a trajet&oacute;ria real de um garoto da zona sul carioca que torna-se consumidor e traficante de drogas, teve dois milh&otilde;es dos totais 2,9 milh&otilde;es de espectadores obtidos pela safra brasileira.<\/p>\n<p>&quot;Do garoto de 14 anos que o pai levou ao cinema at&eacute; o av&ocirc; de 70, o filme conseguiu uma comunica&ccedil;&atilde;o com as diversas gera&ccedil;&otilde;es. Isso explica muito o sucesso que ele teve&quot;, diz a produtora do longa, Mariza Le&atilde;o.<\/p>\n<p><strong>&quot;Filme-fam&iacute;lia&quot; <\/strong><\/p>\n<p>A aus&ecirc;ncia de mais t&iacute;tulos com o perfil de &quot;filme-fam&iacute;lia&quot; no per&iacute;odo de f&eacute;rias escolares &eacute; apontada pelo distribuidor Rodrigo Saturnino (Columbia\/ Disney) como determinante para a queda de p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Saturnino emplacou o sucesso &quot;Meu Nome N&atilde;o &Eacute; Johnny&quot; e amargou o fraco resultado de &quot;Polar&oacute;ides Urbanas&quot;, de Miguel Falabella, que acumula 77 mil espectadores. &quot;O p&uacute;blico n&atilde;o gostou do filme. N&atilde;o aconteceu. Paci&ecirc;ncia&quot;, diz.<\/p>\n<p>Mas &quot;talvez a grande novidade, a surpresa&quot; para o distribuidor esteja na seara da produ&ccedil;&atilde;o infantil, com o fiasco de &quot;Xuxa em Sonho de Menina&quot;, de Rudi Lagemann, cujos 321 mil espectadores s&atilde;o an&ecirc;micos diante das pretens&otilde;es de seu lan&ccedil;amento, com 220 c&oacute;pias, n&uacute;mero superior &agrave;s 170 de &quot;Meu Nome N&atilde;o &Eacute; Johnny&quot;.<\/p>\n<p>A Warner, respons&aacute;vel pelo lan&ccedil;amento de &quot;Xuxa&quot;, n&atilde;o comentou o resultado.<\/p>\n<p>A bilheteria negativa do primeiro trimestre n&atilde;o &eacute; o aspecto que mais preocupa os profissionais desse mercado, mas sim a perspectiva de que a tend&ecirc;ncia se mantenha ao longo do ano.<\/p>\n<p>&quot;Olhando as perspectivas de lan&ccedil;amento at&eacute; o fim do ano, voc&ecirc; n&atilde;o v&ecirc; outro filme que possa ter o mesmo sucesso de p&uacute;blico de &quot;Meu Nome N&atilde;o &Eacute; Johnny&quot;, o que anunciaria uma estagna&ccedil;&atilde;o da ind&uacute;stria&quot;, afirma Marcelo Bertini, presidente da rede Cinemark.<\/p>\n<p>Jorge Peregrino, executivo da Paramount, que lan&ccedil;ou o l&iacute;der de bilheteria nacional em 2007 (&quot;Tropa de Elite&quot;) diz que, embora &quot;a produ&ccedil;&atilde;o estrangeira esteja muito forte neste ano, se n&atilde;o houver uma surpresa do lado brasileiro, o mercado n&atilde;o vai crescer&quot;.<\/p>\n<p>Marcelo Mendes, distribuidor e exibidor do grupo Esta&ccedil;&atilde;o, tem &quot;expectativa negativa&quot; porque considera evidente que o p&uacute;blico encolheu. &quot;Basta comparar &quot;Tropa&quot; e &quot;Johnny&quot;, que foram os maiores sucessos [de 2007 e 2008, at&eacute; aqui] e est&atilde;o na faixa de 2 milh&otilde;es de espectadores. Ambos fariam muito mais em outras &eacute;pocas.&quot;<\/p>\n<p>O que est&aacute; em quest&atilde;o, para Mendes, n&atilde;o &eacute; s&oacute; o resultado do filme brasileiro, mas &quot;o modelo de exibi&ccedil;&atilde;o de cinema, que &eacute; o mesmo h&aacute; praticamente cem anos e precisar&aacute; ser revisto num momento em que as pessoas t&ecirc;m cinema em casa e medo de sair &agrave; rua&quot;.<\/p>\n<p>A atriz Bruna Lombardi notou &quot;o tremendo aperto de cinemas&quot; do pa&iacute;s ao lan&ccedil;ar, em janeiro, &quot;O Signo da Cidade&quot; (36 mil espectadores em sete semanas), que ela roteirizou e Carlos Alberto Riccelli dirigiu. &quot;S&atilde;o muito poucas salas e uma quantidade enorme de filmes, contando com os da ind&uacute;stria americana. A rotatividade acaba tendo que ser insana&quot;, diz.<\/p>\n<p>O exibidor Adhemar Oliveira (Espa&ccedil;o Unibanco\/Unibanco Arteplex) afirma que &quot;n&atilde;o adianta reclamar da exibi&ccedil;&atilde;o, porque o espa&ccedil;o pedido foi dado&quot; e acha que, para achar a raiz desse problema, &quot;s&oacute; indo ao psicoterapeuta&quot;.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O p&uacute;blico do filme estrangeiro no Brasil teve um pequeno crescimento (1,5%) e o dos t&iacute;tulos nacionais diminuiu consideravalmente (24%) no primeiro trimestre deste ano, em rela&ccedil;&atilde;o ao mesmo per&iacute;odo de 2007. 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