{"id":20990,"date":"2008-04-17T11:34:11","date_gmt":"2008-04-17T11:34:11","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20990"},"modified":"2008-04-17T11:34:11","modified_gmt":"2008-04-17T11:34:11","slug":"projeto-de-lei-deve-mudar-com-inicio-do-programa-de-banda-larga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20990","title":{"rendered":"Projeto de Lei deve mudar com in\u00edcio do programa de banda larga"},"content":{"rendered":"<p>Um dos eixos do projeto de lei 1.481\/2007, do senador Aloizio Mercadante (PT\/SP), que trata do uso dos recursos do Fust, deve ser alterado durante a tramita&ccedil;&atilde;o da proposta na Comiss&atilde;o Especial da C&acirc;mara que analisa a proposta. O relator Paulo Henrique Lustosa (PMDB\/CE) acredita que ser&aacute; necess&aacute;rio adequar o texto depois do lan&ccedil;amento, pelo governo federal, do programa Banda Larga nas Escolas, primeiro passo do Programa Nacional de Banda Larga. A adequa&ccedil;&atilde;o provavelmente ser&aacute; a retirada do financiamento das conex&otilde;es nas escolas com verbas do Fust, proposta originalmente por Mercadante.<\/p>\n<p>A explica&ccedil;&atilde;o &eacute; simples: pelo programa Banda Larga nas Escolas, as concession&aacute;rias de telefonia fixa j&aacute; assumiram essa tarefa, sendo agora desnecess&aacute;rio o subs&iacute;dio, na opini&atilde;o do relator. Esse manejo no texto original n&atilde;o significa, no entanto, que as escolas n&atilde;o ser&atilde;o mais priorizadas com a flexibiliza&ccedil;&atilde;o da lei que cria o fundo de universaliza&ccedil;&atilde;o, cujo objetivo primordial &eacute; retirar as amarras da legisla&ccedil;&atilde;o atual para o uso dos recursos em servi&ccedil;os como o de banda larga. Pela regra em vigor, a verba s&oacute; pode ser aplicada na universaliza&ccedil;&atilde;o do STFC.<\/p>\n<p>&quot;O uso na educa&ccedil;&atilde;o &eacute; uma prioridade, mas n&atilde;o uma exclusividade. O nosso entendimento &eacute; que, na medida em que 83% das escolas do Pa&iacute;s ser&atilde;o atendidos por esse backhaul do programa do governo, n&atilde;o h&aacute; necessidade em se manter a exig&ecirc;ncia de que 75% do Fust v&atilde;o para a conex&atilde;o das escolas, como est&aacute; no texto do senador Mercadante. Mas podemos usar esses recursos para ampliar o programa para as &aacute;reas rurais, por exemplo&quot;, explicou Lustosa em entrevista a este notici&aacute;rio.<\/p>\n<p>A proposta do texto original &eacute; que 75% dos recursos arrecadados anualmente pelo Fust sejam destinados &agrave; instala&ccedil;&atilde;o de computadores nas escolas e no pagamento das conex&otilde;es de banda larga at&eacute; o ano de 2013. Pelo projeto Banda Larga nas Escolas, as concession&aacute;rias aceitaram fazer as conex&otilde;es gratuitamente pelos pr&oacute;ximos 18 anos, ou seja, at&eacute; 2025. &quot;Com esse acordo para trocar os PSTs (Postos de Servi&ccedil;o de Telecomunica&ccedil;&otilde;es) por backhaul, esses 75% de destina&ccedil;&atilde;o passam a ser um exagero&quot;, argumenta.<\/p>\n<p><strong>Outros usos<\/strong><\/p>\n<p>Como o projeto ainda est&aacute; iniciando sua tramita&ccedil;&atilde;o na C&acirc;mara dos Deputados, Lustosa prefere n&atilde;o fechar quest&atilde;o sobre qual ser&aacute; o m&eacute;todo de uso do Fust que substituir&aacute; a proposta original em seu substitutivo. Mas algumas id&eacute;ias j&aacute; rondam a cabe&ccedil;a do deputado. Uma delas &eacute; que o dinheiro possa refor&ccedil;ar o Programa Nacional de Banda Larga, subsidiando parte dos custos de expans&atilde;o do backhaul quando ficar comprovada inviabilidade financeira na extens&atilde;o por parte da concession&aacute;ria. Esses investimentos seriam focados na infra-estrutura e, segundo o parlamentar, n&atilde;o precisam estar centrados apenas no cabeamento do Pa&iacute;s. Outras tecnologias podem ser estimuladas, como o uso da rede m&oacute;vel. &quot;Depende do projeto que cada agente apresentar para expandir a banda larga.&quot;<\/p>\n<p>Uma quest&atilde;o que est&aacute; fechada&nbsp;&#8211; e presente no projeto original&nbsp;&#8211; &eacute; a abertura da lei para que empresas que n&atilde;o sejam concession&aacute;rias do STFC possam ter acesso &agrave; verba do Fust em projetos de universaliza&ccedil;&atilde;o. Da&iacute; a id&eacute;ia de aplicar os recursos em redes m&oacute;veis, por exemplo, desde que a meta seja a universaliza&ccedil;&atilde;o do acesso. Al&eacute;m da abertura para empresas prestadoras de servi&ccedil;os privados, o projeto prop&otilde;e que ONGs e os governos federal, estaduais e municipais tamb&eacute;m possam usar o Fust para a implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas.<\/p>\n<p><strong>Subs&iacute;dio aos servi&ccedil;os<\/strong><\/p>\n<p>Mas a id&eacute;ia mais ousada &eacute; usar o Fust para subsidiar diretamente o pre&ccedil;o do servi&ccedil;o para os consumidores sem capacidade financeira de arcar com o custo do servi&ccedil;o. A proposta levantada por Lustosa n&atilde;o tem precedentes em outros servi&ccedil;os p&uacute;blicos, como energia, por exemplo, onde a lei permite a pr&aacute;tica de tarifas diferenciadas pelas concession&aacute;rias para beneficiar a popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda. Como nas telecomunica&ccedil;&otilde;es a LGT n&atilde;o autoriza a discrimina&ccedil;&atilde;o tarif&aacute;ria&nbsp;&#8211; nem mesmo para a cria&ccedil;&atilde;o de tarifas sociais -, o deputado-relator aposta no subs&iacute;dio como forma de universalizar o acesso.<\/p>\n<p>&quot;Essa quest&atilde;o &eacute; complexa porque passa pelo sentido do que &eacute; universaliza&ccedil;&atilde;o: se apenas o acesso &agrave; infra-estrutura ou tamb&eacute;m a capacidade de contratar o servi&ccedil;o&quot;, pondera. Sua proposta &eacute; que o governo, usando o Fust, assuma parte do custo pelo servi&ccedil;o de banda larga, quando o consumidor for de baixa renda. Assim, a tarifa continuaria sendo a mesma para todos os consumidores; a diferen&ccedil;a &eacute; que o governo pagaria parte da conta para determinado grupo da popula&ccedil;&atilde;o. O crit&eacute;rio de elei&ccedil;&atilde;o dos clientes de baixa renda ainda &eacute; uma d&uacute;vida para o deputado. Apesar de inovador nos servi&ccedil;os p&uacute;blicos brasileiros, o subs&iacute;dio como forma de universaliza&ccedil;&atilde;o j&aacute; seria usado em larga escala nos Estados Unidos, segundo informou o relator.<\/p>\n<p><strong>Gest&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>Lustosa acredita que esse mecanismo de uso dos recursos do Fust &#8211; que atualmente acumula em torno de R$ 6 bilh&otilde;es&nbsp;&#8211; &eacute; uma boa sa&iacute;da para garantir a aplica&ccedil;&atilde;o futura das verbas, quando o Pa&iacute;s tiver uma oferta plena de servi&ccedil;os de banda larga, seja por backhaul, seja por meio de tecnologias m&oacute;veis da terceira gera&ccedil;&atilde;o. Extinguir o fundo n&atilde;o est&aacute; nos planos do deputado, apesar de ele acreditar que, em determinado momento, a al&iacute;quota de 1% sobre o faturamento bruto das empresas precisar&aacute; ser reduzida. Por enquanto, a id&eacute;ia &eacute; manter o percentual praticado atualmente.<\/p>\n<p>Um aspecto importante da lei atual dever&aacute; ser mantido: a tutela do Fust continuar&aacute; com a Anatel. Para Lustosa, a manuten&ccedil;&atilde;o dessedispositivo pode resguardar a destina&ccedil;&atilde;o dos recursos depois que a lei for flexibilizada. &quot;Como &eacute; a Anatel quem controla o fundo, &eacute; de se esperar que ela n&atilde;o libere os recursos para projetos que n&atilde;o sejam voltados para o setor.&quot; A preocupa&ccedil;&atilde;o &eacute; relevante, j&aacute; que outras experi&ecirc;ncias com contribui&ccedil;&otilde;es de interven&ccedil;&atilde;o no dom&iacute;nio econ&ocirc;mico&nbsp;&#8211; como &eacute; o caso do Fust&nbsp;&#8211; acabaram n&atilde;o atingindo plenamente seus objetivos por terem seus recursos destinados a &aacute;reas diversas da pol&iacute;tica original. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos eixos do projeto de lei 1.481\/2007, do senador Aloizio Mercadante (PT\/SP), que trata do uso dos recursos do Fust, deve ser alterado durante a tramita&ccedil;&atilde;o da proposta na Comiss&atilde;o Especial da C&acirc;mara que analisa a proposta. O relator Paulo Henrique Lustosa (PMDB\/CE) acredita que ser&aacute; necess&aacute;rio adequar o texto depois do lan&ccedil;amento, pelo &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20990\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">Projeto de Lei deve mudar com in\u00edcio do programa de banda larga<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[451],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20990"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20990"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20990\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20990"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20990"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20990"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}