{"id":20955,"date":"2008-04-14T19:47:30","date_gmt":"2008-04-14T19:47:30","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20955"},"modified":"2008-04-14T19:47:30","modified_gmt":"2008-04-14T19:47:30","slug":"cresce-rede-de-jornalistas-anti-racistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20955","title":{"rendered":"Cresce rede de jornalistas anti-racistas"},"content":{"rendered":"<p><span>As ramifica&ccedil;&otilde;es da rede pela igualdade racial no mundo das comunica&ccedil;&otilde;es crescem, paulatinamente. Pelo menos &eacute; o que se pode observar quando temos a not&iacute;cia da cria&ccedil;&atilde;o de mais uma Comiss&atilde;o de Jornalistas pela Igualdade Racial, desta vez no Sindicato dos Jornalistas Profissionais no Estado da Bahia (Sinjorba). A cerim&ocirc;nia de instala&ccedil;&atilde;o da Cojira-BA abre os eventos comemorativos da Semana do Jornalista iniciada na segunda-feira (7\/4), com t&eacute;rmino no dia 14, que inclui duas datas significativas: o Dia Nacional do Jornalista (7 de abril) e os 63 anos do Sinjorba (14 de abril).<\/p>\n<p><\/span><span>O tema n&atilde;o &eacute; novidade no meio sindical e, certamente, menos ainda no meio jornal&iacute;stico. At&eacute; porque a tem&aacute;tica racial j&aacute; foi defendida em dois congressos da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas e em um painel tem&aacute;tico. <\/p>\n<p><\/span><span>O primeiro momento foi em 2004, no XXXI Congresso na Para&iacute;ba, em que comiss&otilde;es anti-racistas do Rio Grande do Sul, S&atilde;o Paulo e munic&iacute;pio do Rio de Janeiro apresentaram, em un&iacute;ssono, a necessidade de se desvelar da invisibilidade as quest&otilde;es &eacute;tnico-raciais no mundo das comunica&ccedil;&otilde;es. Com passos lentos e seguros, estas comiss&otilde;es ampliaram as discuss&otilde;es para o congresso seguinte. No XXXII, realizado em Minas Gerais, em 2006, representantes de v&aacute;rios sindicatos participaram do I Painel de Jornalistas Afro-Brasileiros. Na plen&aacute;ria, duas teses foram apresentadas: a comiss&atilde;o do Rio Grande do Sul defendeu a (in)forma&ccedil;&atilde;o para as quest&otilde;es &eacute;tnico-raciais tanto para jornalistas como para acad&ecirc;micos de Comunica&ccedil;&atilde;o; e a do Rio de Janeiro argumentou que a falta de dados estat&iacute;sticos com recorte racial e de g&ecirc;nero sobre a categoria mascara a realidade &ndash; restrito mercado de trabalho e mobilidade social &ndash; n&atilde;o possibilitando a cria&ccedil;&atilde;o e implementa&ccedil;&atilde;o de pol&iacute;ticas de promo&ccedil;&atilde;o da igualdade racial. <\/p>\n<p><\/span><span>Dos 27 sindicatos estaduais e quatro municipais filiados a Fenaj, seis deles contam com uma comiss&atilde;o anti-racista: munic&iacute;pio do Rio de Janeiro e os estados de S&atilde;o Paulo, Alagoas, Distrito Federal, Rio Grande do Sul e agora Bahia. H&aacute; previs&atilde;o de que, em breve, surja outra comiss&atilde;o no Nordeste. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Outro olhar<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>A lentid&atilde;o na ades&atilde;o para este debate suscita v&aacute;rias reflex&otilde;es. Para muitos, &eacute; um processo lento, pouco atrativo e restrito a um determinado grupo. Na realidade, o que se observa &eacute; a grande resist&ecirc;ncia para com o tema sentenciado como espinhoso, complexo, que promove uma divis&atilde;o das classes, quando n&atilde;o da sociedade e dos frutos inter&eacute;tnicos. Ser&aacute;?<\/p>\n<p><\/span><span>A complexidade &eacute; real. E mais robustecida ela fica se n&atilde;o a encararmos frontalmente, analis&aacute;-la sob diversos prismas e desenvolver pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas para transformar o terr&iacute;vel quadro de desigualdades neste pa&iacute;s. <\/p>\n<p><\/span><span>O debate est&aacute; posto. Afinal o Brasil j&aacute; n&atilde;o &eacute; um pa&iacute;s t&atilde;o jovem (tem 508 anos) que possa deixar tantas chagas escondidas aguardando que no futuro possam ser processadas poss&iacute;veis solu&ccedil;&otilde;es para o presente. <\/p>\n<p><\/span><span>E os profissionais de Comunica&ccedil;&atilde;o n&atilde;o podem se abster de sua responsabilidade em assumir seu papel para contestar os atuais paradigmas que determinam um padr&atilde;o hegem&ocirc;nico euroc&ecirc;ntrico que n&atilde;o respeita as m&uacute;ltiplas identidades &eacute;tnico-raciais deste pa&iacute;s plural. <\/p>\n<p><\/span><span>Com o advento das instala&ccedil;&otilde;es das comiss&otilde;es anti-racistas &ndash; e com o apoio pol&iacute;tico e institucional das entidades sindicais &ndash; a reflex&atilde;o sobre a tem&aacute;tica racial passa a ser irrevogavelmente internalizada e naturalizada, de forma entusi&aacute;stica e com apego profissional. <\/p>\n<p><\/span><span>O que estas comiss&otilde;es querem &eacute; simples: sensibilizar a categoria para a urg&ecirc;ncia de um outro olhar para a quest&atilde;o racial no Brasil, avan&ccedil;ar nas discuss&otilde;es sobre a igualdade racial e lutar contra o racismo no Brasil, com &ecirc;nfase para o mercado de trabalho e a forma&ccedil;&atilde;o do jornalista.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As ramifica&ccedil;&otilde;es da rede pela igualdade racial no mundo das comunica&ccedil;&otilde;es crescem, paulatinamente. 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