{"id":20954,"date":"2008-04-14T15:37:23","date_gmt":"2008-04-14T15:37:23","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20954"},"modified":"2008-04-14T15:37:23","modified_gmt":"2008-04-14T15:37:23","slug":"o-que-muda-de-fato-com-a-nova-regulamentacao-para-a-tv-por-assinatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20954","title":{"rendered":"O que muda de fato com a nova regulamenta\u00e7\u00e3o para a TV por assinatura?"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>No &uacute;ltimo dia 7 de abril, foi apresentada a segunda vers&atilde;o do substitutivo do deputado Jorge Bittar (PT-RJ) para o projeto de lei 29\/2007, que modifica a regulamenta&ccedil;&atilde;o da TV por assinatura. Essa vers&atilde;o, que j&aacute; entrou na pauta de vota&ccedil;&atilde;o da Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia e Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, &eacute; resultado da press&atilde;o dos v&aacute;rios setores interessados, o que fica evidente quando comparada com o substitutivo anterior.<\/p>\n<p><\/span><span>O impacto dessa vers&atilde;o na atual configura&ccedil;&atilde;o do mercado &eacute; consideravelmente menor que o da primeira. A pergunta que fica para quem observa o processo por detr&aacute;s das lentes do interesse p&uacute;blico &eacute; se ter&aacute; sido muito barulho por nada, se teremos andado por meses para chegar em um lugar muito pr&oacute;ximo de onde partimos. Para tentar responder a essa quest&atilde;o &eacute; preciso entender o que muda de fato no cen&aacute;rio da TV por assinatura se aprovada essa vers&atilde;o do projeto. <\/p>\n<p><\/span><span>A g&ecirc;nese do PL 29 j&aacute; explicitava as diferentes for&ccedil;as atuando sobre a quest&atilde;o. Desde o ano passado, a CCTCI tem discutido esse tema, a partir da demanda das empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es em participar do mercado de distribui&ccedil;&atilde;o da TV a cabo, o que &eacute; hoje proibido. Essa foi a motiva&ccedil;&atilde;o do primeiro projeto apresentado, que determinou uma abordagem pontual para a quest&atilde;o, sem abrir espa&ccedil;o para a discuss&atilde;o de uma lei geral de comunica&ccedil;&otilde;es que pudesse tratar o tema de forma mais ampla. Obviamente que alguns dos interesses das teles conflitavam com os interesses dos radiodifusores, especialmente da Globo, j&aacute; que hoje o sistema Net e Sky controla mais de 80% do mercado. Isso fez surgir um segundo projeto tratando do tema, que mantinha o espa&ccedil;o dos radiodifusores e segurava o avan&ccedil;o das teles.<\/p>\n<p><\/span><span>Alguns meses depois, dois outros projetos foram apresentados, desta vez trazendo alguns novos elementos mais preocupados com o interesse p&uacute;blico, buscando dar espa&ccedil;o para a produ&ccedil;&atilde;o nacional e independente na TV por assinatura. Todos esses projetos, contudo, mantiveram o foco nas quest&otilde;es de conte&uacute;do da TV por assinatura &ndash; especialmente em rela&ccedil;&atilde;o a quem pode distribuir e que tipo de conte&uacute;do pode ser distribu&iacute;do &ndash; sem incidir sobre quest&otilde;es de infra-estrutura, o que parece contradit&oacute;rio em tempos de converg&ecirc;ncia tecnol&oacute;gica. A tramita&ccedil;&atilde;o deles se deu em conjunto; a primeira vers&atilde;o unificada foi aprovada na Comiss&atilde;o de Desenvolvimento Econ&ocirc;mico, Ind&uacute;stria e Com&eacute;rcio, de onde seguiu para a CCTCI, onde a relatoria foi entregue ao deputado Jorge Bittar (PT-RJ).<\/p>\n<p><\/span><strong><span>A correla&ccedil;&atilde;o de for&ccedil;as<\/p>\n<p><\/span><\/strong><span>A partir da&iacute;, acirraram-se as press&otilde;es. Bittar apresentou um primeiro substitutivo no in&iacute;cio de dezembro, e recebeu 145 emendas, representando os mais diversos interesses. As teles buscavam garantir sua possibilidade de distribuir conte&uacute;do, e queriam a aprova&ccedil;&atilde;o r&aacute;pida do projeto. A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) entrou em rota de colis&atilde;o contra as cotas de produ&ccedil;&atilde;o independente e conte&uacute;do nacional, alegando que o espectador perderia direito de escolha (qual direito de escolha &eacute; esse eles nunca deixaram claro). A Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira dos Programadores de TV por Assinatura (ABPTA), que representa os principais canais internacionais, tamb&eacute;m se movimentou buscando derrubar a exig&ecirc;ncia de cotas de conte&uacute;do nacional nesses canais. A Globo, que vinha quieta, passou a enfrentar especialmente a exig&ecirc;ncia de cotas para produ&ccedil;&atilde;o independente &ndash; apreensiva pelo risco de perder espa&ccedil;o no mercado de produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do &ndash;&nbsp; e contra o aumento de poder da Ancine &ndash; na pr&aacute;tica, a emissora n&atilde;o aceita qualquer regula&ccedil;&atilde;o que incida sobre o conte&uacute;do. Produtores independentes e entidades da sociedade civil, por sua vez, se movimentaram em defesa das cotas de conte&uacute;do nacional e independente, do papel da Ancine como ag&ecirc;ncia reguladora e em favor da desverticaliza&ccedil;&atilde;o plena do mercado. No final do processo, emissoras dos grupos Band e Abril perceberam que a posi&ccedil;&atilde;o da Globo beneficiava unicamente aquela empresa, e fizeram a op&ccedil;&atilde;o t&aacute;tica de se alinhar aos que defendem as cotas.<\/p>\n<p><\/span><span>O grande problema &eacute; que h&aacute; um enorme desequil&iacute;brio de for&ccedil;a entre esses atores. As teles t&ecirc;m um enorme cacife econ&ocirc;mico; os radiodifusores, um cacife econ&ocirc;mico menor (mas ainda grande) e um enorme cacife pol&iacute;tico. Para os produtores independentes e aqueles que defendem interesses difusos, sem a estatura econ&ocirc;mica dos dois primeiros, restava a esperan&ccedil;a de que os deputados firmassem p&eacute; para equilibrar esse jogo. O resultado expresso nesse novo substitutivo, no entanto, n&atilde;o &eacute; nada equilibrado.<\/p>\n<p><\/span><strong><span>O que muda de fato?<\/p>\n<p><\/span><\/strong><span>Em rela&ccedil;&atilde;o ao primeiro substitutivo, a segunda vers&atilde;o trouxe recuos significativos, em meio a algumas mudan&ccedil;as pontuais positivas. Apontados como &#39;ajustes&#39;, esses recuos na verdade desvirtuam parte das inten&ccedil;&otilde;es do projeto. Pois vejamos. <\/p>\n<p><\/span><span>Na primeira vers&atilde;o, os canais estrangeiros que no hor&aacute;rio nobre veiculam majoritariamente conte&uacute;do qualificado (como filmes, document&aacute;rios, seriados e programas de debates e coment&aacute;rios) deveriam reservar 10% do tempo do hor&aacute;rio nobre para veicula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;do nacional independente. Na nova vers&atilde;o, mant&eacute;m-se a obriga&ccedil;&atilde;o de 3 horas e meia semanais (o equivalente a 10% do hor&aacute;rio nobre) de conte&uacute;do nacional, mas apenas metade desse tempo &eacute; reservado para produ&ccedil;&atilde;o independente, o que significa 1h45 por semana. <\/p>\n<p><\/span><span>A nova vers&atilde;o isenta de cotas os canais n&atilde;o direcionados ao Brasil (canais que n&atilde;o dublem nem legendem sua programa&ccedil;&atilde;o, por exemplo) e permite &agrave;s programadoras que controlam mais de um canal intercambiarem cotas entre eles (<\/span><span>a exibi&ccedil;&atilde;o na HBO de um filme nacional de 2 horas, por exemplo, d&aacute; conta das cotas di&aacute;rias de quatro canais da programadora).<\/span><span> Al&eacute;m disso, flexibiliza a cota para canais pan-regionais, cujo sinal &uacute;nico &eacute; transmitido para v&aacute;rios pa&iacute;ses (por exemplo, para toda a Am&eacute;rica do Sul), deixando a cargo da Ancine a avalia&ccedil;&atilde;o sobre se a programadora tem ou n&atilde;o de implantar as cotas. O que isso significa na pr&aacute;tica? Que se der trabalho cumprir a lei esses canais poder&atilde;o ser isentos dela. <\/p>\n<p><\/span><span>Mas a principal mudan&ccedil;a ocorreu na cota que estabelece a obriga&ccedil;&atilde;o de os pacotes vendidos conterem um certo n&uacute;mero de canais nacionais. De 50%, na primeira vers&atilde;o, eles ca&iacute;ram para 25% na segunda. Desses canais, pelo menos 1\/3 devem estar na m&atilde;o de programadoras independentes. Todos eles devem veicular pelo menos oito<\/span><span> horas di&aacute;rias de conte&uacute;do brasileiro, das quais quatro dever&atilde;o integrar espa&ccedil;o qualificado. Dessas, pelo menos duas horas devem estar no hor&aacute;rio nobre e uma hora deve ser de produ&ccedil;&atilde;o independente. Contudo, al&eacute;m de modificar o valor das cotas, o projeto imp&otilde;e um &#39;teto de obriga&ccedil;&otilde;es&#39;, que faz com que as cotas sejam v&aacute;lidas s&oacute; para pacotes com at&eacute; 40 canais. Com isso, as emissoras ter&atilde;o que garantir no m&aacute;ximo 10 canais brasileiros e 3 canais independentes. <\/p>\n<p><\/span><span>Para entender o impacto dessas regras, vale pegar um exemplo. O menor pacote digital oferecido pela NET (Advanced Digital), al&eacute;m dos canais de veicula&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria (os da TV aberta e os canais universit&aacute;rio, comunit&aacute;rio, legislativo etc.), tem os seguintes canais brasileiros: Futura, Shoptime, Canal Rural, SporTV, SporTV2, GloboNews, GNT, MultiShow, Canal Brasil, <a name=\"lw_1207858836_0\" title=\"lw_1207858836_0\"><\/a>ESPN Brasil, e Record News. Ou seja, ele j&aacute; carrega onze, quando o projeto obriga que sejam no m&iacute;nimo dez. Shoptime, Canal Rural, <a name=\"lw_1207858836_1\" title=\"lw_1207858836_1\"><\/a>ESPN Brasil e Record News podem ser considerados canais independentes. S&atilde;o quatro, e a nova lei obriga que sejam tr&ecirc;s. Assim, toda a base digital da NET j&aacute; est&aacute; conforme o PL e nenhum canal nacional (independente ou n&atilde;o) precisar&aacute; ser incorporado.<\/p>\n<p>Para completar, o projeto ainda determina que uma produtora independente n&atilde;o precisa ser totalmente independente. As empresas de programa&ccedil;&atilde;o, empacotamento e distribui&ccedil;&atilde;o, assim como as concession&aacute;rias de televis&atilde;o aberta, podem deter at&eacute; 20% do capital votante da produtora, e ainda assim ela ser&aacute; considerada independente. No caso das programadoras independentes (respons&aacute;veis por pelo menos um ter&ccedil;o dos canais nacionais veiculados nos pacotes), n&atilde;o h&aacute; nenhuma restri&ccedil;&atilde;o aos radiodifusores, o que significa que canais da Band e da Record ser&atilde;o, para todos os efeitos, independentes. <\/p>\n<p><\/span><strong><span>Regula&ccedil;&atilde;o e Infra-estrutura <\/p>\n<p><\/span><\/strong><span>Do ponto de vista da infra-estrutura, o projeto tamb&eacute;m avan&ccedil;a pouco. As teles poder&atilde;o ter 100% das distribuidoras e empacotadoras, que s&atilde;o justamente as atividades nas quais eles querem atuar. A presen&ccedil;a do capital estrangeiro &eacute; 100% liberada na atividade de distribui&ccedil;&atilde;o, sendo restrita em at&eacute; 30% apenas nas produtoras e programadoras nacionais. O servi&ccedil;o de distribui&ccedil;&atilde;o ser&aacute; prestado em regime privado, o que isenta as empresas de qualquer obriga&ccedil;&atilde;o de universaliza&ccedil;&atilde;o da cobertura, de ter que seguir metas de qualidade ou de um controle mais r&iacute;gido nos pre&ccedil;os. Tamb&eacute;m n&atilde;o h&aacute; nenhuma indica&ccedil;&atilde;o de que essa rede instalada tenha que ter car&aacute;ter p&uacute;blico e &uacute;nico, como determina atualmente a lei da TV a cabo. Embora essas defini&ccedil;&otilde;es nunca tenham sa&iacute;do do papel, elas criavam condi&ccedil;&otilde;es para que as empresas fossem obrigadas a ceder capacidade excedente de sua rede para uso de outros interessados, num processo de <\/span><span>unbundling<\/span><span>.<\/p>\n<p><\/span><span>O projeto avan&ccedil;a na regula&ccedil;&atilde;o das comunica&ccedil;&otilde;es ao dar &agrave; Ancine o poder de regula&ccedil;&atilde;o sobre a programa&ccedil;&atilde;o e empacotamento. Entretanto, ao contr&aacute;rio do anteriormente anunciado, a ag&ecirc;ncia n&atilde;o poder&aacute; instruir o CADE &#8211; Conselho Administrativo de Defesa Econ&ocirc;mica em quest&otilde;es concorrenciais. A regula&ccedil;&atilde;o da etapa de distribui&ccedil;&atilde;o segue, por sua vez, nas m&atilde;os da Anatel. <\/p>\n<p>Um ponto positivo do projeto, talvez a principal novidade e que n&atilde;o tem merecido a devida aten&ccedil;&atilde;o, &eacute; a inje&ccedil;&atilde;o de aproximadamente 300 milh&otilde;es de reais para estimular a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual. Ela vir&aacute; de uma realoca&ccedil;&atilde;o de parte da verba destinada ao Fundo de Fiscaliza&ccedil;&atilde;o de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (Fistel), pago por todas as empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es e radiodifus&atilde;o. O projeto determina que 30% dessa verba dever&aacute; ser destinada para as regi&otilde;es Norte, Nordeste e Centro-Oeste e 10% para TVs universit&aacute;rias e comunit&aacute;rias. Isso cria, pela primeira vez, uma fonte fixa de recursos para esses canais, que s&atilde;o proibidos de veicular publicidade. <\/p>\n<p><\/span><strong><span>Em suma<\/p>\n<p><\/span><\/strong><span>Acima de tudo, o novo substitutivo &eacute; resultado claro das fortes press&otilde;es empresariais. Da maneira como est&aacute;, ele contempla os interesses das teles, que conseguem entrar no mercado. Para os grandes grupos que controlam a TV por assinatura, especialmente a Globo, muda pouco. Com as press&otilde;es feitas, elas conseguiram diminuir sensivelmente as cotas, o que faz com que os avan&ccedil;os para a produ&ccedil;&atilde;o nacional e independente sejam t&iacute;midos. De toda forma, a defini&ccedil;&atilde;o dessas cotas abre uma janela importante. Pela primeira vez uma lei brasileira determina claramente a obriga&ccedil;&atilde;o de veicula&ccedil;&atilde;o de produ&ccedil;&atilde;o independente na televis&atilde;o. Embora a Constitui&ccedil;&atilde;o tamb&eacute;m preveja essa obriga&ccedil;&atilde;o para a TV aberta, h&aacute; 17 anos os radiodifusores t&ecirc;m impedido a aprova&ccedil;&atilde;o de uma lei que regulamente em que termos isso deve se dar.<\/p>\n<p><\/span><span>Em resumo, o projeto melhora um pouco o atual quadro de verticaliza&ccedil;&atilde;o, garante um espa&ccedil;o m&iacute;nimo de produ&ccedil;&atilde;o nacional nos canais estrangeiros, abre uma janela (basculante, a bem da verdade) para a produ&ccedil;&atilde;o independente e d&aacute; incentivos financeiros &agrave; produ&ccedil;&atilde;o. Ainda assim, para quem acompanhou todo o processo, fica uma sensa&ccedil;&atilde;o de frustra&ccedil;&atilde;o. Mais uma vez opta-se por um projeto de lei fragmentado em vez de se enfrentar a necessidade de uma lei geral de comunica&ccedil;&otilde;es. Mais uma vez, os interesses dos grandes grupos empresariais da comunica&ccedil;&atilde;o se mostram muito mais fortes do que o interesse p&uacute;blico. Para mudar essa lei, n&atilde;o parece haver PL que d&ecirc; conta.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Impacto da vers\u00e3o atual do PL 29 ser\u00e1 consideravelmente menor que o da primeira. 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