{"id":20915,"date":"2008-04-09T15:47:39","date_gmt":"2008-04-09T15:47:39","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20915"},"modified":"2008-04-09T15:47:39","modified_gmt":"2008-04-09T15:47:39","slug":"indenizacao-a-jornalistas-mostra-que-anistia-ainda-gera-polemica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20915","title":{"rendered":"Indeniza\u00e7\u00e3o a jornalistas mostra que anistia ainda gera pol\u00eamica"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em>A anistia pol&iacute;tica n&atilde;o &eacute; assunto novo no Brasil, mas ainda hoje suscita rea&ccedil;&otilde;es que parecem ignorar a nova realidade democr&aacute;tica que o pa&iacute;s vive desde o fim da ditadura militar e que ganhou novo f&ocirc;lego com a chegada de Lula ao poder. A cada indeniza&ccedil;&atilde;o concedida a perseguidos pol&iacute;ticos pela Comiss&atilde;o de Anistia, v&ecirc;m &agrave; tona coment&aacute;rios &ndash; em especial na &ldquo;grande&rdquo; m&iacute;dia &ndash; que demonstram o qu&atilde;o conservadoras ainda s&atilde;o suas linhas editoriais e certos setores da sociedade. <br \/><\/em><br \/>Rio de Janeiro &#8211; <\/span><span>O mote &eacute; sempre o mesmo: os valores seriam altos demais. Com base nisso, chamam tal concess&atilde;o de &ldquo;bolsa-ditadura&rdquo;, como se fosse um presente dado a meia d&uacute;zia de privilegiados. <\/p>\n<p><\/span><span>Ignoram, no entanto, ao menos dois fatos: o de que a anistia &eacute; o pedido de perd&atilde;o do Estado aos que se viram injusti&ccedil;ados pelas a&ccedil;&otilde;es arbitr&aacute;rias do per&iacute;odo de exce&ccedil;&atilde;o &ndash; ou seja, os anistiados foram v&iacute;timas &ndash; e o de que as indeniza&ccedil;&otilde;es partem de c&aacute;lculos que levam em considera&ccedil;&atilde;o o sal&aacute;rio em vig&ecirc;ncia de acordo com a profiss&atilde;o do anistiando. <\/p>\n<p><\/span><span>Na &uacute;ltima sess&atilde;o da Comiss&atilde;o de Anistia, realizada na sede da Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de Imprensa (ABI) &ndash; em homenagem aos 100 anos da entidade &ndash; foram julgados 20 casos de jornalistas perseguidos, todos deferidos. Os valores das presta&ccedil;&otilde;es mensais, permanentes e continuadas ficaram, em sua maioria (16), no valor de R$ 4.375,88. Dois tiveram o valor estipulado em R$ 3.281,90, um no valor de R$ 4.592,70 e outro em R$ 4.581,97. <\/p>\n<p><\/span><span>H&aacute; tr&ecirc;s anos n&atilde;o se julgava casos de jornalistas. Uma das raz&otilde;es seria a indeniza&ccedil;&atilde;o paga a Carlos Heitor Cony, que na &eacute;poca recebeu pens&atilde;o vital&iacute;cia de R$ 23 mil mensais. &ldquo;Decidimos retomar estes julgamentos com a disposi&ccedil;&atilde;o de enfrentar as cr&iacute;ticas que forem necess&aacute;rias, com apoio do ministro Tarso Genro, pois n&atilde;o pode o fato isolado de uma indeniza&ccedil;&atilde;o de jornalista concedida em patamares elevados acabar por implicar em preju&iacute;zo a todos os demais que aguardam sua anistia&rdquo;, enfatizou Paulo Abr&atilde;o, presidente da Comiss&atilde;o de Anistia, na abertura do julgamento.<\/p>\n<p><\/span><span>Ele disse ainda que &ldquo;ao contr&aacute;rio do que muitos acreditam, o dado concreto &eacute; que a m&eacute;dia das indeniza&ccedil;&otilde;es a t&iacute;tulo de presta&ccedil;&otilde;es mensais na Comiss&atilde;o &eacute; de R$ 3.758, 60. Altas indeniza&ccedil;&otilde;es sempre foram fatos muito isolados no universo de 37 mil processos j&aacute; apreciados, mas s&atilde;o os que acabam tomando as p&aacute;ginas dos jornais, muitas vezes de forma pejorativa, nomeando &lsquo;bolsa-ditadura&rsquo; aquilo que &eacute; um direito institu&iacute;do democraticamente&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Como se calcula a indeniza&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Para se chegar ao valor da indeniza&ccedil;&atilde;o, os conselheiros levam em conta o piso salarial da categoria do anistiado e fazem uma proje&ccedil;&atilde;o da evolu&ccedil;&atilde;o profissional que poderia ter alcan&ccedil;ado se n&atilde;o tivesse sido prejudicado pela ditadura. <\/p>\n<p><\/span><span>No caso de Ziraldo Alves Pinto, um dos de maior repercuss&atilde;o pela notoriedade do anistiado e pelo retroativo alcan&ccedil;ado, buscou-se o piso da categoria publicado no s&iacute;tio da Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (FENAJ). <\/p>\n<p><\/span><span>Como forma de n&atilde;o prejudicar o requerente, foi adotado o maior piso da regi&atilde;o de atua&ccedil;&atilde;o de Ziraldo &ndash; no caso, o estado de S&atilde;o Paulo, que encabe&ccedil;a o sudeste no que diz respeito ao sal&aacute;rio da categoria. Dobrou-se o valor-base (R$ 1.750,35) uma vez que o piso &eacute; pago, em geral, apenas aos jornalistas iniciantes, condi&ccedil;&atilde;o na qual Ziraldo j&aacute; n&atilde;o estava quando perseguido pelos militares. Assim, tem-se o total de R$ 3.500,70. Sobre este valor, foi dado mais 25% como forma de contemplar a progress&atilde;o profissional, chegando-se &agrave; mensalidade de R$ 4.375,88.&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A tal &ldquo;indeniza&ccedil;&atilde;o milion&aacute;ria&rdquo; nada mais &eacute; do que o c&aacute;lculo do retroativo. Ou seja, como Ziraldo entrou com seu processo na Comiss&atilde;o em 1995, por lei retroage-se cinco anos, chegando-se a 1990. O c&aacute;lculo foi feito com base nos 18 anos que separam aquela data do ano do julgamento, 2008. Por ano, s&atilde;o considerados 13 sal&aacute;rios que, multiplicados por 18, totalizam 234 sal&aacute;rios. Da&iacute; o valor de refer&ecirc;ncia de R$ 1.000.253,24, anunciado pela Comiss&atilde;o. O valor exato ser&aacute; calculado pela assessoria jur&iacute;dica do &oacute;rg&atilde;o a fim de corrigir erros.<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;&Eacute; preciso que fique bem claro que o trabalho da Comiss&atilde;o de Anistia do Minist&eacute;rio da Justi&ccedil;a, bem como suas decis&otilde;es, &eacute; definido por uma lei aprovada pelo Congresso Nacional. Portanto, tudo que n&oacute;s estamos fazendo est&aacute; legalmente amparado pela lei&rdquo;, disse Egmar Jos&eacute; de Oliveira, um dos conselheiros e relator do requerimento de Ziraldo.<\/p>\n<p><\/span><span>Ele explica que a lei prev&ecirc; que todo aquele que foi demitido ou impedido de exercer sua atividade profissional por motivos pol&iacute;ticos tem direito a uma presta&ccedil;&atilde;o mensal, cujo valor &eacute; o correspondente ao sal&aacute;rio que ganharia se naquela atividade estivesse no dia do julgamento do seu processo.&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Questionado sobre os tipos diferentes de persegui&ccedil;&atilde;o &ndash; do simples fichamento em &oacute;rg&atilde;os de repress&atilde;o at&eacute; a tortura e o assassinato dos perseguidos &ndash; que poderiam gerar indeniza&ccedil;&otilde;es de acordo com cada caso, o conselheiro considera que &ldquo;todo tipo de viol&ecirc;ncia praticado pelo Estado &eacute; grav&iacute;ssimo, posto que &eacute; sua obriga&ccedil;&atilde;o dar prote&ccedil;&atilde;o aos cidad&atilde;os e, sobretudo, garantir a integridade f&iacute;sica daqueles que est&atilde;o sob sua guarda, como no caso dos presos pol&iacute;ticos&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span>No entanto, Oliveira critica: &ldquo;o que a lei deveria prever &ndash; e n&atilde;o o fez &ndash; &eacute; permitir aos conselheiros fazer uma &lsquo;dosimetria&rsquo; entre os preju&iacute;zos sofridos e a partir da&iacute; fixar o valor a ser indenizado, ou ainda estabelecer um teto. Isso seria, ao meu ju&iacute;zo, o mais justo&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Humor reprimido<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Aos 75 anos, Ziraldo &eacute; um cartunista bem sucedido e respeitado. Por&eacute;m, nos anos de chumbo, embora n&atilde;o tenha sido torturado, foi perseguido, preso e por vezes ficou desempregado. Logo ap&oacute;s o golpe de 1964, foi trabalhar na publica&ccedil;&atilde;o Pif-Paf, de Mill&ocirc;r Fernandes, junto com nomes como Cl&aacute;udios, Fortuna e Jaguar, este tamb&eacute;m anistiado e indenizado na &uacute;ltima sess&atilde;o da Comiss&atilde;o, com o valor de R$ 1.000.253,24. Ap&oacute;s a publica&ccedil;&atilde;o de apenas oito n&uacute;meros, o referido seman&aacute;rio foi apreendido por ordens militares.<\/p>\n<p><\/span><span>Em 1967, lan&ccedil;ou um suplemento de humor no Jornal dos Sports, chamado Cartum J.S. Na mesma &eacute;poca, tamb&eacute;m trabalhava no jornal O Sol. Em dezembro do mesmo ano, ambas as publica&ccedil;&otilde;es foram fechadas por motivos n&atilde;o esclarecidos. Mais uma vez, Ziraldo ficava sem trabalho. Foi a&iacute; que M&aacute;rio de Moraes, na &eacute;poca editor da revista O Cruzeiro, decidiu aproveitar os cartunistas do suplemento, fundando uma esp&eacute;cie de encarte, criado por Ziraldo, intitulado O Centavo. Em meados de 1968, as duas colabora&ccedil;&otilde;es&nbsp; que prestava foram suspensas pela dire&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>Al&eacute;m de prejudicado no &acirc;mbito profissional, Ziraldo foi preso tr&ecirc;s vezes. A primeira delas em dezembro de 1968, quando passou 20 dias na Fortaleza de Copacabana. Pouco mais de um m&ecirc;s ap&oacute;s sua liberta&ccedil;&atilde;o, em 1969, foi detido pela segunda vez por quase um m&ecirc;s, passando depois &agrave; condi&ccedil;&atilde;o de preso domiciliar. Em julho de 1969, fundou o seman&aacute;rio O Pasquim e em dezembro de 1970 foi preso pela terceira vez. <\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Da an&aacute;lise dos autos, constata-se que o requerente comprovou de modo inequ&iacute;voco a imprescind&iacute;vel motiva&ccedil;&atilde;o exclusivamente pol&iacute;tica da persegui&ccedil;&atilde;o da qual foi v&iacute;tima, preceituada no art. 2&ordm;, caput, da Lei n&ordm; 10.559\/02, capaz de ensejar os direitos ora pleiteados&rdquo;, diz o voto do relator. E complementa: &ldquo;al&eacute;m de demonstrar a persegui&ccedil;&atilde;o de que foi v&iacute;tima o requerente e denotar sua trajet&oacute;ria de vida, a documenta&ccedil;&atilde;o juntada ao presente processo conduz a uma reflex&atilde;o acerca da infiltra&ccedil;&atilde;o e dos mecanismos de atua&ccedil;&atilde;o da repress&atilde;o exercida pelo regime ditatorial nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o brasileiros&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span>Ainda desconcertado com a decis&atilde;o da Comiss&atilde;o, Ziraldo declarou: &ldquo;quem critica (os anistiados) quero que morra. &Eacute; tudo cag&atilde;o; n&atilde;o botou o dedo nas feridas como a gente botou. Enquanto a gente xingava o Figueiredo, fazendo charge contra todo mundo, eles estavam seguindo a ditadura, tomando cafezinho com o Golbery&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span>Caso exemplar da trucul&ecirc;ncia dos militares contra os jornalistas &eacute; o da anistiada Maria Ignes da Costa Duque Estrada Bastos. Militante do PCB no Rio de Janeiro desde 1964, saiu do partido em 1969 por discordar da orienta&ccedil;&atilde;o dos seus dirigentes. Foi para a Resist&ecirc;ncia Armada Nacional. <\/p>\n<p><\/span><span>Em 1970, trabalhava como redatora da Enciclop&eacute;dia Brit&acirc;nica, de onde foi demitida por sua atua&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica. O ano de 1973 marcou sua pris&atilde;o no DOI-CODI, onde sofreu todo tipo de tortura. Maria Ignes passou ent&atilde;o a responder processo na 2&ordf; Auditoria do Ex&eacute;rcito. &ldquo;Nunca saiu de minha mem&oacute;ria o dia em que fui retirada de minha casa por homens armados com metralhadoras, na frente de meus filhos. Sofri todo tipo de humilha&ccedil;&atilde;o&rdquo;, lembra-se, emocionada, logo ap&oacute;s ter recebido o pedido de perd&atilde;o do Estado. Para Maria Ignes, a Comiss&atilde;o de Anistia &ldquo;est&aacute; fazendo justi&ccedil;a por todos n&oacute;s, que lutamos por um sonho de democracia&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Manchetes capciosas<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Outro caso que gerou azedume em algumas reda&ccedil;&otilde;es foi o de Ricardo de Moraes Monteiro. Detido em 18 de outubro de 1975, juntamente com Vladimir Herzog, o jornalista ficou preso por dois meses no DOI\/CODI e em seguida no DOPS\/SP. Depois disso, sofreu uma s&eacute;rie de problemas de ordem profissional devido &agrave; persegui&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Apesar disso, no dia do julgamento, o jornal O Globo &ndash; que em sua capa deu a chamada &ldquo;Comiss&atilde;o volta a dar hoje Bolsa-Ditadura&rdquo; &ndash; anunciou na p&aacute;gina 11, em tom capcioso: &ldquo;Comiss&atilde;o de Anistia indeniza assessor de Mantega&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span>Mesmo percebendo a ardileza com que boa parte da m&iacute;dia trata o assunto, Monteiro diz que &eacute; preciso haver liberdade de imprensa para todos os tipos de corrente de pensamento. &ldquo;Lutamos pela democracia, por isso acho importante termos uma imprensa livre, cr&iacute;tica inclusive em rela&ccedil;&atilde;o ao governo, mesmo que conservadora, porque &eacute; uma forma de sabermos como ela pensa&rdquo;. No entanto, ressalva, a imprensa brasileira est&aacute; num dilema. &ldquo;Ela n&atilde;o ouve, de fato, os dois lados&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span>De acordo com o jornalista, &eacute; preciso construir espa&ccedil;os para quem n&atilde;o se v&ecirc; representado pela grande m&iacute;dia. &ldquo;O que a gente observou nesses &uacute;ltimos anos &eacute; um descolamento da imprensa mais tradicional e conservadora do pensamento da maioria da popula&ccedil;&atilde;o. O povo est&aacute; em outra, vocalizando seus problemas de uma forma diferente, com uma outra agenda. E essa agenda n&atilde;o se reflete na grande imprensa&rdquo;, avaliou. <\/p>\n<p><\/span><span>Para ele, faltam ve&iacute;culos que d&ecirc;em vaz&atilde;o aos trabalhadores, aos movimentos sociais, &agrave; esquerda e aos setores mais progressistas da sociedade. &ldquo;Mas acho que isso vai ser constru&iacute;do. O pr&oacute;prio povo brasileiro vai encontrando o caminho para uma imprensa que o represente mais adequadamente&rdquo;.&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A pr&oacute;xima sess&atilde;o de julgamento da Comiss&atilde;o, dentro da Caravana da Anistia, ser&aacute; dia 14 de abril, em S&atilde;o Paulo. Depois, nos dias 25 e 26, ser&atilde;o julgados 120 processos de camponeses que foram perseguidos pelo regime militar na regi&atilde;o da Guerrilha do Araguaia. A sess&atilde;o ser&aacute; realizada na pr&oacute;pria regi&atilde;o, em cidade a ser definida. <\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A anistia pol&iacute;tica n&atilde;o &eacute; assunto novo no Brasil, mas ainda hoje suscita rea&ccedil;&otilde;es que parecem ignorar a nova realidade democr&aacute;tica que o pa&iacute;s vive desde o fim da ditadura militar e que ganhou novo f&ocirc;lego com a chegada de Lula ao poder. 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