{"id":20879,"date":"2008-04-07T11:56:05","date_gmt":"2008-04-07T11:56:05","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20879"},"modified":"2008-04-07T11:56:05","modified_gmt":"2008-04-07T11:56:05","slug":"humoristico-cqc-e-a-melhor-estreia-de-2008","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20879","title":{"rendered":"Humor\u00edstico CQC \u00e9 a melhor estr\u00e9ia de 2008"},"content":{"rendered":"<p>O&nbsp;nome &eacute; inc&ocirc;modo &#8211; soa ao mesmo tempo como CPC, CCC e c.q.d, siglas para coisas t&atilde;o d&iacute;spares quanto os centros populares de cultura, o Comando de Ca&ccedil;a aos Comunistas e o &quot;como quer&iacute;amos demonstrar&quot; da matem&aacute;tica-, mas o &quot;CQC&quot; &eacute;, por enquanto, a melhor estr&eacute;ia da TV neste ano.<\/p>\n<p>O formato &eacute; importado e, na verdade, bastante simples. Numa esp&eacute;cie de telejornal do absurdo, tr&ecirc;s &acirc;ncoras apresentam entrevistas com perguntas embara&ccedil;osas, reportagens ao estilo de Michael Moore e Borat -rep&oacute;rteres interessados no avesso da not&iacute;cia ou investidos de miss&otilde;es esdr&uacute;xulas etc. <\/p>\n<p>A equipe combina Marcelo Tas, esp&eacute;cie de pioneiro do jornalismo saia-justa com seu rep&oacute;rter Ernesto Varela, com nomes mais recentes do humor, como Rafinha Bastos, Marcelo Luque e Rodrigo Gentili, conhecidos dos circuitos de com&eacute;dia stand-up e do teatro, al&eacute;m de rep&oacute;rteres com queda para o humor. <\/p>\n<p>O programa vem sendo comparado ao &quot;P&acirc;nico na TV&quot;, mas guarda diferen&ccedil;as. Embora a irrever&ecirc;ncia diante de autoridades e celebridades se mantenha em quadros como as excelentes entrevistas do rep&oacute;rter inexperiente Danilo Gentili, o &quot;CQC&quot; leva adiante a verve pol&iacute;tica. <\/p>\n<p>Mais do que a esculhamba&ccedil;&atilde;o indiscriminada, o programa trabalha com a ironia, sobretudo em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; pr&oacute;pria TV. Que, ali&aacute;s, sempre foi um dos melhores materiais para se fazer humor em TV: veja-se o &quot;Flying Circus&quot; do Monty Python, o quadro &quot;Weekend Update&quot; do &quot;Saturday Night Live&quot;, a &quot;TV Pirata&quot; etc. <\/p>\n<p>O &quot;CQC&quot;, por ora, esquivou-se da armadilha f&aacute;cil daquilo que se chama de baixaria e que, em graus diferentes, assola o humor da TV brasileira. Do &quot;Casseta e Planeta&quot; ao &quot;Toma L&aacute;, D&aacute; C&aacute;&quot;, do &quot;Programa do Tom&quot; &agrave; &quot;Pra&ccedil;a &Eacute; Nossa&quot;, parece que n&atilde;o h&aacute; possibilidade de fazer gra&ccedil;a sem certa humilha&ccedil;&atilde;o. No &quot;CQC&quot;, h&aacute; mais sutileza e agilidade verbal, al&eacute;m de uma preocupa&ccedil;&atilde;o genu&iacute;na, ao que parece, em fazer um tipo de jornalismo de den&uacute;ncia engra&ccedil;ado. <\/p>\n<p>O diabo &eacute;, de fato, prosseguir inc&oacute;lume aos apelos do apelativo. Mas a rede j&aacute; aderiu com entusiasmo ao &quot;CQC&quot;, espalhando trechos dos tr&ecirc;s epis&oacute;dios apresentados at&eacute; agora pelo YouTube e pela blogosfera. Se a emissora (e os anunciantes) conseguirem ouvir, pode funcionar. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O&nbsp;nome &eacute; inc&ocirc;modo &#8211; soa ao mesmo tempo como CPC, CCC e c.q.d, siglas para coisas t&atilde;o d&iacute;spares quanto os centros populares de cultura, o Comando de Ca&ccedil;a aos Comunistas e o &quot;como quer&iacute;amos demonstrar&quot; da matem&aacute;tica-, mas o &quot;CQC&quot; &eacute;, por enquanto, a melhor estr&eacute;ia da TV neste ano. 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