{"id":20872,"date":"2008-04-07T11:13:16","date_gmt":"2008-04-07T11:13:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20872"},"modified":"2008-04-07T11:13:16","modified_gmt":"2008-04-07T11:13:16","slug":"fusao-oibrt-a-grande-trama-ignorada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20872","title":{"rendered":"Fus\u00e3o Oi\/BrT: a grande trama ignorada"},"content":{"rendered":"<p>Enquanto a m&iacute;dia consome papel, energia e tempo com o mais novo fact&oacute;ide da pra&ccedil;a, o Dossi&ecirc; FHC, prosseguem sem a aten&ccedil;&atilde;o devida as pantanosas negocia&ccedil;&otilde;es para a fus&atilde;o da Brasil Telecom e da Oi. Estas com potencial bem mais explosivo que a juntada de dados vazada &agrave; imprensa pelo senador tucano &Aacute;lvaro Dias. <\/p>\n<p>As tratativas da fus&atilde;o seguem seu curso, apesar de, ao contr&aacute;rio do que anunciaram alguns colunistas, ainda n&atilde;o se tenha chegado aos termos finais do contrato. Na quarta-feira 2, as conversas retrocederam ante uma proposta espantosa do banqueiro Daniel Dantas, vetor de estrat&eacute;gias variadas no Brasil e na It&aacute;lia (como se pode ler na <a href=\"http:\/\/www.cartacapital.com.br\/app\/materia.jsp?a=2&amp;a2=8&amp;i=592\">reportagem de Paolo Manzo<\/a>). Dantas exige, para concordar com a fus&atilde;o, que os fundos de pens&atilde;o aceitem ser solid&aacute;rios, judicial e economicamente, com qualquer problema, rombo ou falcatrua surgidos quando o Opportunity geria sozinho a BrT, caso identificados pelos novos controladores. <\/p>\n<p>Durante nove anos, os principais acionistas da operadora de telefonia foram exclu&iacute;dos da gest&atilde;o. Por nove anos, acusaram Dantas de roubar, enganar, usar a estrutura em proveito pr&oacute;prio, espionar e cometer crimes diversos. Reuniram provas contundentes que resultaram no indiciamento do banqueiro por forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha e em in&uacute;meros processos c&iacute;veis. Uma auditoria apontou um rombo de mais de 600 milh&otilde;es de reais na BrT. O Citibank, um dos s&oacute;cios, cobra 300 milh&otilde;es de d&oacute;lares por supostos danos na Justi&ccedil;a dos Estados Unidos. <\/p>\n<p>Depois disso tudo, prop&otilde;e Dantas, os fundos de pens&atilde;o n&atilde;o s&oacute; lhe concedem um atestado de idoneidade, mas tamb&eacute;m se assumem co-autores de eventuais novos crimes. &Eacute; muito mais do que apenas passar uma borracha no passado, como j&aacute; aceitaram as funda&ccedil;&otilde;es. Na quarta 2, os representantes dos fundos disseram n&atilde;o. Mas n&atilde;o haver&aacute; nenhuma surpresa, caso venham a concordar com os termos propostos pelo Opportunity. As conversas foram retomadas na sexta 4. <\/p>\n<p>Impressiona, contudo, a posi&ccedil;&atilde;o de &aacute;rbitro da negocia&ccedil;&atilde;o que Dantas, acionista minorit&aacute;rio, assumiu. Que cartas o banqueiro tem nas m&atilde;os para controlar o jogo? <\/p>\n<p>Volta e meia, partes envolvidas na negocia&ccedil;&atilde;o falam em press&otilde;es do governo federal em favor da fus&atilde;o. Como revelou Samuel Possebon, da revista eletr&ocirc;nica Teletime News, certamente o jornalista mais bem informado a respeito do imbr&oacute;glio, o Citibank teria aceitado abrir m&atilde;o da a&ccedil;&atilde;o contra o Opportunity, em Nova York, por &ldquo;press&otilde;es pol&iacute;ticas&rdquo;. E o fez cerca de duas horas depois de ingressar com novas acusa&ccedil;&otilde;es contra o ex-parceiro na Corte norte-americana. Iguais press&otilde;es parecem mover os fundos na mesa de negocia&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>H&aacute; quem no governo enxergue na fus&atilde;o uma tacada em prol do desenvolvimento nacional. A cria&ccedil;&atilde;o de uma empresa de capital brasileiro forte no setor supostamente estimularia a contrata&ccedil;&atilde;o de fornecedores nativos. Refor&ccedil;aria mecanismos de pol&iacute;tica industrial e evitaria que a telefonia fosse dominada por estrangeiros. Um dos maiores defensores desta tese &eacute; o presidente do BNDES, Luciano Coutinho. <\/p>\n<p>As vantagens de bancar uma supertele nacional ainda est&atilde;o por ser provadas. Certa mesmo &eacute; a exist&ecirc;ncia de um conflito de interesses, caso fique absolutamente clara a interfer&ecirc;ncia do Pal&aacute;cio do Planalto. A Oi, maior benefici&aacute;ria da fus&atilde;o, &eacute; s&oacute;cia de uma empresa que tem entre seus acionistas F&aacute;bio Lula, filho do presidente da Rep&uacute;blica. &Eacute; um fato que, por si s&oacute;, exigiria a neutralidade do poder p&uacute;blico. <\/p>\n<p>Quais interesses movem as partes? E por que o banqueiro respons&aacute;vel pela montagem de um dossi&ecirc; contra figuras-chave da Rep&uacute;blica, um &ldquo;bandido&rdquo; na defini&ccedil;&atilde;o de muitos dos envolvidos nas negocia&ccedil;&otilde;es, parece contar com a ajuda de Bras&iacute;lia? O que Dantas tem na manga? E contra quem? <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Enquanto a m&iacute;dia consome papel, energia e tempo com o mais novo fact&oacute;ide da pra&ccedil;a, o Dossi&ecirc; FHC, prosseguem sem a aten&ccedil;&atilde;o devida as pantanosas negocia&ccedil;&otilde;es para a fus&atilde;o da Brasil Telecom e da Oi. Estas com potencial bem mais explosivo que a juntada de dados vazada &agrave; imprensa pelo senador tucano &Aacute;lvaro Dias. 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