{"id":20822,"date":"2008-04-01T12:39:56","date_gmt":"2008-04-01T12:39:56","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20822"},"modified":"2008-04-01T12:39:56","modified_gmt":"2008-04-01T12:39:56","slug":"observatorio-constata-que-meios-de-comunicacao-contribuem-para-violencia-contra-a-mulher","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20822","title":{"rendered":"Observat\u00f3rio constata que meios de comunica\u00e7\u00e3o contribuem para viol\u00eancia contra a mulher"},"content":{"rendered":"<p><span>A viol&ecirc;ncia contra a mulher encontra, tamb&eacute;m nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, marcas que a promovem. Para analisar a rela&ccedil;&atilde;o desses meios com a viol&ecirc;ncia em raz&atilde;o de g&ecirc;nero, a Anistia Internacional do Uruguai realizou o projeto &quot;Observat&oacute;rio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o sobre a viol&ecirc;ncia contra as mulheres&quot;. <\/p>\n<p><\/span><span>Os idealizadores do projeto, agora lan&ccedil;ado em texto, buscaram apresentar elementos &quot;que ajudem a refletir sobre o papel dos meios na promo&ccedil;&atilde;o de uma sociedade eq&uuml;itativa e que contribua para que se constituam em aliados fundamentais na promo&ccedil;&atilde;o de uma cultura de direitos humanos&quot;.<\/p>\n<p><\/span><span>No Uruguai, uma mulher morre a cada 9 dias em decorr&ecirc;ncia de crimes cometidos por seus parceiros, ou ex-parceiros. Como a Anistia entende que os meios de comunica&ccedil;&atilde;o t&ecirc;m uma import&acirc;ncia fundamental na difus&atilde;o e forma&ccedil;&atilde;o de opini&otilde;es, o projeto &eacute; um instrumento para que os comunicadores se coloquem como agentes das mudan&ccedil;as nas rela&ccedil;&otilde;es de g&ecirc;nero.<\/p>\n<p><\/span><span>Al&eacute;m disso, os meios t&ecirc;m capacidade e potencialidade para gerar reflex&atilde;o e t&ecirc;m um importante papel na divulga&ccedil;&atilde;o de mensagens e informa&ccedil;&atilde;o. &quot;A viol&ecirc;ncia contra as mulheres constitui uma das viola&ccedil;&otilde;es aos direitos humanos mais estendida e silenciada do mundo. Em todos os contextos, em tempos de paz e na guerra, as mulheres e as crian&ccedil;as s&atilde;o agredidas, maltratadas, intimidadas, discriminadas, assassinadas&quot;, disse o texto do Observat&oacute;rio.<\/p>\n<p><\/span><span>O Observat&oacute;rio analisou a rela&ccedil;&atilde;o de homens e mulheres com a not&iacute;cia percebendo os profissionais de comunica&ccedil;&atilde;o e como personagens da not&iacute;cia. No per&iacute;odo da pesquisa, os apresentadores das not&iacute;cias foram em 110 ocasi&otilde;es homens e em 95 mulheres. Os rep&oacute;rteres foram 27 homens e 23 mulheres. <\/p>\n<p><\/span><span>Quando a an&aacute;lise &eacute; feita com a fonte da mat&eacute;ria, no entanto, a disparidade entre o n&uacute;mero de homens e mulheres &eacute; muito maior; foram 161 participantes de reportagens como personagens, enquanto as mulheres foram apenas 50. O tratamento dado &agrave;s mulheres e aos homens &quot;personagens&quot; das entrevistas tamb&eacute;m &eacute; not&oacute;rio.<\/p>\n<p><\/span><span>Entre os homens, eles s&atilde;o o personagem central da not&iacute;cia em 90 mat&eacute;rias analisadas. S&atilde;o os porta-vozes de uma institui&ccedil;&atilde;o 29 vezes, emitem sua opini&atilde;o 19 vezes, participam de uma enquete popular em 16 ocasi&otilde;es e foram ouvidos como especialistas cinco vezes. Mesmo em mat&eacute;rias que as imagens deixam claro a participa&ccedil;&atilde;o feminina, os homens s&atilde;o sempre procurados como porta-vozes.<\/p>\n<p><\/span><span>J&aacute; as mat&eacute;rias feitas com as mulheres, revelam que essas s&atilde;o vistas como v&iacute;timas. O papel de v&iacute;tima serve apenas para dramatizar a mat&eacute;ria. Os jornalistas n&atilde;o aprofundam a &quot;rela&ccedil;&atilde;o de domina&ccedil;&atilde;o-subordina&ccedil;&atilde;o como ponto estruturante que habilita a viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero&quot;, disse o Observat&oacute;rio. Ao apenas afirmarem que &quot;um homem violou uma mulher&quot;, os comunicadores n&atilde;o se centram nos motivos fundamentais que permitem e perpetuam a viol&ecirc;ncia de g&ecirc;nero.<\/p>\n<p><\/span><span>As mulheres s&atilde;o chamadas majoritariamente para participarem de mat&eacute;rias que tenham opini&atilde;o popular, ou do cidad&atilde;o comum. Em 26,6% das vezes, elas s&atilde;o parte da mat&eacute;ria em fun&ccedil;&atilde;o de uma rela&ccedil;&atilde;o familiar, como m&atilde;e, esposa, av&oacute;. &quot;Do total de consultas a especialistas, s&oacute; 28% foram realizadas em mulheres&quot;, disse o relat&oacute;rio. Assim, a discrimina&ccedil;&atilde;o de g&ecirc;nero se perpetua nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o em hist&oacute;rias e personagens.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A viol&ecirc;ncia contra a mulher encontra, tamb&eacute;m nos meios de comunica&ccedil;&atilde;o, marcas que a promovem. Para analisar a rela&ccedil;&atilde;o desses meios com a viol&ecirc;ncia em raz&atilde;o de g&ecirc;nero, a Anistia Internacional do Uruguai realizou o projeto &quot;Observat&oacute;rio dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o sobre a viol&ecirc;ncia contra as mulheres&quot;. 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