{"id":20760,"date":"2008-03-25T14:31:55","date_gmt":"2008-03-25T14:31:55","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20760"},"modified":"2008-03-25T14:31:55","modified_gmt":"2008-03-25T14:31:55","slug":"parceria-com-eletronorte-viabiliza-projeto-para-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20760","title":{"rendered":"Parceria com Eletronorte viabiliza projeto Par\u00e1 Digital"},"content":{"rendered":"<p><span>Est&aacute; previsto para o in&iacute;cio de abril o lan&ccedil;amento do projeto Cidades Digitais do Par&aacute;, que marca a interioriza&ccedil;&atilde;o &ndash; e o in&iacute;cio concreto &ndash; do programa de estado digital paraense. <\/p>\n<p><\/span><span>O lan&ccedil;amento ser&aacute; em Marituba, cidade localizada na regi&atilde;o metropolitana de Bel&eacute;m, com a presen&ccedil;a da governadora Ana J&uacute;lia Carepa. No estado de quase sete milh&otilde;es de habitantes, a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; chegar inicialmente a pelo menos dois milh&otilde;es de pessoas, ou cerca de 28% da popula&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>O projeto Cidades Digitais integra o programa estadual NavegaPar&aacute;, lan&ccedil;ado em novembro de 2007, que inclui ainda a constru&ccedil;&atilde;o de infovias (estadual e a municipal em Bel&eacute;m) e a instala&ccedil;&atilde;o de telecentros para uso geral e de neg&oacute;cios. <\/p>\n<p><\/span><span>Para a primeira fase do Cidades Digitais, a estimativa &eacute; que 15 munic&iacute;pios recebam, at&eacute; agosto, sinal de internet atrav&eacute;s da infovia estadual que est&aacute; sendo estruturada. As cidades inclu&iacute;das s&atilde;o: Abaetetuba, Altamira, Barcarena, Bel&eacute;m, Itaituba, Jacund&aacute;, Marab&aacute;, Marituba, Pacaj&aacute;, Rur&oacute;polis, Santa Maria, Santar&eacute;m, Tail&acirc;ndia, Tucuru&iacute;, Uruar&aacute;. <\/p>\n<p><\/span><span>&quot;De forma direta, estaremos disponibilizando internet de alta velocidade a 2 milh&otilde;es de pessoas. E tamb&eacute;m telecentros para a&ccedil;&otilde;es de telemedicina e teleeduca&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de melhorar servi&ccedil;os j&aacute; existentes e oferecer novos &ndash; como a governan&ccedil;a eletr&ocirc;nica no interior&quot;, disse ao Guia das Cidades Digitais (www.guiadascidadesdigitais.com.br) o secret&aacute;rio de Desenvolvimento, Ci&ecirc;ncia e Tecnologia do Par&aacute;, Maur&iacute;lio Monteiro. <\/p>\n<p><\/span><span>Ele lembra que o objetivo final &eacute; reduzir a alta taxa de exclus&atilde;o digital do estado. &quot;Segundo o IBGE, cerca de 6% da popula&ccedil;&atilde;o paraense tem acesso ao computador, e apenas metade deste percentual utiliza a internet&quot;, informa. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Parceria com a Eletronorte<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Uma parceria estabelecida com a Eletronorte &eacute; ponto-chave do projeto paraense. Atrav&eacute;s da rede da companhia el&eacute;trica, que tem 1.800 quil&ocirc;metros de fibra &oacute;tica instalada, passar&aacute; o sinal de internet em dire&ccedil;&atilde;o &agrave;s suas subesta&ccedil;&otilde;es situadas nas &quot;portas&quot; das cidades, de onde ser&aacute; redistribu&iacute;do por WiMAX para dentro dos munic&iacute;pios. Cada um poder&aacute; ter uma banda de, no m&iacute;nimo, 6 Mbps.<\/p>\n<p><\/span><span>Na parceria, a Eletronorte contribuiu com a rede de fibra j&aacute; instalada, avaliada em quase R$ 1 bilh&atilde;o, e o governo do Estado investiu na amplia&ccedil;&atilde;o da capacidade dessa rede, adquirindo os equipamentos necess&aacute;rios. Cada uma das partes pode utilizar metade da capacidade total resultante da moderniza&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>Segundo o presidente da Empresa de Processamento de Dados do Estado do Par&aacute; (Prodepa), Renato Franc&ecirc;s, apenas nas cidades mais populosas &ndash; Bel&eacute;m, Marab&aacute; e Santar&eacute;m &ndash; a rede ser&aacute; de fibra, e n&atilde;o sem fio. Em Bel&eacute;m, isso j&aacute; &eacute; realidade: a Rede Metropolitana de Bel&eacute;m (MetroBel) se estende por cerca de 40 quil&ocirc;metros de fibra &oacute;ptica, ligando institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa, a uma velocidade de 1 Gbps.<\/p>\n<p><\/span><span>O compromisso do NavegaPar&aacute;, no qual o projeto de Cidades Digitais est&aacute; inserido, &eacute; interligar todas as secretarias e &oacute;rg&atilde;os estaduais e municipais, escolas p&uacute;blicas, delegacias, quart&eacute;is de pol&iacute;cia, hospitais e tamb&eacute;m algumas institui&ccedil;&otilde;es do terceiro setor das cidades aonde o programa chegar. Alguns &oacute;rg&atilde;os federais tamb&eacute;m ser&atilde;o iluminados, como institui&ccedil;&otilde;es de ensino e pesquisa.<\/p>\n<p><\/span><span>A conex&atilde;o das cidades paraenses se dar&aacute; segundo a l&oacute;gica de dois grandes eixos, a partir da capital (localizada no nordeste do Estado), explica Renato Franc&ecirc;s. No eixo que vai at&eacute; Marab&aacute; (sudeste do Estado), haver&aacute; 20 Gbps de banda. No que vai at&eacute; Santar&eacute;m, 10 Gbps, &quot;pois a fibra &oacute;tica neste peda&ccedil;o &eacute; mais antiga&quot;, especifica Franc&ecirc;s. J&aacute; h&aacute; um cronograma para conex&atilde;o das cidades: ap&oacute;s Marituba, vir&atilde;o Santa Maria e Tucuru&iacute;. A &uacute;ltima a ser conectada ser&aacute; Santar&eacute;m, em agosto.<\/p>\n<p><\/span><span>Tamb&eacute;m no &acirc;mbito do NavegaPar&aacute;, o projeto Infocentros instalar&aacute;, nos mesmos munic&iacute;pios, telecentros onde haver&aacute; capacita&ccedil;&atilde;o, forma&ccedil;&atilde;o e possibilidade de utiliza&ccedil;&atilde;o do computador e suas ferramentas. <\/p>\n<p><\/span><span>Os dois primeiros ser&atilde;o inaugurados em Marituba, nos bairros de Novo Horizonte e Decouville. No total, ser&atilde;o 100 Infocentros no estado. Destes, no m&aacute;ximo 10 ser&atilde;o na regi&atilde;o metropolitana de Bel&eacute;m, informa o presidente da Prodepa, caracterizando a inten&ccedil;&atilde;o de interiorizar ao m&aacute;ximo os Infocentros.<\/p>\n<p><\/span><span>Em sua maioria, os Infocentros ser&atilde;o geridos por organiza&ccedil;&otilde;es do terceiro setor. &quot;Nosso modelo utiliza majoritariamente parcerias com o terceiro setor (col&ocirc;nias de pescadores, associa&ccedil;&atilde;o de moradores, etc.), mediante conv&ecirc;nio. A gest&atilde;o &eacute; da comunidade, atrav&eacute;s de conselho gestor. J&aacute; as m&aacute;quinas, o acesso e a reforma do local s&atilde;o responsabilidade do governo do estado. S&oacute; onde n&atilde;o h&aacute; terceiro setor consolidado &eacute; que passsamos a gest&atilde;o do Infocentro para a prefeitura&quot;, detalha Franc&ecirc;s.<\/p>\n<p><\/span><span>Nos locais, al&eacute;m de computadores e acesso &agrave; internet, haver&aacute; tamb&eacute;m totens para acesso &agrave; delegacia virtual, emiss&atilde;o de segunda via de certid&otilde;es e de guias de impostos e matr&iacute;cula na rede estadual de ensino, entre outras op&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Modelo inspirado no de Porto Alegre<br \/><\/strong><br \/><\/span><span>O modelo que est&aacute; sendo adotado no Par&aacute;, com fibra &oacute;tica para grandes dist&acirc;ncias e rede sem fio para levar o sinal ao usu&aacute;rio final, se inspira no projeto de Porto Alegre, que leva sinal por fibra at&eacute; os bairros e, neles, redistribui por Wi-Fi. <\/p>\n<p><\/span><span>Para aproveitar a experi&ecirc;ncia j&aacute; acumulada pela equipe que implantou a iniciativa na capital ga&uacute;cha, o estado do Par&aacute; firmou parceria de coopera&ccedil;&atilde;o t&eacute;cnica com a Companhia de Processamento de Dados do Munic&iacute;pio de Porto Alegre (Procempa).<\/p>\n<p><\/span><span>&quot;No processo de implanta&ccedil;&atilde;o de sua rede, toda vez que o Par&aacute; necessitar de um t&eacute;cnico nosso, enviaremos uma pessoa para l&aacute;, disponibilizamos o conhecimento e a experi&ecirc;ncia que acumulamos. Ser&atilde;o os pr&oacute;prios t&eacute;cnicos que viveram, estudaram e implementaram o modelo de Porto Alegre&quot;, afirma o presidente da Procempa, Andr&eacute; Imar Kulczynski.<\/p>\n<p><\/span><span>Na &aacute;rea da educa&ccedil;&atilde;o, todas as escolas estaduais e muitas municipais ter&atilde;o acesso &agrave; internet de alta velocidade. Al&eacute;m dos impactos diretos no ensino, isso permitir&aacute; a realiza&ccedil;&atilde;o de v&iacute;deoconfer&ecirc;ncias para reuni&otilde;es entre os docentes do Estado, sem a necessidade de deslocamento entre as cidades.<\/p>\n<p><\/span><span>&quot;Cerca de 600 escolas, de um total de 920 escolas estaduais, ser&atilde;o conectadas &agrave; rede. A maioria dos laborat&oacute;rios de inform&aacute;tica dessas escolas j&aacute; est&aacute; pronta, por&eacute;m sem o acesso a internet. Muitos deles foram montados com equipamentos doados pelo Minist&eacute;rio da Educa&ccedil;&atilde;o (MEC), por&eacute;m est&atilde;o parados ou trancados. <\/p>\n<p><\/span><span>A falta de acesso comprometia fortemente os programas do MEC&quot;, relata Renato Franc&ecirc;s. Ele conta que a Secretaria de Educa&ccedil;&atilde;o do Par&aacute; se comprometeu a, antes da finaliza&ccedil;&atilde;o da instala&ccedil;&atilde;o da rede de fibra &oacute;tica, instalar laborat&oacute;rios de inform&aacute;tica nas escolas que ainda n&atilde;o t&ecirc;m, de modo que todas fiquem igualmente equipadas.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est&aacute; previsto para o in&iacute;cio de abril o lan&ccedil;amento do projeto Cidades Digitais do Par&aacute;, que marca a interioriza&ccedil;&atilde;o &ndash; e o in&iacute;cio concreto &ndash; do programa de estado digital paraense. 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