{"id":20716,"date":"2008-03-18T17:41:40","date_gmt":"2008-03-18T17:41:40","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20716"},"modified":"2008-03-18T17:41:40","modified_gmt":"2008-03-18T17:41:40","slug":"openxml-nao-pode-ser-utilizado-com-seguranca-por-nenhum-software-livre","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20716","title":{"rendered":"OpenXML n\u00e3o pode ser utilizado com seguran\u00e7a por nenhum Software Livre"},"content":{"rendered":"<p>Palavra do&nbsp; Software Freedom Law Center (<a href=\"http:\/\/www.softwarefreedom.org\/resources\/2008\/osp-gpl.html\" target=\"_blank\">http:\/\/www.softwarefreedom.org\/resources\/2008\/osp-gpl.html<\/a>), em an&aacute;lise publicada no &uacute;ltimo dia 12 de mar&ccedil;o. <\/p>\n<p>Significa que agora, na reta final de avalia&ccedil;&atilde;o do OpenXML, teremos que lidar finalmente com a quest&atilde;o mais inc&ocirc;moda: a propriedade intelectual, dizem os analistas, relegada a segundo plano de forma proposital durante o processo de avalia&ccedil;&atilde;o do OpenXML na ISO. <\/p>\n<p>Isso me faz lebrar que, em abril do ano passado, o tema propriedade intelectual tomou conta do fisl 8.0. <\/p>\n<p>Na &eacute;poca escrevi que &quot;um processo de radicaliza&ccedil;&atilde;o da propriedade intelectual est&aacute; acontecendo em v&aacute;rias camadas legilativas, talvez o front decisivo para o embate entre a supremacia da liberdade do mercado e a das liberdades individuais. <\/p>\n<p>Podemos estar diante de um divisor de &aacute;guas na maneira de como o poder econ&ocirc;mico na &aacute;rea de Tecnologia da Informa&ccedil;&atilde;o, que apostou todas as suas fichas no modelo propriet&aacute;rio, at&eacute; &agrave; d&eacute;cada de 80 realmente o mais rent&aacute;vel, est&aacute; reagindo ao refluxo em rela&ccedil;&atilde;o aos direitos individuais e &agrave;s liberdades individuais representados pelos movimento de software livre, cultura livre, espectro livre, entre outros. <\/p>\n<p>S&atilde;o muitas as frentes de batalhas: da licen&ccedil;a para o software livre, passando pela batalha do sistema de prote&ccedil;&atilde;o antic&oacute;pias para conte&uacute;dos digitais (o DRM), at&eacute; &agrave;s discuss&otilde;es sobre neutralidade da internet e liberdade no &acirc;mbito da WIPO, ALCA, OMC.<\/p>\n<p>A medida que o software livre se imp&otilde;e como modelo econ&ocirc;mico vi&aacute;vel e come&ccedil;a a interessar empresas como Sun, IBM, Google e at&eacute; a Microsoft, cresce a preocupa&ccedil;&atilde;o dos fundamentalistas em proteger as liberdades b&aacute;sicas do software livre &#8211; usar, copiar, modificar e distribuir.<\/p>\n<p>Onde est&atilde;o os perigos para o movimento do software livre? Nas brechas da GPL, explica Daniel Ravicher, diretor da Public Patent Foundation (Pubpat), diretor legal do Software Freedom Law Center e advogado respons&aacute;vel pela GPLv3. O medo maior est&aacute; na prote&ccedil;&atilde;o de patentes.<\/p>\n<p>&#8211; O que donos de patentes podem fazer com elas? Amea&ccedil;ar pessoas e empresas quanto a supostas infra&ccedil;&otilde;es &#8211; diz Ravicher.<\/p>\n<p>&Eacute; a estrat&eacute;gia do conhecido FUD (Fear, uncertainty, and doubt, Medo, incerteza e d&uacute;vida) levada &agrave;s &uacute;ltimas conseq&uuml;&ecirc;ncias. <\/p>\n<p>&#8211; Em 2006, houve um grande aumento de registro de patentes nos Estados Unidos. Bem maior que o boom de 1998, quando o governo americano tomou a decis&atilde;o de que software n&atilde;o deveria ser patente por si s&oacute;. Hoje, algo entre mil e 10 mil patentes de software s&atilde;o registradas por ano &#8211; explica Ravicher.<\/p>\n<p>E porque todos temem tanto esses processos, mesmo quando t&ecirc;m a certeza de que n&atilde;o feriram as leis? Porque eles custam caro. Ravicher conta que uma simples declara&ccedil;&atilde;o de um escrit&oacute;rio de advocacia americano dizendo que uma patente n&atilde;o foi violada pode custar U$ 40 mil. Se o processo prosseguir, o desembolso com a defesa ser&aacute; mil vezes maior. J&aacute; pensou como uma pequena produtora de software desembolsaria milh&otilde;es para se proteger?<\/p>\n<p>Por isso o acordo de prote&ccedil;&atilde;o de patentes entre a Microsoft e a Novell continua tirando o sono dos defensores das liberdades individuais. Nele, a Microsoft concordou em n&atilde;o reclamar direito de patente sobre qualquer tecnologia integrada ao Suse Linux, da Novell, em ambientes corporativos. Mas, ao fazer isto, em vez de encorajar o uso de redes interoper&aacute;veis, acendeu o sinal de alerta na comunidade de software livre.<\/p>\n<p>A interpreta&ccedil;&atilde;o mais extremada &eacute; a de que, com o acordo, a Novell reconhece ter violado patentes da Microsoft no Suse Linux. O que, no limite da legisla&ccedil;&atilde;o, pode dar &agrave; Microsoft direitos legais sobre o Linux. Exagero? Brad Smith, advogado-geral da Microsoft, acredita que &quot;quando esta d&eacute;cada terminar e olharmos em perspectiva, o acordo entre as empresas ter&aacute; sido um dos marcos mais significativos da d&eacute;cada para a propriedade intelectual&quot;.<\/p>\n<p>Onde est&aacute; a sa&iacute;da? Na vis&atilde;o t&eacute;cnica de Theo De Raadt, desenvolvedor do OpenBSD, est&aacute; em manter o c&oacute;digo Linux o mais puro poss&iacute;vel. Para Ravicher, no uso inteligente das patentes e licen&ccedil;as tamb&eacute;m por produtores de software livre a partir da GPLv3.<\/p>\n<p>Usar a GPL em defesa dos seus interesses sem ferir os da comunidade &eacute; o que j&aacute; fazem hoje v&aacute;rias empresas que se beneficiam da cadeia produtiva do software livre, como Google e Sun. A &uacute;ltima aproveitou o forum para anunciar que, at&eacute; junho, libera os seis milh&otilde;es de linhas de c&oacute;digo do Java sob a GPL.<\/p>\n<p>A Google usa e abusa dos princ&iacute;pios da computa&ccedil;&atilde;o distribu&iacute;da da web 2.0 para modificar o Linux e deixar que os outros se beneficiem das melhorias que faz, sem distribuir o software, j&aacute; que est&atilde;o rodando em computadores da pr&oacute;pria empresa. Por conta disso, n&atilde;o &eacute; obrigada a devolver para a comunidade todas as customiza&ccedil;&otilde;es que faz no sistema. E mesmo assim &eacute; uma das maiores contribuintes para o desenvolvimento do kernel do Linux.<\/p>\n<p>&#8211; Para a Google o Linux tem valor infinito. Nos permite ter nossa pr&oacute;pria bios e estrutura de arquivos. Estudamos como liberar mais c&oacute;digo bin&aacute;rio criado por nossos engenheiros. Certamente n&atilde;o estar&atilde;o entre o que &eacute; considerado segredo do neg&oacute;cio, como o software antispam do Gmail &#8211; comenta Rodrigo Damazio, engenheiro da empresa.<\/p>\n<p>De olho na converg&ecirc;ncia digital, a nova licen&ccedil;a se preocupa em cobrir outras obras autorais al&eacute;m do software, como dispositivos anti-DRM e mecanismos antes cobertos pela GPL Affero. Em uma das &uacute;ltimas palestras do fisl 8.0, Alexandre Oliva, co-fundador da Funda&ccedil;&atilde;o Software Livre Am&eacute;rica Latina, tentou convencer muitos dos c&eacute;ticos de que a GPLv3 pode ser a mais justas das lincen&ccedil;as open source criadas at&eacute; hoje. Mas h&aacute; diverg&ecirc;ncias a este respeito dentro da pr&oacute;pria comunidade.&quot;<\/p>\n<p>O texto parece mais atual que nunca.<\/p>\n<p>Os pr&oacute;ximos rounds continuam prometendo.&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Palavra do&nbsp; Software Freedom Law Center (http:\/\/www.softwarefreedom.org\/resources\/2008\/osp-gpl.html), em an&aacute;lise publicada no &uacute;ltimo dia 12 de mar&ccedil;o. 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