{"id":20666,"date":"2008-03-13T11:55:32","date_gmt":"2008-03-13T11:55:32","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20666"},"modified":"2008-03-13T11:55:32","modified_gmt":"2008-03-13T11:55:32","slug":"bittar-contesta-estudo-da-abta-bornhausen-critica-relator","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20666","title":{"rendered":"Bittar contesta estudo da ABTA; Bornhausen critica relator"},"content":{"rendered":"<p>O deputado Jorge Bittar (PT\/RJ) est&aacute; concluindo junto &agrave; sua equipe t&eacute;cnica a an&aacute;lise do estudo realizado pela Pezco que avaliou o impacto das pol&iacute;ticas de cotas de programa&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o propostas no substitutivo do deputado ao PL 29\/2007. Segundo a Pezco, a pol&iacute;tica poderia ocasionar uma press&atilde;o de custos sobre a programa&ccedil;&atilde;o (da ordem de R$ 3,2 bilh&otilde;es em quatro anos), o que se reflete no valor das assinaturas. Bittar rebate alguns pontos do estudo da Pezco. Diz que &eacute; um estudo com um vi&eacute;s claro que reflete os interesses de um grupo de empresas. &quot;N&atilde;o &eacute; errado que eles tenham uma posi&ccedil;&atilde;o como a que t&ecirc;m, mas n&atilde;o podem distorcer os fatos&quot;. <\/p>\n<p>Ao contrapor o estudo, ele argumenta que em nenhum momento foi considerado que o PL 29\/2007 prev&ecirc; mecanismos de fomento &agrave; produ&ccedil;&atilde;o de TV paga. &quot;Se somarmos o que est&aacute; previsto no projeto, mais o que existe hoje pelo Art. 39 da MP 2.228, mais o que poder&aacute; ser destinado pela Lei do Audiovisual, o setor de TV paga ter&aacute; cerca de R$ 500 milh&otilde;es ao ano para investimentos em produ&ccedil;&atilde;o nacional. Isso sem falar nos investimentos que n&oacute;s esperamos que as programadoras fa&ccedil;am em conte&uacute;dos brasileiros, mas que elas poder&atilde;o explorar em outros pa&iacute;ses&quot;. Bittar tamb&eacute;m diz que o estudo da Pezco n&atilde;o considera que boa parte da demanda por conte&uacute;do nacional poder&aacute; ser suprida por material j&aacute; existente ou que j&aacute; &eacute; produzido normalmente, sem a necessidade de novos investimentos.<\/p>\n<p><strong>Outras janelas<\/p>\n<p><\/strong>Outro ponto contestado por Bittar &eacute; o fato de que o estudo da Pezco n&atilde;o considera a possibilidade de que o conte&uacute;do produzido para atender a pol&iacute;tica de cotas de programa&ccedil;&atilde;o possa ser amortizado em outras janelas ou mesmo exportado. &quot;N&atilde;o me venham dizer que o conte&uacute;do brasileiro n&atilde;o tem valor internacional por conta da l&iacute;ngua. Se fosse assim, n&atilde;o ter&iacute;amos tantas novelas sendo vendidas para o exterior&quot;. Bittar tamb&eacute;m est&aacute; convicto de que a abertura do mercado de TV paga &agrave;s empresas de telecomunica&ccedil;&otilde;es impulsionar&aacute; o crescimento do setor, ajudando a amortizar eventuais custos adicionais na produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos nacionais.<\/p>\n<p>Por fim, Bittar diz que pretende publicar uma nota comentando oficialmente o estudo da Pezco. O deputado afirma que os exemplos do Canad&aacute; e Austr&aacute;lia usados pela consultoria como fracassos da pol&iacute;tica de cotas s&atilde;o ruins. &quot;O fato de o Canad&aacute; ter perdido base do seu mercado de TV paga a partir de 2000 n&atilde;o est&aacute; necessariamente ligado &agrave; pol&iacute;tica de cotas. O mercado norte-americano, que n&atilde;o tem cotas, e mesmo o brasileiro, que tamb&eacute;m n&atilde;o tem ainda uma pol&iacute;tica de cotas, perderam base no come&ccedil;o da d&eacute;cada. E os fatores para isso foram crise financeira no mundo e explos&atilde;o do uso da internet&quot;, diz o deputado. Ele lembra ainda que no caso australiano, o mercado continuou crescendo mesmo com a pol&iacute;tica de cotas. <\/p>\n<p><strong>Autor do PL 29\/2007 se diz insatisfeito com projeto<\/p>\n<p><\/strong>O deputado Paulo Bornhausen (DEM\/SC), autor do PL 29\/2007, que cria novas regras para TV paga, est&aacute; insatisfeito com o trabalho do relator, deputado Jorge Bittar (PT\/RJ). Segundo Bornhausen, o projeto original foi completamente desvirtuado desde o in&iacute;cio da tramita&ccedil;&atilde;o. &quot;Se eu n&atilde;o for ouvido, se a oposi&ccedil;&atilde;o n&atilde;o tiver alguma voz nesse processo, posso retirar o PL 29\/2007&quot;. Na pr&aacute;tica, a amea&ccedil;a de Bornhausen n&atilde;o ter&aacute; grandes efeitos se for levada adiante. O projeto tramita com o n&uacute;mero do texto escrito por Paulo Bornhausen apenas por uma quest&atilde;o regimental, mas como h&aacute; outros tr&ecirc;s projetos sobre o mesmo tema apensados, mesmo que se retire o projeto original os demais permanecem tramitando. Haver&aacute; apenas a mudan&ccedil;a no n&uacute;mero. Al&eacute;m disso, por j&aacute; ter sido aprovado na comiss&atilde;o de desenvolvimento econ&ocirc;mico, os deputados da comiss&atilde;o teriam que concordar com sua retirada de pauta. <\/p>\n<p>&quot;O grande problema do substitutivo do deputado Bittar &eacute; que ele mistura conte&uacute;do e tecnologia, sempre com um forte car&aacute;ter ideol&oacute;gico. Al&eacute;m disso, ele regride na quest&atilde;o tribut&aacute;ria criando novas taxas&quot;, diz o deputado. &quot;O PT est&aacute; se isolando nesta discuss&atilde;o&quot;, diz Bornhausen. Bittar retruca: &quot;Acho que o deputado Julio Semeghini (PSDB\/SP), que &eacute; da oposi&ccedil;&atilde;o, pode dizer se estamos ou n&atilde;o mantendo di&aacute;logo com todos os setores. Quem est&aacute; evitando participar do debate sempre que &eacute; chamado &eacute; o deputado Bornhausen&quot;, rebate Bittar.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O deputado Jorge Bittar (PT\/RJ) est&aacute; concluindo junto &agrave; sua equipe t&eacute;cnica a an&aacute;lise do estudo realizado pela Pezco que avaliou o impacto das pol&iacute;ticas de cotas de programa&ccedil;&atilde;o que est&atilde;o propostas no substitutivo do deputado ao PL 29\/2007. 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