{"id":20659,"date":"2008-03-12T14:48:59","date_gmt":"2008-03-12T14:48:59","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20659"},"modified":"2014-09-07T02:55:09","modified_gmt":"2014-09-07T02:55:09","slug":"o-ensino-de-jornalismo-entre-a-honestidade-e-o-merchandising","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20659","title":{"rendered":"O ensino de Jornalismo entre a honestidade e o merchandising"},"content":{"rendered":"<p><span>Os alunos de uma disciplina do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da Escola de Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes entrevistaram, em 1997, o jornalista Fernando Salgado, que na &eacute;poca era o respons&aacute;vel pelo jornal &ldquo;O Metal&uacute;rgico&rdquo; do Sindicato dos Metal&uacute;rgicos de S&atilde;o Paulo. Os p&oacute;s-graduandos ficaram surpresos com a honestidade e veem&ecirc;ncia do editor do mencionado peri&oacute;dico sindical. Ele classificou a sua atividade como marketing ideol&oacute;gico e n&atilde;o como jornalismo, porque s&oacute; lhe interessava o lado dos trabalhadores.<\/p>\n<p><\/span><span>Essa lembran&ccedil;a vem a prop&oacute;sito da mat&eacute;ria de Henrique Costa, publicada no sitio do <em><a href=\"http:\/\/localhost\/intervozes_direitoacomunicacao\/wordpress\/?p=20572\">Observat&oacute;rio&nbsp;do Direito &agrave; Comunica&ccedil;&atilde;o<\/a><\/em>, Presen&ccedil;a de empresas de m&iacute;dia no curso de jornalismo da USP gera rea&ccedil;&atilde;o dos alunos. Os desdobramentos que podem ser extra&iacute;dos do conte&uacute;do e da edi&ccedil;&atilde;o dessa mat&eacute;ria s&atilde;o t&atilde;o ricos quanto a posi&ccedil;&atilde;o clara e &eacute;tica de Fernando Salgado e de sua obra sindical, apesar da oposi&ccedil;&atilde;o de comportamento dos dois profissionais.<\/p>\n<p><\/span><span>Pela abertura do citado coment&aacute;rio, termo que aqui se usa na acep&ccedil;&atilde;o dos estudos de g&ecirc;nero de Manuel Chaparro, &eacute; poss&iacute;vel verificar que a pauta da referida mat&eacute;ria n&atilde;o foi pesquisada e que havia uma clara inten&ccedil;&atilde;o de demonizar a &ldquo;parceria&rdquo; que foi explorada no texto. <\/span><span>Uma das acusa&ccedil;&otilde;es que consta da costura dos argumentos &eacute; que as m&iacute;dias alternativas n&atilde;o est&atilde;o presentes na estrutura do curso de Jornalismo da ECA. Para demonstrar que n&atilde;o houve cuidado em contextualizar o tema, &eacute; preciso citar, como exemplo de que esse tipo de afirma&ccedil;&atilde;o n&atilde;o &eacute; sustent&aacute;vel, a entrevista com o pr&oacute;prio Salgado. Ela faz parte do livro &ldquo;Edi&ccedil;&atilde;o no Jornalismo Impresso&rdquo; (Edicon\/ECA-USP\/NJC, 1998).<\/p>\n<p>Faltou, tamb&eacute;m,&nbsp; constar da mat&eacute;ria as tentativas feita pelo Departamento de Jornalismo e Editora&ccedil;&atilde;o da ECA, nos &uacute;ltimos cinco anos, para reativar discuss&otilde;es importantes para a forma&ccedil;&atilde;o dos jornalistas, que teve em seu curr&iacute;culo, at&eacute; meados da d&eacute;cada de 80,&nbsp; disciplinas como &ldquo;Jornalismo Sindical&rdquo;, &ldquo;Jornalismo Comunit&aacute;rio&rdquo; e &ldquo;Folkcomunica&ccedil;&atilde;o&rdquo;. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Estudo de Caso<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Atualmente a estrutura curricular do curso de Jornalismo da ECA optou por discutir Jornalismo e n&atilde;o M&iacute;dia, o que justifica a exist&ecirc;ncia das disciplinas de Estudos de Caso (Jornalismo Televisionado, a Imprensa Di&aacute;ria, Jornalismo Radiof&ocirc;nico, Jornalismo Social, Jornalismo e Pol&iacute;ticas P&uacute;blicas, Imprensa Semanal). <\/p>\n<p><\/span><span>Este detalhe, ponto fundamental na constru&ccedil;&atilde;o do curr&iacute;culo, n&atilde;o foi discutido na mat&eacute;ria, contrariando a pr&aacute;tica jornal&iacute;stica que recomenda a apresenta&ccedil;&atilde;o de contextos claros e precisos para fornecer aos leitores a perspectiva que deu origem ao fato jornal&iacute;stico. Pelo menos &eacute; isso que pregam os manuais e livros dedicados &agrave; argumenta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p><\/span><span>A mat&eacute;ria, al&eacute;m de sonegar as origens hist&oacute;ricas da colabora&ccedil;&atilde;o das empresas e organiza&ccedil;&otilde;es (Folha de S. Paulo, Editora Globo, Abril, TV Globo, Andi e Anjos), d&aacute; &agrave;s disciplinas uma dimens&atilde;o que elas n&atilde;o t&ecirc;m na grade curricular. <\/p>\n<p><\/span><span>Historicamente, a primeira experi&ecirc;ncia da rela&ccedil;&atilde;o empresa\/escola, na ECA, aconteceu em 1987, quando a Folha cedeu o jornalista Cl&aacute;udio Abramo para ministrar um curso que tratou de edi&ccedil;&atilde;o jornal&iacute;stica. Portanto, n&atilde;o se confirma a afirma&ccedil;&atilde;o de crise de identidade alardeada pela mat&eacute;ria. Essa experi&ecirc;ncia, que j&aacute; conta mais de 20 anos, est&aacute; sendo aprimorada e &eacute; uma identidade da estrutura. O projeto que teve o menor tempo de planejamento foi o de Jornalismo Social, que come&ccedil;ou a ser discutido no dia 04.08.2004 e foi ministrado pela primeira vez no segundo semestre de 2007, como curso de extens&atilde;o gratuito e ser&aacute; disciplina optativa no segundo semestre de 2008. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Onde mora o problema?<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Outro ponto n&atilde;o contemplado na mat&eacute;ria foi a informa&ccedil;&atilde;o de que as disciplinas optativas livres n&atilde;o fazem parte do n&uacute;cleo duro da forma&ccedil;&atilde;o do aluno de jornalismo. A consulta &agrave; grade curricular, mesmo que feita superficialmente, demonstrar&aacute; que esse tipo de disciplina corresponde a 11,22% do total da carga hor&aacute;ria. As disciplinas mencionadas na mat&eacute;ria, s&atilde;o complementares e concorrem com mais de uma centena de disciplinas optativas da &aacute;rea de ci&ecirc;ncias humanas oferecidas aos alunos da Universidade . O cerne da constru&ccedil;&atilde;o do saber na &aacute;rea est&aacute; na articula&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos das disciplinas obrigat&oacute;rias, dispostas em um desenho curricular elaborado e fundamentado de acordo com par&acirc;metros cient&iacute;ficos.&nbsp;<\/p>\n<p>Atentando para princ&iacute;pios recomendados por C&eacute;sar Coll, h&aacute; um esfor&ccedil;o para que esse desenho curricular se transforme em verdadeiro instrumento de trabalho e de indaga&ccedil;&atilde;o, que se consubstancia na oportunidade de os alunos criarem, exercitarem e exercerem a cr&iacute;tica em rela&ccedil;&atilde;o ao mercado e ao que lhes &eacute; ensinado. Em outras palavras, o aluno est&aacute; em sintonia com a sua&nbsp; forma&ccedil;&atilde;o cr&iacute;tica e tem nas disciplinas optativas o campo de verifica&ccedil;&atilde;o das teorias e, no feedback dessa verifica&ccedil;&atilde;o, as indaga&ccedil;&otilde;es que d&atilde;o vida &agrave; teoria. N&atilde;o se trata, pois, de uma via de m&atilde;o &uacute;nica. <\/p>\n<p><\/span><span>Este desenho significa que o curr&iacute;culo de Jornalismo da ECA n&atilde;o trabalha com a perspectiva de adestramento. N&atilde;o tem f&oacute;rmulas prontas porque n&atilde;o considera est&aacute;tico o mercado, na sua acep&ccedil;&atilde;o ampla. E n&atilde;o entende o Jornalismo como mera m&iacute;dia, mas como uma manifesta&ccedil;&atilde;o do direito fundamental do cidad&atilde;o que ser&aacute; alimentada pelos seus egressos. Talvez esteja a&iacute; a grande diferen&ccedil;a entre a forma&ccedil;&atilde;o proporcionada pelo curso de Jornalismo da ECA e algumas escolas cuja administra&ccedil;&atilde;o est&aacute; voltada ao atendimento exclusivo das necessidades do mercado ou subordinada a princ&iacute;pios ideol&oacute;gicos reducionistas. <\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Uma organiza&ccedil;&atilde;o curricular aberta e participativa, como a que foi brevemente descrita, s&oacute; pode ser mantida quando o corpo docente recha&ccedil;a a vis&atilde;o de ensino como forma de moldar mentes para a aceita&ccedil;&atilde;o de conceitos com prop&oacute;sitos determinados. Os estudantes que contam com estruturas similares s&atilde;o incentivados a aprimorar a vis&atilde;o cr&iacute;tica da sociedade, do mercado e do capital, sem os filtros ideol&oacute;gicos que castram a capacidade de questionamento dos fatos.&nbsp; <\/p>\n<p><\/span><span>Outro equ&iacute;voco que deve ser apontado na mat&eacute;ria &eacute; a imprecis&atilde;o do acordo entre a institui&ccedil;&atilde;o e as empresas e organiza&ccedil;&otilde;es. N&atilde;o h&aacute; uma parceria, no sentido amplo do termo. O que se faz &eacute; um convite onde a receptora (ECA) se mant&eacute;m fiel &agrave; sua meta de formar jornalistas e a outra parte (empresas e organiza&ccedil;&otilde;es) concorda em ceder parte de sua capacidade produtiva para que os prop&oacute;sitos de ensino projetados sejam alcan&ccedil;ados. &Eacute; poss&iacute;vel que existam dificuldades administrativas para a implementa&ccedil;&atilde;o de similar estrutura em cursos privados. As rela&ccedil;&otilde;es de lucro entre as duas entidades poderiam tornar a oferta de disciplinas optativas onerosa, e poderiam contrariar os projetos acad&ecirc;mico e pedag&oacute;gico&nbsp; criados&nbsp;para atender principalmente &agrave;s metas econ&ocirc;mico-financeiras impostas pela institui&ccedil;&atilde;o banc&aacute;ria que garante a manuten&ccedil;&atilde;o da institui&ccedil;&atilde;o de ensino.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Teoria da conspira&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>A mat&eacute;ria contamina o leitor levando-o a acreditar na exist&ecirc;ncia de uma conspira&ccedil;&atilde;o que tem o curso de jornalismo da ECA como &ldquo;parceiro&rdquo; das grandes institui&ccedil;&otilde;es de comunica&ccedil;&atilde;o. Seria desgastante apresentar os fatos da hist&oacute;ria recente do pa&iacute;s em que alunos e professores do curso de Jornalismo da ECA constam como atores na luta contra a ditadura e a favor das liberdades de informa&ccedil;&atilde;o e opini&atilde;o, justamente porque faz parte do DNA dessa institui&ccedil;&atilde;o a defesa intransigente da democracia e da pluralidade de opini&otilde;es.<\/p>\n<p><\/span><span>Na angula&ccedil;&atilde;o do tema, o autor da mat&eacute;ria poderia ter usado os instrumentos da pr&oacute;pria USP para requerer o fechamento do curso, como foi sugerido em duas ocasi&otilde;es do texto. &Eacute; poss&iacute;vel que a cruzada, encetada pelo autor, tivesse maior &ecirc;xito se, por exemplo, recorresse&nbsp; ao &ldquo;C&oacute;digo de &Eacute;tica&rdquo; que, no pre&acirc;mbulo, afirma que a &ldquo;USP adota os princ&iacute;pios indissoci&aacute;veis aprovados pela Associa&ccedil;&atilde;o Internacional de Universidades, convocada pela Unesco em 1950 e em 1998, a saber:1) o direito de buscar conhecimento por si mesmo e de persegui-lo at&eacute; onde a procura da verdade possa conduzir;2) a toler&acirc;ncia em rela&ccedil;&atilde;o a opini&otilde;es divergentes e a liberdade em face de qualquer interfer&ecirc;ncia pol&iacute;tica;3) a obriga&ccedil;&atilde;o, enquanto institui&ccedil;&atilde;o social, de promover, mediante o ensino e a pesquisa, os princ&iacute;pios de liberdade e justi&ccedil;a, dignidade humana e solidariedade, e de desenvolver ajuda m&uacute;tua, material e moral, em n&iacute;vel internacional.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span><span>Para n&atilde;o ferir o mencionado C&oacute;digo de &Eacute;tica, outras ila&ccedil;&otilde;es constantes do texto publicado n&atilde;o ser&atilde;o comentadas. Com sabedoria, a Universidade de S&atilde;o Paulo recomenda que &ldquo;a rela&ccedil;&atilde;o com os demais profissionais da &aacute;rea deve basear-se no respeito m&uacute;tuo e na independ&ecirc;ncia profissional de cada um, buscando sempre o interesse profissional&rdquo; (Art. 18)<\/p>\n<p>Jos&eacute; Coelho Sobrinho &eacute; coordenador do curso de Jornalismo da ECA-USP.<br \/><\/span><span><em><br \/>*&nbsp;<\/em><\/span><\/p>\n<p><span><u><strong>Nota do rep&oacute;rter Henrique Costa<\/p>\n<p><\/strong><\/u><\/span><span><em>&Eacute; importante ressaltar que o foco da mat&eacute;ria &eacute;, sobretudo, as opini&otilde;es dos alunos, e delas se extraem as conclus&otilde;es apresentadas. N&atilde;o h&aacute;, portanto, qualquer semelhan&ccedil;a com marketing ideol&oacute;gico, neste caso.<br \/><\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em>Antes das ofensas, o professor Coelho deveria responder por qu&ecirc; afirmou &agrave; reportagem que s&atilde;o os professores os &ldquo;respons&aacute;veis&rdquo; por definir o programa da disciplina, quando os alunos e a pr&oacute;pria Globo afirmam o contr&aacute;rio.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em><br \/>A mat&eacute;ria deixa expl&iacute;cito que os alunos n&atilde;o s&atilde;o obrigados a cursar as disciplinas.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em><br \/>N&atilde;o faz sentido a afirma&ccedil;&atilde;o de que o termo &ldquo;parceria&rdquo; &eacute; impreciso. Mesmo que consideremos a defini&ccedil;&atilde;o do professor Coelho, h&aacute; um claro acordo no qual duas organiza&ccedil;&otilde;es se unem para um objetivo comum. Como se chama isso, se n&atilde;o uma parceria?<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em><br \/>O professor Coelho sugere que este autor tenha, deliberadamente, atentado contra a hist&oacute;ria da institui&ccedil;&atilde;o. Se o professor acredita que a crise da universidade n&atilde;o atinge a sua unidade, ou mesmo n&atilde;o existe crise, tenho liberdade para questionar.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em><br \/>&Eacute; bom esclarecer que este autor n&atilde;o sugere em momento algum o fechamento do curso, mas apenas reproduz coment&aacute;rios de uma fonte claramente identificada.<\/em><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span><em><br \/>Sobre o citado &ldquo;C&oacute;digo de &Eacute;tica&rdquo; da USP, n&atilde;o h&aacute; nada a se comentar, apenas que, enquanto universidade p&uacute;blica, seus encaminhamentos e objetivos est&atilde;o pass&iacute;veis ao questionamento de qualquer cidad&atilde;o. Mas parece que nem mesmo a comunidade universit&aacute;ria tem tido acesso a esse debate.<\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Os alunos de uma disciplina do programa de p&oacute;s-gradua&ccedil;&atilde;o da Escola de Comunica&ccedil;&otilde;es e Artes entrevistaram, em 1997, o jornalista Fernando Salgado, que na &eacute;poca era o respons&aacute;vel pelo jornal &ldquo;O Metal&uacute;rgico&rdquo; do Sindicato dos Metal&uacute;rgicos de S&atilde;o Paulo. Os p&oacute;s-graduandos ficaram surpresos com a honestidade e veem&ecirc;ncia do editor do mencionado peri&oacute;dico sindical. Ele &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20659\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">O ensino de Jornalismo entre a honestidade e o merchandising<\/span> <span class=\"meta-nav\">&rarr;<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[42],"tags":[56],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20659"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20659"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20659\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":27821,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20659\/revisions\/27821"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20659"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20659"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20659"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}