{"id":20657,"date":"2008-03-12T13:02:04","date_gmt":"2008-03-12T13:02:04","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20657"},"modified":"2008-03-12T13:02:04","modified_gmt":"2008-03-12T13:02:04","slug":"novos-rumos-para-a-imprensa-alternativa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20657","title":{"rendered":"Novos rumos para a imprensa alternativa"},"content":{"rendered":"<p><span>S&atilde;o Paulo. Dia 8 de mar&ccedil;o. Nas ruas do centro da cidade, militantes realizam uma marcha em comemora&ccedil;&atilde;o ao dia internacional das mulheres. <\/p>\n<p><\/span><span>Sem o mesmo agito, no Maksoud Plaza, hotel de luxo a uma quadra da Avenida Paulista, jornalistas (com predom&iacute;nio absoluto dos homens) da imprensa alternativa (ou de esquerda como muitos preferem) passam o dia conversando, sem uma pauta pr&eacute;-definida, sobre a situa&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o no pa&iacute;s e no mundo. <\/p>\n<p><\/span><span>O encontro, na avalia&ccedil;&atilde;o do professor Bernardo Kucinski, autor de Jornalistas e Revolucion&aacute;rios &ndash; Nos tempos da Imprensa Alternativa e ex-funcion&aacute;rio da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, foi hist&oacute;rico. Disse ele que jamais participou de uma iniciativa como aquela em 40 anos de carreira jornal&iacute;stica. <\/p>\n<p><\/span><span>No sal&atilde;o refrigerado, 42 jornalistas, professores ou simplesmente pessoas atuantes na &aacute;rea das comunica&ccedil;&otilde;es, de diferentes regi&otilde;es do Brasil, expuseram suas id&eacute;ias e contaram seus casos, de vit&oacute;rias e derrotas.<\/p>\n<p><\/span><span>A concentra&ccedil;&atilde;o era de personalidades do eixo Rio Grande do Sul &ndash; S&atilde;o Paulo &ndash; Rio de Janeiro, com a exce&ccedil;&atilde;o de Ermano Allegri, da Ag&ecirc;ncia de Informa&ccedil;&atilde;o Frei Tito para Am&eacute;rica Latina (Adital), que destacou a import&acirc;ncia de envolver outras regi&otilde;es do pa&iacute;s, especialmente do Norte e Nordeste, nas pr&oacute;ximas conversas, reais e virtuais. <\/p>\n<p><\/span><span>Ao fim, ap&oacute;s interven&ccedil;&atilde;o do jornalista Altamiro Borges, do portal Vermelho, ficou acertado que o encontro resultaria na elabora&ccedil;&atilde;o de um relato (realizado por Fl&aacute;vio Aguiar) a ser compartilhado entre todos os participantes. A partir desse relato, seria produzia uma carta, cujo destinat&aacute;rio n&atilde;o foi definido (pode ser o governo, o presidente ou a sociedade em geral). Tamb&eacute;m formou-se uma comiss&atilde;o executiva para pensar a pr&oacute;xima reuni&atilde;o, que deve ocorrer no Rio de Janeiro.<\/p>\n<p><\/span><span>Esses foram os resultados concretos.<\/p>\n<p><\/span><span>No ar, ficou a id&eacute;ia de uma articula&ccedil;&atilde;o institucional dos alternativos, como resultado da evolu&ccedil;&atilde;o do processo, a Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de M&iacute;dia Alternativa (Asbrama). <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Tamb&eacute;m muito se falou na necessidade de utilizar a internet para fortalecer a atividade de todos, e tamb&eacute;m na necessidade de aproxima&ccedil;&atilde;o com emissoras de r&aacute;dio e TV. Outro tema que dominou o di&aacute;logo foi a forma&ccedil;&atilde;o dos jornalistas. <\/span><span><strong>&nbsp;<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span><strong>Um encontro assim seria impens&aacute;vel anos atr&aacute;s?<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Considerando o fato de as iniciativas feitas pelo Intervozes para articular a imprensa alternativa n&atilde;o terem avan&ccedil;ado, a resposta &eacute;: sim. O coletivo realizou um semin&aacute;rio com grande p&uacute;blico no F&oacute;rum Social Brasileiro, em Belo Horizonte, para justamente debater caminhos conjuntos para os ve&iacute;culos alternativos. Na seq&uuml;&ecirc;ncia, foram organizadas reuni&otilde;es &ndash; algumas ocorreram -, montou-se uma lista de discuss&atilde;o, elencou-se a&ccedil;&otilde;es objetivas, mas o esfor&ccedil;o n&atilde;o apontou para converg&ecirc;ncias.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>O que mudou de l&aacute; para c&aacute;, na minha avalia&ccedil;&atilde;o, &eacute; a expectativa que tinham todos esses ve&iacute;culos em rela&ccedil;&atilde;o ao governo Lula. Em sua maior parte, apoiadores do projeto de poder que levou o Partido dos Trabalhadores (PT) &agrave; presid&ecirc;ncia, acreditavam que o governo desenvolveria algum programa para democratizar as verbas de publicidade, que engordam os cofres da imprensa e da m&iacute;dia comercial. Isso n&atilde;o ocorreu, e boa parte dos ve&iacute;culos vivem &agrave; m&iacute;ngua, em xeque. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A prova disso que digo &eacute; o fato de o encontro de s&aacute;bado ter sido chamado pelo advogado Joaquim Palhares, um empres&aacute;rio comprometido com as causas sociais, petista hist&oacute;rico, que fez da Carta Maior a mais importante experi&ecirc;ncia recente de produ&ccedil;&atilde;o de jornalismo alternativo. Carta Maior n&atilde;o sobreviveu &agrave; falta de anunciantes e apoio e, no final do ano passado, desarticulou sua profissional reda&ccedil;&atilde;o, que contava com gente do primeiro time da comunica&ccedil;&atilde;o brasileira. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A derrocada de Carta Maior, que permanece no ar desfigurada de seu projeto de reportagens, &eacute; semelhante a de outras publica&ccedil;&otilde;es. Allegri, na reuni&atilde;o, destacou que a Adital teria recursos suficientes para sobreviver por no m&aacute;ximo mais seis meses. Outras experi&ecirc;ncias encontram-se na mesma fronteira.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Isso, no entanto, n&atilde;o fez com que o debate se concentrasse apenas em formas de garantir remunera&ccedil;&atilde;o a esses projetos, mas esse tema tenha surgiu em v&aacute;rios momentos da discuss&atilde;o. &Eacute; importante que isso seja debatido, mas &eacute; fundamental tamb&eacute;m que esse debate venha acompanhado da id&eacute;ia de independ&ecirc;ncia. Os ve&iacute;culos alternativos precisam, acima de tudo, de independ&ecirc;ncia editorial. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>A agenda, a m&iacute;dia e a democracia<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Essa dif&iacute;cil situa&ccedil;&atilde;o poderia engendrar um processo rancoroso. Por isso, surpreendeu-me que n&atilde;o tenha sido um encontro de exclusiva contraposi&ccedil;&atilde;o &agrave; grande imprensa (ou &agrave; m&iacute;dia burguesa no jarg&atilde;o classista), o que seria at&eacute; normal, considerando o clima de flaxflu que marca o debate contempor&acirc;neo.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Ainda que essa contraposi&ccedil;&atilde;o &ndash; capitaneada nos &uacute;ltimos tempos por Paulo Henrique Amorim (contraditoriamente funcion&aacute;rio da TV Record, a que mais cresce no Brasil) e seu discurso simplificante &ndash; encontre partid&aacute;rios entre os alternativos, as bandeiras desfraldadas foram muitas e as abordagens m&uacute;ltiplas. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Muito se falou na agenda. Ou seja, nos temas que s&atilde;o recorrentemente abordados e debatidos no espa&ccedil;o p&uacute;blico por obra dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. Da necessidade de se construir uma agenda alternativa. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Acho esse um excelente debate, desde que venha no plural: constru&ccedil;&atilde;o de agendas. O resto &eacute; o velho choque de agenda que marca a rela&ccedil;&atilde;o entre m&iacute;dia e poder, com pequenas varia&ccedil;&otilde;es. A constru&ccedil;&atilde;o de uma pauta alternativa, no entanto, &eacute; assuntos dos mais importantes. Mas essa pauta s&oacute; ir&aacute; emergir de um debate radicalmente cr&iacute;tico, n&atilde;o do choque de teses. Liberdade &eacute; a palavra-chave. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Coube ao jornalista Cl&aacute;udio Cerri a mais inovadora leitura sobre a crise da agenda neoliberal. Em sua avalia&ccedil;&atilde;o, os ve&iacute;culos de comunica&ccedil;&atilde;o privados n&atilde;o mais querem impor uma agenda para a sociedade, mas sim impedir que sua agenda superada seja varrida do mapa.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;O que n&atilde;o &eacute; o mercado &eacute; corrup&ccedil;&atilde;o&rdquo;, sintetizou Cerri. O problema, no entanto, &eacute; o quanto essa agenda foi internalizada, em processos do estado brasileiro, por obra do pr&oacute;prio governo Lula, e seu pragmatismo. Nesse caso, n&atilde;o h&aacute; choque de agendas, mas sim converg&ecirc;ncia de expectativas. E isso a imprensa alternativa deveria apontar.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Andr&eacute; Singer, que foi secret&aacute;rio de imprensa do governo Lula, falou da import&acirc;ncia de um jornalismo de esquerda cr&iacute;tico e apartid&aacute;rio. Na sala, havia bons e nanicos exemplos disso. &ldquo;A imprensa &eacute; conservadora mas n&atilde;o antidemocr&aacute;tica&rdquo;, disse.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>A frase de Singer, al&eacute;m de desbancar a tese de golpismo, aponta para o futuro. Aos alternativos, resta serem democr&aacute;ticos e progressistas, contribuindo para que o debate p&uacute;blico avance. Isso, num cen&aacute;rio de adensamento informativo, requer meios. Ou seja, &eacute; preciso ser grande. Alternativo n&atilde;o &eacute; sin&ocirc;nimo de nanico, n&atilde;o precisa ser.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Internet, juventude e o discurso p&oacute;s-moderno<\/strong><\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>O encontro demonstrou que h&aacute;, hoje, mais que ontem, uma disposi&ccedil;&atilde;o dos alternativos de abdicar de cacoetes discursivos que impedem a amplia&ccedil;&atilde;o do debate e, conseq&uuml;entemente, limitam o papel desses meios no espa&ccedil;o p&uacute;blico. Na era do estilha&ccedil;ado, em que a realidade projeta-se atrav&eacute;s de um prisma de possibilidades, a unidade de a&ccedil;&atilde;o (&ldquo;frente ampla&rdquo;) tornou-se <em>old fashion<\/em>.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>No s&aacute;bado, a id&eacute;ia de uma s&oacute; voz foi substitu&iacute;da pelas p&oacute;s-modernas ninfas: diversidade e pluralidade. Termos como colabora&ccedil;&atilde;o, agrega&ccedil;&atilde;o e compartilhamento foram usados recorrentemente. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Era um encontro de, sobretudo, homens com mais de 50 anos. A juventude, ali, aparecia com proje&ccedil;&atilde;o, uma id&eacute;ia, algo remoto. O discurso que se fez sobre os jovens demonstra total falta de contato de boa parte desses baluartes com a revolu&ccedil;&atilde;o que est&aacute; em curso: a revolu&ccedil;&atilde;o da internet.<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Ainda que muitos tenham falado na import&acirc;ncia da rede para o futuro de seus empreendimentos &ndash; muitos deles h&aacute; muito tempo existem apenas no ciberespa&ccedil;o &ndash; percebe-se que poucos t&ecirc;m contato com o que se convencionou chamar de web 2.0. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Em minha fala, &uacute;nico participante do encontro com menos de 30 anos, defendi que &eacute; preciso pensar o processo de forma&ccedil;&atilde;o da imprensa alternativa em duas vias: 1. sim, aproximar os jornalistas e ve&iacute;culos alternativos das escolas de comunica&ccedil;&atilde;o e de outros espa&ccedil;os nos quais a juventude esteja produzindo informa&ccedil;&atilde;o; 2. Mas, fundamentalmente, &eacute; preciso aprender com os jovens. A imprensa alternativa precisa descer de seu pedestal e vir aprender a usar blogs, videocasts, podcasts, a interagir com o leitor, a desenvolver din&acirc;micas participativas, redes sociais, a usar twitter etc. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Ao tomarem contato com esse outro mundo, os alternativos perceber&atilde;o que a imprensa alternativa se processa numa mir&iacute;ade de pequenas experi&ecirc;ncias. <\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>&Eacute; preciso agir sobre esse universo, paut&aacute;-lo, de forma interativa, aceitando que o mundo atual n&atilde;o prev&ecirc; caminhos centralizados, que as tecnologias de informa&ccedil;&atilde;o e comunica&ccedil;&atilde;o (TICs) s&atilde;o filhas da anarquia, que s&atilde;o o resultado do esfor&ccedil;o de gera&ccedil;&otilde;es que raptaram os produtos da ind&uacute;stria b&eacute;lica e deram a eles uso social, que isso tudo pode e deve estar ao alcance de todos (essa, a nossa grande bandeira).<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><span>Vela a lista de participantes:&nbsp;<\/span><span>&nbsp;<\/p>\n<p><\/span><\/p>\n<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Adalberto Marcondes (ag&ecirc;ncia Envolverde), Altamiro Borges (Vermelho), Andr&eacute; Singer (jornalista e cientista pol&iacute;tico &ndash; USP), Ant&ocirc;nio Biondi (site o Brasil de Aloysio Biondi \/ Intervozes), Ant&ocirc;nio Martins (Dipl&ocirc; Brasil). Bia Barbosa (Intervozes) Bernardo Kucinski (professor da ECA); Carlos Azevedo (Revista Retratos do Brasil); Celso Horta (ADCD Maior &#8211; http:\/\/www.abcdmaior.com.br\/); Dario Pignotti (Ansa, P&aacute;gina 12 e Manifesto); Denise Tavares (professora PUC Campinas); Elma Bon&eacute;s (Jornal J&aacute;); Enio Squeff (artista pl&aacute;stico e jornalista) ; Emiliano Jos&eacute; (professor da UFBA). Ermano Alegri (Adital); Fl&aacute;vio Diegues (Dipl&ocirc; Brasil); Fl&aacute;vio Tavares (jornalista e professor aposentado da UNB); Flavio Aguiar (Carta Maior); Geraldo Canalli (jornalista e professor da UFRGS); Gilberto Maringoni (professor da C&aacute;sper Libero); Gustavo Gindre (Intervozes); Hamilton de Souza (PUC-SP); In&aacute;cio Neutzling (Revista IHU da Unisinus); Ivana Bentes (professora e diretora da Escola de Comunica&ccedil;&atilde;o da UFRJ); Jo&atilde;o Pedro Dias (professor da UERJ), Joaquim Palhares (Carta Maior), Laurindo Leal Filho (Programa Ver TV e ECA-USP); Leonardo Sakamoto (Rep&oacute;rter Brasil); Luiz Carlos Azenha (Blog Vi o Mundo); Marco Antonio Ara&uacute;jo (jornalista); Marcos Dantas (professor de jornalismo da PUC-Rio); Mauro Santayana (jornalista); Neutair Abreu (mais conhecido como Santiago, chargista); Paulo Salvador (Revista do Brasil), Renato Rovai (pela Revista F&oacute;rum); Rodrigo Savazoni (Intervozes &#8211; Em Busca da Palavra Justa); S&eacute;rgio Gomes (Obor&eacute;); S&eacute;rgio Souto (Monitor Mercantil); Tadeu Arantes (jornal Dipl&ocirc; Brasil); Verena Glass (jornalista e colaboradora da Carta Maior).<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>S&atilde;o Paulo. 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