{"id":20629,"date":"2008-03-10T12:38:28","date_gmt":"2008-03-10T12:38:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20629"},"modified":"2008-03-10T12:38:28","modified_gmt":"2008-03-10T12:38:28","slug":"jornalistas-denunciam-repressao-policial-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20629","title":{"rendered":"Jornalistas denunciam repress\u00e3o policial no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<div id=\"titulo-print\">\n<p><em>Sindicato dos Jornalistas do RS divulga nota oficial denunciando impedimento, por parte da Brigada Militar, do trabalho dos jornalistas na cobertura da ocupa&ccedil;&atilde;o da fazenda Tarum&atilde; por mulheres da Via Campesina. Rep&oacute;rteres foram impedidos de registrar agress&otilde;es contra as manifestantes.<\/p>\n<p><\/em>PORTO ALEGRE &#8211; O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul divulgou nota oficial denunciando o cerceamento ao direito de informa&ccedil;&atilde;o por parte da Brigada Militar, por ocasi&atilde;o dos epis&oacute;dios envolvendo a a&ccedil;&atilde;o da Via Campesina em uma fazenda da Stora Enso, em Ros&aacute;rio do Sul. A nota afirma:<\/p>\n<p>&quot;Na semana em que se comemora o Dia Internacional da Mulher, o Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul denuncia o impedimento, por parte da Brigada Militar, do exerc&iacute;cio profissional de jornalistas na cobertura da ocupa&ccedil;&atilde;o, pelas mulheres da Via Campesina, da Fazenda Tarum&atilde;, em Ros&aacute;rio do Sul. Rep&oacute;rteres fotogr&aacute;ficos e cinematogr&aacute;ficos foram impedidos de registrar a agress&atilde;o sofrida por mulheres e crian&ccedil;as que estavam na manifesta&ccedil;&atilde;o, inclusive tendo equipamentos profissionais apreendidos. Outra jornalista foi retirada do local pelos policiais.<\/p>\n<p>Vivemos em uma sociedade democr&aacute;tica de direito e n&atilde;o vamos aceitar as velhas pr&aacute;ticas do per&iacute;odo da ditadura militar. O C&oacute;digo de &Eacute;tica dos Jornalistas, em seu artigo 2&ordm;, inciso V, aponta que &quot;a obstru&ccedil;&atilde;o direta ou indireta &agrave; livre divulga&ccedil;&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, a aplica&ccedil;&atilde;o de censura e a indu&ccedil;&atilde;o &agrave; auto-censura s&atilde;o delitos contra a sociedade&quot;. O mesmo C&oacute;digo tamb&eacute;m identifica, no artigo 6&ordm;, ser &quot;dever do profissional opor-se ao arb&iacute;trio, ao autoritarismo e &agrave; opress&atilde;o&quot;.<\/p>\n<p>A Secretaria de Seguran&ccedil;a do Estado deve explica&ccedil;&otilde;es sobre esse fato n&atilde;o s&oacute; aos jornalistas agredidos no seu direito de trabalhar, mas a toda a sociedade, que foi impedida de ser livremente informada. As constantes den&uacute;ncias que chegam ao Sindicato revelam que amea&ccedil;as aos jornalistas t&ecirc;m sido pr&aacute;tica constante por parte da Brigada Militar.<\/p>\n<p>O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do RS est&aacute; atento a esse tipo de comportamento e levar&aacute; o caso &agrave; Federa&ccedil;&atilde;o de Periodistas da Am&eacute;rica Latina e Caribe que, j&aacute; em sua Carta de Lima, Peru, de dezembro de 2007, exigia dos governos assumir a responsabilidade de garantir a todos os jornalistas o direito &agrave; vida, ao trabalho digno, &agrave; liberdade de express&atilde;o e o direito cidad&atilde;o &agrave; informa&ccedil;&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p><strong>O conflito em Ros&aacute;rio do Sul<\/p>\n<p><\/strong>Na quinta-feira, oito rodovias do Rio Grande do Sul foram bloqueadas por trabalhadores rurais Sem Terra em protesto contra a viol&ecirc;ncia da Brigada Militar durante o despejo das 900 trabalhadoras rurais, na Fazenda Tarum&atilde;. Segundo a Via Campesina, cerca de 50 mulheres foram feridas por balas de borrachas e estilha&ccedil;os de bombas, al&eacute;m de agress&otilde;es f&iacute;sicas pela Brigada Militar, sob ordens da governadora e dos comandantes Binsel e Paulo Mendes. Duas agricultoras chegaram a ser presas.<\/p>\n<p>Ainda na quinta, o juiz Roberto Coutinho Borba, da 2&ordf; Vara Judicial da Comarca de Ros&aacute;rio do Sul, homologou a pris&atilde;o em flagrante e concedeu a liberdade provis&oacute;ria a uma integrante da Via Campesina, determinando a expedi&ccedil;&atilde;o do alvar&aacute; de soltura. Ela foi indiciada pela pr&aacute;tica de les&atilde;o corporal leve e forma&ccedil;&atilde;o de quadrilha, durante a ocupa&ccedil;&atilde;o da fazenda Tarum&atilde;.<\/p>\n<p>Segundo a Via Campesina, a Stora Enso, empresa sueco-finlandesa, desrespeita a lei n&deg; 6.634, de 1979, e o artigo 20, par&aacute;grafo 2 da Constitui&ccedil;&atilde;o Federal que diz que estrangeiros n&atilde;o podem adquirir terras em uma faixa de 150km da fronteira do Brasil com outros pa&iacute;ses. A Stora Enso vem comprando dezenas de &aacute;reas nesta regi&atilde;o com o objetivo de formar uma base florestal de mais de 100 mil hectares e implantar uma f&aacute;brica de celulose na regi&atilde;o.<\/p>\n<p>Para tanto, adquiriu terras em nome da empresa Derflin. Mas como essa empresa tamb&eacute;m &eacute; estrangeira, n&atilde;o conseguiu legalizar as &aacute;reas. A Stora Enso criou, ent&atilde;o, outra empresa, agropecu&aacute;ria Azenglever, de propriedade de dois brasileiros: Jo&atilde;o Fernando Borges e Ot&aacute;vio Ponte (diretor florestal e vice-presidente da empresa para a Am&eacute;rica Latina, respectivamente). Cerca de 50 fazendas, totalizando mais de 45 mil hectares, j&aacute; foram compradas pela Azenglever. <\/p>\n<p>A Via Campesina e o MST est&atilde;o liderando um movimento contra essas aquisi&ccedil;&otilde;es de terras.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sindicato dos Jornalistas do RS divulga nota oficial denunciando impedimento, por parte da Brigada Militar, do trabalho dos jornalistas na cobertura da ocupa&ccedil;&atilde;o da fazenda Tarum&atilde; por mulheres da Via Campesina. Rep&oacute;rteres foram impedidos de registrar agress&otilde;es contra as manifestantes. 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