{"id":20566,"date":"2008-02-28T14:24:37","date_gmt":"2008-02-28T14:24:37","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20566"},"modified":"2008-02-28T14:24:37","modified_gmt":"2008-02-28T14:24:37","slug":"royalties-ameacam-lancamento-oficial-do-ginga","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20566","title":{"rendered":"Royalties amea\u00e7am lan\u00e7amento oficial do Ginga"},"content":{"rendered":"<p><span>Respons&aacute;vel pela interatividade &ndash; o chamariz para a atra&ccedil;&atilde;o do consumidor para a TV Digital Terrestre aberta &ndash; o software brasileiro Ginga, em fase final de desenvolvimento, esbarra, agora, em quest&otilde;es ligadas ao pagamento ou n&atilde;o de licen&ccedil;a de uso de interfaces Java. O impasse pode adiar o lan&ccedil;amento da vers&atilde;o completa do Ginga para o segundo semestre, quando o prazo esperado era final de abril. <\/p>\n<p><\/span><span>O chamado ginga J, baseado na linguagem Java, pode ter que vir a pagar licen&ccedil;a de uso de APIs, interfaces de aplica&ccedil;&otilde;es, baseadas na linguagem, desenvolvida pela Sun Microsystems. A discuss&atilde;o acontece mundialmente, mas ainda n&atilde;o h&aacute; uma posi&ccedil;&atilde;o oficial se h&aacute; ou n&atilde;o obriga&ccedil;&atilde;o relativa ao pagamento de royalties pelo uso de algumas interfaces (APIs). <\/p>\n<p><\/span><span>O problema j&aacute; mobiliza o F&oacute;rum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre. Isso porque na norma de cria&ccedil;&atilde;o da TV Digital aberta, apesar de n&atilde;o ser uma imposi&ccedil;&atilde;o, h&aacute; uma diretriz que o Ginga dever&aacute; ser lan&ccedil;ado de forma integral, ou seja, reunindo as duas vertentes &#8211; o Ginga NCL e o Ginga J. <\/p>\n<p><\/span><span>Fontes que participaram da reuni&atilde;o do F&oacute;rum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre, realizada na &uacute;ltima segunda-feira, 25\/02, na capital paulista, admitem que o impasse preocupa. Sem uma solu&ccedil;&atilde;o, o lan&ccedil;amento poderia ser adiado de final de abril para o segundo semestre.<\/p>\n<p><\/span><span>&quot;Ser&aacute; um problema se houver um atraso. A interatividade &eacute; o grande chamariz da TV digital e todos sabem que os fabricantes est&atilde;o preocupados com a fraca demanda dos conversores, at&eacute; porque o pr&oacute;prio ministro falou para a popula&ccedil;&atilde;o n&atilde;o comprar os que est&atilde;o no mercado por consider&aacute;-los caros e sem a interatividade&quot;, diz uma fonte que pede para n&atilde;o ser identificada.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Quando dois + dois s&atilde;o quatro<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>A norma do F&oacute;rum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre prev&ecirc; dois diferentes &quot;engines&quot; para o Ginga, o middleware nacional da interatividade. S&atilde;o eles: o Ginga J e o Ginga NCL, este &uacute;ltimo, desenvolvido pela PUC do Rio de Janeiro para prover uma infra-estrutura de apresenta&ccedil;&atilde;o de aplica&ccedil;&otilde;es baseadas em documentos hiperm&iacute;dia escritos em linguagem NCL, com facilidades para a especifica&ccedil;&atilde;o de aspectos de interatividade, sincronismo espa&ccedil;o-temporal de objetos de m&iacute;dia, adaptabilidade e suporte a m&uacute;ltiplos dispositivos. <\/p>\n<p><\/span><span>O Ginga NCL &eacute; declarativo e tem foco na sincroniza&ccedil;&atilde;o de m&iacute;dia, ou seja, ele &eacute; capaz de utilizar instru&ccedil;&otilde;es ou procedimentos para definir o conte&uacute;do (v&iacute;deo, &aacute;udio, imagens e textos) tornando-o um &uacute;nico conte&uacute;do interativo. Esta vers&atilde;o, de acordo com as fontes presentes a reuni&atilde;o do F&oacute;rum, est&aacute; bastante adiantada e dentro do cronograma que previa o lan&ccedil;amento de conversores no mercado com Ginga at&eacute; o final de abril.<\/p>\n<p><\/span><span>J&aacute; o Ginga J &#8211; hoje motivo do impasse &#8211; foi desenvolvido pela Universidade Federal da Para&iacute;ba, e tem como base a linguagem Java. O desenvolvimento da ferramenta tamb&eacute;m est&aacute; bastante adiantada do ponto de vista tecnol&oacute;gico, mas, agora, h&aacute; as d&uacute;vidas relativas &agrave; necessidade ou n&atilde;o de pagamentos de royalties (licenciamento) pelo uso de algumas APIs(Application Programming Interface ou Interface de Programa&ccedil;&atilde;o de Aplicativos). <\/p>\n<p><\/span><span>Todo o temor com rela&ccedil;&atilde;o ao adiamento do lan&ccedil;amento oficial do Ginga para o segundo semestre reside no fato de o Ginga J complementar o Ginga NCL, uma vez que ele permite implementar qualquer tipo de algoritmo ou aplica&ccedil;&otilde;es mais sofisticadas, n&atilde;o poss&iacute;veis, do ponto de vista t&eacute;cnico na linguagem NCL, segundo explica&ccedil;&otilde;es de especialistas ligados ao desenvolvimento do Java. <\/p>\n<p><\/span><span>A discuss&atilde;o sobre royalties determinou, inclusive, uma maior participa&ccedil;&atilde;o da Sun, desenvolvedora da linguagem Java, no processo de cria&ccedil;&atilde;o do Ginga. H&aacute; um grande esfor&ccedil;o para que o impasse venha a ser solucionado o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel. O ponto central n&atilde;o &eacute; o fato de ter que pagar pelo uso das APIs Java, dizem as fontes, mas sim, a necessidade de a quest&atilde;o dos royalties ficar explicada de forma transparente para todos os integrantes do F&oacute;rum.<\/p>\n<p><\/span><span>Essa defini&ccedil;&atilde;o &eacute; necess&aacute;ria para que, num futuro, o problema de licenciamento n&atilde;o venha prejudicar a evolu&ccedil;&atilde;o do Ginga no Brasil e, a venda do middleware, para outros pa&iacute;ses, que por ventura venham a adotar o sistema brasileiro de TV digital terrestre, que adapta o ISDB-T japon&ecirc;s. A norma de cria&ccedil;&atilde;o da TV Digital Terrestre especifica que o ideal &eacute; que o Ginga venha a ser lan&ccedil;ado completo, ou seja, com as duas vertentes disponibilizadas, mas n&atilde;o h&aacute; uma imposi&ccedil;&atilde;o oficial. <\/p>\n<p><\/span><span>Segundo as fontes consultadas pelo Converg&ecirc;ncia Digital, j&aacute; h&aacute; uma parcela de fornecedores interessados em lan&ccedil;ar uma vers&atilde;o do conversor (set-top-box) &#8211; equipamento que vai converter o sinal anal&oacute;gico para o digital &#8211; apenas com o Ginga NCL &#8211; que j&aacute; permitiria interatividade para o consumidor final &#8211; comprometendo-se a t&atilde;o logo a quest&atilde;o do Ginga J seja resolvida, incorpor&aacute;-la ao seu produto. Esse posicionamento, no entanto, n&atilde;o &eacute; un&acirc;nime e, por enquanto, a discuss&atilde;o est&aacute; ainda centralizada no Grupo de Trabalho de Mercado do F&oacute;rum. O Governo n&atilde;o teria, pelo menos, segundo as fontes, sido consultado sobre a quest&atilde;o.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Respons&aacute;vel pela interatividade &ndash; o chamariz para a atra&ccedil;&atilde;o do consumidor para a TV Digital Terrestre aberta &ndash; o software brasileiro Ginga, em fase final de desenvolvimento, esbarra, agora, em quest&otilde;es ligadas ao pagamento ou n&atilde;o de licen&ccedil;a de uso de interfaces Java. 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