{"id":20564,"date":"2008-02-28T14:06:07","date_gmt":"2008-02-28T14:06:07","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20564"},"modified":"2008-02-28T14:06:07","modified_gmt":"2008-02-28T14:06:07","slug":"confusao-na-tv-digital-afasta-consumidores","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20564","title":{"rendered":"Confus\u00e3o na TV digital afasta consumidores"},"content":{"rendered":"<p><span>Lan&ccedil;ada h&aacute; tr&ecirc;s meses, a TV digital ainda confunde o consumidor. As emissoras e a ind&uacute;stria fizeram uma campanha para o lan&ccedil;amento em 2 de dezembro, na Grande S&atilde;o Paulo, mas, mesmo assim, o desconhecimento segura o mercado. &ldquo;Tem muita gente que compra uma antena parab&oacute;lica porque n&atilde;o recebe um bom sinal anal&oacute;gico, quando poderia comprar um set-top box (tamb&eacute;m chamado de conversor), que custa quase o mesmo pre&ccedil;o&rdquo;, afirmou o professor Gunnar Bedicks Jr, da Universidade Mackenzie. &ldquo;Eles n&atilde;o sabem que podem ligar seu set-top box na TV anal&oacute;gica, e ter uma imagem melhor.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span><span>Um estudo do Mackenzie mostrou 56% das resid&ecirc;ncias na Grande S&atilde;o Paulo recebem um sinal anal&oacute;gico ruim. A qualidade de recep&ccedil;&atilde;o poderia ser um argumento de venda importante para a ind&uacute;stria e o varejo, mas a mensagem, at&eacute; agora, tem se concentrado na alta defini&ccedil;&atilde;o, que depende de televisores de alto custo, com telas de plasma ou cristal l&iacute;quido (LCD).<\/p>\n<p><\/span><span>No lan&ccedil;amento, em dezembro, houve problemas de equipamentos fora da norma, que tiveram que ser modificados pelos fabricantes. Um importador, por exemplo, trouxe televisores port&aacute;teis que n&atilde;o conseguiam reproduzir o som do sistema brasileiro. Os programas de TV ficavam mudos.<\/p>\n<p><\/span><span>&ldquo;Estamos remontando o grupo que re&uacute;ne as emissoras e a Eletros (associa&ccedil;&atilde;o de fabricantes), para lan&ccedil;armos uma campanha de sustenta&ccedil;&atilde;o&rdquo;, explicou Roberto Franco, presidente do F&oacute;rum do Sistema Brasileiro de TV Digital Terrestre. A id&eacute;ia &eacute;, al&eacute;m de retomar a campanha publicit&aacute;ria, trabalhar com varejistas, instaladores e antenistas. A inten&ccedil;&atilde;o &eacute; lan&ccedil;ar a campanha o mais r&aacute;pido poss&iacute;vel, at&eacute; o come&ccedil;o de abril.<\/p>\n<p><\/span><span>A TV digital oferece som e imagens melhores que a anal&oacute;gica. Ela tamb&eacute;m permite mobilidade e interatividade. A mobilidade est&aacute; no ar, mas os celulares que recebem TV aberta ainda n&atilde;o est&atilde;o dispon&iacute;veis. A interatividade depende do software Ginga, desenvolvido no Brasil, que n&atilde;o est&aacute; presente nos equipamentos atualmente no mercado. Quem v&ecirc; a TV aberta e n&atilde;o quer trocar de aparelho, pode comprar um conversor, que custa a partir de R$ 500.<\/p>\n<p><\/span><span>Em dezembro, foram vendidos cerca de 48 mil equipamentos, segundo estimativas da ind&uacute;stria. De l&aacute; para c&aacute;, houve an&uacute;ncios de conversores de R$ 180, que n&atilde;o chegaram ao mercado. &ldquo;N&atilde;o tenho nenhum n&uacute;mero sobre o mercado&rdquo;, disse Franco. &ldquo;Mas ningu&eacute;m esperava um estouro de vendas.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span><span>Ele destacou que em outros mercados a introdu&ccedil;&atilde;o da TV digital n&atilde;o foi r&aacute;pida. O Jap&atilde;o ficou quase tr&ecirc;s anos com transmiss&otilde;es experimentais. Na Inglaterra, uma das empresas quebrou e o governo teve que modificar o modelo de neg&oacute;cios. Nos Estados Unidos, onde o sinal anal&oacute;gico vai ser desligado em 17 de fevereiro de 2009, o governo est&aacute; oferecendo at&eacute; dois cupons de US$ 40 para que as pessoas que ainda dependem do sinal anal&oacute;gico possam migrar. L&aacute;, existem conversores a partir de US$ 50. &ldquo;Na Europa tamb&eacute;m foi dado subs&iacute;dio&rdquo;, afirmou Franco.<\/p>\n<p><\/span><span>Um estudo da Nielsen, divulgado este m&ecirc;s, mostrou que 13 milh&otilde;es de resid&ecirc;ncias americanas n&atilde;o est&atilde;o prontas para a TV digital. Outras 6 milh&otilde;es de resid&ecirc;ncias tinham aparelhos de televis&atilde;o, que n&atilde;o eram os principais, que s&oacute; recebiam sinal anal&oacute;gico. Durante o per&iacute;odo de transi&ccedil;&atilde;o, as emissoras veiculam os sinais anal&oacute;gico e digital, simultaneamente. Nos EUA, o sinal anal&oacute;gico ser&aacute; desligado no ano que vem. No Brasil, a previs&atilde;o &eacute; 2016.<\/p>\n<p><\/span><span>A pr&oacute;xima cidade a receber a TV digital deve ser o Rio de Janeiro, mas as emissoras n&atilde;o ainda n&atilde;o conseguiram fechar uma data &uacute;nica de lan&ccedil;amento, como aconteceu em S&atilde;o Paulo. A perspectiva &eacute; que as primeiras transmiss&otilde;es ocorram em abril ou maio. Mas a maioria das emissoras deve come&ccedil;ar somente no segundo semestre.<font size=\"3\"><\/font><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Lan&ccedil;ada h&aacute; tr&ecirc;s meses, a TV digital ainda confunde o consumidor. 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