{"id":20535,"date":"2008-02-26T11:08:28","date_gmt":"2008-02-26T11:08:28","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20535"},"modified":"2008-02-26T11:08:28","modified_gmt":"2008-02-26T11:08:28","slug":"grupo-prepara-primeira-rede-de-dvb-h-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20535","title":{"rendered":"Grupo prepara primeira rede de DVB-H no Brasil"},"content":{"rendered":"<p>O Brasil pode ter, em breve, uma rede de DVB-H, tecnologia que permite a oferta de TV por assinatura para celulares. A diferen&ccedil;a &eacute; que o DVB-H &eacute; uma tecnologia de broadcast, que permite a transmiss&atilde;o de canais de forma independente da infra-estrutura das operadoras m&oacute;veis. Quem comanda o projeto &eacute; o ex-diretor de marketing da Telemar, Alberto Blanco. Desde que deixou a operadora, no final de 2006, o executivo come&ccedil;ou a trabalhar sigilosamente nesse projeto. O segredo foi mantido a sete chaves por mais de um ano, mas agora &eacute; revelado &agrave;s v&eacute;speras do primeiro teste-piloto.<\/p>\n<p>Blanco disse a este notici&aacute;rio que a empresa Participe TV tem o suporte de outros investidores, cujos nomes n&atilde;o revela. Para iniciar o projeto, a companhia comprou a empresa Nova Comunica&ccedil;&atilde;o e Radiodifus&atilde;o Ltda, que det&eacute;m a licen&ccedil;a do servi&ccedil;o especial de TV por assinatura (TVA) para operar um canal de UHF no Rio de Janeiro. S&atilde;o licen&ccedil;as que permitem a transmiss&atilde;o na forma aberta e tamb&eacute;m na forma paga. Por n&atilde;o serem licen&ccedil;as de broadcast, n&atilde;o est&atilde;o obrigadas ao uso da tecnologia ISDB-T, adotada pelas emissoras abertas.<\/p>\n<p><strong>Em busca de licen&ccedil;as<\/p>\n<p><\/strong>Est&atilde;o em negocia&ccedil;&atilde;o parcerias com detentores de licen&ccedil;as de TVA em outras cidades. O plano de neg&oacute;cios de Blanco tem como meta a conquista de 5 milh&otilde;es de assinantes em cinco anos, com o servi&ccedil;o lan&ccedil;ado em cinco cidades. &quot;Da mesma forma que o pr&eacute;-pago trouxe a massifica&ccedil;&atilde;o do celular, a TV m&oacute;vel far&aacute; a massifica&ccedil;&atilde;o da TV por assinatura&quot;, aposta o executivo.Uma antena j&aacute; se encontra instalada no morro do Sumar&eacute;, no Rio de Janeiro, e o primeiro teste aguarda apenas a aprova&ccedil;&atilde;o da Anatel para ser iniciado. O head-end ser&aacute; instalado na Barra da Tijuca. O executivo espera iniciar no final de mar&ccedil;o o teste, durante o qual ser&atilde;o transmitidos de gra&ccedil;a dez canais &#8211; cinco ao vivo e cinco em loop. As negocia&ccedil;&otilde;es com os canais est&atilde;o quase fechadas, mas os nomes ainda n&atilde;o podem ser divulgados. S&atilde;o, inclusive, canais de TV por assinatura. Blanco adianta que haver&aacute; certamente um canal adulto e outro infantil.<\/p>\n<p><strong>Conte&uacute;do exclusivo<\/p>\n<p><\/strong>Al&eacute;m disso, est&aacute; previsto um canal com conte&uacute;do exclusivo para celular, que contar&aacute; com material oriundo de produtoras independentes nacionais. A tecnologia atual permite a oferta de at&eacute; 12 canais com boa qualidade de imagem &#8211; 30 frames por segundo. A compress&atilde;o &eacute; em H.264 (MPEG 4). <\/p>\n<p>Enquanto faz os &uacute;ltimos preparativos para o teste, a Participe TV est&aacute; pr&oacute;xima de fechar contrato com uma grande operadora de celular para o lan&ccedil;amento comercial do servi&ccedil;o. A id&eacute;ia &eacute; que a cobran&ccedil;a seja feita pela tele e a receita seja dividida com a Participe TV. &quot;A assinatura mensal custar&aacute; menos de R$ 50. Teremos tamb&eacute;m a op&ccedil;&atilde;o de acesso semanal e di&aacute;rio. Se o usu&aacute;rio quiser ter acesso por um &uacute;nico dia, o pre&ccedil;o ser&aacute; menor que R$ 7&quot;, descreve Blanco. O canal de retorno ser&aacute; a rede celular, atrav&eacute;s da qual se d&aacute; a interatividade. Provisoriamente, o servi&ccedil;o da Participe TV foi batizado de &quot;VTV&quot;, mas o nome est&aacute; sujeito a mudan&ccedil;as depois de assinada a parceria com uma operadora.<\/p>\n<p>O executivo acredita que ser&aacute; poss&iacute;vel fazer um lan&ccedil;amento comercial dentro de 12 meses. Para cobrir todo o Rio de Janeiro ser&aacute; necess&aacute;rio instalar cerca de 20 antenas. Provavelmente elas ser&atilde;o postas em sites onde j&aacute; houver ERBs da operadora parceira.<\/p>\n<p><strong>Handsets<\/p>\n<p><\/strong>Blanco acredita que os primeiros modelos de celulares com receptor DVB-H chegar&atilde;o ao Brasil custando em torno de R$ 1 mil. &quot;Em dois ou tr&ecirc;s anos esse pre&ccedil;o deve cair bastante&quot;, aposta. Paralelamente, a Participe TV negocia com um grande fabricante internacional o lan&ccedil;amento no Brasil de um modelo com receptores para o padr&atilde;o brasileiro de TV digital e para DVB-H. Seria, portanto, um aparelho capaz de receber tanto o sinal gratuito das TVs abertas brasileiras quanto o servi&ccedil;o de TV por assinatura a ser oferecido pela Participe TV.<\/p>\n<p><strong>Regulamenta&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong>Segundo Blanco, de acordo com a regulamenta&ccedil;&atilde;o, nada impede que seja oferecido um servi&ccedil;o de TV por assinatura com tecnologia DVB-H com a licen&ccedil;a de TVA. Pelo contr&aacute;rio: muitos canais em UHF com essa licen&ccedil;a jamais cumpriram a fun&ccedil;&atilde;o de oferecer efetivamente o servi&ccedil;o de TV por assinatura. Assim, no seu entender, a oferta de DVB-H em UHF com licen&ccedil;a de TVA d&aacute; a esses canais a utilidade que lhe &eacute; prevista pela regulamenta&ccedil;&atilde;o. Para Blanco, o PL-29, projeto de lei que trar&aacute; novas regras para o setor de TV por assinatura, &quot;est&aacute; caminhando no sentido correto&quot;, j&aacute; que &eacute; agn&oacute;stico em termos de tecnologia. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Brasil pode ter, em breve, uma rede de DVB-H, tecnologia que permite a oferta de TV por assinatura para celulares. A diferen&ccedil;a &eacute; que o DVB-H &eacute; uma tecnologia de broadcast, que permite a transmiss&atilde;o de canais de forma independente da infra-estrutura das operadoras m&oacute;veis. 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