{"id":20527,"date":"2008-02-25T14:58:51","date_gmt":"2008-02-25T14:58:51","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20527"},"modified":"2008-02-25T14:58:51","modified_gmt":"2008-02-25T14:58:51","slug":"frente-nacional-luta-por-reforma-da-midia-no-mexico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20527","title":{"rendered":"Frente nacional luta por reforma da m\u00eddia no M\u00e9xico"},"content":{"rendered":"<div id=\"titulo-print\">Durante a constitui&ccedil;&atilde;o da Frente Nacional por uma Nova Lei de M&iacute;dia, da qual participaram 47 organiza&ccedil;&otilde;es civis mexicanas, o ex-senador Javier Corral Jurado exigiu do Senado da Rep&uacute;blica que cumprisse a palavra empenhada de entregar, ainda este m&ecirc;s, um projeto de nova legisla&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria de r&aacute;dio e televis&atilde;o.<\/p>\n<p>No ato de apresenta&ccedil;&atilde;o da frente, Corral disse aos senadores que sugerem propor a reforma para o seguinte per&iacute;odo de sess&otilde;es: &ldquo;Hoje como nunca, est&atilde;o dadas as condi&ccedil;&otilde;es para legislar. Aqueles que prop&otilde;em postergar o debate, na verdade buscam adiar novamente, de maneira indefinida, a decis&atilde;o. A partir disso, negociam a n&atilde;o-reforma para tirar vantagem daqueles que ajudaram a derrubar&rdquo;.<\/p>\n<p>O ex-senador e presidente da Associa&ccedil;&atilde;o Mexicana de Direito &agrave; Informa&ccedil;&atilde;o (Amedi) afirmou: &ldquo;&Eacute; preciso aumentar o tamanho do campo, ter mais jogadores e um &aacute;rbitro imparcial que n&atilde;o esteja capturado pelas emissoras de TV, para que a pluralidade exista na televis&atilde;o e um punhado de pessoas n&atilde;o tenha a classe pol&iacute;tica em suas m&atilde;os, em detrimento da sociedade em geral&rdquo;.<\/p>\n<p>Lembrou aos legisladores o tratamento que Televisa e TvAzteca d&atilde;o a eles quando atuam contra seus interesses: &ldquo;At&eacute; parece que os coordenadores parlamentares no Senado n&atilde;o sabem o que aconteceu com eles nestes meses ap&oacute;s a reforma eleitoral, o jeito como a televis&atilde;o tem apagado eles das telinhas&rdquo;.<\/p>\n<p>E contou: &ldquo;Vai ver que Manlio (Fabio Beltrones) n&atilde;o sabe que, enquanto ele e seus colegas coordenadores v&atilde;o desaparecendo na cobertura, os governadores Pe&ntilde;a Nieto, no estado do M&eacute;xico; Ebrard, no Distrito Federal, e Emilio Gonz&aacute;lez, em Jalisco, passam por cima das reformas e entram na televis&atilde;o por tr&aacute;s da fachada de novelas, programas especiais ou pela compra de entrevistas&rdquo;.<\/p>\n<p>Escutavam Corral personalidades como Carlos Monsiv&aacute;is, o sacerdote Miguel Concha, artistas como Daniel Gim&eacute;nez Cacho, pesquisadores como Francisco Jos&eacute; Paoli Bolio e Dar&iacute;o Ram&iacute;rez, de Art&iacute;culo 19; Aleyda Calleja, da Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de R&aacute;dios Comunit&aacute;rias; Edgar Cortez, da rede Todos os Direitos para Todos; jornalistas como Roberto Rock e Denise Dresser, entre outros.<\/p>\n<p>O ex-senador apontou: &ldquo;Nascemos hoje como frente para trabalhar todos os dias para que venha a reforma. O impulso social tem que se posicionar por sobre os interesses estritamente econ&ocirc;micos dos que dominam o r&aacute;dio e a televis&atilde;o&rdquo;.<\/p>\n<p>Aos senadores, Corral mencionou que na resolu&ccedil;&atilde;o da Suprema Corte &ndash; a prop&oacute;sito da a&ccedil;&atilde;o de inconstitucionalidade promovida por meia centena de legisladores da passada legislatura &ndash; s&atilde;o formulados crit&eacute;rios e efeitos que s&atilde;o inelud&iacute;veis, n&atilde;o s&oacute; para corrigir e sanar disposi&ccedil;&otilde;es anuladas, mas para legislar atendendo um conjunto de 23 recomenda&ccedil;&otilde;es contidas tanto no debate da resolu&ccedil;&atilde;o como no texto da senten&ccedil;a.<\/p>\n<p>&ldquo;Legislar para garantir a fun&ccedil;&atilde;o social da m&iacute;dia, a efic&aacute;cia na presta&ccedil;&atilde;o dos servi&ccedil;os, o uso social dos bens de dom&iacute;nio da na&ccedil;&atilde;o e evitar fen&ocirc;menos de concentra&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p>Lembrou-lhes que a verdadeira amea&ccedil;a para a liberdade de express&atilde;o &ldquo;&eacute; a concentra&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia em poucas m&atilde;os&rdquo;. A Televisa, indicou Corral, &eacute; o &uacute;nico caso no mundo de uma concentra&ccedil;&atilde;o de freq&uuml;&ecirc;ncias muito alta. Essa empresa &eacute; o &uacute;nico caso no mundo que possui quatro sinais de televis&atilde;o aberta (2, 4, 5 e 9) em uma &uacute;nica pra&ccedil;a, a capital do pa&iacute;s, &ldquo;o espa&ccedil;o de sa&iacute;da necess&aacute;rio para outras redes nacionais&rdquo;. Essa empresa tem, al&eacute;m disso, 56% das esta&ccedil;&otilde;es comerciais no M&eacute;xico, e TvAzteca tem outros 38%.<\/p>\n<p>Al&eacute;m disso, a Televisa possui 100% da televis&atilde;o via sat&eacute;lite, 35% da fibra &oacute;tica e 38% do cabo, sublinhou.<\/p>\n<p>Nesse ato, a escritora Denise Dresser disse que os grandes meios de comunica&ccedil;&atilde;o se constitu&iacute;ram em poderes de fato, por cima das institui&ccedil;&otilde;es, &ldquo;com capacidade inclusive de dobrar a classe pol&iacute;tica &agrave; sua vontade, encarecer os processos eleitorais, cercear a liberdade de express&atilde;o dos indiv&iacute;duos e determinar o curso das pol&iacute;ticas p&uacute;blicas&rdquo;.<\/p>\n<p>Para conter os concession&aacute;rios, disse, &ldquo;&eacute; preciso um governo que atue como tal, que estabele&ccedil;a as conten&ccedil;&otilde;es suficientes e necess&aacute;rias. Que imponha limites expl&iacute;citos que possam garantir os direitos daqueles que resultem afetados pela m&iacute;dia. Que garanta uma regulamenta&ccedil;&atilde;o que n&atilde;o funcione como uma morda&ccedil;a, mas como um sem&aacute;foro. Que regule os lucros leg&iacute;timos em fun&ccedil;&atilde;o de concess&otilde;es transparentes&rdquo;.<\/p>\n<p>Em nome da Amedi, e como integrante da frente, Corral apresentou os pontos que deve conter a nova legisla&ccedil;&atilde;o: os direitos dos cidad&atilde;os a uma comunica&ccedil;&atilde;o democr&aacute;tica; o servi&ccedil;o p&uacute;blico que devem prestar as m&iacute;dias eletr&ocirc;nicas e os direitos das audi&ecirc;ncias; o controle do Estado sobre o espectro de freq&uuml;&ecirc;ncias de r&aacute;dio; aproveitamento pleno da converg&ecirc;ncia digital para todos os setores da sociedade; uma &uacute;nica lei para r&aacute;dio e telecomunica&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Da mesma maneira, um &oacute;rg&atilde;o regulador aut&ocirc;nomo, com atribui&ccedil;&otilde;es suficientes e responsabilidades espec&iacute;ficas; direito de r&eacute;plica; integridade dos conte&uacute;dos que evitem a censura; acesso universal e conectividade aos benef&iacute;cios da converg&ecirc;ncia digital; liberdade, pluralidade, responsabilidade de acordo com padr&otilde;es democr&aacute;ticos de liberdade de express&atilde;o; defesa dos interesses nacionais e tornar transparente o investimento estrangeiro; promo&ccedil;&atilde;o das m&iacute;dias autenticamente p&uacute;blicas, comunit&aacute;rias e para povos e comunidades ind&iacute;genas.<\/p>\n<p>O sacerdote Miguel Concha, presidente do Centro de Direitos Humanos Fray Francisco de Vitoria, disse que &ldquo;&eacute; hora de uma lei na qual por nenhuma circunst&acirc;ncia a comunica&ccedil;&atilde;o seja vista como neg&oacute;cio por cima dos direitos p&uacute;blicos&rdquo;, e reconheceu que a proposta da Amedi, apresentada em 7 de novembro passado, &eacute; a mais acabada. Por sua vez, o ator Daniel Gim&eacute;nez Cacho ironizou: &ldquo;Voc&ecirc; tenta mudar de canal, mas acontece que voc&ecirc; n&atilde;o pode, &eacute; sempre a mesma coisa&rdquo;.<\/p>\n<p><em>* Tradu&ccedil;&atilde;o: Naila Freitas \/ Verso Tradutores<\/em><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Durante a constitui&ccedil;&atilde;o da Frente Nacional por uma Nova Lei de M&iacute;dia, da qual participaram 47 organiza&ccedil;&otilde;es civis mexicanas, o ex-senador Javier Corral Jurado exigiu do Senado da Rep&uacute;blica que cumprisse a palavra empenhada de entregar, ainda este m&ecirc;s, um projeto de nova legisla&ccedil;&atilde;o em mat&eacute;ria de r&aacute;dio e televis&atilde;o. 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