{"id":20525,"date":"2008-02-25T14:49:16","date_gmt":"2008-02-25T14:49:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20525"},"modified":"2008-02-25T14:49:16","modified_gmt":"2008-02-25T14:49:16","slug":"rfs-negocia-fabrica-para-antenas-de-pequeno-porte-para-tv-digital","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20525","title":{"rendered":"RFS negocia f\u00e1brica para antenas de pequeno porte para TV Digital"},"content":{"rendered":"<p>A RFS, fabricante de equipamentos de comunica&ccedil;&atilde;o sem fio, quer produzir ainda neste semestre, na f&aacute;brica instalada no Embu, regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o Paulo, antenas de pequeno porte para TV digital. Hoje, a &uacute;nica unidade da companhia que produz o equipamento fica na Austr&aacute;lia. <\/p>\n<p>O novo presidente da RFS para a Am&eacute;rica Latina, Roberto Pinto da Silva, acredita que h&aacute; uma grande demanda para o produto &#8211; principamente junto &agrave;s emissoras afiliadas das grandes redes, que tamb&eacute;m ter&atilde;o que investir na digitaliza&ccedil;&atilde;o dos seus sinais. Negocia&ccedil;&atilde;o com a matriz acontece em mar&ccedil;o.<\/p>\n<p>Se existe algum sen&atilde;o ao neg&oacute;cio, observa o executivo, &eacute; a crescente desvaloriza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar frente ao Real. &quot;&Eacute; quest&atilde;o de pol&iacute;tica industrial. Abrir uma unidade fabril &eacute; uma decis&atilde;o, hoje, globalizada. E exportar est&aacute; ficando invi&aacute;vel para quem produz no Brasil. N&atilde;o h&aacute; como competir, tanto que j&aacute; h&aacute; companhias, inclusive concorrentes nossas, indo para a Argentina&quot;, advertiu.<\/p>\n<p>Roberto Pinto da Silva assumiu nesta segunda-feira, 18\/02, a presid&ecirc;ncia da RFS, fabricantes de solu&ccedil;&otilde;es para comunica&ccedil;&atilde;o sem fio. Ele substitui Luis Antonio de Oliveira, que deixou a empresa e assumiu uma companhia ligada &agrave; &aacute;rea de automa&ccedil;&atilde;o. Silva, no entanto, conhece bem a demanda do mercado latino-americano, j&aacute; que desde 2005, ocupava a vice-presid&ecirc;ncia de vendas da RFS na AL.<\/p>\n<p><strong>Expectativa acima da m&eacute;dia<\/p>\n<p><\/strong>&quot;Estou bastante animado com o ano de 2008. Come&ccedil;amos muito bem, em fun&ccedil;&atilde;o da demanda determinada pelos investimentos das teles na Terceira Gera&ccedil;&atilde;o. Tamb&eacute;m fechamos excelentes contratos de antenas de grande porte para as emissoras iniciarem a digitaliza&ccedil;&atilde;o e a oferta da TV digital no pa&iacute;s. Acreditamos que para o segundo semestre, o setor estar&aacute; ainda mais aquecido porque cidades como S&atilde;o Paulo, Rio de Janeiro e Belo Horizonte j&aacute; ter&atilde;o o servi&ccedil;o&quot;, declarou Pinto da Silva, em entrevista ao Converg&ecirc;ncia Digital.<\/p>\n<p>O executivo, no entanto, foi cauteloso ao falar em investimentos. Ele disse que, em mar&ccedil;o, far&aacute; uma visita a unidade fabril de antenas de pequeno porte, na Austr&aacute;lia, para avaliar os custos e a viabilidade de trazer o processo fabril tamb&eacute;m para o Brasil. <\/p>\n<p>Os equipamentos, frisou o novo presidente da RFS, s&atilde;o &quot;agn&oacute;sticos&quot; com rela&ccedil;&atilde;o &agrave;s tecnologias &#8211; ISDB-T (adotada pelo Brasil), o DVB, europeu, ou o padr&atilde;o norte-americano. &quot;&Eacute; claro que o ideal seria se a Am&eacute;rica Latina pudesse ter um padr&atilde;o &uacute;nico. Haveria uma centraliza&ccedil;&atilde;o na produ&ccedil;&atilde;o, mas na pr&aacute;tica, para n&oacute;s, o mais importante &eacute; o nosso conhecimento na produ&ccedil;&atilde;o dessas antenas de menor porte, voltadas para as emissoras afiliadas e pequenas TVs&quot;, salientou Pinto da Silva.<\/p>\n<p><strong>Exporta&ccedil;&atilde;o: Pol&iacute;tica de governo<\/p>\n<p><\/strong>A permanente valoriza&ccedil;&atilde;o do Real frente ao D&oacute;lar &eacute; o grande sen&atilde;o dos planos das ind&uacute;strias interessadas em produzir localmente. No caso da RFS, por exemplo, a press&atilde;o j&aacute; determinou o fechamento de uma unidade, no final do ano passado, dedicada &agrave; fabrica&ccedil;&atilde;o de filros e componentes para equipamentos de infra-estrutura, a &uacute;nica do pa&iacute;s. <\/p>\n<p>&quot;A demanda era pequena e com o Real valorizado ficou invi&aacute;vel justificar a manuten&ccedil;&atilde;o da planta. Ficou mais simples importar&quot;, explicou o novo presidente da RFS.<\/p>\n<p>&Eacute; verdade tamb&eacute;m que a desvaloriza&ccedil;&atilde;o do d&oacute;lar permite &agrave; empresa fazer o que, o executivo, chamou de &quot;estoque estrat&eacute;gico&quot;, principalmente de antenas BSA (antenas radiobase) para atender a rapidez das operadoras m&oacute;veis. &quot;Estamos produzindo localmente, mas a importa&ccedil;&atilde;o nos deu um f&ocirc;lego e uma agilidade no atendimento aos clientes&quot;, disse Pinto Silva. O maior problema &eacute; com rela&ccedil;&atilde;o &agrave; exporta&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>&quot;Por mais que fa&ccedil;amos uma gest&atilde;o de custos, podemos chegar a 10% de ganhos, o Real valorizou 24% em 2007. Como fica essa diferen&ccedil;a na contabilidade de uma empresa que vende para o mercado externo, inclusive, para o Mercosul? Como vamos produzir em Real e vender em D&oacute;lar?&quot;, indaga o presidente da RFS. <\/p>\n<p>&quot;N&atilde;o &agrave; toa, h&aacute; uma s&eacute;rie de empresas inclusive concorrentes nossas, abrindo f&aacute;bricas na Argentina para atender o mercado do Mercosul. Na verdade, &eacute; quest&atilde;o de pol&iacute;tica industrial. O Brasil supre a demanda interna e justifica investimentos, mas at&eacute; quando? Ser ou n&atilde;o ser um p&oacute;lo exportador &eacute; uma decis&atilde;o de Governo&quot;, pondera o executivo. <\/p>\n<p>A RFS &eacute; uma multinacional com n&uacute;meros diferenciados. Enquanto a grande maioria conta com, no m&aacute;ximo, 5% da sua receita global vindo da Am&eacute;rica Latina, na fabricante de solu&ccedil;&otilde;es sem fio, a regi&atilde;o responde por 12%. <\/p>\n<p>&quot;&Eacute; uma margem significativa e que explica os investimentos feitos no Brasil e na regi&atilde;o (a RFS tem f&aacute;brica tamb&eacute;m no M&eacute;xico, onde produz, por exemplo, as antenas para o WiMAX). A nossa meta &eacute; crescer 20% este ano. Sei que &eacute; uma marca ambiciosa, mas h&aacute; a demanda de 3G e de TV Digital&quot;, finalizou Roberto Pinto da Silva. <\/p>\n<p>A RFS est&aacute; no Brasil h&aacute; 30 anos. A companhia pertence ao grupo RFS, que conta com 32 subsidi&aacute;rias em todo o mundo. Integram a carteira de clientes da fabricante, operadoras de telefonia m&oacute;vel e fixa, OEMs, instaladores, integradores de sistemas, emissoras de r&aacute;dio e tv, utilities (energia, governo, minas e outros), distribuidores e revendas.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A RFS, fabricante de equipamentos de comunica&ccedil;&atilde;o sem fio, quer produzir ainda neste semestre, na f&aacute;brica instalada no Embu, regi&atilde;o metropolitana de S&atilde;o Paulo, antenas de pequeno porte para TV digital. Hoje, a &uacute;nica unidade da companhia que produz o equipamento fica na Austr&aacute;lia. 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