{"id":20489,"date":"2008-02-21T10:40:13","date_gmt":"2008-02-21T10:40:13","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20489"},"modified":"2008-02-21T10:40:13","modified_gmt":"2008-02-21T10:40:13","slug":"filmes-estrangeiros-ocupam-995-dos-canais-por-assinatura","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20489","title":{"rendered":"Filmes estrangeiros ocupam 99,5% dos canais por assinatura"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 6pt\" class=\"MsoNormal\"><span>Dados da Ag&ecirc;ncia Nacional do Cinema (Ancine) revelam que os canais de TV por assinatura no Brasil s&atilde;o um espa&ccedil;o privilegiado para a produ&ccedil;&atilde;o audiovisual internacional. Os assinantes brasileiros de 10 dos principais canais de filmes ofertados nos pacotes das operadoras tiveram a oportunidade de assistir apenas 17 filmes de longa-metragem nacionais no &uacute;ltimo trimestre de 2006. Em contrapartida, puderam apreciar a exibi&ccedil;&atilde;o de 3.247 t&iacute;tulos estrangeiros.<\/p>\n<p><\/span><span>Considerando as exibi&ccedil;&otilde;es (apresenta&ccedil;&otilde;es e reapresenta&ccedil;&otilde;es), a chance de um assinante acessar um destes canais e assistir a um filme brasileiro &eacute; de 0,6%. Seria preciso assistir 167 filmes estrangeiros para ver na tela uma produ&ccedil;&atilde;o nacional.<\/p>\n<p><\/span><span>Quando contabilizadas as obras audiovisuais em geral (filmes, document&aacute;rios, s&eacute;ries, mini-s&eacute;ries, novelas e reality shows), a propor&ccedil;&atilde;o aumenta. Mas s&oacute; um pouco. Nos 10 canais monitorados pela Ancine, 1,66% dos t&iacute;tulos apresentados eram brasileiros. Foram 4.904 obras estrangeiras contra 83 brasileiras.<\/p>\n<p><\/span><span>Esta presen&ccedil;a um pouco melhor deve-se, em boa parte, ao fato de a Ancine considerar cada cap&iacute;tulo das s&eacute;ries ou novelas como um t&iacute;tulo individual. Assim, est&atilde;o somados ao total de 83 obras nacionais os 45 cap&iacute;tulos da novela &ldquo;Essas Mulheres&rdquo;, produzida pela Rede Record, transmitidos pelo canal FoxLife. Da mesma forma, foram contados os seis epis&oacute;dios da s&eacute;rie &ldquo;Filhos do Carnaval&rdquo;, os oito de &ldquo;Mandrake&rdquo; e os cinco do reality &ldquo;Projeto ONG&rdquo;.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Demanda por abrasileiramento<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>A prefer&ecirc;ncia dos programadores, no entanto, n&atilde;o parece ser a mesma do p&uacute;blico. Dos 5 canais de maior alcance m&eacute;dio entre adultos na TV por assinatura, dois s&atilde;o de programa&ccedil;&atilde;o exclusivamente nacional (GloboNews e SporTV) e um &eacute; um canal nacional com uma pequena parte de programa&ccedil;&atilde;o estrangeira (MultiShow). Os outros dois (TNT e Universal), que possuem inclusive maior audi&ecirc;ncia que os canais da Globosat, embora exibam majoritariamente conte&uacute;do estrangeiro, tem boa parte da programa&ccedil;&atilde;o dublada. <\/p>\n<p><\/span><span>O TNT, um canal basicamente de filmes e s&eacute;ries, &eacute; o primeiro no ranking do alcance m&eacute;dio, que aponta o n&uacute;mero de assinantes que passaram pelo menos um minuto pelo canal. Durante o ano de 2006, segundo dados reunidos pela Ancine a partir do Almanaque Ibope, cerca de 650 mil pessoas por dia assistiram ao TNT. Isso significa o dobro do registrado pelo canal Telecine Premium e 50% a mais que o canal Fox, que tem perfis semelhantes de programa&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><\/span><span>Estes n&uacute;meros mostram que mesmo a oferta de programas de outros pa&iacute;ses precisa ser &ldquo;abrasileirada&rdquo;. Mas esta demanda, aparentemente, n&atilde;o ser&aacute; facilmente atendida, haja visto a resist&ecirc;ncia demonstrada pela Associa&ccedil;&atilde;o Brasileira de TV por Assinatura (ABTA) &agrave; cria&ccedil;&atilde;o de cotas para a exibi&ccedil;&atilde;o de programas de produ&ccedil;&atilde;o brasileira e tamb&eacute;m de canais majoritariamente ocupados por programa&ccedil;&atilde;o nacional. Propostas neste sentido fazem parte das discuss&otilde;es sobre uma nova lei para o setor de televis&atilde;o paga, o Projeto de Lei 29 que deve ser apreciado em breve pela C&acirc;mara dos Deputados. A ABTA tem feito campanha sistem&aacute;tica contra a proposta, com o argumento de que o estabelecimento de cotas na TV por assinatura significa interferir na liberdade de escolha do assinante.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>TV aberta<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Na TV aberta, a Ancine acompanha a exibi&ccedil;&atilde;o de filmes de longa-metragem. Neste setor, a propor&ccedil;&atilde;o entre obras produzidas no Brasil e l&aacute; fora &eacute;, tamb&eacute;m, esmagadoramente favor&aacute;vel aos estrangeiros. Dos 1922 t&iacute;tulos exibidos no ano de 2006 por seis das maiores redes de TV (Globo, Record, SBT, Bandeirantes, TV Cultura e TVE-Brasil), apenas 107 eram brasileiros. Em termos percentuais, 5,6%.<\/p>\n<p><\/span><span>Na Rede Globo, emissora que exibiu o maior n&uacute;mero de longas-metragens, 7% dos filmes exibidos eram nacionais. O SBT apresentou apenas um t&iacute;tulo nacional entre 626 filmes exibidos. As redes Record e Bandeirantes n&atilde;o transmitiram sequer um &uacute;nico longa nacional. <\/p>\n<p><\/span><span>Os canais p&uacute;blicos pesquisados apresentam uma propor&ccedil;&atilde;o mais favor&aacute;vel &agrave; produ&ccedil;&atilde;o nacional. Na TVE-Brasil, por exemplo, todos os longas exibidos eram produ&ccedil;&otilde;es nacionais. Na TV Cultura, a propor&ccedil;&atilde;o chegou a 52%. As duas redes, no entanto, t&ecirc;m uma programa&ccedil;&atilde;o restrita para a exibi&ccedil;&atilde;o deste tipo de produto. Enquanto o n&uacute;mero de filmes exibido pela Globo chega a 933, TVE e Cultura juntas somam 53 t&iacute;tulos.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Levantamento da Ancine sobre 10 dos principais canais de filmes na TV por assinatura revela que para cada produ\u00e7\u00e3o nacional, 167 estrangeiros v\u00e3o ao ar; na TV aberta, s\u00f3 5% das obras exibidas s\u00e3o brasileiras.<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"footnotes":""},"categories":[40],"tags":[120],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20489"}],"collection":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcomments&post=20489"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=\/wp\/v2\/posts\/20489\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fmedia&parent=20489"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Fcategories&post=20489"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/index.php?rest_route=%2Fwp%2Fv2%2Ftags&post=20489"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}