{"id":20448,"date":"2008-02-18T12:15:16","date_gmt":"2008-02-18T12:15:16","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20448"},"modified":"2008-02-18T12:15:16","modified_gmt":"2008-02-18T12:15:16","slug":"entidades-criticam-administracao-da-record-no-rio-grande-do-sul","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20448","title":{"rendered":"Entidades criticam administra\u00e7\u00e3o da Record no Rio Grande do Sul"},"content":{"rendered":"<p><span>O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SJPRS) e a Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram, nesta quinta-feira (14\/02), nota oficial repudiando o afastamento de jornalistas que atuavam como correspondentes do jornal Correio do Povo e da R&aacute;dio Gua&iacute;ba, ambos pertencentes &agrave; rede Record, no interior do estado. Com a demiss&atilde;o, comunicada no fim do m&ecirc;s de janeiro, os cerca de 20 profissionais passam a trabalhar apenas para o ve&iacute;culo impresso.<\/p>\n<p><\/span><span>Conforme o texto das entidades, os comunicadores foram informados do fim do contrato de trabalho via carta, &ldquo;sem maiores explica&ccedil;&otilde;es&rdquo;. As entidades condenam ainda a defini&ccedil;&atilde;o do Sindicato dos Radialistas como local para encerramento dos contratos. &ldquo;(&#8230;) O prop&oacute;sito de um plano de expans&atilde;o do grupo ligado &agrave; Igreja Universal est&aacute; se restringindo, no momento em que demite seus profissionais e, ainda pior, n&atilde;o est&aacute; reconhecendo os profissionais como jornalistas, na medida em que contraria a lei e determina como local de rescis&atilde;o dos contratos o Sindicato dos Radialistas, quando estes devem ser feitos no sindicato da categoria&rdquo;, diz o documento.<\/p>\n<p><\/span><span>Conforme Jos&eacute; Maria Nunes, presidente do SJPRS, um acordo com o Sindicato dos Radialistas definiu que este &uacute;ltimo n&atilde;o aceitaria a tentativa da Record a fim de assegurar os direitos dos profissionais afastados. &ldquo;O sindicato dos radialistas n&atilde;o homologar&aacute; nenhuma rescis&atilde;o de jornalistas. Nossa entidade se solidariza com estes trabalhadores demitidos e espera que a Record reveja sua atitude que em muito contraria os prop&oacute;sitos iniciais da rede quando chegou ao sul com o discurso de expans&atilde;o do mercado de trabalho&rdquo;, diz nota publicada no site da entidade.<\/p>\n<p><\/span><span>O Comunique-se tentou conversar com um representante da R&aacute;dio Gua&iacute;ba, mas n&atilde;o foi atendido. De acordo com Alexandre Calderon, diretor-geral da emissora, todos estavam envolvidos em uma s&eacute;rie de reuni&otilde;es. &ldquo;Estamos tentando botar a casa em ordem. N&atilde;o que n&atilde;o esteja, mas queremos proporcionar que os funcion&aacute;rios trabalhem com mais tranq&uuml;ilidade&rdquo;, afirmou por telefone.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>Promessa ou d&iacute;vida?<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Nunes conta que o SJPRS tentou reverter a decis&atilde;o de demitir os jornalistas em reuni&atilde;o com a dire&ccedil;&atilde;o da Gua&iacute;ba. &ldquo;Argumentamos que a exist&ecirc;ncia de correspondentes no interior era um diferencial, mas infelizmente n&atilde;o fomos atendidos&rdquo;, lamenta. De acordo com ele, apesar de os mesmos profissionais permanecerem no Correio do Povo, trata-se do encerramento de postos de trabalho. &ldquo;Al&eacute;m de limitar a qualidade das informa&ccedil;&otilde;es prestadas pela redu&ccedil;&atilde;o de pessoal, est&atilde;o sendo enxugadas as oportunidades de atua&ccedil;&atilde;o.&rdquo;<\/p>\n<p><\/span><span>A Record chegou ao mercado ga&uacute;cho em mar&ccedil;o do ano passado, ao adquirir a Empresa Jornal&iacute;stica Caldas Junior, que engloba o jornal Correio do Povo e as r&aacute;dios Gua&iacute;ba AM e FM. Ao iniciar as transmiss&otilde;es na regi&atilde;o, a emissora movimentou a concorr&ecirc;ncia ao absorver nomes conhecidos do jornalismo local e anunciou que haveria significativa amplia&ccedil;&atilde;o do grupo de trabalho, situa&ccedil;&atilde;o que foi transformada em bandeira durante os primeiros meses de atua&ccedil;&atilde;o. &ldquo;Desde a chegada da Record havia uma expectativa de crescimento do mercado. Portanto, esperamos n&atilde;o haver mais demiss&otilde;es por parte da emissora&rdquo;, afirma Nunes.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>D&uacute;vidas sobre registro<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>Se depender do Sindicato dos Radialistas, a rede s&oacute; poder&aacute; descansar se tiver toda a documenta&ccedil;&atilde;o em dia. Com d&uacute;vidas a respeito do registro de Alexandre Mota, transferido de S&atilde;o Paulo para apresentar o programa Balan&ccedil;o Geral na TV Record na primeira quinzena de fevereiro, a entidade tentou obter da emissora provas de que o comunicador est&aacute; registrado, mas n&atilde;o foi atendida e cogita acionar a Delegacia Regional do Trabalho (DRT) em caso de descumprimento. &ldquo;Fizemos a solicita&ccedil;&atilde;o junto ao sindicato de S&atilde;o Paulo, que ficou de enviar a documenta&ccedil;&atilde;o via fax, mas ainda n&atilde;o entrou em contato&rdquo;, diz Nerilson Tozzi, diretor do sindicato.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio Grande do Sul (SJPRS) e a Federa&ccedil;&atilde;o Nacional dos Jornalistas (Fenaj) divulgaram, nesta quinta-feira (14\/02), nota oficial repudiando o afastamento de jornalistas que atuavam como correspondentes do jornal Correio do Povo e da R&aacute;dio Gua&iacute;ba, ambos pertencentes &agrave; rede Record, no interior do estado. 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