{"id":20430,"date":"2008-02-15T13:29:14","date_gmt":"2008-02-15T13:29:14","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20430"},"modified":"2008-02-15T13:29:14","modified_gmt":"2008-02-15T13:29:14","slug":"campus-party-e-o-aquario-da-midia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20430","title":{"rendered":"Campus Party e o Aqu\u00e1rio da M\u00eddia"},"content":{"rendered":"<div class=\"postname\">Quando voc&ecirc; entra no sal&atilde;o principal do Campus Party ap&oacute;s subir uma escada rolante, avista, de um lado, pequenos audit&oacute;rios improvisados, onde rolam apresenta&ccedil;&otilde;es, palestras, debates, e, do outro lado, bancadas brancas e cadeiras de estofado azul, nas quais jovens de todas as idades se amontoam com laptops enfrente os olhos. Em lugares estrat&eacute;gicos, empresas marcam presen&ccedil;a com seus estandes.<\/p>\n<p>No meio do sal&atilde;o, um espa&ccedil;o semelhante a um aqu&aacute;rio, posto que todas as suas paredes s&atilde;o de vidro, reproduz parte do cen&aacute;rio exterior, com a diferen&ccedil;a de que nela h&aacute;, al&eacute;m de bancadas brancas e cadeiras, alguns computadores de mesa.<\/p>\n<p>Se voc&ecirc; se inscreveu no Campus Party, pode circular &agrave; vontade pelos audit&oacute;rios, ocupar um ponto da bancada, explorar a conex&atilde;o a cabo de 5 mega de velocidade, ter os cabelos pintados pelo <a href=\"http:\/\/www.flickr.com\/\" onclick=\"javascript:urchinTracker (&#39;\/outgoing\/www.flickr.com&#39;);\">Flickr<\/a>, mas n&atilde;o pode entrar naquele aqu&aacute;rio, porque ele &eacute; acess&iacute;vel apenas para quem carrega consigo uma credencial especial de imprensa. <\/p>\n<p>Para mim, esse aqu&aacute;rio da m&iacute;dia e para a m&iacute;dia, tamb&eacute;m conhecido como sala de imprensa, dentro do Campus Party, &eacute; a met&aacute;fora perfeita da comunica&ccedil;&atilde;o nos dias atuais. Uma imagem do choque entre o velho e o novo mundo. <\/p>\n<p>Historicamente, a m&iacute;dia tradicional (provedora de informa&ccedil;&atilde;o) se relaciona com o p&uacute;blico atrav&eacute;s de um vidro imagin&aacute;rio, uma idefect&iacute;vel quarta parede que delimita quem deve produzir e fazer circular e quem deve apenas consumir conte&uacute;dos informativos e culturais. Dizem: chegue perto, sinta-se pr&oacute;ximo, mas n&atilde;o tente entrar, porque o espa&ccedil;o &eacute; cercado por vidros e h&aacute; controle na porta. Esse &eacute; o mundo daqueles que habitam a parte de dentro do aqu&aacute;rio, a soldo de seus chefes &#8211; os propriet&aacute;rios dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>A internet, no entanto, derrubou esse vidro, anulou a quarta parede. Na rede mundial, entra quem quer, como quer, do jeito que quer. N&atilde;o h&aacute; separa&ccedil;&atilde;o entre quem produz e quem consome conte&uacute;dos. Todos s&atilde;o um e todos. &Eacute; a grande cauda longa que reorganiza a economia mundial. Os habitantes desse mundo ocupam as bancadas brancas do Campus Party, do lado de fora do aqu&aacute;rio, e produzem mais e melhor informa&ccedil;&atilde;o do que seus &ldquo;colegas&rdquo; da credencial especial. &Eacute; o terreno dos <a href=\"http:\/\/www.wordpress.com\/\" onclick=\"javascript:urchinTracker (&#39;\/outgoing\/www.wordpress.com&#39;);\">blogs<\/a>, mini-blogs (<a href=\"http:\/\/www.twitter.com\/\" onclick=\"javascript:urchinTracker (&#39;\/outgoing\/www.twitter.com&#39;);\">Twitter<\/a>), dos v&iacute;deos de bolso, das <a href=\"http:\/\/www.getmiro.com\/\" onclick=\"javascript:urchinTracker (&#39;\/outgoing\/www.getmiro.com&#39;);\">TVs Web<\/a>, dos podcasts, dos videocasts&hellip;<\/p>\n<p>Parece at&eacute; que a organiza&ccedil;&atilde;o do Campus Party escolheu estrategicamente o local para construir o aqu&aacute;rio da m&iacute;dia. Bem ao centro da sal&atilde;o, eles est&atilde;o cercados pela galera da nova comunica&ccedil;&atilde;o, est&atilde;o sitiados em sua redoma herm&eacute;tica e anacr&ocirc;nica, que prev&ecirc; divis&otilde;es e barreiras onde deve haver comparilhamento e pontes.<\/p>\n<p>Do lado de fora do aqu&aacute;rio, explodem os novos caminhos da comunica&ccedil;&atilde;o contempor&acirc;nea, um mundo de tecnologias a servi&ccedil;o do bem comum, da liberdade de express&atilde;o, do direito &agrave; comunica&ccedil;&atilde;o.<\/p>\n<p>Para entender melhor o que &eacute; o Campus Party, <a href=\"http:\/\/samadeu.blogspot.com\/\" onclick=\"javascript:urchinTracker (&#39;\/outgoing\/samadeu.blogspot.com&#39;);\">S&eacute;rgio Amadeu<\/a> explica<\/div>\n<div class=\"entry\">\n<blockquote>\n<p>O que &eacute; o Campus Party? Podemos dizer &eacute; um encontro presencial das comunidades que habitam a Internet. &Eacute; um espa&ccedil;o incomum onde comunidades, que dificilmente estariam juntas, reuniram-se nesta semana para trocar id&eacute;ias, fazer novos amigos e conhecer os avan&ccedil;os das tecnologias. O mais interessante &eacute; que neste Campus Party Brasil, conseguimos reunir entretenimento com aprendizagem em uma programa&ccedil;&atilde;o com mais de trezentos conte&uacute;dos. Trata-se de um momento t&iacute;pico da cibercultura, p&oacute;s-industrial. As pessoas est&atilde;o se divertindo enquanto ensinam, aprendem e compartilham conhecimento. Outra caracter&iacute;stica v&iacute;sivel s&atilde;o as improvisa&ccedil;&otilde;es e reconfigura&ccedil;&otilde;es que ocorrem no evento, desde o lan&ccedil;amento, quando Gilberto Gil cantou ao som de uma mesa digital que emitia sons at&eacute; a festa a fantasia que a comunidade de software livre far&aacute; a meia noite desta quarta-feira. <\/p>\n<\/blockquote>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando voc&ecirc; entra no sal&atilde;o principal do Campus Party ap&oacute;s subir uma escada rolante, avista, de um lado, pequenos audit&oacute;rios improvisados, onde rolam apresenta&ccedil;&otilde;es, palestras, debates, e, do outro lado, bancadas brancas e cadeiras de estofado azul, nas quais jovens de todas as idades se amontoam com laptops enfrente os olhos. 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