{"id":20408,"date":"2008-02-13T16:10:43","date_gmt":"2008-02-13T16:10:43","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20408"},"modified":"2008-02-13T16:10:43","modified_gmt":"2008-02-13T16:10:43","slug":"tve-rs-por-que-a-governadora-precisa-de-um-conselho","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20408","title":{"rendered":"TVE-RS: por que a governadora precisa de um conselho"},"content":{"rendered":"<p style=\"margin: 0cm 0cm 0pt\" class=\"MsoNormal\" align=\"left\"><span>N&atilde;o &eacute; de hoje. Quando se fala em TVE e FM Cultura no estado do Rio Grande do Sul, a tela &eacute; sempre pintada nos mesmos tons. A paisagem vai de um vermelho de estagna&ccedil;&atilde;o at&eacute; o preto de abandono. Muitos governos passaram, outro est&aacute; a&iacute;, e a sensa&ccedil;&atilde;o &eacute; de que sobram diagn&oacute;sticos desanimadores, cr&iacute;ticas interessadas e faltam propostas. Apesar do t&iacute;tulo, este texto n&atilde;o pretende ser uma provoca&ccedil;&atilde;o gratuita endere&ccedil;ada &agrave; governadora Yeda Crusius. Muito menos cont&eacute;m qualquer alternativa m&aacute;gica para as duas principais emissoras educativas do Rio Grande do Sul. [Em agosto deste ano comemoram-se os 40 anos da assinatura do conv&ecirc;nio entre os governos federal e estadual que estabeleceu os termos para a utiliza&ccedil;&atilde;o do canal 7 de Porto Alegre por uma televis&atilde;o educativa.] &Eacute; um aceno p&uacute;blico no sentido de estabelecer um di&aacute;logo a partir de um ponto de vista relativamente privilegiado. No lugar do conflito, a inten&ccedil;&atilde;o &eacute; o consenso. Em vez de plantar mitos, a id&eacute;ia &eacute; cultivar sa&iacute;das em parceria com o Estado e a sociedade.<\/p>\n<p><\/span><span>Comecemos pelos mitos. Guardadas as nuances e a origem dos avaliadores, a falta de rumo seria basicamente motivada pela falta de uma pol&iacute;tica de financiamento e de gest&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Cultural Piratini. O primeiro &eacute; o mais batido: a r&aacute;dio e a TV s&atilde;o maus neg&oacute;cios para o Estado e os contribuintes. Custam cerca de 15 milh&otilde;es de reais\/ano para os cofres p&uacute;blicos e arrecadam menos de 700 mil reais em apoios culturais e conv&ecirc;nios. Isso representa um gasto mensal de 1,3 milh&atilde;o de reais frente a um repasse do governo de 1,2 milh&atilde;o de reais. Ou seja, de cara a conta n&atilde;o fecha. Somente o pr&eacute;dio onde est&aacute; instalada sua sede custa 25 mil reais de aluguel, pagos ao INSS, al&eacute;m de outros 7 mil reais exigidos para sua manuten&ccedil;&atilde;o. A quase totalidade do or&ccedil;amento da Funda&ccedil;&atilde;o &eacute; usada para gastos com pessoal &ndash; s&atilde;o cerca de 250 funcion&aacute;rios.<\/p>\n<p><\/span><span>Posta nestes termos, a realidade pintada parece tenebrosa. Um caso perdido, como diriam alguns deputados e formadores de opini&atilde;o ga&uacute;chos. S&oacute; que Estado n&atilde;o faz neg&oacute;cios. Entre outras tarefas, arrecada tributos e presta servi&ccedil;os. E a miss&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Piratini (mantenedora das duas emissoras) se encaixa perfeitamente na segunda. Sua fun&ccedil;&atilde;o social vai muito al&eacute;m de render altos &iacute;ndices de audi&ecirc;ncia e faturar com publicidade. &Eacute; ela que d&aacute; aos ga&uacute;chos uma vis&atilde;o de um Rio Grande pouco explorado pelas redes nacionais de TV, que t&ecirc;m seu umbigo encravado no eixo Rio-S&atilde;o Paulo e seu olhar fixo no gr&aacute;fico de receita. <\/p>\n<p><\/span><span><strong>Produ&ccedil;&atilde;o pr&oacute;pria<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>A cerim&ocirc;nia de encerramento do Festival de Cinema de Gramado, os festivais da can&ccedil;&atilde;o nativista, a posse da mesa da Assembl&eacute;ia Legislativa, a Festa da Uva, a transpar&ecirc;ncia das a&ccedil;&otilde;es governamentais em mat&eacute;rias de interesse p&uacute;blico, as campanhas de esclarecimento, um programa infantil para os pequenos, de m&uacute;sica e entrevistas para o jovem, de informa&ccedil;&atilde;o para o consumidor. Necessariamente, esse tipo de conte&uacute;do n&atilde;o d&aacute; lucro. Nem atrai a maior parte dos telespectadores. Mas, como dizem os mais liberais, o papel do Estado &eacute; atuar em &aacute;reas e atividades que n&atilde;o atraiam a iniciativa privada ou onde n&atilde;o lhe interessa estar. <\/p>\n<p><\/span><span>Se for encarado por este prisma, o valor gasto pelo contribuinte ga&uacute;cho para manter uma r&aacute;dio e uma TV p&uacute;blica &eacute; irris&oacute;rio. Cerca de 1,40 real\/ano por morador ou 4,40 reais por domic&iacute;lio com receptor de TV. [Os dados de refer&ecirc;ncia s&atilde;o da PNAD 2006, do IBGE. Total de domic&iacute;lios permanentes com TV no RS: 3,408 milh&otilde;es. Total de moradores nestes domic&iacute;lios: 10,583 milh&otilde;es.] <\/p>\n<p><\/span><span>Para onde v&atilde;o estes recursos? Os 15 milh&otilde;es de reais citados mant&ecirc;m funcionando a segunda maior rede de televis&atilde;o do estado em termos de cobertura, cujo patrim&ocirc;nio &eacute; estimado em 10 milh&otilde;es de d&oacute;lares. Potencialmente, a programa&ccedil;&atilde;o da TVE pode atingir 70% da popula&ccedil;&atilde;o ga&uacute;cha. Seu parque t&eacute;cnico, que inclui cerca de tr&ecirc;s dezenas de retransmissoras espalhadas pelo interior, est&aacute; avaliado em 4,5 milh&otilde;es de d&oacute;lares. Seu acervo inclui horas de imagens que preservam momentos marcantes da hist&oacute;ria do Rio Grande do Sul. Sua grade de programa&ccedil;&atilde;o &eacute; composta por 35% de produ&ccedil;&otilde;es pr&oacute;prias, um porcentual duas vezes maior que o de muitas TVs comerciais do Brasil e do estado.<\/p>\n<p><\/span><span><strong>O &quot;problema&quot; da gest&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>O segundo mito, um problema end&ecirc;mico de gest&atilde;o, &eacute; alimentado por um argumento reproduzido por muitos governantes que passaram pelo Pal&aacute;cio Piratini. &quot;Quem paga, manda.&quot; Com esse racioc&iacute;nio em mente, o mandat&aacute;rio de plant&atilde;o sente-se no direito de conduzir a Funda&ccedil;&atilde;o como se fosse um instrumento de seu governo. Raramente os postos de comando s&atilde;o ocupados por profissionais com algum conhecimento da &aacute;rea. Normalmente, suas diretorias s&atilde;o distribu&iacute;das pelo velho jogo das alian&ccedil;as pol&iacute;ticas. Como resultado, a perman&ecirc;ncia m&eacute;dia dos presidentes foi de nove meses nos &uacute;ltimos quatro anos [de abril de 2004 at&eacute; o momento, passaram pela Funda&ccedil;&atilde;o cinco presidentes diferentes]. Qual empresa conseguiria cumprir sua miss&atilde;o com tamanha rotatividade?<\/p>\n<p><\/span><span>Conforme demonstrado acima, n&atilde;o &eacute; o governo quem paga pelas emissoras educativas. <\/span>Logo, n&atilde;o &eacute; ele quem deveria mandar. No caso de uma funda&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica, o poder precisa ser dividido com a sociedade. O Conselho Deliberativo da Funda&ccedil;&atilde;o Piratini &eacute; formado por 25 membros. Somente dois deles s&atilde;o indicados pelo Executivo (secretarias estaduais da Cultura e da Educa&ccedil;&atilde;o) e um pelo Poder Legislativo (Comiss&atilde;o de Educa&ccedil;&atilde;o da Assembl&eacute;ia). As vagas restantes s&atilde;o ocupadas por representa&ccedil;&otilde;es da sociedade civil como sindicatos, associa&ccedil;&otilde;es empresariais, institui&ccedil;&otilde;es de ensino e de imprensa, al&eacute;m de seis membros eleitos com contribui&ccedil;&otilde;es relevantes &agrave; causa das comunica&ccedil;&otilde;es e um representante dos funcion&aacute;rios.<\/p>\n<p>Por mais ut&oacute;pico que isso possa parecer, a composi&ccedil;&atilde;o do Conselho reflete o real jogo de for&ccedil;as que emana da sociedade. Os debates em seu interior s&atilde;o muitas vezes acirrados e muitas propostas s&atilde;o discutidas por pessoas que n&atilde;o recebem remunera&ccedil;&atilde;o para se dedicar &agrave; causa da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica. Infelizmente, as atribui&ccedil;&otilde;es deste espa&ccedil;o p&uacute;blico s&atilde;o podadas por uma legisla&ccedil;&atilde;o que impede o Conselho de atuar com a autonomia que lhe foi conferida. Deliberativo no nome, suas compet&ecirc;ncias acabam sendo meramente consultivas de fato. N&atilde;o por acaso, esta &eacute; a primeira vez em 11 anos que um chefe do governo recebe oficialmente seus representantes, dando um atestado de maturidade pol&iacute;tica e abertura ao di&aacute;logo.<\/p>\n<p><strong>Sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong>Em tempos de televis&atilde;o digital e constitui&ccedil;&atilde;o de uma rede nacional de TV p&uacute;blica, acreditamos que est&aacute; na hora de os ga&uacute;chos darem um passo a frente. Por que n&atilde;o pensar a TVE e a FM Cultura como &acirc;ncoras de um in&eacute;dito sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o que v&aacute; muito al&eacute;m da mera extens&atilde;o do n&uacute;cleo de propaganda do Poder Executivo? Por que n&atilde;o imaginar um cons&oacute;rcio de emissoras sem fins comerciais que possa explorar, de forma compartilhada, a infra-estrutura e os recursos para produ&ccedil;&atilde;o de conte&uacute;dos que promovam a cidadania e a cultura ga&uacute;chas? Por que n&atilde;o entender que as empresas com sede no estado podem apoiar uma rede p&uacute;blica nestes moldes visando um retorno de m&eacute;dio prazo para sua imagem institucional?<\/p>\n<p>Tecnologia e recursos para isso existem. Com a implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital no Brasil, um canal que atualmente carrega o sinal da TVE anal&oacute;gica poder&aacute; carregar at&eacute; quatro sinais digitais com qualidade de DVD. Com pouco investimento, seria poss&iacute;vel passar a transportar dentro do mesmo sistema de gera&ccedil;&atilde;o e retransmiss&atilde;o da Funda&ccedil;&atilde;o Piratini outras tr&ecirc;s programa&ccedil;&otilde;es. Hipoteticamente, por que n&atilde;o oferecer um canal da TVE, outro da TV Assembl&eacute;ia [o or&ccedil;amento da TV Assembl&eacute;ia, sintoniz&aacute;vel apenas em cidades com opera&ccedil;&atilde;o de TV a cabo, j&aacute; representa um ter&ccedil;o do valor gasto com a Funda&ccedil;&atilde;o Piratini], um terceiro de um cons&oacute;rcio de universidades e ainda uma programa&ccedil;&atilde;o ecl&eacute;tica composta de produ&ccedil;&otilde;es independentes nacionais e regionais? Ou usar uma parte da banda de transmiss&atilde;o para oferecer um canal de educa&ccedil;&atilde;o a dist&acirc;ncia? Seria uma experi&ecirc;ncia pioneira no Brasil.<\/p>\n<p>Juntamente com as prefeituras e outros organismos de car&aacute;ter p&uacute;blico e educativo, a Funda&ccedil;&atilde;o Piratini lideraria um sistema com um quarto das emissoras de televis&atilde;o do estado e mais da metade das retransmissoras. Fazendo uma estimativa modesta, este grupo de ve&iacute;culos seria impulsionado por um or&ccedil;amento anual conjunto de pelo menos 50 milh&otilde;es de reais. A diversidade criada com este sistema garantiria a independ&ecirc;ncia de sua gest&atilde;o e a continuidade de seu financiamento.<\/p>\n<p><strong><u>Sistema p&uacute;blico de televis&atilde;o no RS:<\/u><\/strong><\/p>\n<p>&nbsp; <\/p>\n<table border=\"1\" cellspacing=\"1\" cellpadding=\"0\" width=\"353\" align=\"left\" bordercolor=\"#000000\">\n<tbody>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">Origem<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<td width=\"17%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">TVs<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<td width=\"19%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">RTVs<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">FCPRTV<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">1<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">27<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">Universidades<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">4<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">0<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">TV C&acirc;mara<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">1*<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">0<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">TV Assembl&eacute;ia<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">1*<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">0<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">TV Justi&ccedil;a<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">1*<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">0<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">POATV (canal comunit&aacute;rio)<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">1*<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">0<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">Demais funda&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">0<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">4<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">Prefeituras<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">0<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">274<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">CEEE<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"17%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">0<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<td width=\"19%\"><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">7<\/p>\n<p><\/font><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">Total de esta&ccedil;&otilde;es p&uacute;blicas<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<td width=\"17%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">9<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<td width=\"19%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">312<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">Total geral UF (p&uacute;blicas e privadas)<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<td width=\"17%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">34<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<td width=\"19%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">538<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<tr>\n<td width=\"64%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">% sobre total geral<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<td width=\"17%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">26%<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<td width=\"19%\"><strong><font size=\"2\"><\/p>\n<p align=\"center\">58%<\/p>\n<p><\/font><\/strong><\/td>\n<\/tr>\n<\/tbody>\n<\/table>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p align=\"center\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><span>Considerar qualquer solu&ccedil;&atilde;o m&aacute;gica para a Funda&ccedil;&atilde;o sem levar em conta este diagn&oacute;stico e os caminhos abertos pelo futuro da comunica&ccedil;&atilde;o p&uacute;blica &eacute; enveredar por um caminho j&aacute; percorrido sem sucesso. O embri&atilde;o para uma sa&iacute;da estruturante &ndash; para usar um termo caro &agrave; governadora &ndash; passa por uma proposta de ajuda financeira emergencial que o Conselho lhe apresentar&aacute; em audi&ecirc;ncia na tarde de ter&ccedil;a-feira (12\/2). Passa tamb&eacute;m por uma articula&ccedil;&atilde;o com a Assembl&eacute;ia Legislativa, prefeituras e universidades para desencadear o esfor&ccedil;o de cria&ccedil;&atilde;o da rede de retransmissoras p&uacute;blicas. Passa, por fim, por um pacote de medidas que n&atilde;o vise apenas a redu&ccedil;&atilde;o da d&iacute;vida, buscando um equil&iacute;brio cont&aacute;bil passageiro e de alto custo social e pol&iacute;tico. O Conselho Deliberativo da Funda&ccedil;&atilde;o Piratini quer discutir estas e outras quest&otilde;es n&atilde;o apenas com a governadora. Este debate precisa ser feito juntamente com o maior interessado no assunto: o povo ga&uacute;cho.<\/p>\n<p><\/span><span>***<\/p>\n<p><\/span><span>Em tempo: A governadora Yeda Crusius cancelou na &uacute;ltima hora a audi&ecirc;ncia marcada para a tarde de ter&ccedil;a-feira (12\/2) e ainda n&atilde;o marcou nova data. <\/p>\n<p><em>* James G&ouml;rgen &eacute; jornalista, vice-presidente do Conselho Deliberativo da Funda&ccedil;&atilde;o Cultural Piratini &ndash; R&aacute;dio e Televis&atilde;o <\/em><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N&atilde;o &eacute; de hoje. Quando se fala em TVE e FM Cultura no estado do Rio Grande do Sul, a tela &eacute; sempre pintada nos mesmos tons. A paisagem vai de um vermelho de estagna&ccedil;&atilde;o at&eacute; o preto de abandono. 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