{"id":20360,"date":"2008-02-11T00:00:00","date_gmt":"2008-02-11T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20360"},"modified":"2008-02-11T00:00:00","modified_gmt":"2008-02-11T00:00:00","slug":"smp-ou-scm-movel-a-duvida-da-anatel-para-o-wimax","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20360","title":{"rendered":"SMP ou SCM m\u00f3vel. A d\u00favida da Anatel para o WiMAX"},"content":{"rendered":"<p><span>O formato do edital de licita&ccedil;&atilde;o do WiMAX j&aacute; est&aacute; bem adiantado dentro da Anatel. Mas se a ag&ecirc;ncia j&aacute; decidiu que essa tecnologia poder&aacute; ser usada para a mobilidade, a d&uacute;vida, agora, &eacute; definir qual a licen&ccedil;a de servi&ccedil;o ser&aacute; outorgada. <\/span>A decis&atilde;o da mobilidade foi referendada em novembro do ano passado, quando o Brasil apoiou o acordo aprovado pela Uni&atilde;o Internacional de Telecomunica&ccedil;&otilde;es (UIT), que reconheceu o WiMAX como uma das tecnologias do UMTS.<\/p>\n<p>Duas s&atilde;o as as hip&oacute;teses em estudo: usar a outorga do Servi&ccedil;o M&oacute;vel Pessoal (SMP) ou a do Servi&ccedil;o de Comunica&ccedil;&atilde;o Multim&iacute;dia (SCM). Nos dois casos, h&aacute; muito o que ponderar. Conceder novas licen&ccedil;as de SMP para o WiMAX trar&aacute; mais implica&ccedil;&otilde;es para o mercado, reconhecem t&eacute;cnicos da ag&ecirc;ncia, pois, pelas regras atuais, s&oacute; poderia haver, no m&aacute;ximo, cinco empresas de telefonia m&oacute;vel no pa&iacute;s. Embora a Anatel tenha eliminado o regulamento que estabelecia um n&uacute;mero m&aacute;ximo de prestadoras de SMP, o problema n&atilde;o &eacute; regulat&oacute;rio, mas, sim, de modelo de neg&oacute;cios.<\/p>\n<p>A outra vertente, que seria adotar o SCM como o servi&ccedil;o a comportar a tecnologia WiMAX, teria um menor impacto no mercado, pois, embora existam mais de mil empresas que t&ecirc;m essa licen&ccedil;a, elas atuam em nichos. Mas provocaria uma maior altera&ccedil;&atilde;o regulat&oacute;ria, j&aacute; que o SCM &eacute; um servi&ccedil;o que pode fazer quase tudo, mas n&atilde;o pode prestar o servi&ccedil;o m&oacute;vel nem o de TV por assinatura.<\/p>\n<p><span>Para adotar o SCM como o servi&ccedil;o do WiMAX m&oacute;vel seria preciso fazer uma ampla mudan&ccedil;a no regulamento do SCM, o que implicaria aceitar a mobilidade para outras tecnologias que est&atilde;o por vir. Outra alternativa seria criar um novo servi&ccedil;o, o SCM M&oacute;vel, o que iria na contram&atilde;o da tend&ecirc;ncia mundial de converg&ecirc;ncia e da licen&ccedil;a &uacute;nica.<\/p>\n<p><\/span><span>Se essas n&atilde;o s&atilde;o quest&otilde;es simples de serem equacionadas, alguns princ&iacute;pios j&aacute; est&atilde;o consolidados na Anatel. E o mais importante deles &eacute; que a mobilidade do WiMAX n&atilde;o ser&aacute; permitida de imediato. Ser&aacute; estipulado um prazo para que as empresas que adquirirem essas freq&uuml;&ecirc;ncias possam partir para a mobilidade. <\/span>A raz&atilde;o para isso chamase &ldquo;estabilidade regulat&oacute;ria&rdquo;.<\/p>\n<p>As regras valer&atilde;o para todos, o que significa que as empresas que compraram freq&uuml;&ecirc;ncias de WiMAX na primeira licita&ccedil;&atilde;o, quando ningu&eacute;m ainda falava dessa tecnologia &mdash; entre elas a Embratel, que comprou banda para todo o pa&iacute;s &mdash;, tamb&eacute;m ter&atilde;o que cumprir o prazo probat&oacute;rio para a mobilidade. Outra quest&atilde;o j&aacute; definida refere-se &agrave; modelagem para a oferta de servi&ccedil;o. O Brasil ser&aacute; dividido em 67 &aacute;reas de registro (correspondentes aos DDDs dos estados, como 11, 12, 21, etc.), e as aquisi&ccedil;&otilde;es poder&atilde;o ser feitas em cada uma dessas &aacute;reas. Essa divis&atilde;o repete o edital lan&ccedil;ado em 2006, que estimulou a presen&ccedil;a de 102 empresas na entrega de propostas. Mas a licita&ccedil;&atilde;o acabou paralisada pelo TCU e as concession&aacute;rias fixas conseguiram, na Justi&ccedil;a, o direito de comprarem freq&uuml;&ecirc;ncias em suas &aacute;reas de concess&atilde;o, o que era proibido pela Anatel. <\/p>\n<p>Ao contr&aacute;rio da licita&ccedil;&atilde;o passada, no novo edital, a Anatel pretende estabelecer metas de cobertura, mas de uma forma calibrada, de maneira a fazer com que o WiMAX seja um instrumento de competi&ccedil;&atilde;o, al&eacute;m de ferramenta de universaliza&ccedil;&atilde;o de servi&ccedil;o.<\/p>\n<p><span><strong>Certifica&ccedil;&atilde;o<\/p>\n<p><\/strong><\/span><span>O primeiro documento a ser publicado, que faz parte desse conjunto de medidas que precisam ser tomadas, &eacute; o regulamento de certifica&ccedil;&atilde;o dos equipamentos, cuja consulta p&uacute;blica, lan&ccedil;ada no ano passado, provocou uma rea&ccedil;&atilde;o contr&aacute;ria da ind&uacute;stria. Na &eacute;poca, a Anatel queria estabelecer restri&ccedil;&atilde;o &agrave; mobilidade na pr&oacute;pria tecnologia que seria certificada. A norma ir&aacute; incorporar a nova orienta&ccedil;&atilde;o: manter&aacute; a limita&ccedil;&atilde;o do alcance da tecnologia para a telefonia fixa, mas apontar&aacute; para a mobilidade, quando ela for permitida.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O formato do edital de licita&ccedil;&atilde;o do WiMAX j&aacute; est&aacute; bem adiantado dentro da Anatel. Mas se a ag&ecirc;ncia j&aacute; decidiu que essa tecnologia poder&aacute; ser usada para a mobilidade, a d&uacute;vida, agora, &eacute; definir qual a licen&ccedil;a de servi&ccedil;o ser&aacute; outorgada. A decis&atilde;o da mobilidade foi referendada em novembro do ano passado, quando o &hellip; <a href=\"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20360\" class=\"more-link\">Continue lendo <span class=\"screen-reader-text\">SMP ou SCM m\u00f3vel. 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