{"id":20316,"date":"2008-01-29T14:36:12","date_gmt":"2008-01-29T14:36:12","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20316"},"modified":"2008-01-29T14:36:12","modified_gmt":"2008-01-29T14:36:12","slug":"a-televisao-que-nao-ousa-dizer-o-nome","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20316","title":{"rendered":"A televis\u00e3o que n\u00e3o ousa dizer o nome"},"content":{"rendered":"<p>Televis&atilde;o p&uacute;blica ou televis&atilde;o estatal? Qual a diferen&ccedil;a entre elas? Existe alguma distin&ccedil;&atilde;o significativa? A emissora que o governo federal est&aacute; implantando &eacute; mesmo p&uacute;blica ou &eacute; uma estatal dissimulada? E as emissoras j&aacute; instaladas em todo o Brasil, s&atilde;o emissoras de interesse e uso p&uacute;blico ou s&atilde;o ferramentas de marketing governamental? Enfim, do que estamos exatamente falando, quando falamos em TV p&uacute;blica e em TV estatal? <\/p>\n<p>Faz tempo que o pa&iacute;s precisa de uma resposta mais clara para essa diferen&ccedil;a. A rigor, desde 1988, quando a promulga&ccedil;&atilde;o da &quot;Constitui&ccedil;&atilde;o Cidad&atilde;&quot; instituiu um modelo tr&iacute;plice para a televis&atilde;o brasileira &ndash; ao aludir, no artigo 223, ao &quot;princ&iacute;pio da complementaridade dos sistemas privado, p&uacute;blico e estatal&quot;. Como o artigo nunca foi regulamentado nesse aspecto, segue o pa&iacute;s sem saber quais seriam precisamente, definidos em termos legais, os tr&ecirc;s sistemas apontados; e sem saber, muito menos, o que se entende pela complementaridade entre eles. E &eacute; assim que in&uacute;meros equ&iacute;vocos e problemas acontecem, como esses que envolvem no momento o governador do Paran&aacute; e a TV Educativa local.<\/p>\n<p>&Eacute; de conhecimento geral que o governador Roberto Requi&atilde;o mant&eacute;m uma rela&ccedil;&atilde;o tempestuosa com a m&iacute;dia privada do Paran&aacute;. Seja pelo estilo agressivo e personalista do mandat&aacute;rio, seja porque ele cortou totalmente os polpudos gastos de publicidade do estado (que teriam sido de 1,5 bilh&atilde;o de reais no governo Jaime Lerner), o fato &eacute; que os dois bicudos n&atilde;o se beijam. Como n&atilde;o encontra nos jornais, r&aacute;dios e TVs comerciais o espa&ccedil;o que desejaria para divulgar suas a&ccedil;&otilde;es de governo e debater suas id&eacute;ias pol&iacute;ticas, Requi&atilde;o decidiu utilizar a TV Educativa. Criou o programa Escola de Governo, onde &eacute; a atra&ccedil;&atilde;o m&aacute;xima, e interfere sem hesitar na linha editorial da emissora. <\/p>\n<p>Por meio da TV Educativa, o governador paranaense revida ou faz cr&iacute;ticas a seus advers&aacute;rios pol&iacute;ticos. Quando p&ocirc;s em sua linha de mira o Minist&eacute;rio P&uacute;blico e o Judici&aacute;rio estaduais, denunciando neles o que considera privil&eacute;gios, o caldo entornou. Foi proibido de usar a emissora educativa e sujeito a multa pesada, em caso de desobedi&ecirc;ncia. Revidou mandando p&ocirc;r no ar a sua imagem com o &aacute;udio cortado e o letreiro &quot;censurado&quot;. Proibido novamente, agora de repetir o estratagema, e com a TVE obrigada a inserir mensagem de desagravo a promotores e ju&iacute;zes, Requi&atilde;o foi adiante: tirou a programa&ccedil;&atilde;o do ar, inserindo apenas a mensagem obrigat&oacute;ria, para enfatizar a suposta censura a que o estavam submetendo.<\/p>\n<p><strong>Sociedade representada<\/p>\n<p><\/strong>N&atilde;o &eacute; o caso de analisar aqui o problema espec&iacute;fico de Roberto Requi&atilde;o com a m&iacute;dia e os poderes judiciais do Paran&aacute;, tema que j&aacute; foi tratado com compet&ecirc;ncia por outros colegas neste Observat&oacute;rio. Mas h&aacute; que se ressaltar, no epis&oacute;dio, a absoluta transpar&ecirc;ncia do governador no uso pol&iacute;tico da televis&atilde;o educativa paranaense. Ele n&atilde;o tem a menor d&uacute;vida de que a TVE &eacute; uma ferramenta de governo e n&atilde;o v&ecirc; qualquer problema em afirmar o seu direito de utiliz&aacute;-la, quando julgar conveniente. &quot;&Eacute; essa a finalidade da TV Educativa do Paran&aacute;?&quot;, pergunta-lhe o rep&oacute;rter Fausto Macedo, do jornal O Estado de S.Paulo. &quot;&Eacute; uma televis&atilde;o p&uacute;blica, &eacute; a televis&atilde;o do estado do Paran&aacute;&quot;, responde Requi&atilde;o. &quot;Ela funciona na forma&ccedil;&atilde;o da opini&atilde;o.&quot;<\/p>\n<p>A&iacute; est&aacute;, l&iacute;mpida e clara, expressa objetivamente num problema pol&iacute;tico grave de um estado brasileiro importante, a confus&atilde;o conceitual entre televis&atilde;o estatal e televis&atilde;o p&uacute;blica. O que o governador Requi&atilde;o entende por televis&atilde;o p&uacute;blica seria, mal e mal, uma televis&atilde;o estatal &ndash; supondo que, numa esta&ccedil;&atilde;o dessas, &eacute; aceit&aacute;vel a comunica&ccedil;&atilde;o pol&iacute;tica do governante, e n&atilde;o apenas a comunica&ccedil;&atilde;o institucional de sua gest&atilde;o. Mas, com toda a certeza, a forma como o governo Requi&atilde;o relaciona-se com a TVE-PR n&atilde;o faz dela uma TV p&uacute;blica, nem favorece que ela se organize como tal.<\/p>\n<p>Em linhas grossas, a distin&ccedil;&atilde;o entre os dois tipos de TV &eacute; clara. A TV estatal seria aquela diretamente financiada e gerida por organismos de Estado, da administra&ccedil;&atilde;o direta, enquanto a TV p&uacute;blica seria bem mais complexa. Teria financiamento tanto do Estado (recursos or&ccedil;ament&aacute;rios) quanto do mercado (na forma de patroc&iacute;nio e apoio institucional), ou ainda da pr&oacute;pria sociedade (por interm&eacute;dio de doa&ccedil;&otilde;es, mecanismos de capta&ccedil;&atilde;o direta de recursos junto aos telespectadores e fundos p&uacute;blicos n&atilde;o-geridos pelo governo &ndash; algo que inexiste ainda no Brasil). A diferen&ccedil;a se estenderia tamb&eacute;m &agrave; gest&atilde;o. A TV p&uacute;blica estaria submetida, necessariamente, a um conselho de representantes da sociedade, que teria autonomia total para orientar a linha editorial e destituir dirigentes, caso n&atilde;o a cumprissem. <\/p>\n<p><strong>Discuss&atilde;o interditada<\/p>\n<p><\/strong>O problema &eacute; que, na pr&aacute;tica, essa diferencia&ccedil;&atilde;o n&atilde;o funciona. A televis&atilde;o p&uacute;blica, entre n&oacute;s, ainda &eacute; apenas um r&oacute;tulo, ou no m&aacute;ximo um projeto. &Eacute; um r&oacute;tulo para todos aqueles que julgam insuficiente o conceito de televis&atilde;o educativa, o &uacute;nico que est&aacute; tipificado em lei para distinguir a televis&atilde;o n&atilde;o-comercial. Como acreditam que a simples id&eacute;ia de educa&ccedil;&atilde;o pela TV aborrece o p&uacute;blico, n&atilde;o poucos operadores desse campo passaram a utilizar o termo &quot;televis&atilde;o p&uacute;blica&quot;, mais palat&aacute;vel e &quot;vend&aacute;vel&quot;. Outros, por sua vez, encaram o conceito como uma meta, um projeto pol&iacute;tico-cultural de transformar a TV educativa existente, quase toda estatal, em efetivo organismo sob controle da sociedade, livre das inger&ecirc;ncias pol&iacute;ticas dos governantes.<\/p>\n<p>&Eacute; assim que o termo TV p&uacute;blica serve a todos &ndash; especialistas, pol&iacute;ticos, m&iacute;dia, universidade e, cada vez mais, ao pr&oacute;prio cidad&atilde;o comum &ndash; sem significar nada preciso para ningu&eacute;m. O governo federal prop&otilde;e a unifica&ccedil;&atilde;o de sua estrutura de televis&atilde;o e transforma&ccedil;&atilde;o dela em TV p&uacute;blica, mas sob a &eacute;gide de uma nova empresa estatal, a Empresa Brasileira de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC). A oposi&ccedil;&atilde;o e a m&iacute;dia, juntas e fechadas nessa quest&atilde;o, atacam o projeto por ver nele a forma&ccedil;&atilde;o de um bra&ccedil;o governamental de propaganda e preferem nomear a rec&eacute;m-criada TV Brasil de &quot;TV Lula&quot;. <\/p>\n<p>Especialistas e a universidade gastam tinta e saliva para tentar aclarar os termos do debate, mas n&atilde;o logram o m&iacute;nimo sucesso. E o cidad&atilde;o segue absolutamente perdido em meio ao tiroteio, sem saber o que, de fato, est&aacute; acontecendo e que bendita televis&atilde;o est&atilde;o lhe propondo.<\/p>\n<p>Grave nessa hist&oacute;ria &eacute; que a medida provis&oacute;ria que institui a EBC e a TV Brasil ser&aacute; examinada pelo Congresso nas pr&oacute;ximas semanas, sem que a balb&uacute;rdia conceitual esteja aclarada. As conting&ecirc;ncias da luta pol&iacute;tica impedem que o debate se fa&ccedil;a, at&eacute; porque, preciso ou impreciso, o discurso das duas partes em torno do assunto j&aacute; est&aacute; montado, a opini&atilde;o p&uacute;blica j&aacute; vem sendo submetida a ele, as posi&ccedil;&otilde;es (pr&oacute; ou contra) v&atilde;o se consolidando e n&atilde;o interessa mudar nada agora. Da mesma forma, a elevada temperatura pol&iacute;tica do Paran&aacute; neste momento impede que os contendores se dediquem a discutir qual o verdadeiro car&aacute;ter, atual e futuro, da TVE &ndash; se &eacute; emissora p&uacute;blica de interesse coletivo ou se &eacute; estatal de interesse governamental.<\/p>\n<p><strong>Nada, nada, nada<\/p>\n<p><\/strong>A supera&ccedil;&atilde;o desse dilema &ndash; estatal ou p&uacute;blica &ndash; para o estabelecimento do que a Constitui&ccedil;&atilde;o propugna &ndash; estatal e p&uacute;blica, e tamb&eacute;m privada &ndash; &eacute; imperiosa para o desenvolvimento harm&ocirc;nico da televis&atilde;o brasileira &ndash; e para a complementaridade de suas partes constitutivas.<\/p>\n<p>Enquanto o pa&iacute;s n&atilde;o enfrentar esse debate, apenas a televis&atilde;o comercial seguir&aacute; crescendo, porque n&atilde;o carece de defini&ccedil;&atilde;o e n&atilde;o depende do Estado (at&eacute; porque tem poder pol&iacute;tico suficiente para mandar mais nele do que obedec&ecirc;-lo). A televis&atilde;o estatal e, sobretudo, a p&uacute;blica n&atilde;o ter&atilde;o meios de encontrar seus espa&ccedil;os de atua&ccedil;&atilde;o, suas formas de viabiliza&ccedil;&atilde;o e a seguran&ccedil;a jur&iacute;dico-institucional que necessitam.<\/p>\n<p>Sim, mas dir&atilde;o alguns do que l&ecirc;em este artigo: precisamos mesmo de televis&atilde;o p&uacute;blica e de televis&atilde;o estatal? A televis&atilde;o comercial que temos, explorada em regime de concess&atilde;o pela iniciativa privada, j&aacute; n&atilde;o d&aacute; conta das necessidades do pa&iacute;s? N&atilde;o seria melhor gastar os recursos da TV p&uacute;blica e TV estatal em outras necessidades? Aqui se op&otilde;em as vis&otilde;es de quem julga que o mercado &eacute; a for&ccedil;a-motriz de todo o progresso e de quem acredita num estado forte, regulando e fiscalizando o mercado.<\/p>\n<p>Se a TV comercial desse conta de tudo que se espera dela &ndash; educa&ccedil;&atilde;o, informa&ccedil;&atilde;o e cidadania, al&eacute;m de divers&atilde;o e com&eacute;rcio &ndash; n&atilde;o haveria o que discutir. Mas n&atilde;o &eacute; exatamente o que ocorre. Por outro lado, o campo p&uacute;blico da televis&atilde;o &eacute; hoje composto por cerca de 180 esta&ccedil;&otilde;es geradoras de conte&uacute;do (educativas, comunit&aacute;rias, universit&aacute;rias, legislativas, institucionais), com quase 3.000 repetidoras em todo o Brasil. N&atilde;o &eacute; a melhor televis&atilde;o do mundo, mas faz o que pode para oferecer ao p&uacute;blico o que a TV comercial sonega.<\/p>\n<p>Algu&eacute;m prop&otilde;e que a TV p&uacute;blica seja privatizada? Os insatisfeitos com a TV comercial defendem que seja estatizada, ou convertida em TV p&uacute;blica? N&atilde;o se ouve nada a respeito, de nenhum lado. Se &eacute; assim, tratemos de respeitar a Constitui&ccedil;&atilde;o do pa&iacute;s, regulamentando o artigo 223 e come&ccedil;ando a discutir as quest&otilde;es da televis&atilde;o n&atilde;o-comercial com mais seriedade, precis&atilde;o e objetividade do que vem ocorrendo at&eacute; agora.<\/p>\n<p>*** <\/p>\n<p><strong>Sobre o ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa<\/p>\n<p><\/strong>Agrade&ccedil;o a aten&ccedil;&atilde;o que o sr. ministro H&eacute;lio Costa dedicou a coment&aacute;rios meus publicados neste Observat&oacute;rio [ver <a href=\"http:\/\/observatorio.ultimosegundo.ig.com.br\/artigos.asp?cod=468IPB001\">&quot;Concess&otilde;es de TV. Receita para superar a pizza&quot;<\/a>], contestando-os democraticamente no artigo <a href=\"http:\/\/observatorio.ultimosegundo.ig.com.br\/artigos.asp?cod=469IPB003\">&quot;Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es responde. A renova&ccedil;&atilde;o das concess&otilde;es das emissoras de TV&quot;<\/a>. Mas lamento que tenha visto neles leviandade, maldade e desrespeito, quando procurei apenas exercer o direito de cr&iacute;tica, analisando assunto de interesse social com civilidade e estrito esp&iacute;rito p&uacute;blico.<\/p>\n<p>Nada tenho a acrescentar ao j&aacute; colocado. As complexas rela&ccedil;&otilde;es entre a radiodifus&atilde;o e o Estado, no Brasil, s&atilde;o de conhecimento geral, em particular dos informados leitores do OI. Todos sabem que este &eacute; um campo em que presidem as circunst&acirc;ncias pol&iacute;ticas, com a normatiza&ccedil;&atilde;o jur&iacute;dica sempre subordinada a estas. Se o sr. ministro assegura que &quot;vem adotando medidas duras e severas&quot; no enquadramento das emissoras de r&aacute;dio e televis&atilde;o aos imperativos legais, cabe conhec&ecirc;-las, acompanh&aacute;-las e desejar que tenham a m&aacute;xima efetividade.<\/p>\n<p>Apenas esclare&ccedil;o que, embora pertencente &ndash; h&aacute; menos de um m&ecirc;s &ndash; ao quadro diretivo da Funda&ccedil;&atilde;o Padre Anchieta, mantenedora da TV Cultura de S&atilde;o Paulo, escrevi o artigo em car&aacute;ter estritamente pessoal, sem externar nele qualquer conceito que possa ser entendido como o pensamento oficial da emissora p&uacute;blica paulista. Estou certo de que, no momento de renova&ccedil;&atilde;o de sua outorga, a TV Cultura demonstrar&aacute; sem a menor dificuldade a sua estrita obedi&ecirc;ncia &agrave;s determina&ccedil;&otilde;es constitucionais e legais da radiodifus&atilde;o.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Televis&atilde;o p&uacute;blica ou televis&atilde;o estatal? Qual a diferen&ccedil;a entre elas? Existe alguma distin&ccedil;&atilde;o significativa? A emissora que o governo federal est&aacute; implantando &eacute; mesmo p&uacute;blica ou &eacute; uma estatal dissimulada? E as emissoras j&aacute; instaladas em todo o Brasil, s&atilde;o emissoras de interesse e uso p&uacute;blico ou s&atilde;o ferramentas de marketing governamental? 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