{"id":20235,"date":"2008-01-17T14:45:44","date_gmt":"2008-01-17T14:45:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20235"},"modified":"2008-01-17T14:45:44","modified_gmt":"2008-01-17T14:45:44","slug":"positivo-sinaliza-preco-mais-baixo-para-laptop-educacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20235","title":{"rendered":"Positivo sinaliza pre\u00e7o mais baixo para laptop educacional"},"content":{"rendered":"<p>Em entrevista ao Converg&ecirc;ncia Digital, o presidente da Positivo Inform&aacute;tica, H&eacute;lio Rotenberg, assegura que a fabricante renegociou com os fornecedores e obteve uma margem para reduzir o custo final do equipamento. Expectativa &eacute; que governo reabra, assim, na pr&oacute;xima semana, o preg&atilde;o, suspenso no final do ano passado.&nbsp; At&eacute; l&aacute;, a Positivo prev&ecirc; a produ&ccedil;&atilde;o e a entrega de 3000 mil novos Classmates, at&eacute; o final de fevereiro. At&eacute; o momento, j&aacute; foram fabricados 5000 equipamentos no modelo.<\/p>\n<p>Para Rotenberg, o edital do preg&atilde;o&nbsp; 59\/2007 foi &quot;muito bem&quot; elaborado pelo Fundo Nacional do Desenvolvimento da Educa&ccedil;&atilde;o(FNDE). Isso porque, observa o executivo, foram inclu&iacute;das obriga&ccedil;&otilde;es significativas, como por exemplo, a garantia de tr&ecirc;s anos para os laptops educacionais, que ser&atilde;o utilizados por crian&ccedil;as com idade de sete a 10 anos. <\/p>\n<p>&quot;&Eacute; claro que s&atilde;o equipamentos com alto grau de probabilidade de ter problemas, j&aacute; que s&atilde;o crian&ccedil;as mexendo com eles. A garantia foi uma seguran&ccedil;a para o MEC&quot;, ressalta Rotenberg. O presidente da Positivo Inform&aacute;tica lamenta o fato de o projeto reunir tanta informa&ccedil;&atilde;o contradit&oacute;ria.<\/p>\n<p>&quot;O laptop educacional &eacute; uma iniciativa que precisa ser incentivada. A Positivo Inform&aacute;tica e a Metasys ( que desenvolveu o sistema operacional) s&atilde;o nacionais. S&atilde;o empresas que geram empregos no Brasil. Isso n&atilde;o &eacute; para ser levado em considera&ccedil;&atilde;o? Foi essa a pol&iacute;tica de Inform&aacute;tica criada pelo Governo: Atrair empregos. Por que a OLPC n&atilde;o fabrica aqui?&quot;, questiona Rotenberg.<\/p>\n<p>O presidente da Positivo Inform&aacute;tica assegurou que a companhia poder&aacute; apresentar uma nova proposta ao governo &#8211; com custo menor &#8211; mas n&atilde;o quis adiantar o quanto poder&aacute; negociar. &quot;Quero crer que podemos reabrir o preg&atilde;o e apresentar nossa proposta. Tenho convic&ccedil;&atilde;o que os t&eacute;cnicos do governo v&atilde;o entender que h&aacute; situa&ccedil;&otilde;es distintas&quot;, enfatizou Rotenberg ao Converg&ecirc;ncia Digital. <\/p>\n<p>Com ou sem o preg&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o local do Classmate continua na f&aacute;brica da Positivo, no Paran&aacute;. At&eacute; o final de fevereiro, 3000 equipamentos ser&atilde;o entregues para escolas p&uacute;blicas e para um munic&iacute;pio onde a fabricante venceu uma concorr&ecirc;ncia ( o nome da localidade n&atilde;o foi revelado). No total, a Positivo j&aacute; produziu 5000 equipamentos Classmate no Brasil.<\/p>\n<p><strong>As contradi&ccedil;&otilde;es<\/p>\n<p><\/strong>A compra dos laptops educacionais &eacute; um projeto considerado priorit&aacute;rio no Governo Lula. Ele teve o comando de C&eacute;sar Alvarez, homem de confian&ccedil;a do presidente e a quem foi delegada a tarefa de conduzir o projeto de inclus&atilde;o digital. <\/p>\n<p>A quest&atilde;o &eacute; que na &quot;hora da verdade&quot;, o &quot;XO&quot;, desenvolvido pela OLPC, funda&ccedil;&atilde;o de Nicholas Negroponte, foi uma grande decep&ccedil;&atilde;o. Isso porque a OLPC participou do preg&atilde;o 59\/2007, representada pela SIMM Solu&ccedil;&otilde;es, distribuidora de equipamentos. A proposta final ficou em R$ 104 milh&otilde;es, muito acima do desejado pelos t&eacute;cnicos governamentais. <\/p>\n<p>A decep&ccedil;&atilde;o foi inevit&aacute;vel. At&eacute; porque o &quot;XO&quot; vendeu a imagem de custar US$ 100, quando na verdade, esse pre&ccedil;o nunca foi concretizado de fato, principalmente, num edital p&uacute;blico e com exig&ecirc;ncias de manuten&ccedil;&atilde;o, instala&ccedil;&atilde;o e implanta&ccedil;&atilde;o. No comunicado distribu&iacute;do &agrave; CVM, a Positivo Inform&aacute;tica busca esclarecer a compara&ccedil;&atilde;o que foi feita do processo brasileiro com o realizado no Uruguai.<\/p>\n<p>&quot;Precisamos deixar claro que editais p&uacute;blicos para esses equipamentos s&oacute; foram realizados dois at&eacute; o momento: O do Uruguai e o do Brasil&quot;,destacou Rotenberg ao Converg&ecirc;ncia Digital. &quot;A quest&atilde;o &eacute; que eles s&atilde;o bastante distintos. No Uruguai, n&atilde;o h&aacute; qualquer obriga&ccedil;&atilde;o de instala&ccedil;&atilde;o, a produ&ccedil;&atilde;o n&atilde;o precisa ser local e os equipamentos ser&atilde;o entregues num dep&oacute;sito central. Aqui, no Brasil, h&aacute; v&aacute;rias exig&ecirc;ncias impostas pelo FNDES&quot;, completa o presidente da Positivo Inform&aacute;tica.<\/p>\n<p>Rotenberg prefere acreditar que o preg&atilde;o para a aquisi&ccedil;&atilde;o de 150 mil laptops educacionais ser&aacute; retomada pelo governo Lula. N&atilde;o cr&ecirc; na possibilidade de uma suspens&atilde;o definitiva por parte do FNDES. Se isso ocorrer, o preg&atilde;o vencido pela Positivo fica anulado e h&aacute; a possibilidade de o governo realizar um outro modelo de aquisi&ccedil;&atilde;o. &quot;Sinceramente quero crer que o preg&atilde;o eletr&ocirc;nico &eacute; o melhor modelo. As regras s&atilde;o claras e h&aacute; a garantia que os equipamentos t&ecirc;m de funcionar. Vamos lutar para que o processo prossiga&quot;, completou.<\/p>\n<p><strong>Cr&iacute;ticas ao XO<\/p>\n<p><\/strong>No comunicado enviado &agrave; CVM, a Positivo faz duras cr&iacute;ticas ao projeto do computador de US$ 100. Assim como tamb&eacute;m destaca que j&aacute; foi lan&ccedil;ado na m&iacute;dia o conceito de um equipamento similar ao custo de US 75. <\/p>\n<p>&quot;Infelizmente, existem v&aacute;rios fatores que hoje inviabilizam a concep&ccedil;&atilde;o de um produto de qualidade e que atenda &agrave;s necessidades m&iacute;nimas dos estudantes por esse valor. E pior, estabeleceu-se esse pre&ccedil;o como verdade absoluta, quando nem mesmo o seu idealizador consegue realizar o que prometeu&quot;, destaca a fabricante.<\/p>\n<p>&quot;&Eacute; preciso ter em mente os diversos fatores que comp&otilde;em o produto final: al&eacute;m do valor de US$ 100 n&atilde;o ser suficiente para produzir o hardware, n&atilde;o basta simplesmente fabric&aacute;-lo, &eacute; preciso uma continuidade de servi&ccedil;os que, com certeza, n&atilde;o foram levados em considera&ccedil;&atilde;o no conceito do computador do aluno. O governo brasileiro realizou um preg&atilde;o r&iacute;gido com solicita&ccedil;&otilde;es adequadas para garantir que o projeto de notebook educacional tenha continuidade, pensando na garantia estendida para tr&ecirc;s anos, instala&ccedil;&atilde;o, configura&ccedil;&atilde;o e toda parte log&iacute;stica de distribui&ccedil;&atilde;o, que n&atilde;o foram inclu&iacute;dos no pre&ccedil;o que o mercado est&aacute; usando como refer&ecirc;ncia&quot;, ressalta ainda o informe.<\/p>\n<p>No comunicado, a Positivo destaca que sempre trabalhou para apresentar um notebook educacional de pre&ccedil;o acess&iacute;vel, sem limita&ccedil;&atilde;o de recursos e, ainda, j&aacute; com conte&uacute;do educacional. Para isso, conta com uma divis&atilde;o especializada no desenvolvimento de Tecnologia Educacional que trabalha tanto os recursos de hardware como os de software, j&aacute; tendo implantado diversos projetos-piloto com o emprego do Positivo Mobile Classmate. <\/p>\n<p>Na esfera particular est&atilde;o: o Col&eacute;gio Visconde de Porto Seguro (S&atilde;o Paulo\/SP), Instituto Gay Lussac (Niter&oacute;i\/RJ), Col&eacute;gio Notre Dame (Campinas\/SP), Col&eacute;gio Dante Alighieri (S&atilde;o Paulo\/SP) e Funda&ccedil;&atilde;o Bradesco. Na esfera p&uacute;blica: Escola Professora Rosa da Concei&ccedil;&atilde;o Guede (Pira&iacute;\/RJ) e na Escola Estadual Dom Alano (Palmas\/TO).<\/p>\n<p>Explica ainda o processo relativo &agrave; licita&ccedil;&atilde;o realizada em outubro de 2007 pelo governo do Uruguai. Nela, a Positivo Inform&aacute;tica participou com uma oferta de US$ 245 (R$ 457,90*) por equipamento, n&atilde;o sendo, entretanto, a empresa vencedora. Segundo o comunicado, essa compara&ccedil;&atilde;o fez com que &quot;erroneamente a imprensa estabeleceu uma compara&ccedil;&atilde;o direta entre a licita&ccedil;&atilde;o uruguaia e a brasileira, quando as diferen&ccedil;as dos editais s&atilde;o muitas&quot;. <\/p>\n<p>E esclarece: &quot;Primeiro em rela&ccedil;&atilde;o &agrave; log&iacute;stica: no Uruguai, todos os equipamentos seriam entregues num dep&oacute;sito central e n&atilde;o precisariam ser instalados. J&aacute; no Brasil, a empresa vencedora ser&aacute; respons&aacute;vel pela entrega em 300 escolas p&uacute;blicas e pela instala&ccedil;&atilde;o e configura&ccedil;&atilde;o, n&atilde;o s&oacute; do Positivo Mobile Classmate, mas tamb&eacute;m de um servidor que ser&aacute; fornecido pela escola.<\/p>\n<p>Os editais tamb&eacute;m se diferem quanto &agrave; garantia do equipamento: no Uruguai, correspondia a apenas 90 dias para pe&ccedil;as, j&aacute; no Brasil, s&atilde;o tr&ecirc;s anos onsite (no local), al&eacute;m do fato de que os computadores ser&atilde;o manuseados por crian&ccedil;as de 7 a 10 anos, que em muitos casos, transportar&atilde;o o computador para casa.<\/p>\n<p>E, finalmente, h&aacute; o aspecto financeiro. No Uruguai, o pagamento foi feito de forma antecipada e isento de todos os tributos, enquanto no Brasil, o pagamento s&oacute; ser&aacute; efetuado depois da instala&ccedil;&atilde;o e configura&ccedil;&atilde;o dos computadores, o que em m&eacute;dia, gera uma espera de 115 dias. Tamb&eacute;m &eacute; importante ressaltar, que os pre&ccedil;os do preg&atilde;o incluem todos os impostos, como foi solicitado no edital. E ainda, existe uma grande possibilidade de isen&ccedil;&atilde;o de alguns impostos, que hoje totalizam R$ 50, 87, e ser&atilde;o descontados integralmente ao pre&ccedil;o final.<\/p>\n<p>Todos esses fatores fazem com que exista um acr&eacute;scimo no valor final do produto de aproximadamente R$ 206,62 na licita&ccedil;&atilde;o brasileira em rela&ccedil;&atilde;o ao proposto ao governo uruguaio. Outro diferencial corresponde ao fato de se levar em considera&ccedil;&atilde;o o impacto social, uma vez que todos os produtos da Positivo Inform&aacute;tica s&atilde;o produzidos no Brasil, e gera mais de tr&ecirc;s mil empregos diretos. Na licita&ccedil;&atilde;o do Uruguai, n&atilde;o existia a obrigatoriedade de fabrica&ccedil;&atilde;o local e os produtos foram fabricados na China, que apresenta um ganho no pre&ccedil;o pela escala, mas n&atilde;o gera nenhum emprego&quot;, conclui o comunicado da empresa.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em entrevista ao Converg&ecirc;ncia Digital, o presidente da Positivo Inform&aacute;tica, H&eacute;lio Rotenberg, assegura que a fabricante renegociou com os fornecedores e obteve uma margem para reduzir o custo final do equipamento. 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