{"id":20221,"date":"2008-01-16T15:00:44","date_gmt":"2008-01-16T15:00:44","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20221"},"modified":"2008-01-16T15:00:44","modified_gmt":"2008-01-16T15:00:44","slug":"entidades-internacionais-divulgam-dados-diferentes-sobre-mortes-de-jornalistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20221","title":{"rendered":"Entidades internacionais divulgam dados diferentes sobre mortes de jornalistas"},"content":{"rendered":"<p><span>Ongs e entidades internacionais divulgaram, no final de 2007 e in&iacute;cio de 2008, dados diferentes sobre o n&uacute;mero de jornalistas mortos no exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o no ano passado. O &uacute;nico ponto em comum &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o de que o maior n&uacute;mero de casos ocorre em zonas de conflito. A FENAJ est&aacute; finalizando o levantamento de dados para atualizar seu &ldquo;Relat&oacute;rio de Viol&ecirc;ncia e Direitos Humanos&rdquo;, que registra os casos de cerceamento ao exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o no Brasil.<\/p>\n<p><\/span><span>Segundo a Campanha Emblema de Imprensa (PEC), entre janeiro e dezembro de 2007 houve 110 assassinatos de jornalistas. A entidade justificou o aumento de mortes de profissionais de imprensa no exerc&iacute;cio de suas atividades &agrave; constante viola&ccedil;&atilde;o internacional dos direitos humanos e desenvolve uma consulta mundial para elabora&ccedil;&atilde;o de um anteprojeto de conven&ccedil;&atilde;o para proteger jornalistas em zonas de conflito e viol&ecirc;ncia a ser apresentado &agrave; ONU.<\/p>\n<p><\/span><span>J&aacute; a Associa&ccedil;&atilde;o Mundial de Jornais (WAN) contabilizou 108 jornalistas mortos e o Instituto Internacional de Imprensa (IPI) registrou 91 assassinatos em 2007. Por sua vez, a Ong Rep&oacute;rteres sem Fronteiras (RSF), em seu balan&ccedil;o sobre liberdade de imprensa, registrou a morte de 86 profissionais de m&iacute;dia em 2007 e, num comparativo dos &uacute;ltimos cinco anos, identificou um crescimento de 244% de assassinatos de jornalistas. Em outra ponta, o estadunidense Comit&ecirc; de Prote&ccedil;&atilde;o aos Jornalistas (CPJ) computou 64 mortes no ano passado.<\/p>\n<p><\/span><span>Para o presidente da FENAJ, S&eacute;rgio Murillo de Andrade, a discrep&acirc;ncia nos levantamentos de jornalistas mortos reflete diferentes crit&eacute;rios dos &oacute;rg&atilde;os que os elaboram. &ldquo;Um dos problemas nestes levantamentos &eacute; a falta de crit&eacute;rios em definir quem &eacute; jornalista&rdquo;, diz Murillo.<\/p>\n<p><\/span><span>Segundo ele, os levantamentos da Federa&ccedil;&atilde;o Internacional dos Jornalistas (FIJ) s&atilde;o mais confi&aacute;veis. A entidade divulgou, no in&iacute;cio deste m&ecirc;s, o registro de 171 mortes de profissionais de imprensa no ano passado, o maior de todos os dados apurados, pois inclui profissionais que faleceram em acidentes quando exerciam suas fun&ccedil;&otilde;es. Em seu relat&oacute;rio a FIJ registrou seis mortes de jornalistas no Brasil: uma por assassinato e cinco por acidente.<\/p>\n<p><\/span><span>A Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da FENAJ est&aacute; sistematizando dados para atualizar seu &ldquo;Relat&oacute;rio de Viol&ecirc;ncia e Direitos Humanos&rdquo; com rela&ccedil;&atilde;o a 2007. O levantamento anual da Federa&ccedil;&atilde;o considera viol&ecirc;ncia ao exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o n&atilde;o apenas as mortes de jornalistas. Nele s&atilde;o registrados os casos de uso da for&ccedil;a, o abuso de poder, amea&ccedil;as e ass&eacute;dio moral para impedir o acesso e difus&atilde;o da informa&ccedil;&atilde;o, bem como as press&otilde;es contra a liberdade de imprensa, que se expressam, tamb&eacute;m, na repress&atilde;o &agrave; luta dos profissionais de imprensa por melhores sal&aacute;rios e condi&ccedil;&otilde;es de trabalho.<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ongs e entidades internacionais divulgaram, no final de 2007 e in&iacute;cio de 2008, dados diferentes sobre o n&uacute;mero de jornalistas mortos no exerc&iacute;cio da profiss&atilde;o no ano passado. O &uacute;nico ponto em comum &eacute; a identifica&ccedil;&atilde;o de que o maior n&uacute;mero de casos ocorre em zonas de conflito. 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