{"id":20209,"date":"2008-01-15T19:03:34","date_gmt":"2008-01-15T19:03:34","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20209"},"modified":"2008-01-15T19:03:34","modified_gmt":"2008-01-15T19:03:34","slug":"tv-brasil-a-radiobras-conseguiu-piorar-a-tve","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20209","title":{"rendered":"TV Brasil: a Radiobr\u00e1s conseguiu piorar a TVE"},"content":{"rendered":"<p>Em poucas palavras, ap&oacute;s um m&ecirc;s no ar, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel dizer que a TV Brasil &eacute; muito, muito ruim! Pior do que as piores previs&otilde;es. E o p&uacute;blico que n&atilde;o &eacute; bobo, ignora solenemente a sua dispendiosa exist&ecirc;ncia. Seus respons&aacute;veis conseguiram o imposs&iacute;vel: pioraram o que j&aacute; era ruim, a velha e combalida TVE do Rio de Janeiro. <\/p>\n<p>Em termos de jornalismo, a TV Brasil tem a cara de um dos piores fen&ocirc;menos da comunica&ccedil;&atilde;o brasileira: e internacional: A Voz do Brasil da Radiobr&aacute;s. <\/p>\n<p>Mas h&aacute; sempre os cr&iacute;ticos otimistas, comprometidos ou engajados nos projetos do governo, que tentam diminuir a frustra&ccedil;&atilde;o. Afinal, nem tudo d&aacute; certo de cara. Vide o nosso pa&iacute;s ou os projetos do governo. Os cr&iacute;ticos otimistas buscam explica&ccedil;&otilde;es no passado para justificar a falta de planejamento, a falta de pesquisas e a pressa para impor velhas id&eacute;ias ou preconceitos sobre como deveria ser uma televis&atilde;o. Uma televis&atilde;o, muitas vezes, para quem, na verdade, n&atilde;o gosta de televis&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>TV Vale Tudo<\/p>\n<p><\/strong>Afinal, dizem eles, nem tudo come&ccedil;a bem. Os exemplos v&atilde;o das novelas do passado aos governos do presente. De Roque Santeiro &agrave;s atuais promessas de uma TV p&uacute;blica de verdade, a novela &ldquo;Vale tudo&rdquo; &eacute; o melhor argumento para explicar e garantir uma m&iacute;dia mais amistosa e alguns bons empregos.&nbsp; <\/p>\n<p>Nos &uacute;ltimos dias, pude assistir &agrave; programa&ccedil;&atilde;o da TV Brasil. Est&atilde;o matando uma boa id&eacute;ia, uma boa proposta com o que h&aacute; de pior na TV. Em plena era da Internet e op&ccedil;&atilde;o midi&aacute;tica cada vez maior para um p&uacute;blico cada vez mais exigente, a programa&ccedil;&atilde;o da TV Brasil &eacute; tudo que uma TV n&atilde;o deveria ser. &Eacute; muito, muito chata, velha e previs&iacute;vel. A TV Brasil &eacute; uma antiTV. As compara&ccedil;&otilde;es com a pior rede de TV brasileira de todos os tempos, a famigerada CNT, s&atilde;o inevit&aacute;veis. O problema &eacute; que n&oacute;s estamos bancando esse desastre.&nbsp; <\/p>\n<p>A programa&ccedil;&atilde;o da TV Brasil reflete a pressa e a improvisa&ccedil;&atilde;o. N&atilde;o h&aacute; uma estrat&eacute;gia de comunica&ccedil;&atilde;o, nada faz sentido e o p&uacute;blico &eacute; ignorado. Uma televis&atilde;o de burocratas para simpatizantes. Para quem assiste televis&atilde;o desde os anos 50, a TV Brasil &eacute; um total retrocesso na linguagem do meio. Digital ou anal&oacute;gica, comprova as piores previs&otilde;es do fim da TV nos pr&oacute;ximos anos. <\/p>\n<p>Velhos programas com velhos apresentadores defendendo id&eacute;ias ainda mais velhas. Nada, absolutamente, nada de novo, experimental ou ousado. &Eacute; a televis&atilde;o do previs&iacute;vel, do seguro, uma televis&atilde;o para converter os convertidos e divulgar as propostas mirabolantes do governo. <\/p>\n<p><span><strong>Jornalismo Secos e Molhados<br \/><\/strong><br \/><\/span><span>E o pior &eacute; o telejornal, um tal de Rep&oacute;rter Brasil. Uma sele&ccedil;&atilde;o de mat&eacute;rias insossas, chamadas de &ldquo;positivas&rdquo; para garantir de forma &ldquo;equilibrada&rdquo; os interesses dos minist&eacute;rios do governo. <\/span>Um telejornal de boas not&iacute;cias sobre um pa&iacute;s que n&atilde;o existe. Um jornalismo de elogios com mais cara de Voz do Brasil &eacute; imposs&iacute;vel.<\/p>\n<p>Tem mat&eacute;rias sobre os &ldquo;avan&ccedil;os&rdquo; no turismo, na sa&uacute;de, nos transportes, na seguran&ccedil;a em quase tudo que dever&iacute;amos ter, mas n&atilde;o temos. &Eacute; um telejornal de &ldquo;faz de conta&rdquo; que vai tudo bem. Nenhuma pol&ecirc;mica, nenhuma den&uacute;ncia, nenhuma investiga&ccedil;&atilde;o, pois afinal a proposta &eacute; fazer um jornalismo &ldquo;positivo&rdquo;, ou seja, irreal! <\/p>\n<p>Bem j&aacute; dizia o velho Mill&ocirc;r, &ldquo;imprensa &eacute; oposi&ccedil;&atilde;o, o resto &eacute; armaz&eacute;m de secos e molhados&rdquo;. Pelo jeito, a TV Brasil optou pelo telejornal de secos e molhados.&nbsp; <\/p>\n<p>E no ar, ficam as perguntas que n&atilde;o querem calar: ser&aacute; que o Congresso vai aprovar a medida provis&oacute;ria que criou essa tal de TV Brasil? E no pr&oacute;ximo governo, qual ser&aacute; a cara dessa TV Brasil? Mais estatal, p&uacute;blica, educativa ou simplesmente&hellip; mais partid&aacute;ria? <\/p>\n<p>* Antonio Brasil&nbsp;&eacute; jornalista, professor de jornalismo da UERJ e professor visitante da Rutgers, The State University of New Jersey. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em poucas palavras, ap&oacute;s um m&ecirc;s no ar, j&aacute; &eacute; poss&iacute;vel dizer que a TV Brasil &eacute; muito, muito ruim! Pior do que as piores previs&otilde;es. E o p&uacute;blico que n&atilde;o &eacute; bobo, ignora solenemente a sua dispendiosa exist&ecirc;ncia. 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