{"id":20207,"date":"2008-01-15T16:57:42","date_gmt":"2008-01-15T16:57:42","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20207"},"modified":"2008-01-15T16:57:42","modified_gmt":"2008-01-15T16:57:42","slug":"mudancas-climaticas-a-cobertura-da-imprensa-brasileira-sob-exame","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20207","title":{"rendered":"Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas: a cobertura da imprensa brasileira sob exame"},"content":{"rendered":"<p>N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil chegar &agrave; conclus&atilde;o de que o tema mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e seus principais sat&eacute;lites (aquecimento global, efeito estufa etc.) estiveram na lista de prioridades de parte significativa da m&iacute;dia noticiosa brasileira nos &uacute;ltimos meses. Basta ler os jornais. Basta estar atento ou atenta &agrave;s reportagens especiais dos telejornais e aos programas jornal&iacute;sticos de maior f&ocirc;lego veiculados, sobretudo, pelos canais pagos. <\/p>\n<p>Se &eacute; trivial, portanto, responder &agrave; pergunta &quot;o jornalismo brasileiro dispensou aten&ccedil;&atilde;o ao tema das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas recentemente?&quot;, o mesmo n&atilde;o ocorre se a indaga&ccedil;&atilde;o fosse um pouco mais complexa: &quot;Como o jornalismo brasileiro cobriu o tema mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas recentemente?&quot; <\/p>\n<p>S&atilde;o subs&iacute;dios para formar uma ou mais respostas a esta pergunta que a car&iacute;ssima leitora ou o caro leitor v&atilde;o encontrar no documento Mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas na imprensa brasileira &ndash; Uma an&aacute;lise de 50 jornais no per&iacute;odo de julho de 2005 a junho de 2007, cuja &iacute;ntegra pode ser obtida aqui (arquivo PDF).<\/p>\n<p>O texto analisa o tratamento editorial dispensado por 50 jornais di&aacute;rios brasileiros ao debate sobre as chamadas mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. O estudo abrange ve&iacute;culos de todos os estados do pa&iacute;s, trazendo uma radiografia da cobertura produzida entre julho de 2005 e junho de 2007.<\/p>\n<p><strong>Pol&iacute;ticas p&uacute;blicas<\/p>\n<p><\/strong>Os resultados da pesquisa &ndash; fruto de um esfor&ccedil;o coordenado pela Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias dos Direitos da Inf&acirc;ncia (ANDI), com o apoio da Embaixada Brit&acirc;nica no Brasil &ndash; constituem subs&iacute;dios relevantes para uma leitura mais aprofundada sobre o papel desempenhado pela grande m&iacute;dia na ampla discuss&atilde;o que vem sendo travada, em n&iacute;vel mundial, acerca das altera&ccedil;&otilde;es registradas no clima do planeta e das poss&iacute;veis conseq&uuml;&ecirc;ncias desse fen&ocirc;meno, no futuro.<\/p>\n<p>Trata-se de um debate central para as pol&iacute;ticas de desenvolvimento das diversas na&ccedil;&otilde;es e &ndash; n&atilde;o &eacute; exagerado afirmar &ndash; para toda a humanidade. Essa &eacute;, certamente, a primeira premissa a partir da qual o presente estudo foi elaborado. Isso porque n&atilde;o &eacute; poss&iacute;vel pensar sob a perspectiva do desenvolvimento sem que se leve em conta o processo de degrada&ccedil;&atilde;o ambiental gerado, nos &uacute;ltimos s&eacute;culos, a partir da expans&atilde;o da economia mundial. Por outro lado, vale lembrar que esse cuidado com a sustentabilidade, t&atilde;o difundido nas d&eacute;cadas mais recentes, traz em sua ess&ecirc;ncia uma preocupa&ccedil;&atilde;o que est&aacute; na raiz do trabalho desenvolvido pela ANDI desde sua funda&ccedil;&atilde;o: construir um contexto favor&aacute;vel &agrave; qualidade de vida das novas gera&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p>Apontadas tais considera&ccedil;&otilde;es, surge ainda outra importante quest&atilde;o que tamb&eacute;m embasa a configura&ccedil;&atilde;o do presente estudo: por que nos dedicarmos a uma an&aacute;lise aprofundada sobre a rela&ccedil;&atilde;o entre a atua&ccedil;&atilde;o da m&iacute;dia e o debate acerca das mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas? <\/p>\n<p>Nossa op&ccedil;&atilde;o foi por dedicar esfor&ccedil;os na compreens&atilde;o de como um ator central para a democracia &ndash; a imprensa &ndash; vem atuando frente a esse importante debate. Para sustentar a necessidade de compreendermos melhor essa rela&ccedil;&atilde;o m&iacute;dia\/mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas vale apontar cinco outras premissas fundamentais:<\/p>\n<p>1. O tema mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas conforma uma quest&atilde;o da mais alta relev&acirc;ncia para as sociedades contempor&acirc;neas.<\/p>\n<p>2. Exatamente por isso, precisa ser agendado de forma priorit&aacute;ria entre a popula&ccedil;&atilde;o em geral, mas, sobretudo, entre os chamados tomadores de decis&atilde;o e formadores de opini&atilde;o.<\/p>\n<p>3. Precisa ainda ser informado de maneira contextualizada.<\/p>\n<p>4. Da mesma forma, necessita ser alvo de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas monitoradas pelos atores que conformam o sistema de freios e contrapesos, pe&ccedil;a fundamental para a boa governan&ccedil;a e para a transpar&ecirc;ncia nas sociedades democr&aacute;ticas.<\/p>\n<p>5. Por fim, ressaltamos que o jornalismo tem como fun&ccedil;&otilde;es fundamentais, exatamente:<\/p>\n<p>** agendar os temas priorit&aacute;rios para as democracias contempor&acirc;neas;<\/p>\n<p>** prover informa&ccedil;&atilde;o contextualizada sobre esses mesmos temas;<\/p>\n<p>** atuar como watchdog dos formuladores e executores de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas, colaborando para elevar o n&iacute;vel de accountability dos mesmos.<\/p>\n<p><strong>Janelas de oportunidade<\/p>\n<p><\/strong>Essas cinco afirma&ccedil;&otilde;es constituem os pilares da presente investiga&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p>Nosso objetivo, portanto, &eacute; apresentar um mapa bastante detalhado acerca do tratamento editorial oferecido pelas reda&ccedil;&otilde;es brasileiras aos assuntos relacionados &agrave;s mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas. Nesse sentido, cabe apontar algumas perguntas que nortearam a elabora&ccedil;&atilde;o da pesquisa: <\/p>\n<p>** A imprensa agendou o tema no per&iacute;odo? Se sim, como? <\/p>\n<p>** Ao prover informa&ccedil;&otilde;es sobre o tema, a m&iacute;dia o contextualizou? Ouviu a diversidade de atores envolvidos com o assunto? Buscou abordar o assunto a partir de variadas perspectivas? <\/p>\n<p>** Os diferentes ve&iacute;culos noticiosos desempenharam seu papel de fiscaliza&ccedil;&atilde;o dos formuladores e executores de pol&iacute;ticas p&uacute;blicas?<\/p>\n<p>Dados que permitem elaborar respostas para estas e outras perguntas est&atilde;o amplamente distribu&iacute;dos ao longo da publica&ccedil;&atilde;o. As principais estat&iacute;sticas, ademais, podem ser rapidamente encontradas no resumo executivo.<\/p>\n<p>Para finalizar esta r&aacute;pida apresenta&ccedil;&atilde;o do estudo, gostaria de lembrar o que nos parece ser uma das principais conclus&otilde;es que se podem derivar da an&aacute;lise de conte&uacute;do realizada: &eacute; poss&iacute;vel enxergar muitos dos resultados obtidos como lacunas e problemas da cobertura. N&atilde;o obstante, &eacute; poss&iacute;vel tamb&eacute;m v&ecirc;-los como diversas janelas de oportunidade para o trabalho que a imprensa, certamente, seguir&aacute; dedicando ao tema &ndash; por decis&atilde;o pr&oacute;pria ou compelida pela realidade. Nosso olhar, como poder&atilde;o verificar, est&aacute; mais pr&oacute;ximo da segunda alternativa. <\/p>\n<p><em>* Guilherme Canela &eacute; cientista pol&iacute;tico e coordenador de rela&ccedil;&otilde;es acad&ecirc;micas da Ag&ecirc;ncia de Not&iacute;cias dos Direitos da Inf&acirc;ncia (ANDI); foi o coordenador geral da pesquisa sobre a imprensa e as mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas <\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>N&atilde;o &eacute; dif&iacute;cil chegar &agrave; conclus&atilde;o de que o tema mudan&ccedil;as clim&aacute;ticas e seus principais sat&eacute;lites (aquecimento global, efeito estufa etc.) estiveram na lista de prioridades de parte significativa da m&iacute;dia noticiosa brasileira nos &uacute;ltimos meses. Basta ler os jornais. 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