{"id":20187,"date":"2008-01-14T14:58:42","date_gmt":"2008-01-14T14:58:42","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20187"},"modified":"2008-01-14T14:58:42","modified_gmt":"2008-01-14T14:58:42","slug":"publico-de-cinema-no-brasil-diminui-29-em-2007","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20187","title":{"rendered":"P\u00fablico de cinema no Brasil diminui 2,9% em 2007"},"content":{"rendered":"<p>O p&uacute;blico de cinema no Brasil caiu em 2007. O ano terminou com total de 88,6 milh&otilde;es de espectadores (o n&uacute;mero de ingressos vendidos nas salas), o que representa uma queda de 2,9% em rela&ccedil;&atilde;o a 2006. <\/p>\n<p>Pela primeira vez desde 2002, o p&uacute;blico no pa&iacute;s fica abaixo dos 90 milh&otilde;es. A parcela de espectadores obtida pelo filme nacional (9,8 milh&otilde;es) representa 11,1% do mercado, e a renda total (R$ 707,3 milh&otilde;es) demonstra aumento de 0,9% em rela&ccedil;&atilde;o ao ano passado. <\/p>\n<p>Os dados s&atilde;o do Sindicato das Empresas Distribuidoras Cinematogr&aacute;ficas do Rio de Janeiro. Na opini&atilde;o do presidente do sindicato, Jorge Peregrino (Paramount), os n&uacute;meros indicam &#39;estagna&ccedil;&atilde;o do mercado&#39;. <\/p>\n<p>Para Peregrino, &#39;no Brasil, o pre&ccedil;o do ingresso &eacute; artificialmente caro, por causa da meia-entrada [para estudantes]. No final, o sujeito pensa duas vezes antes de ir ao cinema&#39;. <\/p>\n<p>O distribuidor classifica o ingresso de &#39;artificialmente caro&#39; porque, com a dissemina&ccedil;&atilde;o da venda de meias-entradas, dado o uso de carteiras por parte de quem n&atilde;o &eacute; estudante, &eacute; minorit&aacute;ria a parcela de espectadores que paga inteira. <\/p>\n<p>Classes C e D <\/p>\n<p>Esse fen&ocirc;meno, na avalia&ccedil;&atilde;o do presidente da Cinemark International, Valmir Fernandes, &#39;&eacute; o c&acirc;ncer do entretenimento no Brasil&#39; e seria o respons&aacute;vel por afastar dos cinemas a popula&ccedil;&atilde;o de baixa renda. <\/p>\n<p>&#39;Enquanto a minha filha, que possui Ipod, viaja para a Disney, tem acesso a tudo, pagar meia e a minha empregada pagar inteira, n&atilde;o h&aacute; como querer aumentar o p&uacute;blico e a participa&ccedil;&atilde;o das classes C e D&#39;, diz. <\/p>\n<p>A Cinemark &eacute; l&iacute;der no mercado brasileiro. Fernandes comanda as opera&ccedil;&otilde;es da cadeia em 13 pa&iacute;ses. Ele diz que &#39;a percep&ccedil;&atilde;o de que o custo do cinema &eacute; elevado est&aacute; muito forte no Brasil&#39;, o que julga inexato. <\/p>\n<p>O pre&ccedil;o m&eacute;dio do ingresso no pa&iacute;s foi de R$ 8 em 2007. &#39;N&atilde;o conhe&ccedil;o muitas op&ccedil;&otilde;es de lazer com a qualidade do cinema por esse n&iacute;vel de pre&ccedil;o&#39;, afirma. <\/p>\n<p>O secret&aacute;rio do Audiovisual do Minist&eacute;rio da Cultura, Silvio Da-Rin,diz que &#39;&eacute; procedente o argumento&#39; dos exibidores sobre o efeito prejudicial da prolifera&ccedil;&atilde;o indevida de carteiras de estudante, pois isso &#39;desequilibra as condi&ccedil;&otilde;es&#39; do neg&oacute;cio. <\/p>\n<p>No entanto, Da-Rin observa que o crescimento da renda &#39;mostra que os exibidores t&ecirc;m se compensado,com o aumento do pre&ccedil;o m&eacute;dio do ingresso, o que &eacute; um processo perverso, porque elitiza cada vez mais o p&uacute;blico cinematogr&aacute;fico&#39;. <\/p>\n<p>Em 1997, o pre&ccedil;o m&eacute;dio do ingresso era de R$ 5,15. O secret&aacute;rio diz que o governo est&aacute; atento &agrave;s &#39;transforma&ccedil;&otilde;es do espet&aacute;culo cinematogr&aacute;fico&#39;,para adequar as medidas que toma, &#39;de maneira a continuar protegendo o conte&uacute;do brasileiro no nosso mercado&#39;. <\/p>\n<p>Embora o governo adote mecanismos como a cota de tela (que fixa n&uacute;mero de dias de exibi&ccedil;&atilde;o obrigat&oacute;ria de filmes nacionais nas salas), o exibidor Leon Cakoff identifica &#39;falta de vontade pol&iacute;tica para fazer com que o cinema brasileiro v&aacute; ao encontro de suas plat&eacute;ias&#39;. <\/p>\n<p>Para Cakoff, &#39;o p&uacute;blico do cinema nacional est&aacute; na vasta teia de emissoras e retransmissoras de televis&atilde;o&#39;. <\/p>\n<p>O exibidor sugere que, &#39;taxando-se com 3% o seu faturamento comercial [das TVs] e mais a mensalidade dos assinantes, vamos alcan&ccedil;ar o para&iacute;so das produ&ccedil;&otilde;es da Fran&ccedil;a e da Alemanha, onde triunfa o modelo dos fundos de cinema autoral com garantias de exibi&ccedil;&atilde;o ao menos nas TVs. Os melhores das safras de cada ano chegam aos cinemas tamb&eacute;m, mas por merecimento&#39;. <\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O p&uacute;blico de cinema no Brasil caiu em 2007. O ano terminou com total de 88,6 milh&otilde;es de espectadores (o n&uacute;mero de ingressos vendidos nas salas), o que representa uma queda de 2,9% em rela&ccedil;&atilde;o a 2006. Pela primeira vez desde 2002, o p&uacute;blico no pa&iacute;s fica abaixo dos 90 milh&otilde;es. 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