{"id":20163,"date":"2007-12-22T00:00:00","date_gmt":"2007-12-22T00:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/wordpress\/?p=20163"},"modified":"2007-12-22T00:00:00","modified_gmt":"2007-12-22T00:00:00","slug":"balanco-do-ano-para-a-democratizacao-da-comunicacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/obscom.intervozes.org.br\/?p=20163","title":{"rendered":"Balan\u00e7o do ano para a democratiza\u00e7\u00e3o da comunica\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p>O ano de 2007 foi intenso na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o brasileira. Ocorreram as implanta&ccedil;&otilde;es da nova TV p&uacute;blica, da TV Digital, a discuss&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa, entre outros fatos. As a&ccedil;&otilde;es foram acompanhadas de perto pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), sempre com o prop&oacute;sito de incidir nas formula&ccedil;&otilde;es. No &acirc;mbito geral da luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, o FNDC pautou-se pela constru&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, em a&ccedil;&otilde;es que tiveram grande resson&acirc;ncia nos movimentos sociais e no Congresso Nacional. Mas foi na TV P&uacute;blica, por&eacute;m, que o F&oacute;rum teve sua a&ccedil;&atilde;o mais incisiva.<\/p>\n<p>A quest&atilde;o da Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, uma resolu&ccedil;&atilde;o da &uacute;ltima plen&aacute;ria do FNDC, foi intensamente trabalhada em 2007, com grande resson&acirc;ncia nos movimentos sociais e depois no Congresso Nacional. &quot;Isso nos toma bastante tempo, catalisa as a&ccedil;&otilde;es de maneira geral. Acompanhamos os projetos da digitaliza&ccedil;&atilde;o da TV na C&acirc;mara dos Deputados, tentando incidir de alguma maneira sobre isso. Na r&aacute;dio digital tamb&eacute;m&quot;, destaca Celso Schr&ouml;der, coordenador- geral do FNDC, que esteve acompanhando diversas audi&ecirc;ncias p&uacute;blicas. &quot;Mas foi talvez a TV p&uacute;blica nossa a&ccedil;&atilde;o mais concreta, na medida em que nos ocupou o final do ano passado todo com as reuni&otilde;es dos grupos de trabalho, culminando com o I F&oacute;rum, em maio&quot;, avalia Schr&ouml;der. A TV p&uacute;blica (TV Brasil), que encerra o ano com sua cria&ccedil;&atilde;o encaminhada pelo governo fefderal, teve um acompanhamento bastante intenso do FNDC, que contribuiu com formula&ccedil;&otilde;es, cr&iacute;ticas e defesas ao projeto. <\/p>\n<p>A classifica&ccedil;&atilde;o indicativa teve um momento intenso de debate em 2007. &quot;Houve uma tentativa do governo de incidir sobre esse tema, e foi demonstrada mais uma vez a for&ccedil;a da radiodifus&atilde;o, que refreou a iniciativa&quot;, avalia o coordenador do F&oacute;rum. Ele destaca que o fato demonstrou &quot;mais do que nunca&quot; a necessidade de se continuar constituindo for&ccedil;as na sociedade civil para enfrentar a vis&atilde;o meramente comercial que a radiodifus&atilde;o implementa nas suas a&ccedil;&otilde;es. <\/p>\n<p>Em 2007, a grande d&iacute;vida que o Congresso brasileiro deixa para a sociedade civil, na avalia&ccedil;&atilde;o do FNDC, &eacute; a n&atilde;o ativa&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o Social (CCS). Num ano decisivo, de mudan&ccedil;as importantes no panorama brasileiro das comunica&ccedil;&otilde;es, o CCS ficou inativo. &quot;Por inoper&acirc;ncia do Congresso, um Senado ac&eacute;falo e por incompreens&atilde;o da C&acirc;mara, que poderia ter assumido esse papel de convocar e instrumentalizado o CCS. Essa falta &eacute; uma enorme trai&ccedil;&atilde;o inclusive &agrave; Constitui&ccedil;&atilde;o, que o criou&quot;, denuncia Schr&ouml;der.<\/p>\n<p>Quanto &agrave;s r&aacute;dios comunit&aacute;rias, o FNDC avalia que o governo n&atilde;o conseguiu ainda equalizar suas pol&iacute;ticas e incidir sobre a criminaliza&ccedil;&atilde;o que esse segmento sofre, seja criando pol&iacute;ticas espec&iacute;ficas, ou relativizando sua pol&iacute;tica quanto ao fechamento dessas r&aacute;dios. &quot;O governo sucumbe a uma press&atilde;o das r&aacute;dios comerciais nesse sentido&quot;. <\/p>\n<p>&quot;Por fim, encerramos o ano discutindo a aplica&ccedil;&atilde;o do modelo de TV digital, tentando garantir aquilo que a tese anterior apontava, a universaliza&ccedil;&atilde; o do servi&ccedil;o, a inclus&atilde;o digital&quot;, esclarece Schr&ouml;der. Isto &eacute; o que est&aacute; sendo debatido agora e examinado pelo FNDC, para dialogar com os relatores dos PLs em tramita&ccedil;&atilde;o no Congresso.<\/p>\n<p>S&iacute;ntese retrospectiva<\/p>\n<p><strong>Um novo sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o<\/strong><\/p>\n<p>O ano se iniciou com um an&uacute;ncio surpreendente vindo do ministro das Comunica&ccedil;&otilde;es, H&eacute;lio Costa, de que o governo federal preparava uma nova televis&atilde;o p&uacute;blica. Mmontada com os canais vagos a partir da implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital no pa&iacute;s, seria uma rede nacional &quot;bem mais ampla do que a Radiobr&aacute;s&quot; . &Agrave; parte do trabalho que vinha sendo realizado por diversas entidades da sociedade e representantes do pr&oacute;prio governo federal no F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas, o an&uacute;ncio de H&eacute;lio Costa surpreendeu as entidades envolvidas nos debates que culminariam na realiza&ccedil;&atilde;o do I F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas, realizado posteriormente, em maio, em Bras&iacute;lia. <\/p>\n<p>A pol&ecirc;mica gerada com a not&iacute;cia do anteprojeto de cria&ccedil;&atilde;o da nova rede de televis&atilde;o p&uacute;blica trouxe &agrave; tona discuss&otilde;es sobre o que &eacute; p&uacute;blico e o que &eacute; estatal. Quatro entidades representativas das televis&otilde;es p&uacute;blicas apresentaram em mar&ccedil;o, aos ministros Dilma Rousseff, da Casa Civil; Luiz Dulci, da Secretaria-Geral da Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica; H&eacute;lio Costa, das Comunica&ccedil;&otilde;es; Gilberto Gil, da Cultura; e &agrave; Presid&ecirc;ncia da Rep&uacute;blica, um manifesto &quot;Pela diversidade e complementaridade dos sistemas privado, p&uacute;blico e estatal de TVs brasileiras&quot; .<\/p>\n<p>Ainda em janeiro, o F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC) encaminhou &agrave; Comiss&atilde;o Executiva do F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas uma s&eacute;rie de propostas para a cria&ccedil;&atilde;o de um modelo de sistema p&uacute;blico de comunica&ccedil;&atilde;o. No documento, o FNDC defende a complementaridade dos sistemas p&uacute;blico, estatal e privado, legitimado e sustentado pela reuni&atilde;o das for&ccedil;as da sociedade civil empenhadas na constru&ccedil;&atilde;o de sistemas democr&aacute;ticos de comunica&ccedil;&atilde;o. Prop&otilde;e formas de financiamento, controle p&uacute;blico, integra&ccedil;&atilde;o de redes e servi&ccedil;os, entre outras contribui&ccedil;&otilde;es.<\/p>\n<p><strong>Nova secretaria encabe&ccedil;a projeto<\/strong><\/p>\n<p>Em mar&ccedil;o, o presidente Luiz In&aacute;cio Lula da Silva criou um novo organismo, com status de minist&eacute;rio, a Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o Social do governo federal. Quem assumiu a pasta foi o jornalista Franklin Martins. Ao empossar o novo ministro, Lula reafirmava a cria&ccedil;&atilde;o nova TV p&uacute;blica: &quot;Vai ser educativa, que possa fazer o que muitas vezes a TV privada n&atilde;o faz&quot;, disse. A id&eacute;ia viria integrar &quot;uma s&eacute;rie de medidas para reformular a comunica&ccedil;&atilde;o do governo&quot;. Cr&iacute;ticas pipocavam, pelo pa&iacute;s, sobre a cria&ccedil;&atilde;o do que seria uma &quot;TV chapa-branca&quot; . O projeto foi entregue ao novo ministro, Franklin Martins.<\/p>\n<p>Mesmo sendo o condutor de um processo de discuss&otilde;es acerca da TV P&uacute;blica iniciado em 2006, o Minist&eacute;rio da Cultura n&atilde;o aparecia nas manifesta&ccedil;&otilde;es do governo acerca da nova TV. Tamb&eacute;m n&atilde;o interrompia os trabalhos e lan&ccedil;ava, em abril, o &quot;Caderno de Debates vol. 2 &#8211; Relat&oacute;rios dos Grupos Tem&aacute;ticos de Trabalho&quot; , do I F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas. A publica&ccedil;&atilde;o apresentou a s&iacute;ntese dos estudos que envolveram oito grupos tem&aacute;ticos na realiza&ccedil;&atilde;o de um diagn&oacute;stico da televis&atilde;o p&uacute;blica brasileira e na elabora&ccedil;&atilde;o das pautas a serem levadas &agrave;s plen&aacute;rias do F&oacute;rum, j&aacute; com data definida para ser realizado &#8211; de 8 a 11 de maio &#8211; em Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p><strong>Evento qualificou a discuss&atilde;o, mas limitou o processo<br \/><\/strong><br \/>A realiza&ccedil;&atilde;o do I F&oacute;rum Nacional de TVs P&uacute;blicas representou um avan&ccedil;o ao reconhecer a necess&aacute;ria exist&ecirc;ncia de um campo p&uacute;blico de televis&atilde;o no pa&iacute;s. Entretanto, se em sua prepara&ccedil;&atilde;o, o F&oacute;rum promoveu e viabilizou de forma in&eacute;dita, discuss&otilde;es, grupos de trabalho, relat&oacute;rios e documentos pensados por especialistas do setor, representantes da sociedade civil organizada, empresas e governo, o produto final dos quatro dias de debates em Bras&iacute;lia n&atilde;o correspondeu &agrave; altura os encaminhamentos necess&aacute;rios para dar forma a uma nova TV realmente P&uacute;blica. <\/p>\n<p>&quot;Embora encontremos na Carta de Bras&iacute;lia a recomenda&ccedil;&atilde;o de que seja adotada uma estrutura horizontal para a TV P&uacute;blica, ela permanece vertical ao sinalizar com uma difus&atilde;o centralizada na Radiobr&aacute;s e na TVE do Rio&quot;, avaliou Celso Schr&ouml;der, coordenador- geral do FNDC, ap&oacute;s o encontro de Bras&iacute;lia.<\/p>\n<p>Ao final de todo o processo, a TV p&uacute;blica foi criada pelo governo por Medida Provis&oacute;ria, gerando protestos na sociedade civil e no parlmento. A MP 398, de 10 de outubro de 2007, autorizou o Poder Executivo a constituir a Empresa Brasil de Comunica&ccedil;&atilde;o (EBC), promovendo a extin&ccedil;&atilde;o da Radiobr&aacute;s e a incorpora&ccedil;&atilde;o de seu patrim&ocirc;nio. Para o FNDC, a TV Brasil poder&aacute; consolidar uma identidade brasileira marcada por valores populares e democr&aacute;ticos. Por&eacute;m, o FNDC tem cr&iacute;ticas quanto aos encaminhamentos finais que institu&iacute;ram a nova TV p&uacute;blica nacional .<\/p>\n<p>A constru&ccedil;&atilde;o de um espa&ccedil;o onde a sociedade civil possa participar efetivamente era uma condi&ccedil;&atilde;o da sociedade civil envolvida no processo de debates sobre a televis&atilde;o p&uacute;blica brasileira e foi uma das reivindica&ccedil;&otilde;es do FNDC acolhidas no F&oacute;rum de TVs P&uacute;blicas. Por&eacute;m, o governo decidiu nomear um conselho de not&aacute;veis, escolhidos pelo presidente Lula. Representantes da sociedade civil, em diversas manifesta&ccedil;&otilde;es, discordaram do governo em rela&ccedil;&atilde;o a esse Conselho. Em 26 de novembro, o presidente Lula nomeou os 15 representantes para o Conselho Curador da Empresa Brasileira de Comunica&ccedil;&atilde;o (a TV Brasil). <\/p>\n<p>A estrutura adotada para a TV Brasil desconsiderou, de acordo com o FNDC, a participa&ccedil;&atilde;o da sociedade civil e dos movimentos sociais, dos movimentos que lutam pela democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, dos pesquisadores e trabalhadores da comunica&ccedil;&atilde;o. <\/p>\n<p><strong>TV Brasil e TV Digital estr&eacute;iam juntas<\/strong><\/p>\n<p>No dia 2 de dezembro, a TV Brasil estreou, juntamente com a TV digital. Pouca gente, por&eacute;m, j&aacute; tem acesso &agrave; anunciada qualidade de uma e &agrave; programa&ccedil;&atilde;o de outra. As televis&otilde;es inauguraram, mas as promessas de ganho foram adiadas at&eacute; que o sinal da TV digital seja liberado para outras cidades e Estados e o pre&ccedil;o dos aparelhos conversores e das pr&oacute;prias televis&otilde;es sejam vi&aacute;veis . A TV Brasil iniciou transmiss&otilde;es para S&atilde;o Paulo, Maranh&atilde;o e Distrito Federal.<\/p>\n<p>Durante o ano, a consultoria da C&acirc;mara Federal produziu um estudo e recomendou que o processo de implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital no Brasil fosse submetido &agrave; aprova&ccedil;&atilde;o do Congresso Nacional, o que n&atilde;o aconteceu. A Frente Nacional por um Sistema Democr&aacute;tico de R&aacute;dio e TV Digital (movimento criado a partir da organiza&ccedil;&atilde;o de mais de cem entidades brasileiras na luta pela democratiza&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o) promoveu encontro em mar&ccedil;o, no Rio de Janeiro, articulando a&ccedil;&otilde;es para incidir quanto &agrave; implanta&ccedil;&atilde;o da TV digital . A TV digital nasce, entretanto, excludente, envolvida em contradi&ccedil;&otilde;es. Na pressa do governo, os preceitos contidos no Decreto 4.901\/03 foram abandonados .<\/p>\n<p><strong>Cruzada pela Confer&ecirc;ncia<\/strong><\/p>\n<p>No ano de 2007, o FNDC p&ocirc;s em pr&aacute;tica a determina&ccedil;&atilde;o de sua XIII Plen&aacute;ria e intensificou a&ccedil;&otilde;es pela realiza&ccedil;&atilde;o de uma Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o. Acreditando que a solu&ccedil;&atilde;o para um novo marco legal para o setor est&aacute; nesse grande encontro, deflagrou uma verdadeira cruzada pela constru&ccedil;&atilde;o da Confer&ecirc;ncia. Com cerca de 30 entidades, participou da cria&ccedil;&atilde;o do Movimento Pr&oacute;-Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&atilde;o, que se re&uacute;ne quinzenalmente em Bras&iacute;lia, definindo a&ccedil;&otilde;es para realizar uma confer&ecirc;ncia plural e democr&aacute;tica. <\/p>\n<p>Em abril, mobilizando- se pela Confer&ecirc;ncia, FNDC esteve com os ministros Tarso Genro (da Justi&ccedil;a) e Franklin Martins (da Secretaria de Comunica&ccedil;&atilde;o do Planalto), encaminhando as reivindica&ccedil;&otilde;es da entidade pela realiza&ccedil;&atilde;o do evento. Tamb&eacute;m esteve com o ministro H&eacute;lio Costa (das Comunica&ccedil;&otilde;es), acompanhando um grupo de entidades pr&oacute;-confer&ecirc;ncia, que se mobilizaram a partir das preocupa&ccedil;&otilde;es expressas pela Comiss&atilde;o de Direitos Humanos da C&acirc;mara dos Deputados, em suas v&aacute;rias iniciativas . <\/p>\n<p>De 17 a 19 de setembro em Bras&iacute;lia, o Minist&eacute;rio das Comunica&ccedil;&otilde;es em parceria com outros minist&eacute;rios, o Senado Federal e a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde; es realizou uma Confer&ecirc;ncia Nacional Preparat&oacute;ria de Comunica&ccedil;&otilde;es, &quot;Uma Nova Pol&iacute;tica para a Converg&ecirc;ncia Tecnol&oacute;gica e o Futuro das Comunica&ccedil;&otilde;es&quot;. Do encontro, ficou marcada por unanimidade a conclus&atilde;o de que um novo marco regulat&oacute;rio para as comunica&ccedil;&otilde;es no Brasil &eacute; condi&ccedil;&atilde;o fundamental frente ao processo de converg&ecirc;ncia digital dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o. E que a Confer&ecirc;ncia Nacional de Comunica&ccedil;&otilde;es ser&aacute; constru&iacute;da pela sociedade e o governo.<\/p>\n<p><strong>Classifica&ccedil;&atilde;o indicativa gerou pol&ecirc;mica<\/strong><\/p>\n<p>&Eacute; dever dos pais ou do Estado, determinar a quais produtos as crian&ccedil;as e os adolescentes brasileiros assistir&atilde;o? A publica&ccedil;&atilde;o da Portaria 246\/07 levou &agrave; fervura uma discuss&atilde;o que cozinhava em fogo brando desde 2000. A regulamenta&ccedil;&atilde;o da classifica&ccedil;&atilde;o indicativa das obras audiovisuais exibidas pelas emissoras de televis&atilde;o trouxe um importante debate para a sociedade . Representantes do movimento pelo democratiza&ccedil;&atilde;o da comunica&ccedil;&atilde;o, entre os quais o FNDC, foram recebidos pelo Ministro da Justi&ccedil;a, Tarso Genro a quem entregaram uma Carta Aberta.<\/p>\n<p><strong>Governo apressa a digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio<\/strong><\/p>\n<p>O sistema de digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio se encaminha, ao que tudo indica, para uma defini&ccedil;&atilde;o pelo sistema americano de R&aacute;dio Digital AM Iboc (In Band on Channel), em fase de testes desde o ano passado. O FNDC repudia o processo, que n&atilde;o incluiu qualquer tipo de consulta. Em levantamento realizado em 2006, o FNDC estimou que a transi&ccedil;&atilde;o para o padr&atilde;o propriet&aacute;rio Iboc poder&aacute; custar R$ 15,7 bilh&otilde;es ao cidad&atilde;o e mais de R$ 1,3 bilh&atilde;o &agrave;s emissoras . Apesar da escolha dada, os radiodifusores n&atilde;o se mostraram muito animados com os primeiros testes com o Iboc, por conta do delay. Tal como vai sendo conduzida, a digitaliza&ccedil;&atilde;o do r&aacute;dio no Brasil poder&aacute; aumentar a concentra&ccedil;&atilde;o dos meios de comunica&ccedil;&atilde;o e o poder das grandes redes .<\/p>\n<p>O I F&oacute;rum de R&aacute;dios P&uacute;blicas aconteceu de 21 a 23 de novembro e teve na sua pauta a digitaliza&ccedil;&atilde;o do setor. <\/p>\n<p><strong>Comiss&atilde;o rev&ecirc; concess&otilde;es de r&aacute;dio e TV<\/strong><\/p>\n<p>Ainda no primeiro semestre, a Comiss&atilde;o de Ci&ecirc;ncia, Tecnologia, Comunica&ccedil;&atilde;o e Inform&aacute;tica (CCTCI) da C&acirc;mara dos Deputados, reinstalou a subcomiss&atilde;o especial para revisar as normas para concess&atilde;o de r&aacute;dio e de TV no pa&iacute;s, formada por 14 parlamentares. A deputada Luiza Erundina (PSB-SP), presidiu a subcomiss&atilde;o, que prop&ocirc;s o acr&eacute;scimo de um par&aacute;grafo ao artigo n&ordm; 222 da Constitui&ccedil;&atilde;o, estabelecendo: &quot;n&atilde;o poder&aacute; ser propriet&aacute;rio, controlador, gerente ou diretor de empresa de radiodifus&atilde;o sonora e de sons e imagens quem esteja investido em cargo p&uacute;blico ou no gozo de imunidade parlamentar ou de foro especial&quot;. A emenda visa evitar o coronelismo eletr&ocirc;nico . <\/p>\n<p>Em junho, publicamos neste e-F&oacute;rum um levantamento exclusivo revelando que 40% das televis&otilde;es brasileiras operam com outorgas vencidas. A mat&eacute;ria constatava que a lentid&atilde;o do Congresso contribui para caducidade das concess&otilde;es e apontava algumas emissoras que n&atilde;o renovam sua concess&atilde;o h&aacute; duas d&eacute;cadas, e, mesmo assim, continuam funcionando. <\/p>\n<p><strong>Anatel completou 10 anos<\/strong><\/p>\n<p>Criada para ser um ente p&uacute;blico com capacidade de mediar as rela&ccedil;&otilde;es na &aacute;rea de comunica&ccedil;&atilde;o, a Ag&ecirc;ncia Nacional de Telecomunica&ccedil;&otilde; es (Anatel) comemorou seus 10 anos. As cr&iacute;ticas do setor &agrave; ag&ecirc;ncia, por&eacute;m, s&atilde;o de que precisa retomar sua origem, recuperar sua hist&oacute;ria e modificar o pr&oacute;prio futuro . <\/p>\n<p><strong>CCS inerte<\/strong><\/p>\n<p>A renova&ccedil;&atilde;o do Conselho de Comunica&ccedil;&atilde;o S&oacute;cial (CCS), &oacute;rg&atilde;o auxiliar do Congresso Nacional n&atilde;o aconteceu, como deveria. O CCS reuniu-se pela &uacute;ltima vez em dezembro de 2006, quando se extinguiu o segundo mandato. Sete conselheiros deveriam ter sido substitu&iacute;dos, uma vez que j&aacute; completaram duas gest&otilde;es no CCS, e os trabalhos retomados. Num ano cheio de decis&otilde;es acerca das comunica&ccedil;&otilde;es no pa&iacute;s, o CCS n&atilde;o foi composto, n&atilde;o atuou .<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O ano de 2007 foi intenso na &aacute;rea da comunica&ccedil;&atilde;o brasileira. Ocorreram as implanta&ccedil;&otilde;es da nova TV p&uacute;blica, da TV Digital, a discuss&atilde;o da Classifica&ccedil;&atilde;o Indicativa, entre outros fatos. As a&ccedil;&otilde;es foram acompanhadas de perto pelo F&oacute;rum Nacional pela Democratiza&ccedil;&atilde;o da Comunica&ccedil;&atilde;o (FNDC), sempre com o prop&oacute;sito de incidir nas formula&ccedil;&otilde;es. 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